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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

17
Mai20

Polícia Federal uma dama oferecida antes de Bolsonaro ser presidente

Talis Andrade

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Na Castanhola, zona de meretrício da minha cidade natal Limoeiro, Pernambuco, havia um dancing ao som de radiola. Na parede um letreiro: Atenção. As damas não são obrigadas aos cavaleiros". 
 
Ricardo Noblat: Entrevista explosiva de empresário agrava a situação dos Bolsonaro
Senador Humberto Costa: Suplente de Flávio Bolsonaro, Paulo Marinho, confirma que integrantes da Polícia Federal anteciparam informações sobre a operação que investigava o escândalo "rachadinhas". Entenderam o interesse de Bolsonaro na PF do Rio de Janeiro?
Randolfe Rodrigues: A matéria da Folha revela que a interferência de Bolsonaro e de sua família na Polícia Federal, já ocorria antes mesmo do início de seu governo. As revelações feitas por Paulo Marinho são gravíssimas!
PF antecipou a Flávio Bolsonaro que Queiroz seria alvo de operação, diz suplente do senador
 
Empresário afirma que revelação foi feita a ele em 2018 pelo filho do presidente, que demitiu assessor para tentar prevenir desgaste
folha.uol.com.br
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Para ajudar a campanha de Bolsonaro de combate à corrupção, Sergio Moro vazou para a imprensa a delação mentirosa de Antonio Palocci contra o PT de Fernando Haddad que disputava a presidência com o candidato de Sergio Moro, dos procuradores e delegados da Lava Jato, a falsa delação de Palocci contra Lula, que foi preso por Moro, para não disputar as eleições de 2018.
 
Durantes as eleições, Paulo Guedes foi o pombo-correio do namoro de Moro com Bolsonaro. 
 
Eleito, Bolsonaro sela a negociação criminosa de dois ministérios para Moro. Ministério da Justiça. Ministério da Segurança. Pelos serviços prestados, Moro acha pouco. Exige uma pensão. Não existe legado, melhor espólio que ser ministro do Superior Tribunal de Justiça, STF, com pensão vitalícia para a esposa e a filha. 
 
Bolsonaro entrega a Moro o comando das forças policiais do Brasil. 
 
Para comandar a Polícia Federal, Moro convence Bolsonaro nomear Maurício Valeixo, o delegado que tentou sequestrar Lula numa prisão ilegal sob vara, e que depois prendeu Lula condenado por Moro, e que se negou a cumprir a soltura do ex-presidente, rasgando habeas corpus concedido pelo desembargador Rogério Favreto.
 
Com Sergio Moro ministro, Maurício Valeixo no comando da Polícia Federal, Fabrício Queiroz, Adriano Magalhães da Nóbrega e parceiros ficaram de fora da lista dos criminosos mais procurados do Brasil: Lista dos criminosos mais procurados do Brasil
 
 
 
 
 
 
20
Nov19

Moro, o vendilhão desmascarado

Talis Andrade
 

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É verdade que nenhum deles – estou falando de quem cerca Jair Bolsonaro – vale grande coisa. E isso, na melhor das hipóteses: a imensa maioria não vale é nada. 
 

Ninguém que tenha sido chamado para integrar esse governo merece nem verniz de respeito. Isso vale, é claro, para os militares empijamados. 

Ainda assim, oscila entre o curioso, o engraçado e o extremamente sério o que falam aqueles que romperam com o destrambelhado clã presidencial. Do ex-ator pornô Alexandre Frota à robusta plagiadora Joice Hasselman, que do mais que merecido ostracismo saltaram para o palco graças justamente ao desmiolado candidato que acabou virando presidente, todos saem dizendo pestes e contando podres da família miliciana.

Um dos casos que cabem perfeitamente na categoria do extremamente sério é a revelação feita por Gustavo Bebianno, defenestrado do vistoso posto de ministro da Secretaria Geral da Presidência dois meses depois de ter sido nomeado. Sua saída humilhante ocorreu depois de um embate com Carlos Bolsonaro, o mais hidrófobo dos muito hidrófobos filhos presidenciais.

Carlos acusou Bebianno de ter mentido, o acusado provou que o mentiroso era Carlos, e Bolsonaro apoiou justamente quem mentiu. 

Isso aconteceu em fevereiro, e o primeiro grande medo de Bolsonaro foi que Bebianno, que era seu advogado, resolvesse cobrar os honorários dos quais tinha aberto mão.

Bobagem de dimensões olímpicas: devia ter tido é medo daquilo que o cão de guarda que coordenou sua campanha eleitoral sabia. E, mais que medo, devia ter pavor do que Bebianno pudesse contar se alguma vez resolvesse abrir a boca e contasse uma parte milimétrica do que tinha feito.

Ele ainda não contou um milésimo do que sabe. Mas uma das coisas que contou confirma o que muitos de nós sabíamos: pelo menos entre o primeiro e o segundo turno, o então juiz Sérgio Moro foi convidado e aceitou largar a toga para virar ministro de Justiça do candidato altamente beneficiado por ele e a turma da Lava Jato. 

Quando Moro soltou um trecho da delação premiada de Antônio Palocci faltando pouquíssimo para o segundo turno, ficou mais do que claro que se tratava de uma jogada cujo único e exclusivo objetivo era ajudar Bolsonaro na reta final da campanha.

Pois agora Bebianno, em uma entrevista ao jornalista Fabio Pannunzio, precisou de apenas e exatos dois minutos e cinco segundos para revelar e comprovar o que eu e muitíssima gente sabíamos: a cumplicidade do então juiz com o candidato ultradireitista não se limitou a impedir Lula de ganhar a eleição. Teve seu prêmio assegurado com antecedência.

