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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

11
Ago18

A lava jato imita a PM de São Paulo na fabricação de provas falsas. O massacre da família Pesseghini

Talis Andrade

Para polícia de Alckmin, menino de 13 anos matou a mãe, o pai, a avó, a tia-avó, foi assistir aula, e depois se suicidou. Cinco balas, cinco tiros mortais

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Escrito por Macelo  

 

 

 

 

Um menino de 13 anos roubou um revólver e, com tiros certeiros na nuca, matou a mãe cabo, o pai sargento, a avó materna, a tia-avó, pegou o carro e foi dirigindo para a escola assistir aula, voltou de carona, e depois com a mesma arma se suicidou. Detalhe: a mãe denunciou que tinha sido convidada, pelos companheiros de quartel, para ser parte de uma quadrilha de assaltantes de caixa eletrônicos em São Paulo. Leia sobre o caso aqui. Foi, para especialistas, uma absurda história de queima de arquivo. A Polícia Militar de São Paulo, no governo de Geraldo Alckmin, praticou, impunemente, todos os crimes possíveis. A corrução generalizada envolve, inclusive, comandos militares.   

 

Yahho noticia: Advogados dos avós paternos de Marcelo Pesseghini disseram ter procurado a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) para tentar reabrir o caso, cinco anos depois – o episódio aconteceu em 5 de agosto de 2013, na zona norte de São Paulo.

 

A investigação policial foi concluída em 2013. Nela, ficou entendido que Marcelinho, de 13 anos, baleou o pai e a mãe, ambos policiais militares, a avó materna e a tia-avó. Em seguida, ele se suicidou com um tiro na cabeça.

 

A arma usada foi uma pistola .40 da cabo Andreia Bovo Pesseghini. Todas as vítimas estavam dormindo, segundo a polícia. Os vizinhos, no entanto, disseram não ter ouvido os disparos que mataram o menino, Andrea, Luís Marcelo Pesseghini, sargento da Rota, a avó materna Benedita de Oliveira Bovo e a tia-avó, Bernadete Oliveira da Silva.

 

O motivo do crime, segundo o laudo psiquiátrico, foi uma doença mental que levou Marcelinho a acreditar que era personagem de um game, um assassino profissional.

 

Em entrevista ao G1, no entanto, os avós não acreditam que tenha sido o neto. “Choro muito ainda. Ele jamais iria fazer isso com a mãe dele, o pai dele e os avós”, afirma Maria José Uliana Pesseghini, de 68 anos.

 

A advogada Roselle Soglio afirma que já encaminhou documentos à OEA que comprovariam a inocência de Marcelinho. “Nesses cinco anos que se passaram, a população toda sabe que houve uma injustiça em relação ao caso Pesseghini”, diz. 

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A avó Benedita Oliveira Bobo na cama em que foi assassinada

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Bernadete Oliveira da Silva, tia avó de Marcelo, no seu leito mortuário

 

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O QUE DIZ A POLÍCIA

A polícia informou ter depoimentos e laudos de balística que comprovam que o garoto matou a família e se suicidou. Após matar a família com a arma da mãe, Marcelinho pegou o carro dela e o dirigiu até a rua do colégio onde estudava. Câmeras de segurança gravaram o veículo chegando e o adolescente saindo dele.

 

Ele dormiu dentro do automóvel e então foi para a aula. Lá, contou para os amigos que havia matado a família, mas ninguém acreditou nele. Em seguida, pegou carona com um amigo e voltou para casa, onde se matou.

 

No entanto, a advogada da família alega que um perito particular aponta ter ocorrido “manipulação” em vídeo usado para culpar o menino pela chacina. Leia sobre a chacina da família Pesseghini pela quadrilha de PMs que assalta bancos. 

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