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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

26
Jun18

“Estou perdida, mamãe”: adolescente revela pesadelo em rede de prostituição na França

Talis Andrade

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RFI - Em entrevista ao site de France Info nesta segunda-feira (25), uma francesa de 15 anos detalha os horrores vividos dentro de uma rede de prostituição que recrutava adolescentes pelo Instagram na região da Grande Paris. Doze homens, com idades entre 17 e 30 anos, estão envolvidos nos crimes, e são interrogados no Tribunal Correcional de Paris.

 

Acusados de proxenetismo - delito que consiste em obter benefícios econômicos advindos da prostituição de outra pessoa -, os acusados se encontram em prisão preventiva. Segundo Edwige, a mãe da jovem de 15 anos que decidiu quebrar o silêncio à France Info, “as meninas eram seduzidas pelos presentes e a facilidade de ganhar dinheiro rapidamente”.

 

Segundo a rádio francesa, no entanto, trata-se de um fenômeno que se desenvolve em várias “cités” da região de Île-de-France, no entorno da capital. O termo designa áreas pouco desenvolvidas, ocupadas por pessoas de baixa renda, que habitam as chamadas “moradias sociais” do país, complexos habitacionais subvencionados pelo Estado para populações pobres. “Ela não dorme em casa um dia, depois um fim de semana, enfim, uma semana inteira, e depois abandona de vez a nossa casa”, conta a mãe da adolescente, identificada pelo nome fictício de Hawa na reportagem.

 

Vendidas em sites de prostituição

Após tê-la “testado”, segundo expressão utilizada pelos próprios criminosos, os acusados compraram maquiagem, roupas de marca e sapatos caros. Além disso, fotografaram a garota produzida, colocando anúncios em sites como Vivastreet, Wannonce ou EscortSexe, dedicados à prostituição na França. Ameaçadas de violência física pelos homens, as garotas eram obrigadas a trabalhar sem pausa durante os sete dias da semana, mas recebiam cada vez menos dinheiro.

 

“Eles escolhiam suas ‘esposas’ e depois as jogavam como pasto aos clientes. Na maior parte do tempo eram orgias. Havia velhos, gente muito rica envolvida”, conta a mãe de Hawa. Para manter as meninas isoladas em apartamentos miseráveis, relata France Info, os cafetões faziam com que elas consumissem cocaína. Dependente, Hawa contraiu infecções sexualmente transmissíveis e abortou várias vezes. Ela tentou cometer suicídio e, certa noite, fugiu com outra jovem prostituta, decisão que lhe custou caro. Os criminosos acabam por ameaçá-la em sua própria casa: “Sabemos onde você mora, onde estão seus pais, vamos contar tudo na internet”, provocaram.

 

O pesadelo durou dez meses, antes que a polícia, alertada por pais em perigo como Edwige, desse início à investigação, que durou longas semanas. Um sistema de escuta telefônica e de vigilância foram implementados, segundo France Info, capturando os criminosos. Os dois principais organizadores da rede ainda se encontram sob custódia policial, assim como outros 20 envolvidos, mas isso não foi suficiente para tranquilizar Hawa e sua mãe, que preferem continuar sob disfarce de novas identidades na cidade para onde se mudaram, após o episódio, em 2015. Hawa recebe ajuda psiquiátrica: “Estou perdida, mamãe, eu não valho mais nada”, diz, escondida em seu quarto, bem longe da cidade onde nasceu e cresceu.

12
Abr18

Brasil é o primeiro país do mundo em que a presidente da suprema corte é homenageada em um puteiro

Talis Andrade

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Com a homenagem do dono da Bahamas, Oscar Maroni, a seus heróis, com distribuição gratuita de cerveja, o Brasil se tornou o primeiro país do mundo em que a presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, e um juiz federal, Sergio Moro, são homenageados em um puteiro. A dupla teve direito à exposição de fotos gigantescas, diante de uma plateia formada por homens e garotas de programa. Veja vídeo

 

Moro e Cármen Lúcia entronados 

 

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Oscar Maroni realiza festa em comemoração à prisão de Lula
Em foto que circulou pelas redes sociais, Oscar Maroni aparece vestido de presidiário e exibindo o corpo nu de uma mulher. Fotos do juiz Sergio Moro e da ministra Cármen Lúcia aparecem em uma espécie de "altar"

 


A prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesse sábado, 7, foi comemorada em uma boate em São Paulo. Em foto que viralizou na internet, o proprietário do estabelecimento, Oscar Maroni, está vestido de presidiário e segura uma mulher desnuda. O dono da boate Bahamas Hotel Club já havia feito comentários polêmicos e havia prometido, em 2016, uma festa com cerveja grátis para todos caso Lula fosse preso.