Bebbiano foi, mais que coordenador, o grande articulador da campanha eleitoral e participou ativamente da estruturação do governo de Bolsonaro. Pretendia ser ministro da Justiça. E quando foi informado por Paulo Guedes que seu candidato pessoal tinha sido preferido por Bolsonaro, achou perfeitamente natural. 

Num gesto de lealdade ao passado, na entrevista Bebianno diz que até onde ele saiba, Bolsonaro e Moro não tinham tido nenhum contato pessoal direto. Tudo foi feito por Paulo Guedes. 

O que ele não disse, nem precisava, é que Guedes pode ter sido escolhido por Bolsonaro para as sondagens e negociações com o juizeco que desde sempre se mostrou absolutamente parcial e manipulador.

Com essa revelação feita pelo condutor da campanha eleitoral, que ainda por cima menciona testemunhas da conversa – Onyx Lorenzoni, o empresário Paulo Marinho, Paulo Guedes – a situação de Moro como ministro fica insustentável. 

Quer dizer: ficaria, se tanto ele como Bolsonaro tivessem uma gota de vergonha na cara e um mínimo vestígio de dignidade.

Em compensação, vossas excelências que integram o Supremo Tribunal Federal passam a ter um motivo a mais – o centésimo – para julgar a conduta do então juiz Sergio Moro. Uma conduta imoral, indecente, abjeta. 

E, além de motivo, têm uma nova oportunidade para mostrar que não se trata de um tribunal omisso, cúmplice, poltrão. Oxalá não a desperdicem como desperdiçaram todas as anteriores. 

Também a Câmara de Deputados tem uma excelente oportunidade de tentar desfazer ao menos em parte, pequena parte, sua péssima imagem: Moro já compareceu e mentiu aos deputados.

Por que não fazer uma convocação ampla, incluindo, além de Moro, Paulo Guedes e Onyx Lorenzoni, e provocar uma acareação do trio com Gustavo Bebianno? 

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02
Jul19

Moro se bolsonariza

Talis Andrade

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Por Alex Solnik

Jornalistas pela Democracia 

 

No início, Bolsonaro dependia de Sérgio Moro.

  Moro era o avalista de seu governo.

  Era o símbolo do combate à corrupção, a sua principal falsa bandeira.

  Depois das revelações do The Intercept a questão se inverteu. Agora é Moro quem depende de Bolsonaro.

  Bolsonaro é o avalista de Moro.

E depender de Bolsonaro não é bom negócio, como temos visto. Apoiar alguém não é a sua especialidade. Ele não é leal a ninguém. Não foi leal a Magno Malta, Paulo Marinho, Gustavo Bebbiano, general Santos Cruz... e o próximo da lista é Ônix Lorenzoni.

  Depender de Bolsonaro significa ficar refém de um universo que tem Queiróz, Adriano da Nóbrega, Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, companhias que não são recomendáveis a um ministro da Justiça, dado o nível de envolvimento com o Judiciário.

  O ato de domingo foi a conversão de Moro. Ele se converteu ao bolsonarismo.

 O que não quer dizer que teria apoio do fuhrer se quisesse disputar o Planalto.

  Bolsonaro já avisou que vai mandá-lo ao STF logo na primeira vaga que abrir, para não haver risco de ele querer disputar a presidência da República e atrapalhar a sua reeleição.

  Moro se bolsonariza para garantir a sua vaga no Supremo.

  Mas só a terá se conseguir se segurar na cadeira de ministro.

 
 
 

 

 
12
Dez18

Coaf, os Bolsonaro e o estado policial

Talis Andrade

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por Luis Nassif
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Peça 1 – cronologia do fator Flávio Bolsonaro

14/11/2017 – deflagrada a Operação Cadeia Velha, que manda para a prisão vários deputados estaduais do Rio de Janeiro, entre eles Jorge Picciani.

16/11/2017 – manutenção da prisão de Jacob Barata, o todo-poderoso presidente da Fetransporte, a associação das empresas de transporte público do Rio de Janeiro, alvo da operação.

17/01/2018 – o Ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), concede habeas corpus e há uma manifestação da Procuradora Geral da República Raquel Dodge solicitando a manutenção da prisão dos deputados Jorge Picciani e Paulo Cesar de Mello junto ao STF (https://goo.gl/tu7pL1). Ou seja, o caso chegou ao comando do MPF (Ministério Público Federal).

08/10/2018 – termina o primeiro turno das eleições e o deputado estadual Flávio Bolsonaro é eleito senador. Pelo Twitter, recebe os cumprimentos piedosos do juiz Marcelo Bretas, titular da Operação Cadeia Velha. “Parabenizo os novos Senadores, ora eleitos para representar o Rio de Janeiro a partir de 2019, Flavio Bolsonaro e Andrade de Oliveira. Que Deus os abençoes!” Ao que responde o piedoso Flávio: “Obrigado, Dr. Bretas e que Deus nos dê muita sabedoria, todos os dias, para fazermos a Sua vontade!”.

15/10/2018 – treze dias antes do segundo turno, são exonerados Fabricio de Queiroz, o militar que servia o gabinete de Flavio Bolsonaro, e sua filha Natália, contratada pelo gabinete do pai Jair (clique aqui).

28/10/2018 – encerra-se o segundo turno das eleições, com Jair eleito.

