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23
Mai21

As duas faces da CPI da Covid e o que o futuro reserva a Bolsonaro

Talis Andrade

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Enquanto distrai o público com o espetáculo de depoimentos, a CPI se debruça sobre os principais crimes do governo no falso combate ao vírus

 
A face oculta da CPI tem pouco a ver com o espetáculo oferecido ao público que a tudo acompanha pelos relatos ao vivo da mídia convencional e das redes sociais. A audiência só tem aumentado. Quer-se entender por que ultrapassamos a casa dos 444 mil mortos e dos quase 16 milhões de infectados. Como foi possível?
 
Documentos e informações que abarrotam os cofres da CPI desenham uma resposta cada dia mais robusta. Muitos crimes foram cometidos pelo governo no falso combate que travou contra o vírus, mas os mais importantes deles foram quatro. A saber:
 
1) Acreditar por querer acreditar, sem amparo em fatos, que a pandemia só perderia força quando 70% da população fossem infectadas. Deu-se passe livre para que a doença se espalhasse. Que morressem os que tivessem de morrer, como disse um dia o presidente Jair Bolsonaro. Importante seria salvar a economia.
 

2) Recomendar o chamado tratamento precoce à base de drogas ineficazes como a cloroquina e outras. No início da pandemia, de fato pensou-se que tais drogas, quando nada, evitariam a corrida aos hospitais. Logo, descobriu-se que provocavam efeitos colaterais e que simplesmente eram inúteis contra a Covid.

3) Atrasar deliberadamente a compra de vacinas, de vez que a contaminação das pessoas deveria avançar, que o tratamento precoce sairia mais barato e que a volta ao trabalho, com o desrespeito às medidas de isolamento baixadas por governadores e prefeitos, era o melhor discurso para reeleger Bolsonaro.

4) O morticínio em Manaus, em janeiro último, onde faltou oxigênio, foi resultado das escolhas erradas feitas pelo governo. Diz-se que faltou uma estratégia nacional para o enfrentamento da doença. Não faltou. Existiu. Foi ela que conduziu o país à situação que ora atravessa. Sem vacina suficiente, ainda irá piorar.

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