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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

04
Mar18

Netflix cria "Mecanismo" para derrotar Lula e eleger um presidente da direita volver entreguista

Talis Andrade

As multinacionais engatilharam o “Mecanismo” que visa eleger o sucessor de Michel Temer, consolidando o golpe, a reforma trabalhista, e a dependência do Brasil.

 

O “Mecanismo”é um projeto de comunicação, que abrange todos os meios. O cinema constitui a principal aposta para conquistar a classe média.

 

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Escreve Maria Martin: ”Os porões dos gabinetes de políticos, empresários e lobistas brasileiros são a nova aposta da Netflix, que lança no 23 de março O Mecanismo. A nova série do brasileiro José Padilha, diretor de Narcos, bebe do turbulento noticiário brasileiro, mas reflete a sede de poder e dinheiro em quase qualquer país do mundo.

 

O Mecanismo se inspira na Operação Lava Jato, a investida policial e judicial contra a maior trama de corrupção do Brasil cujos tentáculos chegaram a, pelo menos, 12 países. O roteiro, nas mãos de Elena Soarez, narra a luta hercúlea de dois policiais federais para desmascarar um enorme esquema de corrupção que comprava, com malas de dinheiro, desde leis até partidos políticos inteiros.”

 

A propaganda de um pobre novo México que precisa de heróis policiais. 

 

O lançamento antecipa a campanha eleitoral para presidente com a mais eficiente propaganda que é a indireta de louvação de Sergio Moro e demonização dos seus condenados sem provas.

 

Informa Maria Martín: "Os produtores prometem que a série irá além da Lava Jato. 'A corrupção é uma característica inerente ao ser humano, pode ser vista no mundo inteiro'. A série terá um presidente, um ex-presidente, deputados, policiais, promotores e lobistas, mas a intenção é desfigurá-los. 'Não serão reconhecíveis. É como se a história ocorresse em um país longínquo de outra galáxia', diz Marcos Prado, um dos três diretores que trabalham junto com Padilha".

 

Noutra galaxia! que farsantes, quando as urnas e os votos para presidente serão contados aqui no Brasil, cujo governo golpista pretende promover uma campanha eleitoral com o país sob intervenção militar. Leia mais.

 

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27
Jan18

Irmãos Marinho exigem prisão de Lula

Talis Andrade

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 Edição dia 27 Janeiro 2018

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 Edição dia 26 Janeiro 2018

 

A ordem dada para Alan Gripp, diretor responsável do jornal O Globo, vale para todos os meios de comunicação do monopólio de propriedade dos irmãos Irineu, João e José Marinho: Avançar a campanha de consolidação do golpe com a prisão de Lula e eleição de um presidente que continue com a política econômica de Temer e do ministro Henrique Merelles da Fazenda.

 

O jornalismo de propaganda marrom vale principalmente para a TV Globo, a segunda maior rede de televisão comercial do mundo.

 

A emissora alcança 98,56% do território brasileiro, cobrindo 5.490 municípios e cerca de 99,55% do total da população brasileira.

 

O Grupo Globo é um dos maiores conglomerados de mídia do planeta.

 

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23
Jan18

Moro tem o apoio da imprensa da direita volver para condenar Lula sem provas

Talis Andrade

 

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 A mesma vítima

A mesma polícia

A mesma justiça

 

No Brasil, “uma democracia jovem”, o que poderia ser um grande avanço quando o Partido dos Trabalhadores garantiu independência ao Judiciário para investigar políticos, acabou se transformando no oposto, escreve Mark Weisbrot, economista e um dos diretores do Centro para Pesquisas Econômicas e de Políticas Públicas em Washington, no The New York Times. 

 

Dezenas de juristas, intelectuais e políticos lotaram o auditório da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do Rio Grande do Sul (Fetrafi), na noite desta segunda-feira (22) para um ato em defesa da democracia e do direito de o ex-presidente Lula ser candidato à presidência em 2018.