08/11/2018 – prisão preventiva de diversos deputados e assessores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, no âmbito da Operação Furna da Onça, tocada pelo MPF do Rio e pelo juiz Bretas (clique aqui)

14/11/2018 – o MPF justifica as prisões alegando suspeitas de vazamento de informações da operação (clique aqui). As demissões dos assessores dos Bolsonaro ocorreram no período em que já se suspeitava dos vazamentos.

23/11/2018 – Flávio Bolsonaro se encontra por duas horas com o juiz Bretas. O encontro foi a pedido de Flávio. A troco de quê um senador eleito vai visitar o juiz que comanda o processo que envolve a Assembleia? Mais que isso. “Interlocutores próximos a Jair” informam O Globo ser intenção do novo presidente indicar Bretas para um tribunal superior (clique aqui).“Essa indicação pode acontecer tanto para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), como para o Supremo Tribunal Federal (STF)”, diz o jornal. Quase certamente a tal “fonte próxima a Bolsonaro” era o próprio filho Flávio, falando em off.

Modestamente, o juiz minimiza o encontro, mas não rejeita um possível convite:

- Não tem nada disso, foi apenas um encontro amistoso. Já ouvi essas especulações (sobre as indicações). Mas, não tratamos sobre o tema.

Qual a intenção desse afago a Bretas?

06/12/2018 – a denúncia do Estadão em cima do relatório da COAF.

A narrativa mais óbvia:

1- Bem antes das eleições, as investigações sobre os esquemas da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro tinham identificado as principais operações suspeitas. E o nome dos assessores de Flávio Bolsonaro já constavam da relação do COAF.

2- Treze dias antes do segundo turno, são exonerados o militar Fabrício Queiroz – que trabalhava com Flávio há mais de dez anos – e sua filha Natália. É a indicação mais evidente de que Flávio foi informado das descobertas do COAF. Ao segurar a informação, os órgãos de segurança garantem a eleição de Jair Bolsonaro.

3- As peripécias dos filhos de Bolsonaro já eram bastante difundidas. Fotógrafos do Congresso flagraram uma troca de mensagem de Jair com o filho Eduardo, alertando-o para as consequências de seus atos (clique aqui). Dizia um dos trechos da mensagem: “Jair: “Se a imprensa te descobrir ai, e o que está fazendo, vão comer seu fígado e o meu. Retorne imediatamente”.

Peça 2 – o jogo político da segurança

Na fase inicial, de formação do governo, o general Hamilton Mourão tinha dossiês prontos para torpedear grande parte das indicações bancadas pelos financiadores de campanha - o advogado Gustavo Bebiano, o dono do PSL, Luciano Bivar, e o lobista carioca Paulo Marinho – e pelos olavetes.

Em “Xadrez da nova corte e a fragilidade de Bolsonaro” há uma descrição dos grupos que se digladiam.

A desenvoltura e as trapalhadas da família Bolsonaro ganharam uma dimensão tal, a ponto de comprometer até a base aliada. Encrencaram-se com todos e, hoje em dia, são minoritários dentro do PSL. Há informações de que a maioria dos parlamentares eleitos planeja transferir-se para o DEM.

As declarações estapafúrdias dos Ministros das Relações Exteriores, Educação, Direitos Humanos, bancados pelos irmãos, estão sendo fontes de desmoralização internacional do Brasil. E tinha-se um dilema. De um lado, filhos insaciáveis ; do outro, um pai incapaz de qualquer atitude para enquadrá-los.

Mal terminaram as eleições, Flávio Bolsonaro combinou com Wilson Witzel, governador eleito do Rio de Janeiro, uma ida a Israel para compras milionárias mal explicadas de equipamentos de segurança. Witzel acabou indo sem Flávio. Aliás, é questão de tempo para se revelar sua verdadeira dimensão.

Os Bolsonaro se tornaram, portanto, uma ameaça à estabilidade do novo governo. E seria impossível que as estripulias da família Bolsonaro passassem despercebidas dos serviços de informação do Exército.

Até agora, nesse relatório do COAF, apareceu apenas a ponta do iceberg. Rompida a blindagem, certamente haverá uma enxurrada de novas acusações. Os Bolsonaro nunca tiveram envergadura para jogadas dos políticos do alto clero, bancados por empresas. No baixo clero, as jogadas são com esquemas de Detran, caixinhas de prestadores de serviço e, no caso do Rio de Janeiro, alianças com milícias, de muito mais fácil identificação. Em muitos casos, se misturam crimes de colarinho branco com crimes de sangue, como se viu no episódio Marielle.

Peça 3 – o COAF e estado policial

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O relatório da COAF teve duas funções. Enquanto oculto, não comprometeu a eleição de Jair. Depois de eleito, ajudará a excluir a família presidencial do processo decisório. O jogo político-jurídico extrapolou o combate ao PT e entrou de cabeça nas disputas pelo poder. O bate-pronto do general Mourão, exigindo explicações do motorista e do filho, não deixam espaço para dúvidas.

A única dúvida é se, o fato de ter vindo à tona antes da posse de Bolsonaro, foi fruto de um vazamento não planejado ou se foi necessário antecipar a denúncia para conter a fome dos rapazes.

Haverá uma de duas possíveis consequências.

1- Depois de empossado, um processo rápido de impeachment de Jair Bolsonaro, assumindo o vice-presidente Mourão.

2- Mais provável, ter-se-á um Jair sem os filhos. E, sem os filhos, Jair Bolsonaro é apenas uma figura frágil, facilmente controlável por patentes superiores. Terá papel meramente decorativo, e com as rédeas do governo transferidas definitivamente para os ministros militares.

