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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

08
Ago19

Doleira da Lava Jato ficou sem água e comida em cela para fazer delação contra Lula

Talis Andrade

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A doleira Nelma Kodama, primeira presa pela operação Lava Jato, contou, em entrevista ao Pânico nesta quarta-feira (7), que ficou “alguns dias” sem água e comida na cela. Segundo ela, isso aconteceu porque a Polícia Federal queria que ela fizesse uma delação premiada.

“Eu fiquei sem água e sem comida durante alguns dias. Era uma cela sem luz com um colchão cheirando a xixi. Eu não podia comer, não podia nada, não tinha direito a banho de sol”, disse Kodama.

"O Lula era o assunto. Eu não sou PT, não estou falando sobre política e sim sobre crime. Todo crime precisa ter prova e não houve prova. Cadê o cadáver? Então, qual foi o objetivo? (da prisão)”, afirmou a doleira Nelma Kodama, que já está em liberdade.

Nelma Kodama afirmou que a Operação Lava Jato pressionava os presos para citar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A prisão do ex-presidente teve como pivô a delação do empreiteiro Léo Pinheiro da OAS. Como mostram conversas divulgadas em reportagem da Folha sobre a Vaza Jato, Pinheiro precisou mudar versão para incriminar Lula duas vezes para ser aceito como delator.

Nelma, ex-amante do doleiro Alberto Youssef, acabou se tornando delatora e fez um acordo com a Justiça. 

Condenada por Sergio Moro, em 2014, a 18 anos de prisão por corrupção, evasão de divisas e organização criminosa, Nelma Kodama afirmou que não se arrepende do que fez. “Eu não me arrependo de nada na minha vida, não adianta a gente olhar para trás”, afirmou.

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Nelma já está livre, e rica.  Em prisão domiciliar, a Justiça Federal autorizou que a doleira retire a tornozeleira eletrônica. A decisão do juiz Danilo Pereira Júnior, da 12ª Vara Federal, em Curitiba, é desta terça-feira (6).

Conforme a decisão, a autorização para retirar a tornozeleira se deu com base no indulto natalino editado pelo ex-presidente Michel Temer, em dezembro de 2017. A norma prevê o cumprimento de um quinto da pena para não reincidentes.

A decisão diz que a própria doleira pode fazer a retirada da tornozeleira - usada por Nelma desde junho de 2016. Ela tem prazo de cinco dias para entregar o equipamento à Justiça Federal. A doleira também precisará pagar R$ 8,9 mil - custo do uso da tornozeleira.

Ela ainda tem outros 15 inquéritos, mas explicou que o acordo de delação premiada que firmou com a Justiça garante que não será condenada em nenhum deles. “Não serei condenada nesses inquéritos, mas tenho que colaborar com a justiça sempre que for convocada”, disse.

 

08
Ago19

Compadrio com Lava Jato levou à ruína imagem do MP

Talis Andrade

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por Fernando Brito

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Já ninguém se surpreende com as revelações de hoje, na Folha de que no Telegram de Deltan Dallagnol estão as provas de que o Ministério Público, como instituição, viu-se metido num espúrio jogo de compadres com os procuradores da Lava Jato.

O corregedor-geral do Ministério Público Federal, Hindemburgo Chateaubriand Filho, descaradamente, orienta Deltan a “amenizar” a propaganda que fazia de uma palestra a empresários, na qual prometia revelações “em primeira mão” sobre a Lava Jato. Deixou de cumprir seu papel disciplinar e, numa mensagem, confessa isso sem pudor:

Como Corregedor, na verdade, não me competia fazer o q fiz”

Não lhe competia, é verdade, ser cúmplice, mas foi. E não foi o único na cadeia hierárquica da Procuradoria a sê-lo, pois os abusos estavam evidentes para todos os dirigentes da PGR e, em lugar de agir disciplinarmente, aceitaram que Curitiba e tornasse a sede de um Ministério Público paralelo e poderosíssimo.

Também não surpreende mais o outro lote de revelações da “Vaza Jato” onde a conspirata de Curitiba festeja um dos frutos de sua interferência no processo eleitoral, com a eleição de senadores lavajatista e discute a possibilidade de usá-los para fazer o “impeachment” de Gilmar Mendes ou, pelo menos, criar-lhe constrangimentos com uma convocação a explicar-se no Senado. “em que ele fique exposto, com cobranças, puxão de orelha e coisa [e] tal.

