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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

06
Mar19

Carnaval brasileiro visto pelo mundo

Talis Andrade

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23
Fev19

AJUDANTE DE PEDREIRO DESAFIOU RODRIGO MAIA: "SE AGUENTAR 30 DIAS, ABRO MÃO DA APOSENTADORIA" [VÍDEO]

Talis Andrade

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Tribuna da Imprensa - "Covarde! Taí a prova de sua sogra, que se aposentou com 41 anos e ganha um salário de R$ 30 mil. Você é duro mesmo? Vem aqui mais eu", diz o trabalhador.
 
Em vídeo que viralizou nas redes sociais nesta quinta-feira (21), um ajudante de pedreiro mostra sua indignação contra a declaração do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ) que, em defesa da Reforma da Previdência de Jair Bolsonaro (PSL), disse que “todo mundo consegue trabalhar hoje até 80 anos”.
 
“Faço um desafio a essa pessoa que não nos representa, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia: se ele aguentar passar 30 dias mais eu batendo concreto aqui na obra, eu abro mão da minha aposentadoria. Trabalho até morrer”, disse o trabalhador.
 
Na ânsia de defender a necessidade da reforma da Previdência Social, Maia despertou a indignação nas pessoas em entrevista à GloboNews. ““Eu sou a favor de uma regra de transição mais curta. Todos nós temos uma expectativa de vida maior. Nós temos que entender que trabalhar até 62 anos sem transição não é problema nenhum. Todo mundo consegue trabalhar hoje até 80, 75 anos”, disse o demista.
 
Chamando Maia de “canalha e safado”, o pedreiro fala ainda da aposentadoria da sogra de Rodrigo Maia, Clara Maria de Vansconcelos Torres Moreira Franco, que passou a receber o benefício aos 41 anos de idade, em 1997. Ganha R$ 30 mil por mês, enquanto cerca de dois terços dos aposentados brasileiros têm de se virar para sobreviver com salário mínimo.
 
“Covarde! Taí a prova de sua sogra, que se aposentou com 41 anos e ganha um salário de R$ 30 mil. Você é duro mesmo? Vem aqui mais eu”, diz.
 

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Clara Vasconcelos Moreira Franco com a filha, Patrícia Maia.Foto de Lucas Benevides no Gávea Golf

 
O presidente da Câmara é um filhinho de papai (seu progenitor, por sinal, o ex-prefeito carioca Cezar Maia, é um político que se notabilizou pelo oportunismo depois de trair o socialismo moreno de Leonel Brizola e se bandear para a direita neoliberal), nunca pegou realmente no batente e está acostumado a dar expediente em salas com ar condicionado. É impressionante como gente desta laia, que frequenta o Palácio e a alta sociedade, costuma dar seus palpites arrogantes sobre jornada de trabalho e de vida do sofrido proletariado brasileiro. 

 

27
Out18

“O muro é a ditadura”. Por Eleonora de Lucena

Talis Andrade

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Ninguém poderá dizer que não sabia. É ditadura, é tortura, é eliminação física de qualquer oposição, é entrega do país, é domínio estrangeiro, é reino do grande capital, é esmagamento do povo. É censura, é fim de direitos, é licença para sair matando. Por Eleonora de Lucena

 

 

Eleonora de Lucena, durante dez anos (2000/2010) editora-executiva da Folha de S. Paulo, publica hoje no jornal paulista um artigo que orgulha o jornalismo e desanca os covardes o os oportunistas, na imprensa, na política e no empresariado.

 

“O muro é do candidato da ditadura, da opressão, da violência, da destruição, do nojo”, resume assim a imperdoável atitude dos que acham que críticas, ainda que várias delas justas, a um partido possam justificar quem assiste omisso o risco da morte da democracia, da liberdade e do convívio civilizado.

 

Compartilho pela grandeza do texto, compartilho pelo que resta de dignidade de uma profissão que me chamou, ainda jovem, pelo que podia fazer pela liberdade.

 

Não adianta pedir desculpas daqui a 50 anos

 

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por Eleonora de Lucena, na Folha

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Ninguém poderá dizer que não sabia. É ditadura, é tortura, é eliminação física de qualquer oposição, é entrega do país, é domínio estrangeiro, é reino do grande capital, é esmagamento do povo. É censura, é fim de direitos, é licença para sair matando.