Consolida-se, de forma nítida agora, a aliança entre os setores militares e o juiz Sérgio Moro. E, nesse ponto, torna-se inexplicável a falta de reação da Febraban, da OAB e das instituições em geral ao projeto de transferir o COAF do Ministério da Fazenda para o da Justiça. Não se trata de uma mera movimentação burocrática, mas do capítulo mais grave de transformação do país em um estado policial.
 

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A Lei que criou o COAF (Lei 9613/98) colocou o Conselho no "âmbito do Ministério da Fazenda". Em todos os grandes países, são os Ministérios das Finanças que abrigam órgãos tipo COAF. O órgão recebe dados de todas as transações acima de R$ 10 mil.

É uma função da área financeira dos governos, porque é essa área que tem acesso aos dados. O Ministério da Fazenda tem a rede conectada ao sistema bancário para extrair esses dados.

Os auditores têm acesso a todas as transações, mas selecionam para análise apenas as operações suspeitas. Estima-se que, de cada mil transações, 998 são regulares e apenas 2 são consideradas suspeitas. Mas todas elas são acessíveis aos técnicos do COAF. Seu pessoal é concursado do Ministério da Fazenda. São quadros diferentes da Justiça. Os auditores fiscais têm status superior ao pessoal da Justiça e cultivam a cultura da proteção do sigilo bancário e fiscal, que não existe no Ministério da Justiça.

No COAF, nunca houve vazamento. E na Justiça? Até agora, essa transferência é o principal instrumento de suspeita sobre a criação de um estado policial. Ficarão à mercê de Moro dados fiscais de congressistas, políticos, empresários, jornalistas, líderes da oposição.

O que se tem de concreto é que, nesses tempos de estado de exceção, o relatório ajudou a eleger um presidente, levando junto um vice-presidente militar. E ajudará a entregar ao vice o comando do governo.
 

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27
Nov18

A nova corte e a fragilidade de Bolsonaro

Talis Andrade

 

por Luis Nassif, no Jornal GGN

 
Peça 1 – as fragilidades de Bolsonaro

Prosseguimos na tentativa de decifrar Jair Bolsonaro, juntando mais fragmentos do homem e do grupo trazidos por pessoas que transitam por lá. Como Bolsonaro é um ator político totalmente não-convencional, esses bastidores são mais reveladores do que a cobertura da mídia brasiliense, espremida por pressões dos veículos ou pela necessidade de construir boas relações com as novas fontes.

Ontem, no Twitter, o jornalista norte-americano Vincent Bevins – que foi correspondente no Brasil do Los Angeles Times – traçou um retrato cruel da cobertura sobre Bolsonaro.

Disse ele:

"Os jornalistas estão tão desesperados para parecer neutros que toda vez que Bolsonaro diz algo que não é uma mentira ou um incitamento ao genocídio, eles praticamente quebram os dedos tentando retwittar (...)

O cara pode falar por uma hora incentivando eliminar uma classe de pessoas, mas se o discurso incluir "2 + 2 = 4" jornalistas aparentemente têm que dizer "Ele pediu por extermínio, o que é controverso, mas, para ser justo, sua matemática passou na checagem (...).

Eu digo que, como um americano confortável que nem vive mais em tempo integral no Brasil, muitos jornalistas brasileiros estão sob séria pressão financeira que os levam a ficar com a cabeça baixa. Mas isso não é verdade para os grandes nomes e vozes que têm a liberdade de serem melhores, mas não são (...)

E o mais engraçado é que os fãs de Bolsonaro ainda pensam que os jornalistas que fazem isso são comunistas que provavelmente não deveriam poder escrever".


Por isso mesmo, é mais produtivo tentar decifrá-lo através de olhos de terceiros, mais perspicazes, do que pela cobertura tradicional.

Uma primeira impressão, que tem chamado a atenção de pessoas que têm mantido contato com Bolsonaro, é sua fragilidade: física sim, devido à facada recebida; fragilidade intelectual óbvia, mas, principalmente, fragilidade social. Ele não fica à vontade quando confrontado com temas relevantes, se mostra incomodado presidindo reuniões ou se relacionando formalmente com pessoas de fora do círculo.

É significativo de ampla ignorância, o deslumbramento com o encontro agendado com John Bolton, assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos. Bolton não vem se encontrar com Bolsonaro. Ele vai a um encontro do G20 em Buenos Aires e fará uma parada no Rio para conhecer Bolsonaro. A notícia foi recebida por Bolsonaro com um autêntico êxtase cívico, divulgando seu deslumbramento pelas redes sociais.

Bolton é odiado da portaria à copa do Departamento de Estado. Só existe porque Trump o retirou da lata do lixo. Tornou-se inimigo declarado do Brasil quando fez o diretor geral da Organização contra as Armas Químicas, o diplomata brasileiro José Bustami, ser demitido do cargo porque recusou-se a endossar a informação de existência de armas químicas no Iraque.

Bustami estava certo e Bolton errado, o Itamaraty nunca esqueceu. Em Washington, sua credibilidade é nula. Na Europa é um paria diplomático. Que Bolsonaro de importância a Bolton diz muita coisa sobre seu nível de informação.


Peça 2 – os personagens da trama

Esse personagem socialmente inseguro está no meio de um jogo com vários personagens sem afinidade entre si, disputando espaço e comando de uma das sete maiores economias do planeta.

Personagem 1 – o apoio dos filhos

Bolsonaro demonstra necessitar da proximidade dos filhos. Estes, por sua vez, criam conflitos por todos os cantos com vários personagens da nova corte. Um dos filhos tem bom discernimento em análises de caráter, mas em nada ajudando para entender como trabalhar a lógica do poder.