Surpreendente, agora, é que, diante de tudo isso, não haja o afastamento imediato dos procuradores que se aquadrilharam numa organização criminosa para obter prestígio e pressionar tribunais – inclusive aqueles onde não têm o direito de atuar – e agentes políticos para alcançar seus desígnios.

E já, sem demora, porque como “donos” de testemunhas e delatores, podem agir para cobrirem-se com razões e confissões arranjadas, à maneira do que disse ontem uma das pioneiras das delações, a doleira Nelma ao relatar à Band, que as pessoas falavam o que se queria ouvir e que o “grande prêmio” seria para quem denunciasse Lula.

Cada minuto de permanência destes homens à frente da Lava Jato é mais um pouco do desmoronamento da Operação. E um adiamento da “Fase 2”, onde surgirão os abusos de Sergio Moro.

07
Ago19

Nelma Kodama diz que Lava Jato dava delação premiada para quem entregasse Lula

Talis Andrade

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247 - Em entrevista à Rádio Bandeirantes nesta quarta-feira, 7, a doleira Nelma Kodama disse que presos na Lava Jato relatavam pressão para citar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

“O Lula era o assunto. Eu não sou PT, não estou falando sobre política e sim sobre crime. Todo crime precisa ter prova e não houve prova. Cadê o cadáver? Então, qual foi o objetivo? (da prisão)”, afirmou Kodama, que foi a primeira presa da Lava Jato, em 2014. 

Em 2014, ela foi condenada a 18 anos por corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Depois de um acordo de delação premiada, cumpriu apenas 3 anos e teve direito ao benefício. Beneficiada por um indulto concedido no final de 2017 pelo ex-presidente Michel Temer, Nelma Kodama teve a pena extinta.

Ela ainda confirmou que existiu uma delação premiada para entregar o principal alvo da Lava Jato, no caso o ex-presidente da República. “Havia esse tipo de conversa, claro, por parte das pessoas que queriam sair [da prisão]”.

Nelma foi amante de Alberto Youssef, doleiro preso pela Lava Jato e pelo BanEstado. Nelma financiava, a mando de Youssef, o tráfico internacional de drogas e de pedras preciosas, via máfia libanesa. 

12
Jul19

Blogueiros de Sergio Moro anunciam censura e prisão de jornalistas

Talis Andrade

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Três blogueiros da extrema direita anunciam a prisão da fonte (que eles chamam de hacker, repetindo Sergio Moro e procuradores) das reportagens do Intercepet. Isso é terrorismo mais justificativa antecipada da censura de imprensa pelo governo de ex-fardados e ex-togados de Jair Bolsonaro, o malogrado e complexado capitão. 

Três 'espalhafatos', que dependem de verbas oficiais, avisam, ordenados por Sergio Moro, via Polícia Federal: "O hacker que roubou as mensagens de Deltan Dallagnol vai ser preso". Sacanagem. Esse "vai" pode ser hoje, amanhã, ou dia de são nunca, como Moro fazia nos corredores dos porões da lava jato com os delatores que decoravam os depoimentos, os torturados e depenados "papagaios".

Delações que sempre começavam com o chefe da máfia libanesa Alberto Youssef, que financiava e financia impune, e numa boa, os tráficos internacionais de cocaína e pedras preciosas e moedas. 

Agora mesmo estão armando mais uma arapuca com Youssef, o faz tudo das sujeiras do BanEstado e da lava jato para Sergio Moro e Carlos Fernando dos Santos Lima. Que a Polícia Federal colocou escuta na cela do bandido, que pegou mais tempo de cadeia que "seu" Cabral, e já está leve e solto e podre de rico com amigos advogados da indústria de delações premiadas, com as participações nas multas milionárias e bilionárias, sendo que a vida de crimes não oficiais ficam por conta da adrenalina. Isso tem coisa. Transcrevo do GGN:

No dia que anuncia a prisão do hacker, cinco anos depois de ter sido revelado pela defesa de Alberto Youssef, a existência de um grampo ilegal na antiga cela do doleiro, na Superintendência em Curitiba, foi admitida em relatório produzido por um perito da Polícia Federal. A informação foi confirmada pela Folha de S. Paulo nesta sexta (12).

