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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

30
Abr18

As reveladoras balas do atentado político contra acampamento de Lula

Talis Andrade

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O atirador da república do Paraná

 

 

"Peritos da Polícia Cientifica, policiais militares e da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, estiveram no local (acampamento de manifestantes simpatizantes ao ex-presidente Lula). Foram recolhidas cápsulas de pistola 9 mm", informa a Secretaria de Segurança Pública do Paraná.

 

As armas que mataram a vereadora Marielle Franco no Rio de Janeiro, e atiraram contra acampamento Marisa Letícia em Curitiba, chacinaram 17 pessoas em Osasco e Barueri. 

 

E mais revelador ainda (informa jornal do golpe de 20l6): Nos três atentados usaram munições calibre 9 mm do lote UZZ-18, vendido à PF de Brasília pela empresa Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) no dia 29 de dezembro de 2006, com as notas fiscais número 220-821 e 220-822. 

 

Ao todo, o lote continha 1.859.000 cápsulas, que foram distribuídas para todas as unidades da PF. Também houve balas desse lote usadas em crimes envolvendo facções rivais de traficantes que resultaram na morte de cinco pessoas em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, entre 2015 e 2017.

 

Em ofício de 2015 do processo da chacina de Osasco e Barueri, a CBC indica para a Polícia Militar de São Paulo para onde foram vendidas as balas dos cinco lotes de munição usados na chacina. Parte dessa munição encontrada na cena da chacina de Osasco é do mesmo lote da usada no assassinato de Marielle.

 

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, reconhece que esse lote comprado pela PF teve desvios, sendo um deles em 2007 na própria instituição, por um escrivão da PF, que pode revelar os autores dos mais recentes episódios sangrentos da política brasileira. 

 

 Vamos repetir. Trancrevo do G1: As munições calibres 9mm que  mataram a vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes são do mesmo lote de parte das balas utilizadas na maior chacina do estado de São Paulo. Os assassinatos de 17 pessoas ocorreram em Barueri e Osasco, na Grande São Paulo, em 13 de agosto de 2015. Três policiais militares e um guarda-civil foram condenados pelas mortes.

 

Vamos repetir até cansar. Um escri√ão da PF de Brasília, três policiais militares e um guarda-civil de São Paulo conhecem o mapa da mina, os escondidos depósitos de 1.859.000 balas, que sumiram da Polícia Federal num passe de mágica, e que reemBALAdas, em diferentes e pesadas caixas, foram transportadas, pelo que se sabe, para São Paulo, Rio de Janeiro e república do Paraná.  

 

+ inquérito 

 

A Polícia Federal instaurou inquérito para apurar a origem das munições e as circunstâncias envolvendo as cápsulas encontradas no local onde Marielle foi morta.  A PF (santa inocência!) quer saber como as munições saíram de Brasília e chegaram ao Rio. Além disso, a investigação deverá rastrear por onde passou a munição desde a chegada do lote em Brasília, em 2006. É piada! A PF recebe, paga e não sabe como chegou.

 

Diz o G1 que a Polícia Civil do Rio já descobriu que a munição é original -- ou seja, não foi recarregada. Isso porque a espoleta, que provoca o disparo da bala, é original. Os agentes chegaram a essas conclusões após a perícia. Agora, as polícias Civil e Federal vão iniciar um trabalho conjunto de rastreamento que teve começo e nunca tera fim.

 

 

+ chacina

 

Todos os acusados foram considerados culpados pelos crimes, em dois julgamentos. No primeiro júri, realizado em setembro de 2017, foram condenados o PM da Rota Fabrício Eleutério (255 anos, 7 meses e 10 dias de prisão); o policial militar Thiago Henklain (247 anos, 7 meses e 10 dias); e o guarda-civil Sérgio Manhanhã (100 anos e 10 meses).

 

No segundo julgamento, o PM Victor Cristilder Silva dos Santos foi condenado a 119 anos, 4 meses e 4 dias de prisão. Segundo a acusação, eles cometeram os assassinatos para vingar as mortes de um PM e de um GCM dias antes da chacina.

 

 

 

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