 

As palavras são ditas de forma crua, sem tergiversação – com brutalidade, com boçalidade, com uma agressividade do tempo das cavernas. Não há um mísero traço de civilidade. É tacape, é esgoto, é fuzil.

 

Para o candidato-nojo, é preciso extinguir qualquer legado do iluminismo, da Revolução Francesa, da abolição da escravatura, da Constituição de 1988.

 

Envolta em ódios e mentiras, a eleição encontra o país à beira do abismo. Estratégico para o poder dos Estados Unidos, o Brasil está sendo golpeado. As primeiras evidências apareceram com a descoberta do pré-sal e a espionagem escancarada dos EUA. Veio a Quarta Frota, 2013. O impeachment, o processo contra Lula e sua prisão são fases do mesmo processo demolidor das instituições nacionais.

 

Agora que removeram das urnas a maior liderança popular da história do país, emporcalham o processo democrático com ameaças, violências, assassinatos, lixo internético. Estratégias já usadas à larga em outros países. O objetivo é fraturar a sociedade, criar fantasmas, espalhar medo, criar caos, abrir espaço para uma ditadura subserviente aos mercados pirados, às forças antipovo, antinação, anticivilização.

 

O momento dramático não permite omissão, neutralidade. O muro é do candidato da ditadura, da opressão, da violência, da destruição, do nojo.

 

É urgente que todos os democratas estejam na trincheira contra Jair Bolsonaro. Todos. No passado, o país conseguiu fazer o comício das Diretas. Precisamos de um novo comício das Diretas.

 

O antipetismo não pode servir de biombo para mergulhar o país nas trevas.

 

Por isso, vejo com assombro intelectuais e empresários se aliarem à extrema direita, ao que há de mais abjeto. Perderam a razão? Pensam que a vida seguirá da mesma forma no dia 29 de outubro caso o pior aconteça? Esperam estar livres da onda destrutiva que tomará conta do país? Imaginam que essa vaga será contida pelas ditas instituições –que estão esfarrapadas?

 

Os arrivistas do mercado financeiro festejam uma futura orgia com os fundos públicos. Para eles, pouco importam o país e seu povo. Têm a ilusão de que seus lucros estarão assegurados com Bolsonaro. Eles e ele são a verdadeira escória de nossos dias.

 

A eles se submete a mídia brasileira, infelizmente. Aturdida pelo terremoto que os grandes cartéis norte-americanos promovem no seu mercado, embarcou numa cruzada antibrasileira e antipopular. Perdeu mercado, credibilidade, relevância. Neste momento, acovardada, alega isenção para esconder seu apoio envergonhado ao terror que se avizinha.

 

Este jornal escreveu história na campanha das Diretas. Depois, colocou-se claramente contra os descalabros de Collor. Agora, titubeia – para dizer o mínimo. A defesa da democracia, dos direitos humanos, da liberdade está no cerne do jornalismo.

 

Não adianta pedir desculpas 50 anos depois.

 

 

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17
Out18

A parte enlouquecida

Talis Andrade

COM A VASSOURA
COMBATER MARAJÁ
CONTRA O PT

 

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por Celso Marconi Lins  

 


Uma parte do povo brasileiro está de novo enlouquecida por um candidato a Presidente.

 

No final dos anos 50 foi com Jânio Quadros que usava uma vassoura para varrer a sujeira do Brasil. E não varreu nada.

 

No final dos anos 80 foi Fernando Collor que iria demitir os marajás do serviço público. E terminou demitido.

E agora nessa eleição é Bolsonaro que quer acabar com o PT. E claro que não vai acabar nada.

 

De repente o povo enlouquece por um candidato pois pensa que com ele será redimido. E na verdade não será.

 

Em verdade apesar da ditadura de 64 não sou contra o Exército brasileiro pois contra Jânio votei no Marechal Lott. Lott era um homem pacífico e teria sido bom se fosse eleito mas não quiseram.

