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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

31
Jul18

A "delação" premiada padrão PM

Talis Andrade

Para lembrar o golpe branco que derrubou Dilma Rousseff, tramado no Paraná pela corriola de Curitiba, por Sérgio Moro e o governador Beto Richa. Em São Paulo, pela polícia de Alckmin.

 

Recorde a "coragem cívica" de um coronal da briosa polícia de São Paulo. De como seus bravos soldados participaram de uma Batalha de Itararé

 

coronelmocinha.jpg

O coronel e a mocinha. É a “moda Moro”, versão meganha

por Fernando Brito

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Reuni, numa só edição, as “explicações” do coronel Dimitrios Fyskatoris, da PM paulista e o relato de uma das jovens detida na Rua Vergueiro – antes da manifestação de domingo na Avenida Paulista, feito para a Midia Ninja.

 

É a melhor maneira de confrontar as versões e enxergar o óbvio.

 

O coronel Dimitrios, com todo o respeito, quer que as pessoas acreditem que o suposto grupo de “vândalos”, antes de fazer “vandalismo”, confessou “espontaneamente” que iam vandalizar.

 

Será que em sua longa carreira o coronel já abordou um sujeito que, ao ser abordado pela PM, tenha dito: “ah, seu puliça, tô indo ali roubar uma padaria”?

 

Mas o coronel diz, impávido: “”Eu tenho registro da declaração deles dizendo que faziam parte de um grupo que estava reunido para praticar atos de desordem na cidade e que eram parte de várias células que estavam espalhadas pela cidade”, declarou.

 

É a “delação” premiada padrão PM, versão “pé de boi” das do juiz Moro.

 

Prendam um guri de 17 ou 18 anos uma madrugada inteira, cercado de brutamontes armados, sem acesso a advogado e é capaz de ele dizer que foi ele que furou o casco do Titanic.

 

Ninguém descreveu melhor isso do que o juiz Rodrigo Tellini, que mandou soltar as moças e rapazes.

 

“Vivemos dias tristes para nossa democracia. Triste do país que seus cidadãos precisam aguentar tudo de boca fechada. Triste é viver em um país que a gente não pode se manifestar”

 

Aliás, não é curioso que tenham “ressuscitado” a ideia de “black blocs” depois de eles terem sumido desde 2013?

 

O pessoal das trevas tem mesmo poder sobre os mortos-vivos. [Publicado no dia 6 de Setembro de 2016 no Tijolaço]

 

 

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