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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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01
Ago20

ANONIMATO COVARDE “Todas as matérias que saem na imprensa, é um procurador ou uma procuradora que fala" em off

Talis Andrade

 

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Os vazamentos seletivos de escutas telefônicas, de varreduras de computadores, de delações premiadas, de confissões de presos sob tortura psicológica foram abusivamente usados por delegados de polícia e procuradores e juízes da autodenominada lava jato. Vide processos contra jornalistas. Processos de censura dos jornalistas que não rezavam pela cartilha fascista de Sergio Moro, Deltan Dallagnol e agentes estadunidenses. Vide assédio judicial ao jornalista Marcelo Auler, promovido por delegados da Polícia Federal. Idem casos de delegados dissidentes. Com suicídio. A perseguição de Moro como juiz ao escritor e líder sindical Emanuel Cancella; como ministro da Justiça e da Segurança Pública (decreto da Besta 666) ao jornalista Glenn Greenwald.

“Todas as matérias que saem na imprensa, é um procurador ou uma procuradora que fala. O anonimato mais do que inconstitucional e ilegal, é covarde. Eu não tenho medo de enfrentar nenhum argumento, eu tenho o costume de enfrentar tudo o que faço e digo e não tenho receio de desagradar”, disse Augusto Aras.

O Jornal GGN historia o embate entre o procurador-geral da República, Augusto Aras, e procuradores que defendem a Operação Lava Jato sem controle, fora da lei, como justiça paralela, partido político e fundação privada. Uma grife de "garotos dourados", uma "organização criminosa".

Augusto Aras falou depois de provocado pelo sub-procurador de Rodrigo Janot: Nicolau Dino, numa videoconferência para discutir a proposta orçamentária da entidade para 2021.

O procurador Nicolao Dino comentou a oposição do chefe do MPF sobre a força-tarefa de Curitiba em entrevista exclusiva ao jornalista Luis Nassif nesta semana

Informa o GGN:

Dino foi o primeiro a falar na sessão e usou seu tempo para ler carta aberta, subscrita pelos subprocuradores Nivio Freitas, José Adonis e Luiza Frischeisen, em crítica às últimas acusações de Aras contra o modus operandi da Operação – criada pela PGR de Janot em Curitiba.

“Vossa Excelência, com o peso da autoridade do cargo que exerce, e evocando o pretexto de corrigir rumos ante a supostos desvios das forças-tarefas, fez graves afirmações em relação ao funcionamento do Ministério Público Federal em debate com advogados”, disse Dino. 

No entanto, o procurador foi interrompido pelo chefe do MPF. Aras disse para Dino focar no tema da reunião. “[Aqui] não será um palco político de Vossa Excelência e de ninguém”, afirmou Aras.

O embate não parou por aí. No final da Sessão, Aras acusou os procuradores de vazarem informações suas à imprensa e plantar notícias falsas contra sua gestão e sua família.  

O chefe do MPF ainda afirmou que tem provas sobre as acusações contra os procuradores e já encaminhou o material para investigação. 

“Não me dirigi, em um evento acadêmico, se não pautado em fatos e em provas que se encontram sob investigação da Corregedoria Geral do Ministério Público Federal e do Conselho Nacional do Ministério Público. Caberá a eles apurar a verdade, a extensão, a profundidade e os autores, os coautores e os partícipes de tudo o que declarei. Porque me acostumei a falar com provas, tenho provas e essas provas já estão depositadas perante os órgãos competentes. De logo, registro que não houve nenhum protesto, houve fatos e provas que estão entregues e sob apreciação dos órgãos oficiais competentes”, afirmou Aras.

 
 

 

 

 

 

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