 

 

De acordo com um dos juristas presentes, Jacson Zilio, professor de Direito Penal da Universidade Federal do Paraná, UFPR, na qual Moro também leciona, a decisão do juiz de primeira instância tem sérios problemas jurídicos, mas levanta questões ainda maiores.

 

"Talvez uma dimensão muito maior do que essas deficiências jurídicas seja o uso de Direito Penal para fins políticos. Esse é um processo onde o que está em debate é justamente essa destruição do Estado democrático de direito em que os processos penais estão configurados como processos de exceção", afirmou.

 

A opinião é compartilhada pelo jurista Juarez Cirino, que também leciona Direito Penal na UFPR. De acordo com Cirino há uma motivação político-partidária nas decisões jurídicas da Operação Lava Jato.

 

"Como a experiência política deles nas últimas eleições foi de derrota eleitoral, e a perspectiva para a próxima também é de derrota eleitoral, eles descobriram esse método de luta política deslocando a campanha eleitoral das praças públicas para a 13ª Vara da Justiça Federal da Curitiba. Agora, Lula, como a gente previa desde o princípio, foi condenado sem provas, e o povo está aqui reunido exatamente para apoiá-lo nesse momento", disse.

 

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20
Jan18

A indústria da delação premiada e as manchetes de propaganda política da imprensa da direita volver

Talis Andrade

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Para o DCM e o Jornal GGN, nos últimos anos, o maior negócio do meio jurídico foi a indústria da delação premiada na Lava Jato.

Advogados foram contratados por honorários milionários, de dezenas de milhões de dólares, para oferecer aos clientes o conforto de uma negociação confiável com procuradores e juiz da Lava Jato.

 

Ter a confiança do magistrado passou a ter um valor inestimável. Ao mesmo tempo, surgiram discrepâncias variadas entre as sentenças proferidas, algumas excessivamente duras, outras inexplicavelmente brandas.

 

Tudo isso ocorre no reino de Curitiba, território em que a justiça criminal é dominada há anos pelo grupo que conduziu a Lava Jato, juiz Sérgio Moro à frente.

 

Esse modelo ganha consistência no caso Banestado, em que não houve culpados.

 

Paralelamente, a imprensa da direita faz a tendenciosa cobertura.

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08
Dez17

A guerra da comunicação: BBC descobre exércitos de perfis falsos assinantes de cartas anônimas

Talis Andrade

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Os mais famosos escritores e jornalistas usaram nomes falsos. Na Literatura Brasileira, Machado de Assis. Na Literatura Portuguesa, Fernando Pessoa.

 

A sobrevivência de quem faz política e jornalismo de opinião, principalmente em uma autocracia, depende do nome falso.

 

Na ditadura militar de 64, nos partidos clandestinos era comum o uso de um nome em código, para esconder a verdadeira identidade. Nos romances de Urariano Mota, o Brasil dos jovens idealistas que tentaram uma revolução. Os guerrilheiros dos sonhos possuíam codinomes: Urariano, Dilma Rousseff, Soledad em Recife. Os condinomes como defesa e precaução, para preservar amigos, para não ser presos, torturados e assassinados. Centenas de desaparecidos - operários, camponeses, estudantes - ainda permanecem com os nomes desconhecidos e enterrados.

 

Na banda podre, os infiltrados da polícia, Cabo Anselmo, major Curió, coronel Ustra, delegado Fleury, senador Aloysio Nunes. As almas sebosas usavam codinomes para espionar, delatar, torturar e matar. O delegado Tuma, diretor da Polícia Federal, possuía a chave dos cemitérios clandestinos.

 

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No Brasil campeão do assédio judicial, da censura judicial, dos jornalistas ameaçados, espancados, assassinados e com morte anunciada, a necessidade do uso de pseudônimos.

 

O Brasil permite agências de espionagem estrangeira oficialmente instaladas, e todo agente e policiais infiltrados trabalham com nomes falsos. O juiz Sergio Moro chamou - não sei com que autoridade - o FBI para atuar na Lava Jato na defesa dos interesses dos acionistas estadunidenses na Petrobras, empresa de economia mista que já vendeu cerca de 80 por cento de suas ações na bolsa de Nova Iorque.