 

Lula não foi eleito contra Collor e Lula vocês queiram ou não é talvez o único líder brasileiro de força internacional. O único brasileiro que foi classificado como o ‘cara’ pelo então presidente dos Estados Unidos, Obama.

 

E agora temos um professor da maior competência, uma pessoa super-preparada como Fernando Haddad. E vocês ficam dizendo que se trata de um ‘poste’ quando é um candidato com toda a estrutura de ser um excelente Presidente.

 

Ainda é tempo de pensar. Baixem a quentura da loucura de ‘votar contra o PT’.

 

Ainda é tempo.

 

Eu votei em Lott e Jango. Eu votei Lula e não me lembro o vice. Eu vou votar HADDAD MANU 13

21
Set18

O “JUÍZO MORAL ESTATAL” COMO ATENTADO À DEMOCRACIA

Talis Andrade

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por Mateus Vaz e Greco 

___
Em um momento de alvoroço social e extrema conturbação política compondo um cenário eleitoral aflitivo, não restam dúvidas da necessidade de se falar sobre “Juízo Moral Estatal”.

 

Aqueles que se autointitulam “Cidadãos de Bem”, vem sugerindo que Têmis, a Deusa de olhos vendados em que se personifica a Justiça, a Lei e a Ordem, passe a se assentar num novo trono, e diferir entre os cidadãos, àqueles considerados bons e àqueles que não farão jus a tal estirpe.

 

Tornou-se comum, principalmente no atual cenário político, ouvir frases como: “Bandido bom é bandido morto” ou “Mas estava rezando?” ou até mesmo discursos eufóricos pró-pena de morte, vindo daqueles que apoiam discurso de ódio, (travestido de discurso político de extrema-direita).

 

Ora, é no mínimo curioso, que um cidadão, dotado dos mesmos direitos e deveres que eu autor e você leitor, se aventure a marcar entre nós, aqueles que merecem ser cidadãos e aqueles que não serão agraciados com a cidadania.

 

Convivemos com o atual risco de que alguns de nós, passem a não ser dignos dos direitos e garantias fundamentais, assegurados na própria Constituição da República promulgada em 1988. (Tratando aqui formalmente do tema, pois materialmente é sabido que alguns já não o são).

 

Trago neste momento o que nos ensina Friedrich Müller em “Quem é o Povo?”:

 

O mero fato de que as pessoas se encontram no território de um Estado é tudo menos uma situação irrelevante. Compete-lhes, juridicamente, a qualidade de ser humano, a dignidade humana, a personalidade jurídica [Rechtsfähigkeit]. Elas são protegidas pelo direito constitucional e pelo direito infraconstitucional vigente, i.e., gozam da proteção jurídica, têm direito à oitiva perante os tribunais, são protegidas pelos direitos humanos que inibem a ação ilegal do estado, por prescrições de direito da polícia e por muito mais.[p.87]

 

Ou seja, o notável autor que aqui transcrevo, nos leciona que estamos taxativamente proibidos, pela norma maior que nos rege, de estabelecer dentre nós, àqueles que estarão acobertados por garantias e direitos. Todos o são e o serão.

 

Interessante salientar, ao “Cidadão de Bem”, que promove discurso de expurgo, que o expurgo já existe.

 

O atual sistema prisional brasileiro não trata, não trabalha a ressocialização, não ensina, não cuida, e ao contrário disto, agride, tortura e retira qualquer traço de dignidade conferido ao cidadão. A execução penal garantidora, atualmente no Brasil, é a completa exceção, o ponto mais fora da curva.

 

Ao “Cidadão de Bem”, que é enfático em dizer que é honesto, vítima do mal e merecedor do direito de possuir sua própria arma de fogo, deixando de lado o discurso sobre capacidade a tal, é necessário postular que existem incontáveis tipos penais hoje vigentes em nosso país, e que sem qualquer dúvida, diariamente, somos capazes de infringir vários destes.

 

Em sendo criminoso, àquele que comete crimes, seja bem vindo ao rol do crime àquele que já bebeu três copos de cerveja e dirigiu.