Personagem 2 – os financiadores vorazes

O núcleo que deu base partidária e recursos para a campanha – o advogado Gustavo Bebiano, o dono do PSL, Luciano Bivar, e o lobista carioca Paulo Marinho – têm-se mostrado voraz, pretendendo controlar todos os grandes contratos do governo.

Personagem 3 – Onix Lorenzoni

O deputado Lorenzoni tem provavelmente a maior unanimidade contrária do Congresso. Ficou do lado da Lava Jato, mesmo tendo sido beneficiado por financiamentos de caixa 2. Hoje em dia é uma alma penada, sem trânsito algum no Congresso. E a ele está sendo conferido o papel de coordenador político.

Personagem 4 – o Imperador Paulo Guedes

Dia desses, houve uma reunião com Bolsonaro. Todos os presentes quedavam em atitude respeitosa normal. De repente, ouviu-se uma agitação. Era Paulo Guedes chegando, como se fosse o Imperador da Alemanha. Entrou, todos se levantaram para cumprimenta-lo, enquanto Bolsonaro permanecia quieto, em sua cadeira, observando. Parecia que Guedes era o presidente. Esses superpoderes sempre acabam se voltando contra quem os utiliza, sem deter o poder originário, a Presidência.
 

Peça 3 – a arbitragem de Mourão

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Todos os personagens acima giram em torno de Bolsonaro. Mas há um componente extra-Bolsonaro na história: o vice-presidente general Hamilton Mourão.

Em sua coluna de hoje, na Folha, Jânio de Freitas traz mais algumas informações relevantes sobre seu papel (clique aqui). Segundo Jânio, há indícios (ainda não confirmados por ele) de que Bolsonaro foi "aconselhado" na área militar a ceder o lugar de vice para Mourão.

Jânio reparou, corretamente, que Mourão tem uma segurança afirmativa que não se assemelha mais a meros arroubos, como passava a impressão durante a campanha eleitoral.

Por exemplo:

"Tenho certeza absoluta de que nós não vamos brigar" [com a China]. A mudança da embaixada brasileira em Israel, de Tel Aviv para Jerusalém, já reafirmada por Bolsonaro, "é uma decisão que não pode ser tomada de afogadilho, de orelhada". Sobre o fim do Mercosul, também dado como decisão, "antes de pensar em extinguir, derrubar, boicotar, temos que fazer os esforços necessários para que atinja os seus objetivos".
 

Peça 4 – a lógica do Congresso


Congressos repetem indefinidamente os mesmos vícios e virtudes do Senado romano. Entram os cidadãos mais abonados, muitas vezes comprando os mandatos com campanhas caras e/ou herança política, com o objetivo de negociar com o Imperador os filtros a seus atos.

A lógica política demandaria um acordo com o Centrão, apoiando a eleição de Rodrigo Maia na Câmara e Renan Calheiros no Senador. Seria um acordo de sobrevivência, não de adesão. Mas há convicção de que os círculos íntimos de Bolsonaro farão tudo para impedir e partir para o confronto.

Na hipótese de Bolsonaro ganhar a presidência de uma das casas, os perdedores irão retaliar. Mesmo porque há um clima pesado, por conta da indicação do juiz Sérgio Moro para o Ministério da Justiça, entendida como tentativa do grupo de Moro de intimidar o Congresso.

O resultado da eleição para o Congresso mostrará melhor o rumo do governo. Entre velhas raposas há a convicção de que Bolsonaro sabe que o melhor caminho – para seu governo – seria o acordo de sobrevivência. Mas duvidam que ele tenha força para enfrentar os lobbies internos, constituído de um pessoal primário que acha que poderá domar o Congresso – algo que nem o governo militar de 1964 conseguiu, a ponto de fechar o Congresso pela impossibilidade de controla-lo.
 

Peça 5 – os primeiros conflitos

Os primeiros conflitos à vista provavelmente serão entre os filhos, contra a gana dos financiadores e de Onix Lorenzoni.

A eles se somarão os generais Hamilton Mourão e Augusto Heleno, agastados com a fritura a que foi exposta o general Ferreira por Onix e o grupo dos financiadores.

Conforme observamos semanas atrás, as únicas ideias consistentes, sistematizadas, que poderiam ser entendidos como um projeto de governo era o plano integrado de infraestrutura, preparado pelo general Ferreira, contemplando o curto, médio e longo prazo.

E nem houve espaço para falar do novo Ministro da Educação Ricardo Velez Rodrigues e do inacreditável chanceler Ernesto Araújo.
 
 
26
Nov18

BOLSONARO, DEPOIS DE 20 DIAS DE INDECISÃO, CONFUSÃO, CONTRADIÇÃO, VAI GOVERNAR COM UMA EQUIPE REACIONÁRIA, INCOMPETENTE, SEM UNIDADE, RESPONSABILIDADE, CREDIBILIDADE

Talis Andrade

por Helio Fernandes

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Desde o primeiro dia depois de eleito, acumulou erros, equívocos, fracassos. Começou de forma inacreditável, entregando uma parte enorme da administração ao economista e ex-banqueiro fracassado, Paulo Guedes. 4 ministérios, a presidência da BNDES, controle do orçamento, fiscalização do caixa da União. Ele não tem cacife ou gabarito, para 10 por cento do que lhe entregaram.

 

A seguir, a retumbante convocação do magistrado, que garantiu durante a campanha e da coordenação espúria com Bolsonaro: "Não abandonarei a magistratura, não farei carreira política". Com uma semana de eleito, preocupado com a própria sucessão, Bolsonaro trouxe Moro para o seu lado, como segundo homem da Republica, e visivelmente na eventualidade de substituí-lo na presidência. Isso ficou rigorosamente claro.

