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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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14
Jun20

Bolsonaro: A Constituição sou eu

Talis Andrade

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IV - Os militares voltaram dispostos a ficar

por Jeferson Miola

- - -

O confronto permanente com o Congresso e com o STF; o caos, a violência contra opositores e a exasperação do clima político e social são ingredientes da receita estratégia dos militares e do governo Bolsonaro.

No ambiente de instabilidade e confusão, eles evocam as Forças Armadas para restaurar a ordem, como fica explícito na nota ameaçadora [12/6] assinada pelo Bolsonaro na companhia do vice Mourão e do ministro da Defesa no embate mais recente com o STF.

Julgando-se acima da Constituição civil e do poder civil, o capitão que em 19/4 disse que A Constituição sou eu! agora declara, em parceria com 2 dos seus generais hierarquicamente mais relevantes do poder formal no governo, que “As FFAA do Brasil não cumprem ordens absurdas, como p. ex. a tomada de Poder”.

A menção deles à “tomada de poder” como exemplo de “ordem absurda” que é descumprida pelas FFAA é um truque cretino. Com este truque diversionista, mandam mensagem cifrada para intimidar o STF com a ameaça de desobediência e, inclusive, com reação armada caso a chapa Bolsonaro/Mourão seja cassada pelo TSE [o que, aliás, deveria ter acontecido em 2018].

Os militares deixam isso claro ao afirmar que as FFAA “Também não aceitam tentativas de tomada de Poder por outro Poder da República, ao arrepio das Leis, ou por conta de julgamentos políticos”.

Eles empulham com a tese de que tanto a cassação da chapa pelo TSE, como o impeachmentdo Bolsonaro pelo Congresso ou a condenação dele pelo STF com fundamento nos incontáveis crimes comuns e de responsabilidade cometidos, fosse “julgamento político” para a “tomada de Poder por outro Poder da República, ao arrepio das Leis …”.

Eles dizem, com todas as letras, que se consideram acima da Lei e da Constituição civil, e que não hesitarão em comandar ação das Forças Armadas para impor suas vontades mesmo à força. (Continua)

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