Segundo o jornal, uma análise feita pela PF mostrou que a escuta instalada sem autorização judicial captou falas de ao menos 3 presos da Lava Jato em 2014. São 260 horas (11 dias) de conversas entre Youssef, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e a doleira Nelma Kodama, amante de Youssef, reponsável pela entrega da grana para financiar o tráfico de cocaína.

A apuração começou a ser feita entre 2015 e 2016, mas “até hoje as circunstâncias da instalação da escuta ainda não foram esclarecidas”, frisou o jornal. Recentemente, a PF voltou a colher, em São Paulo, depoimentos de Youssef para “um processo administrativo disciplinar sobre o agente responsável pela instalação do equipamento de escuta, Dalmey Werlang.” Outro hacker famoso no Brasil ninguém conhece o nome. Foi preso pelo então secretário de Segurança de Alckmin Alexandre de Morais, e tal como aconteceu com Moro, recebeu o ministério da Justiça como prêmio. O sujeito invadiu o celular de Marcela Temer, esposa de Michel Temer. O hacker foi preso com nome falso, e assim julgado. Pegou seis anos de cadeia. Parece Fabrício Queiroz, que depositou dinheiro na conta de Michelle Bolsonaro. Ninguém sabe se está vivo ou morto. Ainda como prêmio, o Sergio Moro espera o mesmo. Ser nomeado ministro do Superior Tribunal de Justiça. 

 

“O advogado de Alberto Youssef, Antonio Figueiredo Basto, disse que não sabia da existência da análise e que a polícia negou o acesso da defesa às sindicâncias.”

Segundo a Veja, numa audiência de julho passado, o doleiro afirmou que Sergio Moro disse a seus advogados que não deu autorização para o grampo na cela. E mais: Os delegados apontados como mandantes da escuta ilegal, agora, ocupam postos de comando na Polícia Federal de Moro. O agente, segundo as perguntas da PF a Youssef, apontou os delegados Igor Romário, Márcio Anselmo e Rosalvo Franco, que atuavam na Lava-Jato naquele período, como os mandantes da ação clandestina.

Inventa o Antagonista super favorável a Bolsonaro e Moro: "Desde que supostas conversas entre os procuradores da Lava Jato e o ex-juiz Sergio Moro começaram a ser publicadas no site The Intercept e em veículos parceiros do site, comparações com os hackers Julian Assange, Edward Snowden e Chelsea Manning foram ventiladas para tentar legitimar ou dignificar os atos criminosos cometidos no Brasil. A ideia subjacente é a de que, ao roubar mensagens privadas e publicá-las, os envolvidos na ação brasileira estariam seguindo a trilha dos que revelaram dados secretos do governo americano em nome da transparência e do combate ao abuso de autoridade. Se este é o caso, então o destino dos hackers estrangeiros deveria servir de aviso. Após desafiar o sistema de Justiça dos Estados Unidos e da Inglaterra, Assange, Chelsea e Snowden levaram a pior. Os dois primeiros estão presos. Snowden só não teve a mesma sorte porque se exilou na Rússia. É um aviso". Também já aterrorizaram com a ditadura da censura, o assédio judicial e degola de jornalistas (Caso mais recente: Paulo Henrique Amorim) 

O Antagonista acredita que só Delta ou D.D. foi invadido, penetrado. Juízes e procuradores outros, que denunciaram que também foram hackeados, mentiram, falsearam. E ameaça o Antagonista, em nome do ministro da Segurança Pública, que a notícia da prisão do "hacker" é "um aviso".

Ora, ora, que os jornalistas podem esperar de um governo que sonha uma ditadura, de um ministro quando juiz fez mais do que campanha eleitoral, prendeu o único adversário que podia derrotar o candidato Jair Bolsonaro? 

247 informa: Na tentativa de tirar a credibilidade das reportagens do Intercept Brasil que revelaram um conluio entre Sérgio Moro e procuradores da Operação Lava Jato, agentes policiais devem prender nas próximas horas o que o ministro da Justiça chama de "hacker", após o vazamento de conversas dele com membros do Ministério Público Federal (MPF-PR). A informação é do site O Antagonista, porta-voz da direita e de Moro.

O jornalista Glenn Greenwald, um dos fundadores do Intercept, revelou que Moro interferiu no trabalho de procuradores quando era juiz da Lava Jato. Chegou, por exemplo, a pedir acréscimo de informações na elaboração de uma denúncia e recomendou a inversão da ordem das operações.

