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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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30
Out18

Apresentadora de programa de TV de Haddad sofre ataques e racismo na web

Talis Andrade

 

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A jornalista, publicitária e apresentadora de TV baiana Rita Batista, que apresentou na televisão as propagandas de Fernando Haddad à Presidência da República durante o segundo turno das eleições 2018, afirma que foi ameaçada nas redes sociais e sofreu racismo em comentários públicos no Instagram e mensagens privadas. Ela denunciou na rede social o crime, praticado por simpatizantes de Jair Bolsonaro.

 

Em uma postagem feita no final da tarde do domingo de votação, 28, a apresentadora revelou que os comentários já vinham sendo enviados e que um dossiê foi entregue às autoridades policiais para tomar providências. Ela afirma ainda que o fato foi fruto de articulação de um deputado eleito aliado de Bolsonaro.

  

Os nazistas usam ofensas como "lixo", "fedorenta", "feia" e "pé de chinelo". Um safado, de apelido Julio Morbeck Lee, comentou: "este tipo de bosta só podia ser esquerdista". 

 

"Engana-se muito quem acha que a internet é uma 'terra sem lei'", escreveu Rita. "Discordar, debater, ter opinião contrária é da democracia, ofender, destratar, depreciar é para mim, falta de argumento e para a lei, crime. As ameaças de toda ordem, a mim e aos meus, não me acovardam e os pedidos de desculpas no privado não me comovem. O estado democrático de direito é soberano e continuará sendo", concluiu.

 

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Vereadora protocola moção de repúdio contra agressões sofridas por Rita Batista

 

A líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador, vereadora Marta Rodrigues (PT), protocolou na Casa, nesta terça-feira (30), uma moção de repúdio contra as agressões sofridas pela jornalista Rita Batista nas redes sociais devido a sua participação na campanha do candidato à presidência da República, Fernando Haddad (PT).

 

À imprensa e ao Ministério Público do Estado (MP-BA), Rita revelou sofrer agressões racistas e misóginas, além de ameaças constantes à sua integridade física por meio das redes sociais.

 

“Toda minha solidariedade a Rita, uma mulher digna e integra, que sempre esteve ao lado da democracia e cumpre sua função de jornalista com muito profissionalismo e competência. Rita é a cara da mulher baiana e brasileira, aquela que não foge a luta e que não se esconde diante das ameaças”, declarou a vereadora.

 

Para a petista, as agressões e ameaças a Rita – e as diversas que vem sendo denunciadas no país inteiro – revelam o quanto a eleição de Jair Bolsonaro dá respaldo para a promoção do ódio e da violência por parte de seus eleitores.

 

“É uma realidade que nos preocupa, mas que não nos intimida. Estivemos esse tempo todo nas trincheiras de luta, ao lado da democracia e dos direitos humanos, não vai ser agora que vamos recuar na nossa batalha”, afirmou Marta Rodrigues.

 

"Eu sou Rita Batista"

 

 

Rita Batista, um dos principais rostos e vozes da comunicação, exerce papel importante ao se colocar como uma mulher negra que não abre mão de suas características. Plural e presente em quase todas as plataformas de mídia, esta moça formada em publicidade, mas jornalista por exercício, falou ao Hypeness sobre as dores e delícias do jornalismo.

 

“[A comunicação] Sempre fez parte da minha vida. Eu não me lembro de eu não me comunicando. Eu sempre fui uma criança que me comuniquei muito. Tanto que sempre andei com crianças mais velhas, me impacientava as crianças mais novas, que não acompanhavam meu ritmo, pois eu era de fato uma criança acelerada. Sempre fui.

 

E eu gostava muito da convivência com adultos. Sempre gostei. De adultos, pessoas mais velhas do que eu. Eu acho que tem a ver com a oralidade africana, moradora do subúrbio. A minha identificação foi desde de muito cedo vendo Glória Maria”, destaca.

 

Ao longo de sua carreira Rita, criada em Periperi – bairro do subúrbio ferroviário de Salvador, afirma que o grande objetivo sempre foi conhecer pessoas. Aliás, a pluralidade de vozes é uma das máximas do jornalismo.

 

“Eu digo que eu sou Rita Batista sempre querendo saber quem é você. Então a pessoa que se apresenta desse jeito quer saber das pessoas. Quer conhecer as pessoas. Eu acho que contar histórias faz parte do meu ofício. Nem sempre são histórias boas, bonitas. São histórias de luta, reivindicação. De reclamação de direitos, boa parte das vezes. Mas cada pessoa é de um jeito, cada história tem sempre alguma coisa que nos acrescenta. No fim das contas quem ganha sou eu”, pontua.

 

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