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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

15
Set18

A mídia brasileira tem que dizer a verdade nas eleições

Talis Andrade

 

por Rogério Christofoletti

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Uma das críticas que se pode fazer aos meios de comunicação mais tradicionais é que eles não vêm chamando as coisas pelos seus verdadeiros nomes. Jornalistas insistem em chamar o grupo de partidos aliados do candidato Geraldo Alckimin de “Centrão”, mas esses políticos não são de centro! São de direita e têm plataformas eleitorais conservadoras. Jornalistas repetem que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso por corrupção, mas nada se fala sobre a fragilidade das provas e da condução questionável do processo na justiça. Jornalistas falam de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e não de um golpe traiçoeiro de seu ex-vice, Michel Temer, em conluio com a elite econômica, a mídia hegemônica e o Poder Judiciário.

 

Em tempos de acirramento da polarização esquerda-direita e de uma grande onda de ódio político, a sociedade brasileira convulsiona. São também tempos de pós-verdade e fact-checking, mas antes mesmo de verificar fatos, os meios precisam decidir de que lado estão: se do stablishment ou da maioria da população. 

 

Medias verdades y silenciamientos

El paisaje brasileño en esas elecciones de 2018 es de tierra arrasada. El clima generalizado es de desaliento y descrédito en todas las instituciones. El presidente de la República Michel Temer tiene una reprobación récord del 82% de la población, el Poder Judicial es cuestionado por sus decisiones contradictorias y ni los medios escapan. Los sectores de la derecha y de la izquierda acusan a la prensa de trato desigual y manipulación informativa.

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De forma esperada, o atentado a Bolsonaro permitiu, por exemplo, que uma parte da mídia atenuasse seus traços agressivos. As manchetes de alguns jornais anunciaram que o crime havia sido contra a democracia, e se calaram sobre suas declarações racistas, homofóbicas e que incitam violência. A vinculação da democracia a um candidato de extrema-direita que dias antes pregava o fuzilamento de seus adversários do PT é um perigo para a política e para a verdade.

 

A mídia que naturaliza a perseguição jurídica de alguns candidatos, que escancara espaço para o militarismo e forças violentas, e que não diz as coisas pelos seus nomes é uma mídia antiética. É cinismo fazer fact-checking de declarações que incitam a violência e difundem o ódio aos adversários. Melhor seria não publicar tais manifestações, impedindo o espalhamento de tanto veneno social. [Transcrevi trechos]

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