 

A justiça surreal fez correr um processo policialesco e um julgamento - o caso Marcela Temer - onde vítima, criminoso e testemunhas e advogado do PCC e detetives particulares são assinalados com substitutos nomes trocados.

 

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Na internet, os sítios de relacionamentos incentivam o uso de nomes eroticamente apelativos. Aceita um celular pré-pago como identidade, e recusa o telefone fixo.

 

Era o esperado: “Investigação revela exército de perfis falsos usados para influenciar". Juliana Gragnani (BBC) esquece que a propaganda política é uma guerra de símbolos, de slogans. Que não se faz democracia sem debate. Juliana Gragnani não é uma fonte desinteressada. Nem a BBC. 

 

Diz Juliana: As evidências reunidas por uma investigação da BBC Brasil ao longo de três meses sugerem que uma espécie de exército virtual de fakes foi usado por uma empresa com base no Rio de Janeiro para manipular a opinião pública, principalmente, no pleito de 2014.


A estratégia de manipulação eleitoral e da opinião pública nas redes sociais seria similar à usada por russos nas eleições americanas, e já existiria no Brasil ao menos desde 2012. A reportagem identificou também um caso recente, ativo até novembro de 2017, de suposto uso da estratégia para beneficiar uma deputada federal do Rio.


A reportagem entrevistou quatro pessoas que dizem ser ex-funcionários da empresa, reuniu vasto material com o histórico da atividade online de mais de 100 supostos fakes e identificou 13 políticos que teriam se beneficiado da atividade. Não há evidências de que os políticos soubessem que perfis falsos estavam sendo usados.


Com ajuda de especialistas, a BBC Brasil identificou como os perfis se interligavam e seus padrões típicos de comportamento. Seriam o que pesquisadores começam a identificar agora como ciborgues, uma evolução dos já conhecidos robôs ou bots, uma mistura entre pessoas reais e "máquinas" com rastros de atividade mais difíceis de serem detectados por computador devido ao comportamento mais parecido com o de humanos.

Leia mais. E não esqueça que mais perigoso não é o perfil e sim a censura, o pesamento único, a "verdade" única.

07
Out17

Aleluia do Santo Império do Brasil

Talis Andrade

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 Ilustração Wissam Assad

 

 

Como despiste, fingimento, encenação, desviamento e distração de temas sociais e políticos, o Facebook age identicamente ao MBL, Movimento do Brasil Ladrão, realizando puritanas campanhas em defesa da Tradição, Família e Propriedade. Que ajudaram a TFP coadjuvar o golpe militar.

 

Os pastores evangélicos adaptaram a beatice dos padres da missa em latim, realizando o "milagre" da cura gay para o golpe de Temer.

 

Em nada diferem as marchas católicas do povo que reza unido permanece unido, em 1964, das passeatas da paz dos evangélicos em 2016.

 

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Leia as Normas da Comunidade do Facebook:

 

"Restringimos a exposição de nudez. Algumas descrições de atos sexuais também podem ser removidas. As restrições relativas à exibição de nudez e de atividade sexual também se estendem aos conteúdos digitais, exceto quando a publicação do conteúdo se der por motivos educativos, humorísticos ou satíricos.
Removemos conteúdos que ameacem ou promovam exploração ou violência sexual. Isso inclui solicitação de material sexual, qualquer conteúdo sexual envolvendo menores, ameaças de compartilhamento de imagens íntimas e ofertas de serviços sexuais. Se for o caso, encaminhamos o conteúdo para as autoridades".

 

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 Ilustração Makhmud Eshonkulov 


"Para descobrir quais tipos de mensagens e publicações são permitidas, consulte os padrões da comunidade do Facebook".