 

 

 

 

29
Jul18

Que a juíza Lebbos faz para penalizar a vida prazerosa e luxuosa da ex-bandida Nelma Kodama?

Talis Andrade

 

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Carolina Lebbos 

 

"A doleira Nelma Kodama foi, da turma da Lava-Jato, quem teve mais pedidos rejeitados por Carolina Lebbos. A ex-aman­te de Alberto Youssef solicitou permissão para frequentar uma igreja evangélica, onde distribuiria alimentos, roupas e brinquedos a moradores de rua e pessoas necessitadas no horário em que não lhe era permitido ficar fora de casa, pois Nelma cumpre prisão em regime aberto. 'Não', foi a resposta da juíza, que ainda passou um pito na doleira, que seria dada a fazer 'pedidos impertinentes e despidos de comprovação documental', informou a revista Veja.

 

Assim o Brasil fica sabendo que mais um doleiro de traficantes de drogas foi solto pela corriola de Curitiba. E que a intervenção militar no Rio de Janeiro existe para perseguir traficantes pés-rapados.

 

O capo da máfia libanesa Alberto Youssef está em liberdade, e perdoado, apesar dos inúmeros e variados crimes que praticou. Youssef não mora em nenhuma favela. E sim em um luxuoso condomínio. O mesmo acontece com Nelma Kodama. Enquanto o general de Temer continua a caça a traficantes de drogas nos morros do Rio de Janeiro.

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“Por menor que seja, todo pedido à juíza deve ser minuciosamente detalhado. Senão, ela não aceita', diz a advogada Alessi Brandão, que já defendeu Nelma e hoje trabalha para Mônica Moura, mulher do marqueteiro João Santana. Em janeiro, para poder ir ao velório do pai, Mônica precisou descrever passo a passo no Google Maps o trajeto que faria de sua casa ao enterro, especificando, inclusive, a quilometragem". 

 


Na reportagem que visa enaltecer "A algoz de Lula" que, até recentemente, escondia o rosto, a revista detalha: "é Carolina Lebbos a caçula dos juízes criminais de Curitiba, que cuida com mão de ferro das condições em que o ex-presidente cumpre sua pena de prisão". E mais: "A juíza não tem redes sociais e colegas não sabem nem se é casada", exagera o repórter bajulador Eduardo Gonçalves em uma legenda sensacionalista.

 

"Reservada, não está nas redes sociais e poucos colegas de trabalho têm conhecimento de detalhes de sua vida pessoal. Desconhecem seus assuntos de interesse, nem sabem se é casada. Sim, Carolina é casada com um juiz, só que da Corregedoria-Geral da Justiça, filho de uma desembargadora. Suas tentativas de manter-se longe dos holofotes estão começando a se tornar vãs em razão de seu freguês mais notório. (...) Tudo indica que Lula não terá dificuldades de livrar-se dela. Como a lei garante ao preso o direito de cumprir pena no estado onde mora, o petista pode pedir transferência para São Paulo. Assim, sairá automaticamente das mãos de Carolina. Mas, enquanto isso não for feito, a caneta dura de Carolina Lebbos continuará ditando o destino de Lula."

 

Nenhuma notícia se a juíza e o marido recebem auxílio moradia. Como acontecia com o casal Bretas da Lava Jato do Rio de Janeiro. Se Nelma Kodama é uma das 1. 063 delações premiadas da permissiva Lava-Jato que solta mais do que prende, e que lava mais branco o dinheiro de corruptos e traficantes de drogas, de diamantes e de moedas.  E apenas, e apenas 240 prisões. Presos presos dizem que nem 200. Para cada cinco delações, um preso. Ou menos do que isso. A Lava Jato é uma indústria de delações que enriquece, da noite para o dia, advogados, os amigos novos ricos da república do Paraná. 

 

 

 

04
Jun18

Lava Jato e a santa proteção para Youssef, Chater, Srour, Kodama, Nasr, Kobrossy, Traboulsi banqueiros dos tráficos de drogas e diamantes

Talis Andrade

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Alberto Youssef, o Rei dos Doleiros, ganhou duas delações premiadas de um único juiz 

 

Existe algum doleiro preso no Brasil?