 

Na campanha, Bolsonaro foi incisivo: "Não gosto de reeleição, não disputarei o segundo mandato". Agora mudou de ideia, constitucionalmente pode completar (?) 4 anos e mais 4. Mas numa situação adversa pode contar com Moro, como ele confirmou na entrevista coletiva de 1 hora e 45 minutos. Mas como é um mistificador confesso, deu entrevista ao Fantástico e garanti: "Não serei candidato a presidente, nem farei carreira política".

 

Se ele não quer fazer carreira política nem ser presidenciável, por que trocou Curitiba por Brasília, e assumiu 2 ministérios? O da Justiça, rotineiro, nenhuma importância. Mas com o ministério da Segurança Publica, assumiu dois compromissos realmente fundamentais para a comunidade da antiga "Cidade Maravilhosa", hoje dominada pelos traficantes, milicianos, comando vermelho.

 

Moro garantiu que destruirá o crime organizado e acabará com a corrupção. Poucos acreditam. Mas se conseguir cumprir o prometido, pode ter esquecido o relacionamento criminoso com Bolsonaro, pelo qual responde a uma investigação perante o CNJ.

 

Enquanto isso fica na duvida se acontecerá, Bolsonaro insiste nos desacertos provados e comprovados. O ultimo: a escolha do ultrarreacionário embaixador Ernesto Araujo, registra um fato inédito: é embaixador, mas jamais ocupou posto no exterior. E assim que foi indicado, despejou publicamente, um festival de besteiras, deveria logo ser desconvidado.

 

Primeira afirmação que deveria provocar vergonha: "Meu ídolo é o presidente Trump".

 

A segunda, ainda mais grave: "Trump é mais importante para o desenvolvimento do mundo, do que o próprio Churchill".

 

A indicação de Joaquim Levy para a presidência do BNDES, provocou um encontro de 3 horas entre Paulo Guedes e Bolsonaro. Levy não para em cargo algum. Diretor do Bradesco, secretario da fazenda do governador Sergio Cabral, (já enriquecido vastamente como deputado estadual) ministro da Fazenda fugaz e tumultuado de Dona Dilma. Demitido, conseguiu um cargo cobiçadíssimo no Banco Mundial, nos EUA.

 

Convidado, deixou logo os EUA, quanto tempo ficará? Depois da conversa prolongada com o medíocre Paulo Guedes, o presidente eleito aceitou a indicação, mas fez a imposição: "Você será o responsável pela atuação do Joaquim Levy".

 

O Brasil não acerta com Joaquim, esse representa a segunda decepção. Com essa equipe desalinhada, desarvorada, desencaminhada, sem convicção ou credencial, Bolsonaro terá que fazer uma reforma ministerial, com a maior urgência possível. A não ser que antes da posse, desconvide alguns convidados.

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PS - Não acredito, mas é tido como certo. Maitê Proença preencheria, perdão, esvaziaria, o ministério do Meio Ambiente.

PS2 - Sua grande credencial: foi casada com Paulo Marinho, negocista que finge de empresário.

 

O PRESIDENTE CORRUPTO E USURPADOR, FALOU QUATRO MINUTOS SOBRE OS 129 ANOS DA REPUBLICA

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Utilizou uma cadeia, que palavra, de radio e televisão, mas só teve como personagem, ele mesmo. Exaltou a importância da democracia, e a consagração do sistema político com os presidentes eleitos. Não citou Bolsonaro, mas queria bajulá-lo. Com isso pretendia esquecer o seu próprio exemplo, e a forma como chegou ao Planalto.

 

Fui o primeiro a revelar que Bolsonaro queria "salvar a liberdade de Temer", enviando-o para um cargo de embaixador. Encontrou e continua encontrando muitas dificuldades, mas não desistiu da ideia. Agora, é o próprio Temer que enfrenta problemas. Tem que sancionar ou vetar, o aumento odioso dos ministros do STF, teto para os ocupantes de cargos públicos.

 

O prazo para a sua decisão era de 10 dias, terminaria dia 20. Sem saber o que fazer, prorrogou o limite para o dia 28. Não pode desagradar o presidente eleito. Nem revoltar os avaros magistrados.

 

BOLSONARO E MAIS MÉDICOS: INCONSCIENTE, INCOERENTE, IMPRUDENTE

 

O presidente eleito é tão reacionário, arrogante e prepotente, que se esperava alguma coisa do gênero. Atingir Cuba para agradar Trump, era o que se sussurrava. Mas ninguém imaginava que fosse prejudicar populações imensas, executando o "menos médicos", alegando que os profissionais estavam sendo injustiçados. Ouvir um personagem de extrema direita e sem respeito por ninguém, falar em justiça, é piada ou desfaçatez. E também ignorância.

 

Cuba tem representantes credenciados, não apenas na medicina, mas também no esporte. E sempre com a mesma autoridade e com a obrigação da reciprocidade. Antes de ser ditador, Chaves foi eleito presidente. Fez o primeiro contrato de "mais médicos" com Cuba. Recebeu 10 mil médicos, "pagou" com o que tinha sobrando, e o que Cuba mais precisava: petróleo. Os médicos não recebiam a não ser casa e comida. Não entrava dinheiro.

 

Quando Chaves ficou doente pela primeira vez, preferiu ir se tratar em Havana, longe de Caracas. Ficou bom, fez outro contrato de 20 mil médicos. 3 anos depois, em estado grave, foi morrer em Cuba.