 

Desculpas para a censura política, que o estadunidense Facebook um portal de relacionamento social, ou melhor, de relacionamento sexual, exibindo fotos de belos machos e fêmas para curtição, e secretas trocas de mensagens eróticas. Tudo pela realista e eficaz política dos ditadores, adaptada do movimento hippie: não faça guerra, faça o amor.

 

No Brasil da tradição do  incesto que não é crime, da cultura do estupro do patriarcalismo como base de uma ideologia colonial, feudal, rural, entreguista, o nacionalismo vem sendo condenado como xenofobia, a "Independência ou Morte" como atraso, negação da globalização, sendo a privatização da Amazônia propaganda da intervenção militar de generais como Mourão, e ninguém denuncia o trabalho escravo, o êxodo rural, o inchaço e multiplicação das favelas, o holocausto das 500 mil crianças prostitutas.  

 

 

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 Ilustração Luc Descheemaeker 

 

 

 

 

 

 

07
Out17

O Brasil sem males pela eterna vigilância dos tribunais eleitorais que promovem a censura do bem

Talis Andrade

A internet é um meio de comunicação internacional mais censurado que os jornais impressos, as rádios, as televisões brasileiras, pelas proibições e restrições dos principais portais de propriedade de governos e/ou empresas de países estrangeiros. 

 

É uma máxima antiga: o poder vai até onde chega a comunicação.

 

Mais que deseje acrescentar proibições e restrições, qualquer nova lei de controle do Congresso coisa de cão hidrófobo que ladra e não morde. Vale para o pequeno ditador Michel Temer que alardeia a farsa. 

 

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Que pressão sofreu Temer?

Do povo nas ruas?

Dos partidos da farsa da oposição?

 

 

O Brasil, para os costumeiros golpes e campanhas eleitorais nos anos pares, o teatro das mesmas censuradas campanhas de comunicação de massa:

 

Contra a corrupção.

Contra a violência.

 

Que são efeitos. Não existe corrupção sem violência, e vice-versa. Uma cruzada eterna, o combate prometido do vereador ao senador. Do prefeito ao presidente da República Federativa do Brasil. 

 

No mais, a doçura demagógica das promessas de sempre: mais polícia, mais escolas, mais hospitais, mais estradas. Tão somente. 

 

As causas dos males são bem escondidas, pelas meias-verdades, boatos e mentiras que exaltam as qualidades do vivos, que possuem como guardiães de suas santidades os tribunais eleitorais. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

05
Out17

Campanha de 2018 já possui um fundo partidário de quase 2 bilhões de reais

Talis Andrade

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 Ilustração Fabiola Martelli

 

 

Nunca entendi. Quanto mais rico um marqueteiro mais disputado. Prova de que uma campanha política não é uma guerra de idéias, e sim uma corrida de quem gasta mais dinheiro.

 

Tudo começou na eleição de Collor. PC Faria festejou, em Paris, um bilhão de reais de sobras. As sobras das doações.

 

Outro jeitinho brasileiro: uma mesma agência onipresente promove vários candidatos em diferentes cidades. Pelo poder onisciente do dono cientista político, propagandista, publicitário, relações públicas, jornalista, lobista conhecido como marqueteiro. Existe casos desse gênio empresário realizar as campanhas dos dois candidatos adversários que disputam o segundo turno, via um duplo, um clone, um laranja, um hemafrodita.

 

O marqueteiro, no Brasil, a negação de que a propaganda uma ciência. Estudiosos consideram uma ciência fronteiriça.

 

Contar cédulas de dólar qualquer um sabe, principalmente de um caixa 2.

 

Fica explicado. A Câmara dos Deputados aprovou. na noite desta quarta-feira (4), o projeto de lei que cria um fundo público de financiamento de campanhas eleitorais, estimado em R$ 1,7 bilhão para as eleições de 2018. Nada mais esperado e costumeiro. Uma fortuna que terminará nos bolsos de conhecidos espertalhões.