 

Digo condenado e preso, que não vale o sujeito ser mantido enjaulado, para ficar cantando o repertório ensaiado com algum promotor, para o deleite de algum juiz, e enriquecimento de algum advogado.

 

Quem pagou e assinou a delação premiada é solto na hora. 

 

Relembre como começou a Lava Jato. Veja se alguém pode garantir se existe algum cambista cumprindo alguma sentença...

 

Em 7 de desembro de 2014, no AndradeTalis:   

 

Operação Lava Jato. Dez bilhões de reais desviados. O dinheiro provinha principalmente do tráfico de drogas, do contrabando de diamantes

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Interessante! ninguém fala os nomes dos bilionários traficantes de drogas e diamantes. Que a Operação Lava Jato envolve outros doleiros, além de Alberto Youssef, e todos atuando no tráfico de moedas, apesar de velhos conhecidos da Polícia Federal e do juiz Sergio Moro. Porque foram presos na Operação Banestado.

 

O esquema da Operação Lava Jato é o mesmo da Operação Banestado, assim como o Mensalão do PT foi a continuação do Mensalão Mineiro do PSDB.

 

Parece que prevaleceu o interesse de apenas vazar informações eleitoreiras, para beneficiar a campanha presidencial de Aécio Neves-Aloysio Nunes, criar uma opinião favorável ao impeachmente de Dilma Rousseff e aceitação popular do golpe que empossou Michel Temer na presidência do Brasil. 

 

Um duro golpe no establishment empresarial, político (e possivelmente bancário) do Brasil

 

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 Carlos Chater foi preso no posto da Torre, em Brasília...

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... onde funcionava sua rendosa casa de câmbio que deu nome a Lava Jato 

 

por Pedro Cifuentes/ El País/ Madri

Na sede regional da Polícia Federal em Curitiba, onde trabalham os agentes que deram início à Operação Lava Jato, o ambiente é de prudente satisfação. “Jamais imaginamos um caso tão grande… Nem em sonho”, admite Marcio Adriano Anselmo, o delegado que iniciou a maior investigação por corrupção na história brasileira. Anselmo tampouco imaginaria que uma modesta investigação contra três especialistas em lavagem de dinheiro, em Brasília e São Paulo, acabaria por conduzi-lo a Londrina (sua cidade natal, a 400 quilômetros de Curitiba), feudo do contrabandista Alberto Youssef, um velho conhecido da PF, cujas confissões acabariam detonando um escândalo de ressonância mundial.

 

Há 16 meses, em julho de 2013, Anselmo havia voltado seu foco para cl, um doleiro que havia anos operava em Brasília. Chater havia sido recentemente vinculado a um polêmico ex-deputado de Londrina, José Janene (PP-PR), morto em 2010. Mantinha uma rede de lavagem de dinheiro criada por seu pai (preso, como ele, há dois meses), e a PF sabia que fazia contatos em São Paulo com outro doleiro, Raúl Henrique Srour, que havia sido condenado em 2005 na chamada Operação Banestado, mas já terminara de cumprir pena. A partir de agosto, quando a Justiça autorizou escutas telefônicas, descobriu-se também que Chater trocava continuamente mensagens telefônicas sobre suas atividades com um desconhecido. “Era uma operação de pequena para média”, diz Anselmo. “Não tínhamos nem ideia do que iríamos encontrar.”

 

A equipe de Anselmo era formada por mais dois agentes. A investigação prosseguiu de forma discreta durante várias semanas. Depois de analisar milhares de operações bancárias, os três policiais vislumbraram um esquema com empresas fantasmas e transferências injustificadas. Avançaram lentamente, até que no começo de outubro o caso teve seu primeiro ponto de inflexão: a pessoa que tantas mensagens trocava com Charter via smartphone era Alberto Youssef, o mesmo especialista em lavagem de dinheiro que, num acordo de colaboração em 2004, havia se livrado de uma pena muito mais longa na Operação Banestado – por coincidência, o primeiro caso financeiro importante julgado pelo jovem juiz Sergio Moro, da 13ª. Vara Criminal Federal de Curitiba.

