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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

17
Abr19

Rafael Correa sobre muerte de Alan García: "Fue perseguido injustamente, su suicidio es en realidad un asesinato"

Talis Andrade

El exmandatario ecuatoriano escribió en Twitter "que su sacrificio sirva para entender que la lucha política tiene límites" y que "basta de tanto abuso".

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El expresidente de Ecuador, Rafael Correa , escribió en su cuenta de Twitter que el suicidio de Alan García "es en realidad un asesinato", pues fue perseguido injustamente y que "no se puede jugar con la honra y libertad de las personas". El exmandatario peruano se quitó la vida esta mañana de un disparo en la cabeza cuando la policía llegó a su casa a detenerlo por el escándalo de corrupción de Odebrecht.

"Si Alan Garcíae, fue perseguido injustamente, su suicidio es en realidad un asesinato. ¡Ya basta de tanto abuso! Que su sacrificio sirva para entender que la lucha política tiene límites. Que no se puede jugar con honra y libertad de las personas. Un abrazo solidario a su familia", escribió el exmandatario ecuatoriano en su cuenta oficial de Twitter.

 

 

10
Mar19

Juízes e promotores, formados pelos serviços de inteligência, transformam os países da América Latina em quintais dos Estados Unidos

Talis Andrade

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Os Estados Unidos sempre atuaram nos países das Amerias do Sul, Central e México via serviços de inteligência (espionagem), ofertando dinheiro para combater a fome (Usaid, Aliança para o Progresso), comprando políticos, financiando campanhas de parlamentares (Ibad). 

Todos esses programas visavam manter governos da direita, pelo voto democrático - um idealismo utópico que foi quebrado com a eleição de Allende, no Chile, e de Jango no Brasil. 

Em 1961, a Escola das Américas decidiu pela formação de ditadores militares. 

Foi quando retornaram os marechais.

A ditadura militar no Brasil durou de 1964 a 1985. Não demorou muito para o povo votar em governos da esquerda:

Lula e Dilma, no Brasil.

Nestor Kirchner (2003) e Cristina Kirchner, na Argentina.

Rafael Correa (2007) no Equador.

Evo Morales (2006) na Bolívia.

Fernando Lugo (2008 - 2012) no Paraguai.

Hugo Chaves (1999) e Nicolás Maduro (2013), na Venezuela. 

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Para derrubar presidentes (Lugo, Dilma), para conspirar golpes (Maduro e Morales), para evitar o retorno de presidentes de esquerda como Lula (que continua preso), Rafael Correa (que tentaram prender), Cristina (ameaçada de ser presa), os Estados Unidos nestes novos tempos, novas armas, usam a justiça, que no Brasil tem o nome fantasia de Lava Jato, que elegeu Jair Bolsonaro presidente. 

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Os Estados Unidos facilitaram meios de encher os cofres dos justiceiros da direita.

Para a presidente nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), o acordo bilionário firmado entre o MPF (Ministério Público Federal) de Curitiba, a Petrobras e autoridades dos EUA, para a criação de uma fundação evidencia a trama para "entregar informações estratégicas e acabar com nossa soberania"

Em uma postagem nas redes sociais, Gleisi anexou um trecho da reportagem do site Conjur que destaca a proximidade da relação entre investigadores brasileiros e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

"Em maio de 2018, o advogado Robert Appleton, ex-procurador do DoJ, disse em entrevista à ConJur que as relações entre as autoridades de persecução penal do Brasil e dos EUA hoje são, em regra, informais. O compartilhamento de provas, evidências e informações, diz ele, é feito por meio de pedidos diretos, sem passar pelos trâmites oficiais — essa etapa é cumprida depois que os dados já estão com os investigadores, segundo Appleton", diz um trecho da reportagem.

Para Gleisi, "esta é maior evidência de que o recurso da pretensa Fundação do MP é a propina que a turma da Lavajato recebeu dos EUA para entregar a Petrobrás". "Essa é corrupção e lavagem de dinheiro de todo esse processo da força tarefa! Entregar informações estratégicas e acabar com nossa soberania", completou.

Este serviço sujo de espionagem, de lesa-pátria era realizado com o dinheiro sujo para um suposto combate ao tráfico de drogas. Agora o entreguismo vem sem realizado por juízes e promotores.

