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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

16
Jun20

A FARRA NA CASERNA “Quem cuida dos recursos públicos é gente nossa, gente do partido militar”,

Talis Andrade

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V - Os militares voltaram dispostos a ficar

por Jeferson Miola

- - -

Em entrevista à Revista Veja, o general da ativa e ministro da Secretaria de Governo Luiz Eduardo Ramos engrossou a orquestra de ameaças. Citando que como instrutor da AMAN por vários anos conhece os ex-cadetes que “têm tropas nas mãos” e que “atualmente estão comandando unidades no Exército”, ele ameaçou: “o outro lado tem de entender também o seguinte: não estica a corda”.

O general, no fundo, quis criticar a ação do TSE. Na visão dele, “não é plausível achar que um julgamento casuístico [sic] pode tirar um presidente que foi eleito com 57 milhões de votos”.

Questionado a respeito da participação em atos inconstitucionais ao lado do Bolsonaro e sendo militar da ativa, o general Ramos não fez como o chefe do Estado Maior das FFAA dos EUA Mark Milley, que pediu desculpas públicas pela intromissão indevida na política interna ao acompanhar o presidente Trump num ato de repressão contra o povo estadunidense.

Ramos, sentindo-se à vontade para conspirar contra a Constituição sem o peso da farda, disse, apenas, que deve ir para a reserva. E fez profissão de fé na longevidade do governo e da “carreira” com cargos de poder: “Estou tomando essa decisão porque acredito que o governo deu certo e vai dar certo. O meu coração e o sentimento querem que eu esteja aqui com o presidente”.

O general Ramos aposta e confia, enfim, no longo prazo do projeto de poder dos militares. E ele evidencia, também, que eles não chegaram até aqui só de passagem. Eles têm pretensões duradouras; voltaram dispostos a ficar.

Ao responder sobre o fisiologismo e a corrupção do governo que se escancaram com o domínio de fatias bilionárias do orçamento da União pelo Centrão, o general Ramos diz, então, que “quem cuida dos recursos públicos é gente nossa”, ou seja, a gente do “partido militar”, incrustrada em todo aparelho do Estado brasileiro ocupando mais de 3,5 mil cargos de direção no país!

 

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