 

“Não podíamos acreditar que fosse Youssef”, conta Anselmo. “Foi um momento inesquecível.” Além de levar o caso para Curitiba, a descoberta significava que o doleiro e contrabandista havia violado seu acordo de delação premiada; estava novamente na ativa. Continuaria em operação o esquema supostamente desbaratado anos antes? A palavra Petrobras, até então, não aparecia nem remotamente no caso. Mas o reaparecimento de Youssef aproximava os policiais de outro foco importante da investigação: a escorregadia figura de Nelma Kodama, “a Dama do Mercado”, influente doleira paulista que, além do mais, era amante de Youssef. Kodama havia se safado do caso Banestado porque “foi a única pessoa a quem Youssef não delatou”, segundo os policiais, “seja por amor ou para que continuasse o negócio”. “Ela sempre havia movimentado grandes quantias de dinheiro, somas muito elevadas vinculadas a grandes comerciantes do setor de importação e exportação. Mas até aquele momento havia conseguido se livrar. […] Era uma pessoa muito complicada, considerava-se inalcançável, mostrava muita confiança em si mesma.”

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Nelma Kodama, a "Dama do Mercado", doleira amante de Youssef 

 

“Continuávamos sendo uma equipe muito pequena, mas mesmo assim continuamos puxando o fio”, recorda outro agente. Mas faltavam as provas… “Era possível que se tornasse um caso maior do que o esperado, mas nem isso.” A palavra ‘Petrobras’ só apareceu pela primeira vez nos autos da Operação Lava-Jato em janeiro deste ano. Foi, como tantas vezes, por um descuido: especificamente um presente. Os agentes comprovaram que Youssef acabava de comprar um carro de luxo (300.000 reais) em nome de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da empresa petroleira de capital misto. “Achamos isso muito estranho”, afirma um agente. “O salário de um diretor da Petrobras pode superar os 100.000 reais (40.000 dólares) mensais.” Com um meio-sorriso, Anselmo relembra que “foi aí que a temperatura começou a subir de verdade”. Os policiais se lembraram de que o falecido ex-deputado Janene, sócio de Chater, havia sido o responsável por colocar Paulo Roberto Costa à frente da Diretoria de Abastecimento da empresa, em 2004. E ampliaram o campo de atuação: “Começamos a investigar outras pessoas e, pela primeira vez, compreendemos que podia se tratar de um caso histórico”.

 

O carro dado por Youssef a Costa era justificado como sendo o pagamento por supostos “serviços de consultoria”. Havia milhares de notas fiscais por “serviços de consultoria”. Poucas semanas depois, veio à tona uma gigantesca máquina de lavagem de dinheiro. Os suspeitos transferiam somas elevadas ao estrangeiro, usando uma rede com mais de cem empresas de fachada e centenas de contas bancárias que remetiam milhões de dólares para a China e Hong Kong. As companhias, pura cosmética financeira, simulavam importações e exportações com o único propósito de receber e mandar dinheiro, sem comércio algum de produtos ou serviços reais.

 

As autoridades judiciais calculam que a quantia desviada chega a 10 bilhões de reais. O dinheiro provinha principalmente do tráfico de drogas, do contrabando de diamantes e do desvio de recursos públicos (nesse caso, como seria posteriormente revelado, em obras encomendadas pela Petrobras a grandes empreiteiras, com orçamentos de bilhões de reais, dos quais eram sistematicamente desviados pelo menos 3% em subornos). Posteriormente, e independentemente da origem do dinheiro lavado, os valores eram reintroduzidos no sistema mediante negócios de postos de gasolina, lavanderias e hotéis.

 

[Atentem: "O dinheiro provinha principalmente do tráfico de drogas, do contrabando de diamantes..." Pois é, até hoje, a Lava Jato não apresentou nenhum nome de traficante de drogas, nenhum nome de traficante de diamantes, investigado ou preso ou foragido]

 

O chamado Petrolão veio a público em 17 de março, quando a Polícia Federal deteve 24 pessoas (entre eles os doleiros mencionados nesta reportagem) por evasão de divisas em seis Estados. A imprensa brasileira ainda não citava o nome da Petrobras no noticiário. Ele só apareceria três dias depois, quando Paulo Roberto Costa foi detido, após a comprovação de que estava destruindo documentos relativos à sua longa relação com Youssef. Ambos chegaram a um acordo de colaboração com a Justiça e se tornaram delatores em troca de uma redução da pena. “Aí é que o caso explodiu”, admite Anselmo. Os três policiais passaram a ser quinze (cinco delegados e dez agentes). A investigação ganhou proporções gigantescas, com suspeitas crescentes sobre a implicação de altos executivos de empresas e políticos que eram citados nos depoimentos dos arrependidos.