O portal Conjur, o mais respeitado site jurídico do País, revela detalhes do acordo firmado entre a força-tarefa da Lava Jato, a Petrobras e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Em troca dos R$ 2,5 bilhões que serão entregues pela estatal a uma fundação capitaneada pela República de Curitiba, chefiada por Deltan Dallagnol, a estatal irá repassar informações comerciais sigilosas e suas patentes ao governo norte-americano. Ou seja: a Petrobrás não é mais brasileira e o Brasil passa a ser oficialmente uma colônia. 

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Por Fernando Martines, do Conjur – Ao que tudo indica, a "lava jato" se tornou um canal para o governo dos Estados Unidos ter acesso aos negócios da Petrobras. A multa de R$ 2,5 bilhões que será desviada do Tesouro para um fundo gerido pelo Ministério Público Federal, na verdade, inicialmente seria paga ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ). Em troca do dinheiro vir para o Brasil, a Petrobras se comprometeu a repassar informações confidenciais sobre seus negócios ao governo norte-americano.

Em troca de dinheiro da Petrobras ficar no Brasil, empresa garantirá aos EUA acesso a informações comerciais sigilosas, inclusive patentes, mostram acordos

Tudo isso está previsto no acordo assinado pela estatal brasileira com o DoJ em setembro de 2018, conforme notou reportagem do site Jornal GGN. O acordo diz que a Petrobras pagaria US$ 853 milhões de multas para que não fosse processada pelos crimes de que é acusada nos EUA. Só que em janeiro foi divulgado que boa parte desse dinheiro será enviado ao Brasil — clique aqui para ler o acordo, em inglês.

A grande jogada é que o dinheiro deveria ir para o Tesouro. Pelo menos é o que vem decidindo o Supremo Tribunal Federal sobre a destinação das verbas recuperadas pela "lava jato". E o acordo da Petrobras com o MPF prevê o depósito do dinheiro numa conta vinculada à 13ª Vara Federal de Curitiba e gerido por uma fundação controlada pelo MPF — embora eles jurem que apenas vão participar do fundo. 

A parte principal do acordo com o DoJ trata das obrigações da estatal brasileira de criar um programa de compliance e um canal interno de relatórios de fiscalização. Mas os anexos é que tratam do principal: o destino do dinheiro em troca das informações sobre as atividades da Petrobras.

"Os relatórios provavelmente incluirão informações financeiras, proprietárias (de patentes), confidenciais e competitivas sobre os negócios (da empresa)", diz uma cláusula do acordo com o DoJ.

E a intenção parece mesmo ser transformar dados sobre a estatal em ativos do governo americano: "Divulgação pública dos relatórios pode desencorajar cooperação, impedir investigações governamentais pendentes ou potenciais e, portanto, prejudicar os objetivos dos relatórios requeridos. Por essas razões, entre outras, os relatórios e o conteúdo deles são destinados a permanecer e permanecerão sigilosos, exceto quando as partes estiverem de acordo por escrito, ou exceto quando determinado pela Seção de Fraude e a Secretaria (Office), pelos seus próprios critérios particulares, quando a divulgação promoveria o avanço da execução das diligências e responsabilidades desses órgãos ou que seja de outra forma requeridos por lei", afirma o termo do acordo. 

A interferência do DoJ vai até o ponto de quem pode ou não ser funcionário e diretor da Petrobras. "A companhia [Petrobras] não irá mais empregar ou se afiliar com qualquer um dos indivíduos envolvidos nos casos desta ação. A companhia deve se engajar em medidas corretivas, incluindo repor seus diretores e a diretoria executiva".

MPF e DoJ
A relação entre investigadores brasileiros e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos parece já ser algo maduro. Em maio de 2018, o advogado Robert Appleton, ex-procurador do DoJ, disse em entrevista à ConJur que as relações entre as autoridades de persecução penal do Brasil e dos EUA hoje são, em regra, informais.

O compartilhamento de provas, evidências e informações, diz ele, é feito por meio de pedidos diretos, sem passar pelos trâmites oficiais — essa etapa é cumprida depois que os dados já estão com os investigadores, segundo Appleton.

NSA
Nunca é demais lembrar que o esquema de espionagem internacional de larga escala montado pelo governo dos EUA voltou suas baterias contra o Brasil e, especialmente, a Petrobras.

Documentos divulgados em 2013 por Edward Snowden, ex-analista da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA), mostraram que as comunicações da ex-presidente Dilma, do Ministério de Minas e Energia e da Petrobras foram monitoradas pela NSA.