 

Não pretende este escrito, equiparar a potencialidade lesiva entre um homicídio doloso e uma contravenção penal, mas tem como objetivo a propositura da seguinte reflexão: Se o “cidadão de bem”, infringe a lei, tanto quanto o “bandido”, qual a justa medida de diferenciação entre este e aquele? Quais os critérios utilizados pelo “bem” para definir e subjugar o “mal”?

 

Por avanço democrático, progresso legal e afastamento de militarismo, cidadão é cidadão, não sendo permitido ao Estado diferenciação moral entre eles.

 

Sem dúvidas que o Estado, por suas personificações, ou seja, através de suas autoridades, já estabelece essa diferenciação, a exemplo de uma abordagem policial realizada num negro e em um branco, que são completamente diferentes. Entretanto combater o discurso de ódio propagado pelo dito cidadão de bem, é luta que se faz necessária.

 

Trago outro exemplo à baila. Exaustivamente tratado hoje em nosso país, é a situação do empreendedor, que não é possível a sobrevivência de uma empresa sem que seu dirigente não tenha em algum momento deixado de pagar algum tributo, ou trabalhado com certo “jeitinho brasileiro” em sua relação com o fisco.

 

Todavia, salta aos olhos de qualquer cidadão mais atento, que o mesmo empresário cidadão gerador de empregos e “de bem”, se dignifica a apontar para, por exemplo, um usuário de drogas, tratando-o como um bandido, como alguém que deve ser afastado do nosso convívio por intoxicar o meio social, por significar o “mal”.

 

Delitos devem ser apurados pelas autoridades policiais, denunciados pelo Ministério Público e julgados até o esgotamento das instâncias judiciais, deve haver luta contra impunidade. Se confirmado, num processo penal, em que fora garantido um Devido Processo Legal, deverá o réu ser considerado culpado e arcar com ônus de tal, sofrer a sanção penal com a necessária pretensão punitiva estatal. Este é o único caminho possível. Todavia, este é um tema legal, e não moral.

 

Qualquer cidadão, como dito, detentor de direitos e garantias, pode estabelecer seu juízo moral sobre determinada pessoa, instituição ou assunto, e, o faz, considerando sua própria trajetória de vida, seu meio social, sua condição econômica, seu engajamento político e até mesmo suas próprias crenças religiosas.

 

O juízo moral sobre algo, como a própria nomenclatura traz, envolve um conceito de moral, que é personalíssimo e subjetivo, sendo assim o juízo moral é pessoal e peculiar, o cidadão julga moralmente o seu próprio certo e seu próprio errado.

 

Entretanto, em âmbito Estatal, ou seja, em se tratando da mão mais pesada do Estado, a Pretensão Punitiva Estatal, esta deve necessariamente se ater a um Juízo Legal, Jurisdição, e em nenhuma hipótese se vender à Moral. Não é possível dizer que gozamos de um Estado Democrático de Direito, no momento em que um juiz leigo, trata algema uma advogada em uma audiência, sem qualquer razão, fundamentação ou necessidade.

 

O Estado estabelecer Juízo Moral entre seus próprios cidadãos jurisdicionados é um atentado sem precedentes à Democracia.

 

Portanto, devemos nos atentar ao votar e nos afastar de presidenciáveis que, estabelecem juízos morais estatais, que prometem a segurança pública pautados em discurso armamentista e que chegam ao limite de propor castração química como combate aos delitos de estupro.

 

Votar se traduz em legitimar, e assim, ter como Chefe de Estado alguém que defende ideais misóginos, homofóbicos, racistas e de propagação à violência, legitima este tipo de comportamento e pensamento, o que inconscientemente passa a autorizar o cidadão a incorrer em tal e propagar tal comportamento.

 

Portanto, é imperioso o afastamento de qualquer tipo de Juízo Moral Estatal, e a manutenção do Juízo Legal. Ao individuo compete sua opinião, ao Estado não.

 

Diferenciar o “bem” do “mal” numa sociedade altamente complexa e corrompida em todos seu níveis é hipocrisia vazia.