 

O governo Fidel recebia dinheiro do exterior, enviado por profissionais do esporte, futebol americano, (NLF, o mais rico e popular dos EUA), e vôlei, com jogadores no Brasil, Itália, Rússia, Turquia. Os mais ricos, ganhavam fortunas, não mandavam nada para Cuba.

 

Trabalhavam o ano todo nos EUA, passavam as ferias em casa, em Cuba. Ameaçados de perderem a cidadania, não poderem voltar, fizeram um acordo que dura até hoje; devolvem 25% do que recebem, um bom acerto para todos.

 

Bolsonaro, com uma só rajada de incompetência, prejudicou a todos, principalmente os brasileiros. E os médicos, que não foram trabalhar no interior, pagavam misérias. Era e é um direito deles. Agora, o presidente corrupto e usurpador, cumprindo ordens do presidente eleito, prepara contrato para substituir os cubanos, populações estão assustadas.

 

Bolsonaro mandou fazer CONVOCAÇÃO e não CONTRATAÇÃO. Quem recusar será perseguido. Nisso o presidente eleito é insubstituível e insuperável. Enquanto isso, populações inteiras, completamente abandonadas, aguardam. Isso é o reinado de Bolsonaro, que se imaginava que começaria em janeiro de 2019.

 

PS - Bobagem. Tudo teve inicio com a conspiração judiciária, plantada e solidificada pelo acordo Bolsonaro-Moro.

PS2 - Perdão, Moro-Bolsonaro.

 

SURGE NO HORIZONTE, O NOME DO PRIMEIRO EMBAIXADOR DE BOLSONARO

 

Publiquei com exclusividade, que o presidente eleito estava disposto a nomear embaixador, o presidente corrupto e usurpador. Era o fato, e acrescentei: "As dificuldades são muito grandes, aqui e no exterior, ninguém quer recebê-lo". Agora, até o dia 28, obstáculo que o próprio presidente corrupto e usurpador tem que ultrapassar sozinho. VETAR ou SANCIONAR o aumento teto dos salários dos 11 ministros do STF.

 

Se sancionar, agrada os magistrados de todas as instancias que irão julgá-lo a partir de janeiro. Mas desagrada o presidente eleito. Este só fica satisfeito com o VETO. Existe uma terceira posição, a da omissão covarde. Não sanciona nem veta, entra em vigor em janeiro, automaticamente.

 

Um embaixador praticamente garantido: general Sergio Etchegoyen. Atual chefe do GSI, (gabinete de segurança institucional, antiga Casa Militar). Está conseguindo o que o chefe pretendia, como "salvação da liberdade".

 

OS SALÁRIOS DE BOLSONARO, A PARTIR DE JANEIRO

 

O colunista Lauro Jardim publicou com exclusividade: assim que assumir, em janeiro, passa a receber, mensalmente, 60 mil reais. Juntando o salário presidencial e a aposentadoria da Câmara, quase 30 mil reais por 8 mandatos inúteis.

 

O colunista informa que não incluiu o que recebe do Exercito, como capitão na reserva, pouco tempo na ativa. Perguntou a Bolsonaro quanto recebia, ele não quis informar.

 

PS - O Exercito deposita todo mês na sua conta bancaria, 8 mil, 670 reais. REAJUSTÁVEIS, periodicamente.

 

GRAVAÇÃO ASSUSTADORA

 

A Policia Federal documentou uma conversa telefônica, entre um senador e um ministro do Supremo Tribunal Federal. A preocupação é total, procuram uma solução, antes que viralise. Mas o ZAP está publicando. O fato surgiu a menos de 2 horas.

 

EXISTEM COISAS TÃO INEXPLICÁVEIS QUANTO A ELEIÇÃO DO BOLSONARO

 

Apenas um exemplo; o submarino da Argentina, desapareceu em 15 de novembro de 2017. Depois de buscas colossais, foi encontrado em 15 de novembro deste 2018.

vitor resgate.jpg

 

15
Out18

Os filhos de Bolsonaro, aprenderam com o pai, gostam de mamar nas tetas do governo e do legislativo

Talis Andrade

 

Mamata (em sânscrito "ação do eu") é segundo a escola filosófica vedanta uma das duas alças da algema que ata as mãos da alma individual ao samsara, ou ciclo de nascimentos e mortes.

Enquanto houver a noção de aham, ou "eu", "ego” existirá a noção de mamata, ou "isso é meu", "está relacionado a mim", que funcionam como algemas atando o ser ao mundo material.

Tanto aham quanto mamata são destruídos com o surgimento de vidya, o conhecimento espiritual que leva a moksha. In Wikipédia.

 

"Isso é meu" para Bolsonaro e filho é um cargo no legislativo. Nos dicionários: Modo fácil de obter algo, ou de proceder de alguma forma fácil ou às custas de outrem; Situação favorável; lucro fácil. Sem fazer nada, sem trabalhar. Comilança. Comezaina.

 

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01 - Flávio, filho mais velho de Jair Bolsonaro, pulou de deputado estadual para senador pelo Rio de Janeiro.

 

02 - Eduardo, o segundo filho, foi reeleito deputado federal por São Paulo.

 

03 -  Carlos, vereador, tem lançada sua candidatura a prefeito do Rio de Janeiro.

 

Mamam duas vezes. Nas tetas do legislativo e do governo. 

 

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 Flávio Bolsonaro elegeu como suplentes Paulo Marinho conhecido das colunas sociais, como marido sem papel passado de Maitê Proença, e das páginas policiais como corrupto parceiro de Daniel Dantas e outros aventureiros. Vide link. O segundo suplente, o empresário Leornardo Rodrigues, ninguém sabe quem é. Ou melhor, como ganha a vida para tirar a loteria de uma suplência de senador sem pedir nenhum voto. 

