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20
Out18

Aluna Universidade Federal do Paraná estuprada como punição por votar em Haddad

Talis Andrade

 “Fui estuprada por garotos no Centro Acadêmico de Ciências Sociais da UFPR por estar com um adesivo do #EleNão. Tive que fazer sexo oral a força com eles ameaçando(…) me violaram”, diz o relato publicado no Mapa da Violência.

 

estupro.jpg

 

Publica a revista Capricho: Na última segunda-feira, 15, o Centro Acadêmico de Ciências Sociais da Universidade Federal do Paraná recebeu uma denúncia de estupro. De acordo com a vítima, a agressão sexual veio como uma espécie de punição praticada por eleitores contrários ao posicionamento político da jovem.

 

O CACS usou o Facebook para se posicionar com relação ao caso: “a gestão ¡Aquí se Respira Lucha! foi comunicada de uma denúncia anônima sobre um caso de estupro ocorrido dentro do Centro Acadêmico de Ciências Sociais, cometido por apoiadores do candidato Jair Bolsonaro contra uma mulher que usava o adesivo da campanha #EleNão. Viemos por meio desta nota expressar nosso repúdio, além de nos colocarmos à disposição da vítima para auxiliá-la no que for necessário, inclusive para tomar medidas legais e na procura de apoio psicológico”. Além disso, o Centro Acadêmico relatou que pichações de “B17” e suásticas foram encontradas recentemente nas paredes da sede do CA. “Nesse momento de profunda intolerância política(…) precisamos nos colocar na linha de frente da luta cotidiana do movimento estudantil”. Leia mais 

 

NOTA DE REPÚDIO

cacs ufpr.jpg

 

 


A gestão ¡Aquí se Respira Lucha! foi comunicada de uma denúncia anônima sobre um caso de estupro ocorrido dentro do Centro Acadêmico de Ciências Sociais, cometido por apoiadores do candidato Jair Bolsonaro contra uma mulher que usava o adesivo da campanha #EleNão.

 

Viemos por meio desta nota expressar nosso repúdio, além de nos colocarmos à disposição da vítima para auxiliá-la no que for necessário, inclusive para tomar medidas legais e na procura de apoio psicológico. Não podemos banalizar esse como mais um caso estatístico, mas qualificar a discussão que se coloca sobre a crescente onda de violência em nome da candidatura fascista que concorre à presidência hoje em nosso país.


Somado ao ocorrido, identificamos pichações de “B17” e de suásticas nas paredes do CA. Isso nos leva a repensar de maneira mais profunda sobre o uso do espaço físico do CACS, e sua abertura em todos os turnos do dia - incluindo à noite -, para o uso de estudantes de Ciências Sociais, de outros cursos e inclusive da comunidade externa. Nesse momento, precisamos rever urgentemente a forma como utilizamos este espaço, e essa reflexão deve ser feita coletivamente pelos estudantes do curso. Certamente, a saída não é a extinção do espaço, muito menos o cerceamento da autonomia da entidade estudantil histórica que é o CACS. A conjuntura tem nos pressionado a fortalecer todos os segmentos antifascistas da sociedade, o que inclui o movimento estudantil e suas entidades de base.


A gestão ¡Aquí se respira Lucha! iniciará um movimento de reocupação política do espaço a partir dessa semana. O processo de planejamento da reforma do CACS, que já vinha sendo discutido pela gestão desde o princípio e que foi atravancado por outras tarefas e pela incerteza de permanência no mesmo local com a mudança de parte do setor de educação, será agora impulsionado a partir do debate coletivo dos estudantes iniciado pela assembleia de amanhã, 16/10, às 9h30*.


Nunca foi tão necessário que o CACS se fortaleça e resgate a necessidade histórica de ter uma sede no campus. Nesse momento de profunda intolerância política, de ascensão do discurso fascista, machista, racista e xenofóbico, precisamos nos colocar na linha de frente da luta cotidiana do movimento estudantil.


Somamos a essa nota nosso repúdio à candidatura de Jair Bolsonaro e tudo o que ele representa, à crescente de notícias falsas e de distorção da realidade usadas como estratégias de campanha, que tem feito se intensificar a fascistização da sociedade brasileira.
Chamamos todas e todos estudantes do curso para comparecerem na assembleia, e construírem conosco a reocupação política do CACS!

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