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À época, Snowden disse que a espionagem tinha como alvo as tecnologias envolvidas na exploração de petróleo na camada do pré-sal. De acordo com as reportagens feitas pelo jornal The Guardian e pela TV Globo na época, o programa da NSA tinha o objetivo de proteger os EUA de ameaças terroristas. No caso do Brasil, no entanto, os objetivos eram puramente comerciais.

Clique aqui para ler o acordo entre Petrobras e EUA. Com informações do portal 247

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17
Ago18

Esquivel, após ele e Amorim visitarem o ex-presidente: “A prisão de Lula é uma ação política, para falsificar a sua imagem”

Talis Andrade

“Quem tira milhões de pessoas da fome constrói a paz”, diz prêmio Nobel após visita a Lula

 

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Adolfo Pérez Esquivel, prêmio Nobel da Paz, e Celso Amorim, chanceler do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, visitaram Lula nesta quinta-feira (16/8), na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

 

Durante a visita, eles conversaram com Lula sobre o cenário latino-americano e sobre a postura de subserviência do governo ilegítimo de Temer perante os EUA e sobre a perda da soberania internacional.

 

Esquivel , que já havia tentado visitar Lula, mas foi impedido, afirmou que encontrou o ex-presidente com muito ânimo e força, pensando no país, no povo brasileiro e na América Latina.

 

“A prisão dele é uma ação política, para falsificar sua imagem”, afirmou o Nobel da Paz.

 

Esquivel falou sobre sua preocupação com a volta da fome e da pobreza no Brasil, e sobre a judicialização de governos populares na América Latina, citando os casos de Rafael Correa, no Equador, e Cristina Kirchner, na Argentina.

 

O ativista de direitos humanos afirmou seu compromisso em levar adiante o documento com 300 mil assinaturas requerendo a candidatura de Lula ao Nobel da Paz.

 

“Lula foi o único presidente que tirou da pobreza 36 milhões de brasileiras e brasileiros. É um feito reconhecido. Tirar milhões de pessoas da fome é construir a paz. E a paz, como a democracia, precisa ser construída. Uma democracia se constrói, com igualdade de direitos para todos, mas estamos perdendo o que conquistamos”, disse Esquivel.

 

Ministro das Relações Exteriores nos dois mandatos de Lula, Amorim contou ao ex-presidente os detalhes da visita ao papa.

 

Sobre a política de relações exteriores submissa do governo Temer, Amorim disse que “Lula lembrou todos os esforços que fez pela integração da América Latina, que estão sendo destruídos. Ele está revoltado com a submissão do Brasil aos Estados Unidos, que vem dar ordens sobre com quem devemos relacionar, como se fôssemos vassalos deles. O tempo que um estadunidense vinha dar ordem no Brasil tinha acabado, mas agora voltou. Ele não tem palavras para descrever sua revolta ante esse assédio a nossa soberania”.

 

Amorim lembrou ainda o discurso em que Papa Francisco fala sobre os golpes de estado: “O papa disse, em sua homilia, que hoje em dia os golpes começam com difamação pela grande mídia, depois vem o golpe judiciário e depois vem o golpe em si”.

 

 

 

09
Ago18

“Hubo una sucesión de golpes a la democracia”

Talis Andrade

Boulos, referente del Movimiento de los Trabajadores sin Techo, señala que a la destitución de Dilma Rousseff le siguieron la aplicación de una agenda neoliberal y los recortes en salud y educación. Llama a la unidad latinoamericana

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“Necesitamos construir una unidad en defensa de los derechos conquistados”, afirma Guilherme Boulos

 

Carlos Rodriguez entrevista a Guilherme Boulos, candidato izquierdista a la presidencia de Brasil

 

PáginaI12 En Brasil

Desde Porto Alegre

 

“Aunque tenemos cuestionamientos importantes a los límites de las experiencias progresistas en Brasil, no toleramos la injusticia de la detención de Lula porque no se pueden silenciar los avances golpistas de la derecha.”

 

En una entrevista con PáginaI12, Guilherme Boulos, candidato a presidente en Brasil por el Partido Socialismo y Libertad (PSOL), llamó a la unidad latinoamericana para “luchar contra la judicialización de la política, contra el avance del neoliberalismo y de la extrema derecha”. Recalcó que tiene que ser “una unidad fuerte, segura, para luchar por los derechos y por la democracia, sin perder la osadía de presentar un proyecto de futuro progresista y de izquierda”.