 

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 Ilustração Giafranco Ube

02
Out17

Na escola sem partido, evangélicos pedem votos para pastores e cantoras gospel

Talis Andrade

 

 

O rentável Movimento nazi-fascista MBL, partidos da direita, pastores evangélicos da cura gay e cantoras gospel realizam campanhas contra movimentos artísticos em recintos fechados como museus, academias de letras, de artes, teatros, diretórios acadêmicos universitários e diretórios estudantil secundários.

 

São contra o ensino político nas escolas. Pregam escolas sem partidos quando milhares de estabelecimentos de ensino são propriedades de igrejas.

 

Em escolas evangélicas, nas salas de aula, a pregação do voto em pastores.

 

Na rua, para promover golpes, intervenções militares, ou nas novelas da TV Globo que invadem os lares nos horários nobres, usam o sexo, o erotismo como meios de propaganda política.

 

Nas igrejas evangélicas promovem pastores vereadores, prefeitos, deputados estaduais, governadores, deputados federais, senadores. Usam os cultos religiosos para pedir, descarada e despudoradamente, votos para políticos conservadores, elitistas e golpistas.

 

Nas ruas, com cantores gospel pagos com dinheiro público. Cantores gospel que cobram pra lá de cem mil por apresentações, concorrendo com os cantores bregas, promovem comícios super, super faturados para prefeitos e governadores ladrões.

 

O brega é o gospel profano.

 

 

 

 


Os rentáveis escândalos promovidos pelo MBL com sua participação

 

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Novos moralistas: Frota e a turma do “enquanto era contra a Dilma valia tudo”

 

 

 

 

A LÓGICA DOS CLICKS

 

por Luiz Carlos Azenha

 

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As pessoas que não conhecem como funciona o mercado dos clicks às vezes ficam no escuro sobre o comportamento de quem ganha dinheiro na internet.

 

Hoje uma clicada vale dinheiro. Pago, muitas vezes, pelo Google. Ou, indiretamente, pela audiência que você vende aos patrocinadores.

 

Mesmo os jornalões dependem dos clicks. Por isso, eles acabam se rendendo às redes sociais. Uma imensidão de clicks parte do Facebook, onde as pessoas se abrem como jamais se abririam diante de um psicanalista.

 

Eu conheço editores, jornalistas experimentados, que jamais dariam espaço para as falsas polêmicas das redes sociais, como essa em que um ator pornô se apresenta como campeão da moralidade. Porém, esses editores se rendem à lógica da audiência.

 

Sabe esse inferno de propaganda nas páginas da internet? É tudo para chamar clicks. Com a queda das verbas publicitárias e a competição violentíssima pelo seu interesse, quem se rendeu a esta lógica precisa escandalizar.

 

E toma não notícia, manchete distorcida, chamada que não tem nada por trás dela e, principalmente, escândalo.

 

Você, caro leitor, muitas vezes se engaja nestas polêmicas de corpo e alma. É bom que saiba que alguém está ganhando dinheiro com a sua indignação.

 

O capitalismo conseguiu monetizar a sua opinião!

 

Os meninos do MBL podem ser tudo, menos bobos. Eles têm diante de si um mercado gigante, de gente que está chegando agora ao jogo político, nunca teve sua opinião respeitada e quer interferir.

 

O povão não tem internet. 70 milhões de brasileiros desconectados! Mas você tem uma classe média despolitizada, que o lulismo promoveu, que está emergindo com todas as suas limitações culturais e de informação. E tem a classe média tradicionalmente conservadora, essa que agora esconde que promoveu Aécio como encarnação da moral e dos bons costumes.

 

Por isso o MBL atiça essa gente com falsos espasmos de indignação: rende muitos clicks e muitas vendas para a empresa dos estelionatários que devem R$ 20 mi na praça.

 

É uma milícia virtual atrás de bons negócios, em véspera de ano eleitoral!

 

Foi por isso que escrevi:

 

— Vamos proteger essa menina de um “pedófilo”?
— Vamos.
— Joga o vídeo dela na rede!

