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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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12
Mai19

A escalada de violência oficial no Rio parece não ter fim

Talis Andrade

Os snipers criminosos de Witzel

Atirador snipers.jpg

Witzel sniper.jpg

Passou dos limites

por Guilherme Sette

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Os homicídios em intervenções policiais estão se acumulando na gestão Witzel, que demonstra apreço pela violência desnecessária. Na campanha eleitoral, ele afirmou que ordenaria que “snipers” atirassem na cabeça de qualquer pessoa que portasse um fuzil e está cumprindo a promessa macabra. Seus detestáveis snipers estão atuando impunemente. De acordo com dados do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro, no primeiro trimestre foram registrados 434 homicídios em ações policiais no estado, recorde absoluto para o período entre janeiro e março. A marca anterior pertencia ao primeiro trimestre de 2018, quando foi ordenada a intervenção federal e aconteceram 368 homicídios.

recorde policia mata rio.jpgPara Michel Misse, professor e coordenador na UFRJ do Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana, os disparos feitos a partir de helicópteros são absurdos. “Isso é coisa de filme, esse veículo é para fazer observação, levantamento de informações e reconhecimento”, diz. De acordo com o professor, a presença de Witzel entre os agentes legitima ainda mais as execuções de suspeitos em ações da polícia, mas isso não é exatamente novidade no País: “São coisas que policiais fazem há 50 anos, a diferença é que agora uma autoridade declara que isso é correto”. A pesquisadora de violência institucional da ONG Justiça Global, Monique Cruz, afirma que o “caveirão voador” amplia o círculo de medo das favelas para outras regiões da cidade. Para ela, as políticas de segurança de Witzel são comparáveis à pena de morte, excluindo-se o componente jurídico: “O discurso público e a presença do governador em ações como essa legitimam que pessoas possam ser mortas — é uma autorização tácita do governo para execuções sumárias”.

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Atirador _aroeira.jpg

 

Na terça-feira 7, a deputada Renata Souza (PSOL), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, protocolou na ONU uma denúncia contra o governador por causa do elevado número de homicídios policiais no estado. Ela já havia feito o mesmo para a Organização dos Estados Americanos (OEA) um dia antes. A ideia é que as organizações possam se pronunciar sobre o tema, pois, temos um governador que ordena a pena de morte no chão da favela sem que a Constituição Brasileira permita. A deputada Renata analisa que o governo deveria encarar a Segurança Pública de maneira mais racional e não com uma fúria assassina. Quanto aos tiros de helicóptero, a Secretaria de Segurança Pública prevê que os disparos podem ser feitos apenas em situações estritas de legítima defesa dos tripulantes e da população, algo que não pareceu ser o caso na descabida ação gravada por Wilson Witzel. Para o governador, pelo jeito, ter pessoas como alvo é divertimento de fim de semana. Leia mais na Isto é

 

 

 

 

 

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