 

Boulos, referente del Movimiento de los Trabajadores sin Techo, sostuvo que para lograr esos objetivos, los dirigentes y los partidos tendrán que tener en cuenta que “con quién andamos, con quién caminamos” porque “el golpe en Brasil ha demostrado que no se puede gobernar con la derecha” , al tiempo que advirtió que “no habrá triunfo progresista y de izquierda sin una decidida política de enfrentamiento contra los sectores del privilegio”. Boulos pidió no sólo la libertad del ex presidente Inácio Lula da Silva sino también que “cese la persecución judicial” contra los ex mandatarios Cristina Kirchner y Rafael Correa.

 

–El golpe en Brasil, el macrismo en la Argentina, lo que está ocurriendo en Venezuela, en Ecuador, ¿cómo se sale de esta encrucijada totalitaria, antipopular?

–Antes de responder, quiero señalar que no hubo solamente un golpe en Brasil, hubo una sucesión de golpes. Un golpe para poner un gobierno ilegítimo, que es el de (Michel) Temer, el peor gobierno de la historia republicana de Brasil. El segundo golpe fue la agenda neoliberal, una agenda que no fue elegida por el pueblo brasilero y que incluye la reforma laboral, el recorte de los presupuestos públicos de salud y educación. Otro golpe fue aprobar un gobierno por parte de un Congreso desmoralizado que actuó en contra de los intereses de la mayoría del pueblo. En definitiva, fueron golpes a la democracia.

 

–Son varios los actores que están siendo protagonistas de un plan que parece orquestado para desterrar cualquier intento progresista en la región.

–En este golpe a la democracia, una de las manos es la del Poder Judicial, que en Brasil actuó para interrumpir el proceso político electoral con la detención de Lula, pero que además se ha expresado por medio de la violencia, como lo demuestra el cobarde asesinato de nuestra compañera Marielle Franco. Esto significa que el debate político es reemplazado por el balazo. Todo esto significa que la crisis en Brasil se expresa por estos varios golpes contra el pueblo brasilero.

 

–¿Cuál debe ser la actitud de los sectores populares, de los partidos progresistas, frente a una crisis que lastima a Brasil, pero que se repite en otros países de América latina?

–Este es un momento de resistencia, de resistencia muy fuerte del campo popular y de la izquierda. Y esa resistencia nos tiene que unir a todos los partidos progresistas, a todos los sectores populares que vienen luchando organizados, porque necesitamos construir una unidad en defensa de los derechos conquistados con tanto esfuerzo y en defensa de la democracia en todo el continente. La ofensiva neoliberal, la ofensiva de la extrema derecha, incluso, la ofensiva de la judicialización de la política y de la partidización de la Justicia es un problema continental, lo que ocurre con Cristina (Kirchner) en Argentina, lo que ocurre con (Rafael) Correa en Ecuador, lo que ocurre con Lula en Brasil, es una tentativa de criminalizar la lucha política, de criminalizar cualquier intento de progresismo en la región, por más contradictorio que sea y es importante recalcar esto.

 

–Buscar la unidad, más allá y a pesar de las diferencias…

–Nosotros estamos en un campo que tiene cuestionamientos importantes a los límites de nuestras experiencias progresistas, pero tener críticas no significa ser tolerante a cualquier tipo de injusticia o silenciar los avances golpistas de la derecha. Por eso, nosotros tenemos dos desafíos: una unidad fuerte, segura, en la lucha por los derechos y por la democracia, y por otro lado, no perder la osadía de presentar un proyecto de futuro. Y por eso es necesario aprender de las lecciones del proceso que estamos viviendo, en términos de analizar con quién andamos, con quién caminamos. En Brasil esto ha sido muy claro, el golpe ha demostrado que no se puede gobernar con la derecha. Esta lección tiene que ser aprendida por nuestro campo. El golpe ha demostrado también que los mercados financieros actúan en forma mancomunada con el Poder Judicial. Para tener una política de avance en los derechos, hay que tener una decidida política de enfrentamiento a los sectores privilegiados. El margen que pudo haber en el pasado ya no existe más. Y el golpe es la expresión de esa realidad. Por eso es necesario enfrentar dos desafíos: el de la unidad para luchar por los derechos y el desafío de pensar un nuevo ciclo progresista, de izquierda y democrático en la región. Lamentablemente, el Partido de los Trabajadores de Lula desaprovechó la oportunidad de impulsar una reforma política que cambiara la forma de gobernar para apostar por una movilización de la sociedad para poner las decisiones en manos del pueblo y presionar al Congreso para llevar adelante las reformas necesarias.

