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02
Jun21

Bolsonarista e contra Lula: saiba mais sobre PM que prendeu professor

Talis Andrade

 

 
Goiânia – Um tenente da Polícia Militar de Goiás, afastado das ruas nesta terça-feira (1º/6) e investigado por suposto abuso de autoridade por prender professor com faixa “Fora Bolsonaro genocida”, é autodeclarado na internet como defensor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O oficial critica o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva e o PT, além dos que chama de “esquerdalhas”.
 
1º tenente da Polícia Militar Marlon Jorge Albuquerque teve seu perfil revelado pelo Metrópoles e também é instrutor de curso de aperfeiçoamento de colegas de farda. Ele prendeu o professor e dirigente do PT em Goiás Arquidones Bites Leão Leite, de 58 anos, em Trindade, na região metropolitana, na segunda-feira (31/5).
 
Tenente Albuquerque, como é chamado pelo seu nome de guerra, coleciona, em suas redes sociais, diversas publicações atribuídas a Bolsonaro e críticas a Lula, ao PT e à esquerda. Ele também aparece na internet em uma foto ao lado do presidente e se apresenta como judeu.
 
“O Poder Executivo está unido (…). O povo está conosco, as FFAA ao lado da lei e da ordem. Chegamos no limite”, escreveu o oficial da PM goiana, em seu perfil no Instagram. A identidade completa dele foi confirmada ao portal pela assessoria de comunicação da PM.Vídeo: PM goiana prende professor por faixa "Bolsonaro genocida" em carro
 
 
O professor do ensino médio e dirigente do PT em Goiás Arquidones Bites discursou na frente da sede da Polícia Federal (PF), em Goiânia, após ser liberado de uma acusação da PM, de desrespeito à Lei de Segurança Nacional, por ter colocado uma faixa com a frase “Fora Bolsonaro genocida” em seu carro.
 
Irmão do ex-secretário do Entorno do Distrito Federal e ex-vereador de Valparaíso de Goiás Arquicelso Bites, que morreu vítima da Covid-19 em 30/3, Arquidones disse ter tomado um soco dos policiais que o pararam na rua, em Trindade (GO), nesta segunda (31/5). Ele protestou em memória do irmão caçula.
 
“Somos 19 irmãos, veio morrer justamente o caçula. Ele saiu da ordem”, lamentou Arquidones. “Saiu da ordem por causa que o presidente da República, esse genocida, não comprou vacina”, discursou ele, repetindo a frase que incomodou os PMs goianos.

 

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