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Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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18
Out18

Bispo Emérito Dom Mauro Morelli rebate críticas de Bolsonaro à Igreja Católica: desequilibrado e vulgar

Talis Andrade

dom mauro papa.jpeg

 

 

O bispo emérito de Duque de Caxias e um dos idealizadores e percussores do programa Fome Zero, Dom Mauro Morelli, condenou os ataques desferidos pelo candidato de extrema direita à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), contra a CNBB: "O candidato Bolsonaro agrediu gravemente e de forma gratuita a Igreja Católica, taxando a CNBB de parte podre da Igreja. De sua boca jorram asneiras e impropérios, revelando um homem desequilibrado e vulgar. Se eleito acabará defenestrado em pouco tempo", postou o religioso no Twitter

 

bolsonaro contra bispos.jpg

 

247 - O bispo emérito de Duque de Caxias e um dos idealizadores e percussores do programa Fome Zero, Dom Mauro Morelli, usou sua conta no Twitter para condenar os ataques contra a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) desferidos pelo candidato de extrema direita à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL). "O candidato Bolsonaro agrediu gravemente e de forma gratuita a Igreja Católica, taxando a CNBB de parte podre da Igreja. De sua boca jorram asneiras e impropérios, revelando um homem desequilibrado e vulgar. Se eleito acabará defenestrado em pouco tempo", postou o religioso.

 

A postagem de Morelli veio na esteira de um vídeo divulgado por Bolsonaro onde ele ataca a população indígena e afirma que irá rever a demarcação de terras deste segmento da população em prol do agronegócio. No vídeo, Bolsonaro afirma que a defesa das terras indígenas conta com o apoio da "parte podre" da Igreja Católica, representada pelo Cimi (Conselho Indigenista Missionário) e pela CNBB.

 

Os ataques de Bolsonaro contra a Igreja Católica fazem parte de um crescente que vem ganhando espaço nos discursos do candidato desde sua aliança com o bispo e líder da Igreja Universal, Edir Macedo. Mcedo, que já declarou apoio a Bolsonaro, colocou à disposição da sua campanha a TV Record, além de ter escrito um livro intitulado "Plano de Poder", visando o poder de Estado, como publicado em matéria do Brasil 247.

 

Mais cedo, Dom Mauro Morelli também havia criticado membros da própria congregação que, mesmo cientes dos ataques feitos por Bolsonaro contra a Igreja Católica, visitaram o presidenciável nesta quarta-feiira (17). "Fim de picada...a CNBB é a comunhão dos Bispos católicos..não é prédio e nem estrutura....surpreso com bispo e cardeal beijando a mão do candidato nesta manhã..", postou.

 

Veja o vídeo onde Jair Bolsonaro menospreza a população indígena e ataca a CNBB.

 

Povo contra povo

.

No início da semana, pastorais sociais e outras entidades divulgaram nota alertando para um "movimento antidemocrático" na atual campanha, que "apela  ao ódio e à violência, colocando o povo contra o povo". 

 

"A Constituição sai ferida com esta intolerância que nega a diversidade do povo brasileiro, estimula preconceitos e incentiva o conflito social", diz ainda a nota. 

 

"O candidato deste movimento quer se valer de eleições democráticas em sentido contrário para dar legalidade e legitimidade a um governo que pretende militarizar as instituições, garantir impunidade aos abusos policiais, armar a população civil e reduzir ou cortar programas de direitos humanos e sociais. Em poucas palavras, é o abandono do Estado Democrático de Direito."

 

Assinam a nota: Cáritas Brasileira, Comissão Brasileira Justiça e Paz, Centro Cultural de Brasília, Conselho Indigenista Missionário, Comissão Justiça e Paz de Brasília, Conselho Nacional do Laicato do Brasil, Comissão Pastoral da Terra, Conferência dos Religiosos do Brasil, Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social, Observatório De Justiça Socioambiental Luciano Mendes De Almeida, Pastoral Carcerária Nacional, Pastoral da Mulher Marginalizada, Pastoral Operária e Serviço Pastoral do Migrante.

 

 

 

 

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