 

15
Set18

A violência pregada pelo candidato teria se voltado contra ele

Talis Andrade

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Por Fabianna Freire Pepeu

___

Fiquei sabendo da facada na 5a feira numa padaria. Lá, havia apenas homens. Homens muito simples, nem jovens, e nem velhos, que tomavam uma média, no intervalo do trabalho ou antes de voltar pra casa. Todos fizeram comentários que, naquele momento, me causaram surpresa. Em lugar de comoção ou revolta, ouvi frases de desconfiança ou crença de que a violência tão pregada pelo candidato teria se voltado contra ele. As pesquisas divulgadas agora são um retrato daquele pequeno cenário. Aumento da rejeição do homem que, mesmo diante de uma oportunidade, nada aprendeu com o episódio.


Quanto ao atentado em si, não acredito ter sido orquestrado pelo próprio, em hipótese alguma, simplesmente porque não teria essa coragem e nem tem essa sofisticação, ficando a conta - se não foi apenas ato de um maluco mesmo - para as forças ocultas que rondam esse neofascista útil.

 

 

14
Set18

Mourão defende Constituinte sem povo

Talis Andrade

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O general Mourão, que se autoclassificou como "profissional da violência", e considera o torturador e assassino coronel Brilhante Ustra um "herói", não confia em um Congresso eleito pelo povo, o mesmo povo a quem hoje pede votos para se eleger vice-presidente na chapa do capitão Jair Bolsonaro (PSL). 

 

Mourão (PRTB) defendeu, nesta quinta-feira, 13, que o Brasil precisa de uma nova Constituição elaborada por “notáveis” e aprovada em plebiscito pela população, sem a eleição de uma Assembleia Constituinte.

 

O candidato disse que a elaboração da última Constituição brasileira, de 1988, por parlamentares eleitos, “foi um erro”, e defendeu que a nova Carta deveria ser criada por “grandes juristas e constitucionalistas”. As declarações foram feitas em palestra no Instituto de Engenharia do Paraná, em Curitiba.

 

“Uma Constituição não precisa ser feita por eleitos pelo povo. Já tivemos vários tipos de Constituição que vigoraram sem ter passado pelo Congresso eleitos”, defendendo que esse tipo de documento, sem a participação de eleitos, já esteve em vigor em períodos democráticos do País, não apenas durante a ditadura.

 

Mourão acrescentou que defende pessoalmente essa opinião, que não representaria as ideias de Bolsonaro. “Teria que partir para a reforma de todas as reformas. Teríamos que ter uma nova Constituição, mas, no momento, julgo que isso é uma coisa muito difícil de a gente conseguir. Então, a regra é clara: partir do mais fácil para o mais difícil.”

 

Para o candidato, essa “nova” Constituição deveria ser mais “enxuta” que a atual, parecida com a norte-americana, contendo apenas princípios e valores gerais para reger o País. “O restante, como o horário de trabalho do bancário, o juro tabelado, essas coisas, isso (deve estar) em lei ordinária, porque muda de acordo com os valores e o tempo”, afirmou Mourão.

 

De acordo com o constitucionalista Luiz Guilherme Arcaro Conci, professor da PUC-SP, porém, a Constituição de 1946, a que se referiu o candidato, foi, sim, feita pelo Congresso. Questionado posteriormente pela reportagem, Mourão afirmou que pode ter se confundido ao citar a Constituição de 1946. Os textos que não passaram por representantes eleitos pela população foram os de 1824, 1937 e 1969, que não coincidem com regimes democráticos no Brasil.

 

Para Mourão, a atual Constituição, de 1988, deu início à crise pela qual passa o país.
"Tudo virou matéria constitucional. A partir dela, surgiram inúmeras despesas. A conta está chegando, está caindo no nosso colo. Chegou o momento em que temos que tomar uma decisão a respeito", afirmou.

 

03
Set18

Marcia Tiburi governadora o povo do Rio feliz de novo

Talis Andrade

O Rio tira o atraso com Marcia governadora 

 

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Marcia Tiburi, escritora, professora de filosofia, artista plástica, candidata a governadora, foi uma indicação de Lula da Silva, aclamada pelos diretórios do PT em todos os municípios do Rio de Janeiro.

 

Tiburi sabe que é possível fazer um Rio mais justo e solidário. No primeiro programa de TV, que foi ao ar nessa sexta-feira (31/08), a candidata relembra: “O Rio gerava empregos, os salários duravam até o fim do mês, não tinha toda essa violência, os estaleiros estavam cheios, o churrasquinho da laje estava garantindo, o sonho da casa própria era realidade”.

