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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

03
Jul19

Subordinada a Moro, Polícia Federal investiga finanças do jornalista Glenn Greenwald

Talis Andrade

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Sputnik - A Polícia Federal (PF) pediu ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) informações sobre as movimentações feitas pelo jornalista americano Glenn Greenwald, do site The Intercept Brasil, de acordo com informações publicadas pela página O Antagonista.

A nota postada na tarde desta terça-feira afirma que o objetivo do pedido da PF – corporação equivalente ao FBI e que é subordinada ao ministro Sergio Moro – é verificar qualquer movimentação suspeita que possa estar relacionada à invasão de celulares de integrantes da Operação Lava Jato.

Ainda de acordo com O Antagonista, Greenwald só será investigado em caso de existir algum indício que ele possa ter participação no que a página chama de "serviço criminoso" por encomenda.

A publicação da nota gerou reações. Em sua página no Twitter, Greenwald declarou que a ação da PF, se confirmada, estaria configurada como "abuso de poder". Em uma mensagem direta a Moro pela rede social, o jornalista do The Intercept Brasil sugeriu que ele "investigue tudo o que quiser".

Presente nesta terça-feira na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, Moro não respondeu se a PF está mesmo investigando as finanças de Greenwald. Ele voltou a questionar a veracidade do conteúdo e declarou apenas que essa e outras perguntas devem ser feitas "ao órgão certo".

Entretanto, em outro momento da audiência com os deputados, o ministro da Justiça afirmou que, na sua opinião, "alguém com muitos recursos está por trás dessas invasões", reforçando uma narrativa de que a invasão de celulares é o que alimenta a série de reportagens que o The Intercept Brasil vem fazendo acerca de supostos diálogos entre ele e procuradores da Lava Jato.

Já Greenwald garante que o conteúdo dos vazamentos não são obra de um ataque de hackers a celulares, preferindo evocar o direito de sigilo à fonte, previsto na Constituição Federal.

Em entrevista à Sputnik Brasil na segunda-feira, a presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Maria José Braga, avaliou que as ameaças que Greenwald vêm sofrendo podem ser classificadas como um atentado à liberdade de imprensa no Brasil.

 

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28
Jun19

Glenn responde a ameaças de Moro e diz que Brasil passa vergonha lá fora

Talis Andrade

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Jornal GGN – O jornalista Glenn Greenwald afirmou na tarde desta terça (25) que o ministro da Justiça Sergio Moro tenta criminalizar o jornalismo do Intercept e faz o Brasil passar vergonha no exterior com esse atentado à liberdade de imprensa e garantias constitucionais.

Glenn disse que o tempo todo Moro associa o Intercept a “hackers criminosos”, “falando que nós temos envolvimento” no crime resultou no vazamento. “A intenção de Moro é obvia. É uma ameaça, está tentando nos intimidar e criminalizar.”

“Quero falar uma coisa sobre isso. Eu tenho passaporte norte-americano, minha família (também) pode sair desse País a qualquer minuto. Se eu tivesse envolvimento nesse crime, eu ficaria aqui? Eu poderia sair a qualquer minuto, mas eu estou publicando esses documentos e vou ficar aqui”, disparou Glenn.

“Moro mente quando nos associa ao hacker. Ele não tem evidências disso. Ele deveria parar com essa tática porque é uma violação à Constituição brasileira. Essa tática não dará em nada, a não ser estragar a imagem do Brasil internacionalmente, porque o ministro está criminalizando o jornalismo”, pontuou.

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Moro, de acordo com Glenn, era tratado pelos procuradores como “chefe” da operação. Ele colaborava com o Ministério Público ativamente e, depois, entrava nas audiências, na presença dos advogados de defesa, e “fingia que era neutro”.

Segundo Glenn, quando ele recebeu o material de sua fonte – mantida sob anonimato – a primeira coisa que ele fez, “enquanto jornalista”, foi ler o dossiê e consultar “professores de Direitos, juristas, advocados, de direita à esquerda, mas pessoas sem perspectivas políticas fortes, para entender o material.”

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Leia mais: Glenn: “Não era às vezes, era o tempo todo” Moro atuando contra Lula

 

27
Jun19

Moro quer revelação do “Garganta Profunda”, mas Constituição garante Glenn Greenwald

Talis Andrade

Moro ou desconhece ou finge não saber que o sigilo de fonte do jornalista é garantia constitucional estampada com toda clareza no inciso XIV do artigo 5o da Constituição da República

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Por Denise Assis

Jornalistas pela Democracia 

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Quem trouxe à baila, no bojo da discussão sobre os documentos divulgados pelo The Intercept Brasil, a lembrança do “Garganta Profunda” foi a deputada Margarida Salomão (PT-MG), durante a exposição de Glenn Greenwald na Comissão de Direitos Humanos, na Câmara dos Deputados, em Brasília. A parlamentar lembrou que a despeito da pressão do ex-juiz Sergio Moro para que seja revelada a fonte do jornalista, sob pena de comprometer a validade das denúncias, no Watergate o informante foi preservado até 2005, muito próximo de sua morte, em dezembro de 2008, aos 95 anos.

Outro ponto que Moro ou desconhece ou finge não saber é que o sigilo de fonte do jornalista é garantia constitucional estampada com toda clareza no inciso XIV do artigo 5oda Constituição da República, em que se lê: “XIV – é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício professional”. Não é de se espantar que ele não saiba. Afinal, para quem fez em três anos mestrado e doutorado, é possível mesmo que ele tenha passado batido por esta aula. Só para refrescar a memória dos que por acaso tenham se esquecido do personagem fundamental na história recente dos EUA, William Mark Felt foi um ex-diretor do FBI da época do escândalo de Watergate. Suas “dicas” levaram à renúncia o presidente Richard Nixon, no ano de 1974. Escondido sob a alcunha de “Garganta Profunda”, sua verdadeira identidade, Felt revelou ter sido a fonte que ajudou Bob Woodward e Carl Bernstein, a dupla de jornalistas do The Washington Post, a escrever a série de reportagens que desembarcaram Nixon do poder, e levou à prisão vários de seus assessores. Até a revelação, o informante era conhecido apenas pelo apelido. 

Ontem, em entrevista àquele canal de TV que acredita no hacker, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, depois de espremido pelo comentarista-mor sobre a “validade” de se incriminar Moro por meio de documentos “vazados”, teve de ouvir o ministro dizer, com todas as letras, que durante a Operação Lava-Jato, patrocinada amplamente pelo canal, o que mais fizeram foi divulgar “vazamentos” vindos de Curitiba. Sem argumentos, a turma de entrevistadores foi interrompida em seus questionamentos, para uma “inserção” do apresentador. Visivelmente “por ordem da casa”, ele explicou no ar que as “reportagens” veiculadas na época foram frutos de apuração. Gilmar não se fez de rogado. Seguiu falando com naturalidade sobre o conteúdo, para total perplexidade dos jornalistas presentes. Foi em frente, na defesa do que considera “constitucional”, ainda que nós já o tenhamos visto em momentos não muito amigáveis com o texto da Carta Magna, à qual teceu rasgados elogios. “Ela nos garantiu 30 anos de tranquilidade”, demarcou. Saiu-se bem, o ministro, da saraivada. Saíram chamuscados, os entrevistadores, que queriam um recibo para a tese do “hacker”.

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