25
Jul18

Garzón: perseguição judicial a Lula, Correa e Kirchner é 'traição à democracia e à sociedade'

Talis Andrade

Para Baltasar Garzón, ex-juiz mundialmente conhecido por pedir a extradição do ex-ditador chileno Augusto Pinochet, 'não se deve utilizar as instituições - e muito menos a Justiça - como armas para tomar parte em relação a determinados grupos ou indivíduos'

 

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Sputnik - Na terça-feira (3), a Justiça do Equador autorizou a prisão preventiva do ex-presidente Rafael Correa. O ex-juiz espanhol Baltasar Garzón compartilhou com a Sputnik sua opinião sobre o atual estado da Justiça na América Latina e seu papel na perseguição política.

Acusado pela tentativa de sequestro do ex-deputado opositor Fernando Balda em 2012, Correa está repetindo o destino de Luiz Inácio Lula da Silva e Cristina Kirchner.

Para Baltasar Garzón, ex-juiz mundialmente conhecido por pedir a extradição do ex-ditador chileno Augusto Pinochet, os casos mencionados até podem ser considerados "uma traição à democracia e à sociedade".

"Não se deve utilizar as instituições — e muito menos a Justiça — como armas para tomar parte em relação a determinados grupos ou indivíduos", afirmou o juiz iminente à Sputnik Mundo.

 

Garzón acha muito triste o fato de haver "esta submissão à oportunidade política de mudar", especialmente por meio de "investigações conjunturais, sem elementos".

O ex-juiz espanhol acredita que as pessoas devem ter a confiança que quaisquer que seja sua visão política, sejam tratadas pela Justiça de modo igualitário, mas por enquanto isso acontece ao contrário.

"Pensávamos que na América Latina isso já havia sido superado, mas se torna preocupante novamente. O caso de Lula é paradigmático. O de Cristina e Correa, iguais", ressaltou.

O interlocutor da Sputnik acha que os processos que estão acontecendo na Justiça da América Latina são pouco confiáveis e estão, sem dúvida, contaminados e "há certas estruturas transnacionais que veem em risco seu poder perante ao fato de poderem voltar a governar pessoas que apoiam os mais vulneráveis", opinou.

Segundo Garzón, agora na América do Sul tentam responsabilizar as pessoas sem manchas na reputação por todos os males.

 

"Não acuso ninguém em particular, mas o que eu digo é que temos que fazer uma profunda reflexão para poder recuperar o lugar que corresponde ao Poder Judiciário".

 

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05
Jul18

"Há um roteiro, há todo um complô", diz ex-presidente do Equador sobre prisão

Talis Andrade

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RFI - O ex-presidente do Equador, Rafael Correa, denunciou nesta quarta-feira "um complô político" por trás do mandado de prisão expedido contra ele pela Justiça equatoriana, durante entrevista concedida à agência AFP em Bruxelas, onde reside desde 2017.

 

"Há um roteiro, há todo um complô", argumentou, acusando o atual presidente Lenin Moreno de estar "por trás de tudo isso". Moreno foi vice-presidente de Rafael Correa de 2007 a 2013, antes de entrar em conflito com ele. Correa é acusado de ter ordenado a tentativa de sequestro de um oponente político em 2012. Responsável pela investigação, a juíza Daniella Camacho decidiu por sua prisão preventiva e alertou a Interpol.

 

A acusação desejava que Rafael Correa comparecesse "a cada 15 dias" perante o Tribunal Nacional de Justiça, a partir de 2 de julho. Mas, ao invés disso, o ex-presidente se dirigiu ao consulado equatoriano na Bélgica, onde vive há mais de um ano. A juíza Daniella Camacho decidiu então ordenar sua prisão.

 

O caso remonta à noite de 13 de agosto de 2012, na Colômbia. Fernando Balda, então membro do Partido Sociedade Patriótica 21 de janeiro (PSP), da oposição equatoriana, está em Bogotá. Cinco pessoas obrigam-no a entrar num carro. Uma hora e meia depois, a polícia intercepta o veículo e impede o sequestro.