 

Em uma espécie de “altar”, as imagens do juiz Sergio Moro e da ministra Cármen Lúcia aparecem como figuras responsáveis pela realização da justiça. As genitálias de uma prostituta são expostas nesse mesmo cenário, aplaudido por cerca de 300 pessoas, quase todas homens.

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Em 2011, Maroni foi condenado em primeira instância a uma pena de onze anos e oito meses de prisão por favorecimento à prostituição e manutenção de local destinado a tais encontros. Em 2013, no entanto, o proprietário foi inocentado, entendendo o Tribunal de Justiça que a boate de Maroni não se caracterizava como boate de prostituição, apesar de prostitutas a frequentarem.

 

Segundo Maroni, foram disponibilizados cervejas para um open bar que começou com a detenção de Lula e durou até à meia-noite. Um DJ de música eletrônica e uma escola de samba completaram a diversão na noite.

 

Inusitado presente a Sergio Moro

 

Oscar Maroni está tão feliz com a prisão de Lula que ofereceu um presente a Sérgio Moro: um vale vitalício para ele frequentar o Bahamas. Uma condição: enquanto ela não tiver um problema de ereção. É o que aparece neste vídeo.

 

17
Jul17

Senador Ivo Cassol, a garota de programa Gabriela e o lóbi do cafetão

Talis Andrade

Parlamentar conversava com agenciador que faz lobby no Congresso. Cafetão também falou com assessores de Bolsonaro sobre pílula do câncer

 

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por Carlos Carone

 

O senador Ivo Cassol (PP-RO) e assessores dos deputados Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) tiveram conversas interceptadas no âmbito de um inquérito conduzido pela Polícia Civil do Distrito Federal. A corporação apura a atuação de uma rede de prostituição que age na capital da República e no Rio Grande do Sul. Os parlamentares e seus funcionários não eram objeto da investigação, mas acabaram caindo nas escutas com autorização judicial porque mantiveram diálogos com um cafetão alvo da investida policial.

 

João Wilson Costa Sampaio é apontado no inquérito como um agenciador de garotas de programa que negocia encontros sexuais em Porto Alegre e em Brasília. Nos últimos meses, ele foi monitorado pela Polícia Civil do DF e os agentes descobriram que o homem oferecia como prostituta até mesmo a própria companheira, com quem tem dois filhos. Segundo as apurações policiais, ele recrutava outras mulheres e as usava para se aproximar de políticos do Congresso Nacional.

 

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"Em pelo menos uma ligação, ficou a forte impressão de que ele utiliza as garotas de programa como ‘cartão de apresentação’ para tratar de assuntos diversos com políticos."

Trecho do inquérito da 3ª DP

 

 

Um dos temas de interesse do cafetão, de acordo com o inquérito conduzido pela 3ª DP (Cruzeiro), era a regulamentação da fosfoetanolamina, popularmente conhecida como pílula do câncer.

No âmbito dessa apuração, os policiais acabaram interceptando uma conversa entre Ivo Cassol e uma das prostitutas agenciadas por Sampaio, identificada como Gabriela. Na ocasião, em 10 de maio de 2016, uma terça-feira, o cafetão estava no gabinete do senador. Às 17h34, Sampaio e a mulher se falam pelo telefone. Em determinado momento, ele passa o celular para Cassol.


Pedido do senador à prostituta


Segundo o inquérito, o senador pergunta se Gabriela virá a Brasília. A mulher confirma. Cassol, então, diz que vai esperá-la e pede que a moça o visite. O parlamentar ainda pergunta “se ela virá sozinha ou com mais gente”. A moça responde que estará só. O documento policial registra que Cassol “quer conversar pessoalmente e insiste em vê-la”.

Durante o diálogo, Gabriela ainda conta que está vindo a Brasília com o objetivo de cursar uma faculdade, e o senador coloca o gabinete à disposição, para ajudá-la no que for preciso até que ela se estabeleça na cidade. Segundo o inquérito, Cassol “demonstra-se muito interessado no retorno dela ao Distrito Federal e deixa bem claro que já a conhece de outras ocasiões”.

 

Leia mais sobre o assunto aqui


* Em conversa grampeada, senador põe gabinete à disposição de prostituta
* Agefis e PM fecham prostíbulo em sobreloja de restaurante na Asa Sul
* Irmão do doleiro Fayed administra esquema de prostituição de luxo

 

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