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O CORRESPONDENTE

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01
Mai18

Antiga sede da Polícia Federal pegou fogo e desabou

Talis Andrade

Prédio de 20 andares era ocupado por 150 famílias do MLSM 

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predio da polícia federal .jpg

 

 

Um prédio de mais de 20 andares desabou após pegar fogo nas proximidades do Largo do Paissandu, centro de São Paulo, na madrugada desta terça-feira, dia 1º de maio. O edifício, que já foi sede da Polícia Federal e pertence à União, estava ocupado, há seis anos, por cerca de 150 famílias do MLSM - Movimento de Luta Social por Moradia.

 

Apesar da reação de apoio, as críticas ao imobilismo do Estado, com o empurra empurra de responsabilidades – culpa da prefeitura ou da União – já começaram.

 

Também as famílias que ocupam edifícios para pressionar por moradias sofrem com o estigma de estarem vinculados a movimentos sociais, que estariam se aproveitando de limbos jurídicos para se estabelecer em espaços que oferecem risco de morte, como mostrou a tragédia desta terça.

 

Algumas notícias que circularam ao longo do dia criticavam o que era chamado de “indústria de ocupação”. Nas redes sociais, não faltavam os xingamentos às famílias, chamadas de “vagabundos”. E a acusação de que se tratava de uma ocupação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), liderado pelo pré candidato a presidente Guilherme Boulous, que concorre pelo PSOL.

 

Boulous tratou de esclarecer os fatos, e prestar solidariedade às famílias. “Nossa solidariedade às famílias ocupantes que sofreram com incêndio e desabamento do edifício em São Paulo. Querer culpar os sem-teto pelas condições precárias do imóvel é de uma perversidade inacreditável. Ninguém ocupa porque quer, mas por falta de alternativa”, afirmou. Leia mais 

 

 

 


Nota de esclarecimento do MTST sobre o incêndio e desmoronamento de prédio ocupado no centro de SP


O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) tem mais de 20 anos de história de luta por moradia no Brasil. Nesse período colaborou para que milhares de pessoas tivessem acesso à moradia digna, um direito constitucional negado a mais de 6 milhões de famílias no país.

 

Nos últimos dois anos, estivemos na linha de frente das lutas e denúncias contra os cortes no orçamento da habitação. No ano de 2017, o governo Temer destinou apenas 9% dos valores previstos com moradia no orçamento. A faixa mais afetada foi a de baixa renda, que compreende famílias que recebem até 1.800 reais. Enquanto isso a Caixa Econômica ampliou o limite de financiamento para imóveis de luxo, uma completa inversão de prioridades.

 

A ocupação vítima do incêndio não era organizada pelo MTST e sim por outro movimento de moradia, o MLSM – Movimento de Luta Social por Moradia

 

O MTST não tem ocupações no centro deSão Paulo e não pratica a cobrança de nenhum valor das famílias organizadas em nossas ocupações.

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