 

Depois de seis anos de estagnação, a investigação sobre o caso foi desbloqueada em maio de 2018. O atual presidente equatoriano, Lenin Moreno, liberou informações confidenciais da Secretaria Nacional de Inteligência. Informações que teriam permitido à Justiça estabelecer um elo entre a tentativa de sequestro e Rafael Correa.

 

“Caso sem provas”

"Eu estou implicado em um caso sem provas, com base no testemunho de um policial que passou sete horas ontem com o promotor decorando a lição, dizendo que o presidente o chamou para raptar Balda ", disse o ex-presidente. "Há um roteiro já desenhado, eles querem me envolver neste processo, insisto, para que eu não possa voltar ao meu país antes de oito, dez anos", acrescentou.

 

Rafael Correa duvidou que a Interpol ou a Bélgica pudesse aceitar o mandado de prisão. "Interpol leva o seu tempo para analisar o caso e, se for um processo política, rejeita. Nós acreditamos firmemente que eles vão rejeitá-lo, porque não há nada mais político do que isso", disse o ex-presidente. Correa também disse que ele e seus advogados "não descartaram" a possibilidade de solicitar asilo político na Bélgica.

 

Em fevereiro, os equatorianos aprovaram por referendo um limite ao mandato presidencial, para impedir que Correa retornasse em 2021, um voto soando como uma vitória de Lenin Moreno em sua luta contra Correa. Durante o seu mandato, este último iniciou reformas, aumentou os gastos sociais, reduziu os lucros das companhias petrolíferas e suspendeu certos pagamentos de dívidas que considerava ilegítimas.

 

Após ser eleito, Moreno continuou a desmantelar o legado de esquerda de Correa, fazendo aberturas ao mundo dos negócios e à direita política.

05
Jul18

MODELO LAVA JATO ESPALHA-SE NA AL PARA SUFOCAR ESQUERDA

Talis Andrade

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Mais de 50 anos depois, as elites americanas trocam o modelo golpe de Estado militar pelo de golpe de Estado sob comando dos juízes em toda a América Latina. A Lava Jato torna-se uma diretriz continental, sob orientação dos EUA, como foi a Operação Condor nos anos de 1980; Brasil, Paraguai, Argentina, Equador e México são os alvos até o momento

 

247 com Tijolaço - 50 anos depois da onda dos golpes militares e das ditaduras abertas na América Latina para sufocar os governos e líderes de esquerda na região, as elites da região criaram um novo modelo que se espalha: a Lava Jato. Em vez de militares, juízes, em muitos casos com apoio de parlamentos e executivos controlados pela direita. Da mesma maneira que no caso dos golpes militares, a "tecnologia" desenvolveu-se no Brasil (1964), com um pequeno ensaio no Paraguai (1954), e foi usada na Bolívia (1964), Peru (1968), Equador (1972), Chile e Uruguai (1973), Argentina (1966 e 1976) e em toda a América Central.

 

Repete-se o cenário, com o modelo Lava Jato: Brasil (2014), Argentina (2016) e Equador (2018). Os alvos são as maiores lideranças de esquerda nestes países: Lula, Dilma, Cristina Kirchner e Rafael Correa. Como no caso dos golpes militares, houve um ensaio prévio no Paraguai, com o golpe contra o presidente Fernando Lugo em 2012. Da mesma maneira que a Operação Condor (aqui), uma articulação político-militar entre os vários regimes militares da América do Sul sob o comando operacional do Brasil e a coordenação da CIA dos Estados Unidos, a Operação Lava Jato na região acontece sob a liderança do Brasil e a coordenação dos Estados Unidos, com uma intensa troca de informações e contatos entre os juízes, promotores e procuradores dos países da região com instituições públicas e privadas norte-americanas.

 

Um caso pouco conhecido no Brasil é o do presidente eleito do México, vitorioso no último domingo, López Obrador, sofreu um processo similar entre 2004 e 2005, quando era prefeito da Cidade do México, um cargo que tem importância estratégica no país. O então prefeito sofreu uma acusação ao estilo "pedaladas fiscais" quando tentaram derrubá-lo. A acusação foi a de violar uma ordem judicial que exigia a suspensão da construção de uma rua em um terreno expropriado anos antes, por governos anteriores. Embora as obras tenham sido suspensas, alegou-se que o cumprimento da ordem havia sido dilatório e López Obrador era diretamente responsável por ela -a similaridade com o processo de Dilma é espantosa. Tentaram retirar-lhe o foro a que tinha direito como prefeito para levá-lo a processo na Justiça Comum (como no caso da Lava Jato), o que de fato aconteceu, mas diante das manifestações populares em protesto o então presidente de direita, Vicente Fox, recuou e o caso acabou encerrado, com a vitória de Obrador e dos democratas mexicanos. Leia sobre o caso aqui e aqui.