 

PS: As pessoas relutam em contar isso para você porque ninguém quer entregar o “segredo” do meio, né? (Transcrito do Vio Mundo

 

 

 

01
Ago17

A exibição internacional da mesma foto de propaganda contra a votação da Constituinte da Venezuela por voto direto

Talis Andrade

Os jornais dos Estados Unidos praticamente desconheceram a votação para eleger uma Assembleia Constituinte na Venezuela, que teve o comparecimento de 8.089.320 de pessoas, apesar do boicote violento da oposição direitista e nazista.

 

"É a maior votação que a Revolução Bolivariana conseguiu em toda a história eleitoral em 18 anos", comemorou Maduro diante de centenas de seguidores que celebravam na praça Bolívar, no centro da capital Caracas. 

 

BRASIL DE TEMER SEGUE O GOVERNO DE TRUMP

 

Obediente à política dos Estados Unidos, o governo brasileiro do golpista Michel Temer não reconhece o resultado da votação para a Assembleia Constituinte na Venezuela. 

 

Recorde que na campanha para derrubar Dilma Rousseff, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG), tratou sua ida à Venezuela como uma missão política e diplomática, para fazer “aquilo que o governo brasileiro deveria ter feito há muito tempo”. Esta foi a mensagem divulgada por ele em um vídeo publicado em sua página no Facebook pouco antes da viagem.



Aécio viajou acompanhado dos senadores Aloysio Nunes (PSDB-SP), Cassio Cunha Lima (PSDB-PB), José Agripino (DEM-RN), Ronaldo Caiado (DEM-GO), Ricardo Ferraço (PMDB-ES), José Medeiros (PPS-MT) e Sérgio Petecão (PSD-AC). Aloysio Nunes, atual ministro do Exterior de Temer, chanceler brasileiro, declarou: "Nós condenamos a maneira como foi organizada a eleição, e apelamos que seja destituída a 
Comissão da Verdade da Justiça e do Castigo, que vai aumentar o número de presos políticos, e parlamentares da oposição podem perder a imunidade". Isto é, Aloysio pede anistia para os autores de assassinatos políticos no dia da eleição, para amedrontar e evitar o comparecimento do povo às urnas.

 

 

“Estamos aqui no Legacy da FAB (…) embarcando para a Venezuela numa missão política e talvez também diplomática, fazendo aquilo que o governo brasileiro deveria ter feito há muito tempo, defendendo as liberdades da democracia, libertação dos presos políticos e eleições livres na Venezuela”, proclamou Aécio em uma viagem repudiada pelo povo venezuelano 

 

Eleições livres aconteceram nesta domingo, na Venezuela, pela Constituinte, que elegeu os representantes do povo em geral, e não apenas os três estados da França antes da Revolução: A nobreza (tradicionais famílias), o clero (pastores evangélicos), a miliitar (bancada da bala).

 

Após vitória expressiva do chavismo na votação do último domingo (30), os Estado Unidos responderam com mais sanções: dessa vez, o presidente democraticamente eleito Nicolás Maduro Moros foi colocado na lista de cidadãos venezuelanos sancionados pelo Departamento do Tesouro norte-americano.

 

“Como um resultado das ações de hoje, pessoas dos Estados Unidos estão proibidas de se relacionar com ele”, consta no texto da sanção.

 

Sanções individuais têm sido a nova modalidade de represália empregada pelo governo dos Estados Unidos contra governos que contrariem seus interesses. E isso só tem sido possível porque o país se encontra, desde as sanções aplicadas por Obama em 2015, classificando a Venezuela como uma “ameaça não-usual e extraordinária à segurança nacional” dos Estados Unidos.

 

Para impedir que o povo votasse, o governo norte-americano também ameaçou sancionar qualquer cidadão venezuelano que participasse da Constituinte.

 

Na quarta-feira passada, a quatro dias da eleição para a Constituinte, os Estados Unidos já haviam anunciado sanções a 13 funcionários do alto escalão do governo venezuelano.

 

A imprensa vassala e vendida faz a propaganda contra o voto direto nas urnas 

 

ESPANHA

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 ARGENTINA

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COLÔMBIA

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  BRASIL

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