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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

19
Ago18

A mão da mediocridade

Talis Andrade

 

bolsomao.jpg

aroeira bolsonaro lula.jpg

 

por Fernando Brito

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O retrato aí de cima, da “cola” escrita na mão de Jair Bolsonaro, na foto de Diego Pardgurshi, da Folhapress, é o melhor retrato do grau de indigência dos candidatos à Presidência no debate da Rede TV.

 

Indigência intelectual, indigência política, indigência moral e ética.

 

Dizer o quê de um candidato dito “favorito” que precisa rabiscar na mão, a caneta, como um ginasiano apavorado, sobre o que deveria falar, olhando a toda hora o que havia garranchado .

 

Sua resposta à questão da educação, dizendo que vai “militarizá-la” colocando gente do exército para dirigir escolas é de chorar.

 

Mas não foi o único indigente e nem é preciso falar das invocações de Jesus do Cabo Daciolo.

 

Marina Silva quer fazer o desenvolvimento à base de “turismo sustentável”. Mesmo que não fosse um quinquilharia para o quinto maior país do mundo, qualquer um sabe que não há atividade mais predatória ao meio-ambiente que o turismo.

 

Álvaro Dias posava de “dono da Lava Jato”, ridículo, disputando-o com Marina.

 

Henrique Meireles era de dar dó, porque era impossível dizer se eram mais trôpegos seus pés do que trôpega a sua língua. De qualquer forma, nada era mais reumático que seu discurso de autoelogios vazios. Até “bancário” quis dizer-se.

 

Geraldo Alckmin não é nada, transpira falsidade, frieza, é daqueles caras que ninguém chamaria para tomar uma cerveja e conversar. Não envolve, não cativa, não convence e apresenta um “programa” que caberia a um candidato a síndico de prédio, nada mais que isso.

 

Ciro Gomes, lamentavelmente, mostrou ter um comportamento ético tão burro quanto deplorável. Suas três invocações gratuitas e agressivas contra Dilma Rousseff o levaram ao nível de Dias e Marina, mesmo tendo condições intelectuais visivelmente maiores que as deles.

 

Mais grave fazer isso, portanto, porque não se bate em quem não pode se defender.

 

Escrevam o que digo: Ciro não irá além dos 3% no final destas eleições. Não porque não merecesse mais, mas porque infelizmente escolheu ser um Cristovam Buarque 2 ponto zero.

 

Um pouco melhor, porque seus diagnósticos são, basicamente, corretos, mas ele escolheu parecer “bonzinho” e “educado” nos debates à custa de agredir aqueles que foram seus companheiros ao longo de mais de dez anos.

 

Cola-do-Bolsonaro.jpg

 

 

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