 

Ela ainda completa: “A riqueza de um país não são suas coisas, suas ruas, seus prédios. É o seu povo, a sua gente. Vem com a gente construir nossa esperança e fazer o Rio feliz de verdade”.

 

 

 

 

 

26
Ago18

Lula e a memória do povo

Talis Andrade

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por Urariano Mota

___ 


Mais de um comentarista político tem desperdiçado seus neurônios e especulações para uma resposta à pergunta: como pode um homem preso, condenado pela melhor justiça do planeta, massacrado por toda imparcial e grande mídia, como pode um criminoso sobreviver e pegar os números cada vez mais altos nas pesquisas para a presidência?


Perdidos, os analistas falam que nunca houve uma corrida presidencial com um candidato preso e inelegível liderando todas as pesquisas. E diante do fenômeno, comentam que o crescimento de Lula é apenas um acerto da sua estratégia em ser notícia. Ou como o imortal Merval Pereira comenta: “Lula aumentou devido à exposição pelo registro no TSE, pois o PT é muito competente na propaganda”. Grande Merval. Já outra imortal de pérolas Míriam Leitão ensina que “Lula faz parecer vitória a sua maior derrota. Tudo serve ao propósito de outro papel que ele sempre soube fazer: o de vítima”.

 

Será, como falam os imortais da mídia mais mortal, quero dizer, letal, tanto pelo fim próximo quanto pelo veneno, será que a vitória de Lula nas pesquisas eleitorais mostra mesmo o acerto da tática da vitimização dos “petistas”? Sim, dos petistas, essa palavra que pronunciam com nojo, à margem de qualquer análise científica, pois fazem de todo povo a maior multidão da Terra em um só partido. Seriam os petistas a reunião do PCdoB mais os bolcheviques mais o partido comunista chinês?

 

No romance “A mais longa duração da juventude”, notei que para a memória o passado é o mais longo tempo. O passado está sempre sendo reconstruído, queiramos ou não. Nem parece que foi ontem, como se diz. Parece que foi agora, nesse raio de segundo que passou na extensão desta frase. Por mais que não queiramos, por mais que ergamos novos obstáculos à sua volta, quanto mais fazemos de conta que não vemos as datas e seus significados, o passado volta e vem e nos encontra, quando menos o esperamos. Pessoas são como estrelas cuja luz vem para nós, não importa quantos anos distantes. A memória se reconstrói em todos nós como se fôssemos artistas cujo ofício é lembrar.

 

Assim, faz parte da memória do povo as conquistas sociais, trabalhistas, de educação e humanidade recebidas no governo Lula, que ele expressou no discurso ao se despedir da presidência no Recife:

 

“Era preciso que o presidente tivesse um olhar total do seu País, para conhecer o seu povo, e poder governar distribuindo possibilidades para que todos tivessem condições de participar do desenvolvimento deste País. Foi a partir da descoberta das eleições de 1989, em que eu descobri que era falsa a disputa eleitoral, que um presidente da República pegar um avião em São Paulo, descer no aeroporto de Recife, subir num palanque, voltar para o aeroporto e voltar para São Paulo não lhe permitia o povo pernambucano, era preciso que ele conhecesse um pouco mais. (…) Foi a partir daí que resolvi fazer as caravanas da cidadania. E comecei fazendo a primeira caravana percorrendo o trajeto que a minha mãe percorreu com oito filhos, saindo de Caetés até a cidade de Santos, em São Paulo. Parando em cada cidade, conversando com as pessoas. Depois eu percorri 91 mil km de carro, de trem, de ônibus, de barco. Para conhecer a cara, o jeito, o contar da piada, da graça, o cantar do povo pernambucano, o sofrimento do povo brasileiro. E isso me deu uma dimensão do Brasil que eu queria governar”.