 

 

Juízes substituíram militares na nova onda

de dominação na América Latina

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por Fernando Brito

---

A ordem de prisão contra o ex-presidente Rafael Correa, do Equador, é o novo capítulo das farsas judiciais que são uma versão "reciclada" da onda de golpes militares com que, nos anos 60 e 70, a direita conseguiu reempalmar o poder numa América Latina que já não podia ser contida por governos oligárquicos.

 

O motivo, claro, oscila entre o fantástico e o pueril. Seria uma ordem de "sequestro" dada por Correa contra um opositor, apontado como "mentor intelectual" de uma rocambolesca tentativa (frustrada) de um equatoriano que fazia parte do círculo do ex-presidente colombiano – e arqui-inimigo de Correa – Álvaro Uribe.

 

Evidente que não tem lógica pensar que um presidente com prestígio político para reeleger-se, vencer plebiscitos e eleger seu sucessor – embora este já se tenha bandeado de lado – iria meter-se numa aventura com áreas de pastelão policial.

 

Como é absurdo que Correa, tendo se apresentado no consulado equatoriano na Bélgica, onde está, para cumprir a ordem judicial de apresentar-se às autoridades, ser considerado "foragido" e ter a prisão pedida à Interpol.

 

Mas tem toda a lógica observar como o Poder Judiciário, em toda América do Sul, está sendo transformado no instrumento de destruição das lideranças que, eleitas, se forjaram como ferramentas de afirmação de suas nações.

 

Exatamente, como foram há 40 anos, as ditaduras militares no continente.

 

Cristina Kirchner, Lula, agora Correa, não são enfrentados na política e nas urnas, mas no juízo dos tribunais, habitados pela mesma elite que jamais se conformou com a inclusão das massas na existência nacional.

 

No nosso caso, em aceitar que o Brasil tem 210 milhões de habitantes, não 50 ou 60 milhões que "existem".

 

Alguém, no Facebook, falou em "Plano Condor 2.0" referindo-se às ações militares e policiais para exterminar as lideranças progressistas da América Latina, e não sem razão.

 

Afinal, porém, só conseguirão, como aquelas, retardar o tempo, jamais fazê-lo parar ou retroceder.

 

 

 

21
Mai18

Venezuela/ Más de 150 observadores internacionales recorrieron los centros

Talis Andrade

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Yilibeth Noguera/ Últimas Noticias - Un grupo de más de 150 observadores pertenecientes a distintas naciones del mundo, se hicieron presentes en el país como parte de la misión de acompañamiento internacional durante los comicios presidenciales y de consejos legislativos realizados ayer.

 

En su condición de acompañante internacional, el expresidente español, José Luis Rodríguez Zapatero, indicó que “la primera tarea que necesita Venezuela es estabilidad, paz, evitar cualquier riesgo conflictivo y, por supuesto, diálogo y consenso”. Asimismo, rechazó las acciones de quienes cuestionan la validez de las elecciones. “Me parece arriesgado, sobretodo porque se está hablando de elecciones, que es algo tan serio para un país, el que se convaliden, el que tengan legitimidad, que antes de celebrarse, pues se pongan en cuestión, no puedo compartirlo”.

 

Por su parte, Rafael Correa, ex mandatario de Ecuador, visitó varios institutos educativos que operaban como centros de votación; desde el Liceo Fermín Toro expresó que “el flujo de ciudadanos fue continuo, con mucha comodidad, eficiencia y rapidez”. A su vez, aseveró que “no conocía de cerca el sistema electoral venezolano”, “obviamente he leído al respecto, pero otra cosa es verlo, tiene un doble control, el digital y el físico, con esos controles es imposible que voten los muertos o que haya alguna alteración”, apuntó.

 

Mientras que Javier Couso, diputado al Parlamento Europeo, resaltó “la normalidad, tranquilidad y el civismo con que el pueblo salió a elegir al nuevo presidente”.

 

De igual manera, Couso lamentó que la Unión Europea (UE) no respaldara los comicios. “La UE lo que ha tratado es socavar la democracia, hay demasiados factores extremistas en el Europarlamento que no intentan hacer una labor de mediación”, dijo.

 

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