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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

06
Mai18

A guerra dos tronos dos doleiros criada para justificar a liberdade e o lava do dinheiro sujo de Alberto Youssef o "rei"

Talis Andrade

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sorridente Youssef solto por moro.jpg

 O sorridente Alberto Youssef preso e solto com açúcar e com afeto 

 

 

Veja que armação do balcão de negócios das delações mais do que premiadas. É a notícia desta semana: "O doleiro Dario Messer, alvo da Operação Lava Jato nesta quinta-feira, construiu um currículo invejável no obscuro mundo do mercado financeiro ilegal. Acusado de ter coordenado um esquema que movimentou mais de 1,6 bilhão de dólares em 52 países, ele foi chamado pelo colega de profissão e delator Alberto Youssef de 'o doleiro dos doleiros' no Brasil. Toninho Barcelona, outro gatuno das transações por baixo dos panos, disse que ele era 'o principal doleiro do Partido dos Trabalhadores”. Este líde, realese da república do Paraná, constitui a base do noticiário da chamada grande imprensa de uma nova campanha de propaganda. 

 

Outra faceta, agora, colocar apelidos nos doleiros como faz a crônica policial para desclassificar os bandidos pobres. Exemplo de título de manchete da revista Veja: Doleiros "Juca Bala" e "Tony" movimentavam R$ 1 milhão por dia.

"Os doleiros Vinícius Claret, conhecido como Juca Bala, e Cláudio Barboza, chamado de Tony, movimentaram R$ 1 milhão por dia entre 2010 e 2016, segundo investigações feitas pelo Ministério Público Federal. As revelações feitas pelos dois, que tornaram-se colaboradores da justiça desencadearam a Operação Câmbio, Desligo, que conta com 43 pedidos de prisão preventiva e dois de prisão temporária. 

 

De acordo com a força-tarefa da Lava-Jato, a dupla desenvolveu um sistema para controlar as transações, chamado de Bankdrop. O programa relaciona mais de 3 mil offshores, com contas em 52 países, e transações que somam mais de 1,6 bilhão de dólares. (Esse "sistema", para Sergio Moro, foi desenvolvido por Dario Messer)

 

Os colaboradores Juca e Tony funcionavam como verdadeira instituição financeira, fazendo a compensação de transações entre vários doleiros do Brasil, servindo como ‘doleiros dos doleiros’, indicando clientes que necessitavam dólares (compradores) e que necessitavam reais”, diz a força-tarefa do MPF". (Para Sergio Moro, Dario Messer funciona como "verdadeira intituição financeira". Confira 

 

Que armação! Rei dos doleiros, Alberto Youssef, movimentou mais de 250 bilhões de dólares do BanEstado, em 52 países. 

 

Por que este exagero de Messer ofuscar Yousserf? Simples! Para encobrir a denúncia de Tacla Duran de que o Lava Jato de Sergio Moro é um balcão de negócios de delações premiadas. 

 

Veja a fila dos candidatos a delator, todos com mandado de prisão aqui

 

Veja o linguajar de um jornalista de Curitiba:

 

"Na condição de doleiro mor no Brasil, Messer servia como fiador de transações realizadas por outros doleiros menores, fazendo com que, ainda que indiretamente, ele tivesse participação em centenas de operações ilegais. Por isso as autoridades brasileiras o consideram uma espécie de 'instituição financeira' própria". Este texto balizou as demais notícias da imprensa: Sergio Youssef passou a ser um doleiro menor, insignificante. Confira aqui 

 

Toninho Barcelona, o apelido de Antônio Oliveira Claramunt.