 

 

 

 

 

 

 

 

02
Out18

Moro pauta a imprensa para beneficiar Bolsonaro

Talis Andrade

Vale tudo da propaganda eleitoral

 

Sergio Moro usou mais uma vez a rejeitada e mentirosa delação de Palocci para esfaquear o presidente Lula e, por tabela, atingir Fernando Haddad, um candidato professor universitário, escritor, de comprovada honradez, mil vezes mais preparado, mais digno que o seu pretenso algoz Savanarola. 

 

Moro não tem nenhum compromisso com a verdade, não apresenta provas, e está se lixando para o que o povo pensa da justiça, a desacreditada justiça dos salários acima do teto permitido por Lei, dos variados auxílios e prendas mil, e filhas solteiras maiores de idade, recebendo nababescas pensões herdadas para o sustento de gigolôs, como acontecia com Maitê Proença que pagava casa, comida e roupa lavada para Paulo Marinho, primeiro suplente de Flávio Bolsonaro, candidato a senador pelo Rio de Janeiro. 

 

Os acordos das colaborações - super premiadas - são assinados nas coxas cabeludas ou lisas, e custam no mínimo, conforme denúncia de Tacla Durán, da quadrilha do primo de Rosangela Moro, cinco milhões de dólares.

 

A delação um bom negócio. Quantos milhões Palocci vai desbloquear? Quantos bens imóveis vai legalizar? Quanto tempo vai ficar preso? Menos dias do que Alberto Youssef? Do que Paulo Roberto Costa?

 

Não foi quebrado nenhum sigilo, que nada de novo foi revelado com a delação ora vazada por Moro. Apenas a imprensa bem orquestrou a reprise de um escândalo antigo, chamado de pão com banha na cozinha das redações. 

 

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26
Set18

Quem elege Flávio Bolsonaro vota no malandro Paulo Marinho para primeiro suplente de senador do Rio de Janeiro

Talis Andrade

O segundo suplente é o desconhecido Leonardo Rodrigues

flavio bolsonaro senador.jpg

 

 

Existem muitas estórias envolvendo Paulo Marinho, que foi casado com Maitê Proença, com quem tem uma filha. Por sociedade com o corrupto banqueiro Daniel Dantas e Nelson Tanure, Paulo Marinho foi denunciado por ocultação de patrimônio.

 

São três nomes que explicam a demissão de Ricardo Boechat da Globo e da TV Globo. Reinaldo Azevedo conta a safadeza. Leia aqui

 

Não entendo porquê o pai Jair Bolsonaro candidato a presidente, e o filho Flávio candidato a senador, que travam pseuda luta contra a corrupção, aprovam para primeiro suplente o safado do Paulo Marinho.

 

Em 2010, escreveu Rodrigo Viana:

 

Maitê tinha um macho selvagem em casa?

 

paulo-marinho- suplente bolsonaro.jpg

 

Recebo de um atento leitor: "Você se deu conta que o marido/namorado/pai da filha da querida e, principalmente, feminista Maitê Proença é o Paulo Marinho? É o mesmo que trabalhava com o Tanure e, antes, com o Daniel Dantas." Ôpa! Essa o PH Amorim vai gostar!

 

Recebo de um atento leitor (não pode ter o nome revelado, porque tem funções de responsabilidade na capital federal, como diretor de certa empresa privada) uma nota reveladora, sobre as emaranhadas relações de Maitê Proença com personagens da elite brasileira.

 

Maitê é aquela que pediu, aos gritos: “machos selvagens nos salvem da Dilma”. Ela diz que é feminista, mas que o machismo pode ter essa utilidade: evitar a vitória da Dilma.

 

Veja o que nos lembra o atento leitor (e amigo) desse escrevinhador:

 

Rapaz, tudo bem? Você se deu conta que o marido/namorado/pai da filha da querida e, principalmente, feminista Maitê Proença é o Paulo Marinho? O nome dele reapareceu quando a atriz voltou a receber a gorda pensão do governo de SP a que teria direito se não tivesse se casado. Como ela casou “apenas” de fato, e não de direito, conquistou novamente o depósito mensal. Pois bem, o Paulo Marinho, você se lembra, é o mesmo que trabalhava com o Tanure e, antes, com o Daniel Dantas e esteve no centro da denúncia da canadense TIW  que envolveu o Ricardo Boechat.

 

Segue o link para a memória:  http://veja.abril.com.br/270601/p_038.html

 

O tal Paulo Marinho – com quem Maitê foi (ou é, sei lá) casada – parece ser um macho selvagem do mundo dos negócios. Um macho selvagem que já andou com Dantas e Tanure. 

 

Maitê tinha um macho selvagem em casa? Ter, tinha. Mas, pelo visto, acabou-se tudo. Desculpe, então.

 

Ai, ai… É preciso rir depois de tanta entrevista do Bonner no JN…

 

P.S. O macho selvagem, que andava com Dantas e Tanure, nestas eleições busca o velo de ouro do Senado Federal com Bolsonaro pai e Bolsonaro filho.

leonardo-rodrigues- bolsonaro.jpg

 

 

O segundo suplente, Leonardo Rodrigues, ninguém sabe quem é. O pessoal de Bolsonaro que vota no pai para presidente, no filho para senador, e na ex-esposa Cristina Bolsonaro para deputado federal, vota no escuro. Ganha um doce quem descobrir quem é o danado do Leonardo. Dizem que, também, empresário. Talvez o homem da mala. Que Paulo Marinho ajuda carregar.  

 

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