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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

23
Jul18

AS AMEAÇAS À DEMOCRACIA BRASILEIRA E A CRISE DA CONTEMPORANEIDADE

Talis Andrade

 

 

por Marcelo José Ferlin D’Ambroso e

María José Fariñas Dulce 

 

genildo intervenção militar .jpg

 

 

Resumo: o artigo apresenta uma visão crítica do momento brasileiro, em que há sérias ameaças à consolidação da democracia, considerando o curso de movimentos vindicando a intervenção militar estimulados em redes sociais, o contexto de desinformação da população pela mídia hegemônica e guerra híbrida. Por outro lado, aponta-se dois erros históricos brasileiros, ao não se estruturar mídia independente e alternativa, e ao não se promover, adequadamente, a educação e o resgate da memória do período do regime de exceção. Tais erros estruturam as bases de ameaças à democracia brasileira na contemporaneidade e clamam solução urgente para evitar a repetição do passado.

 

1 Introdução

O Brasil passa por um momento angustiante, com alguns movimentos radicais de direita estimulados por redes sociais, internet e mídia, que tende a aprofundar a violação ao regime democrático de direito ocorrida no impeachment da Presidenta legal e legitimamente eleita, Dilma Rousseff, no ano de 2016. A este respeito, vale mencionar a sentença proferida pelo Tribunal Internacional pela Democracia no Brasil[2], na qual se concluiu que “o processo de impeachment da Presidenta da República viola a Constituição brasileira, a Convenção Americana de Direitos Humanos e o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos, e constitui verdadeiro golpe de estado”.

 

Em continuidade, a paralisação dos caminhoneiros ocorrida neste ano de 2018 marca situações de grande tensão, com parte da população pedindo pelo retorno da intervenção militar. Este chocante clamor popular leva às perguntas relativas a como se chega a esse estado de coisas e quais suas causas.

 

Neste norte, o objetivo deste texto é, em breves linhas, pontuar duas situações que podem ser elencadas como causas: o contexto de mídia hegemônica no país e o resgate parcial da memória histórica do regime militar.

 

Sem a pretensão de apontar soluções e esgotar a temática, a ideia é propor uma reflexão sobre a conjuntura atual que possa contribuir para a racionalidade necessária para a manutenção do Estado democrático de Direito

 

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