 

Quando a televisão, os jornais se referem a “petistas”, não sabem que os petistas são cadeirantes pedido passagem para rever Lula, são senhoras velhinhas apoiadas nos netos, são indivíduos cegos a tatear com suas bengalas, são jovens, muitos jovens, negros, muitos negros, negros na pele e no peito, que ouviram sérios, com absoluta atenção o presidente que lhes falava, apontando para um menino da favela que tocava violino: “Ele, Daniel, só queria uma oportunidade” Esse povo de petistas sabe os Daniéis que são.

 

Lula é o preso que faz parte da memória desse povo. Nada será capaz de matá-lo, nem os Moros, nem os os TRs de justiça, nem os programas de televisão com seus cientistas políticos de mercado. No passado de Lula está a negação dos roubos e propinas de que o acusam. A sua memória no povo é outra, como no dia em que vi Lula visitar o bairro periférico do Recife que chamam de Água Fria.

 

Súbito, houve um estouro, não de fogos, nem de boiada. Houve um rumor que cresceu, que se tornou incontrolável, que mais lembrou um orgasmo coletivo. Sofrido, querido e esperado. É Lula! É Lula! Todos gritavam. Os berros se fizeram ouvir mais alto, ensurdecedores. Mulheres, meninos, homens chamavam a atenção do Presidente, queriam chamá-lo, e ele não sabia para que lado do cercado de cavaletes se dirigia. Na hora uma ideia tenebrosa me ocorreu: se caísse um raio ali, todos morreriam felizes. Mas essa ideia não alcançou palavras. Lula veio para o nosso lado. Era ele. Todos queriam lhe tocar a mão. Aos gritos. Aos prantos. Aos empurrões. À força. Por isso as mulheres gritavam, “Lula, meu lindo!”, por isso os homens apertavam-lhe a mão, com força e calor, por isso os meninos levantavam a cabeça, todos os meninos levantam a cabeça.

 

Esses meninos, esses jovens, esses homens e mulheres conjugam agora o verbo ser no presente e futuro: eles são, eles serão iguais a Lula. Mais cedo ou mais tarde, de uma forma ou de outra, cada um à sua maneira. Nada é capaz de arrancar a pessoa de Lula da memória do povo. Quem montou no cavalo do golpe que o aguente. Uma liderança legítima sobrevive a toda infâmia, a toda força policial ou militar. Os golpistas passarão. Lula é passarinho.

 

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17
Ago18

O Brasil tem lado

Talis Andrade

Ser ou não ser cidadão,

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Estas eleições o povo tem que escolher um lado.

Votar a favor ou contra o golpe.

Ser contra ou a favor de Temer.

Nacionalismo ou entreguismo.

Ficar contra ou apoiar a reforma trabalhista.

Saúde de graça ou paga.

Educação para todos ou por dinheiro.

Apoiar o Programa Minha Casa, Minha Vida.

Patrão ou empregado

Aumento do salário mínimo ou do salário acima do teto.

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Bolsa família para os miseráveis ou auxílio moradia dos juízes.

Nacionalizar empresas estratégicas ou vender as estatais.

Vender ou não vender a Amazônia.

Vender ou não vender os aquíferos.

Manutenção ou fim da pensão das filhas solteiras maiores de idade de togados e militares

Manter ou acabar com os leilões de Temer.

Limitar ou liberar os latifúndios.

Criar ou não criar imposto para grandes fortunas.

Idem imposto de herança.

Esquerda ou direita.

Defender a liberdade ou a prisão de Lula.

Apoiar ou combater a lava jato de Moro.

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Democracia ou ditadura.

Governo do povo ou intervenção militar.

Punir ou não punir os traidores da Pátria.

Punir ou não punir a escravidão como crime hediondo.

Votar em Lula ou derrotar os candidatos de Temer: Alckmin, Bolsonaro, Marina Silva, Álvaro Dias, Henrique Meireles, Daciolo, Amoêdo.

Nas eleições de 7 de outubro não há lugar para neutro.

Para o coluna do meio.

Para a covardia do voto em branco.

Para a burrice do voto nulo de protesto.

Vote nos nomes certos para presidente do Brasil, senadores, deputado federal, governador, deputado estadual, que o seu voto julga, condena, escolhe, favorece, repara, contempla, recompensa, decide, faz valer a vontade da maioria. Do povo em geral. 

 

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