 

Youssef, Costa e um diretor da empresa de engenharia Toyo-Setal, Julio Camargo, revelaram a existência de um clube de 13 empreiteiras que dividiam entre si os contratos com a Petrobras. As revelações indicavam que parte do dinheiro pago em subornos durante 10 ou 15 anos se destinava aos cofres de vários partidos políticos. Um duro golpe no establishment empresarial, político (e possivelmente bancário) do Brasil: as construtoras investigadas são responsáveis por oito das dez maiores obras do país. 

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Kátia Chater, foto de Roberto Castro

 

P.S. deste correspondente: A quadrilha de Carlos Habid Chater (na chamada Operação Perfídia, que mudou o nome para Lava Jato), tem duas mulheres no comando: Cláudia e Kátia Chater: A organização criminosa que atuava em cinco países com lavagem de dinheiro, falsificação de documentos públicos e evasão de divisas, coordenada por uma advogada de Brasília, Cláudia, e chefiada por Kátia, que assumiu o lugar do irmão, enquanto esteve temporiaramente preso. Veja que as quadrilhas de Chater e Youssef são familiares.

 

Leia reportagem de Lilian Tahan

Pouco conhecido do público, o doleiro Carlos Habib Chater é personagem chave para entender as origens da Operação Lava-Jato e a força do câmbio negro em Brasília

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Sujo e mal lavado

 

por Lilian Tahan

 

Fim de tarde do dia 21 de novembro de 2013. Um caminhão que passa pelo quilômetro 265 da Rodovia Washington Luís, na altura do município de Araraquara (SP), é abordado por policiais militares. Questionado sobre o carregamento, o motorista Ocari Moreira diz que transporta palmitos. Os PMs decidem conferir a história. Nervoso, Moreira muda sua versão e confessa levar uma carga com 698 quilos de cocaína, que saíra de Cuiabá e tinha São Paulo como destino. Acuado, ele ainda revela que um veículo batedor o acompanhava. Fingindo ser o condutor do caminhão, um dos policiais entra em contato com a escolta e consegue prender outros dois envolvidos, um deles o boliviano Ricardo Rodriguez.

 

Essa bem-sucedida apreensão de drogas se mostrou apenas a camada mais rasa de um mar de ilegalidades. Ela se tornou o ponto de partida para uma série de ações que desaguaram na identificação de um esquema internacional de narcotráfico. Mas não é só isso. A partir daquele flagrante, descobriu-se o personagem-chave que expôs uma máfia instalada no seio da comunidade libanesa de Brasília, chegou ao doleiro Alberto Youssef — o principal delator do maior episódio de corrupção do país — e inspirou o nome da Operação Lava-Jato. Preso no Paraná por sua ligação com o tráfico de drogas e prestes a ter a condenação ampliada por liderar crimes contra o sistema financeiro, o doleiro libanês Carlos Habib Chater, de 45 anos, ainda não teve seu papel devidamente explicado no escândalo que abala a nação desde março do ano passado. Para entender melhor esse protagonismo é necessário voltar no tempo e retomar os acontecimentos daquele 21 de novembro de 2013.

 

Depois da apreensão de quase 700 quilos de cocaína, as investigações policiais alcançaram o traficante Rene Luiz Pereira. Até ser preso, no Paraná, Rene morava em um condomínio em Águas Claras, no Distrito Federal. Ele era o dono da carga ilícita. A associação só foi possível porque Rene lamentou por telefone com um comparsa a interceptação da droga. Nessa trama, surge pela primeira vez o nome de Habib Chater. homem que somava três décadas de operação no câmbio negro em endereços centrais do DF era o responsável por levantar parte do dinheiro que havia viabilizado o carregamento de entorpecentes.

 

Batizada de Bidone, referência ao filme Il Bidone, de Federico Fellini — cuja tradução no Brasil é A Trapaça —, a operação do Ministério Público, em parceria com a Polícia Federal, desarticulou uma organização criminosa dedicada à distribuição de cocaína produzida na Bolívia e no Peru. Concentrados em elucidar a atividade dos traficantes, os investigadores chegaram aos detalhes da participação de Habib Chater. Especializado em fazer dólar-cabo, negociação de câmbio que envolve transferências financeiras internacionais sem registro no Banco Central, o proprietário do Posto da Torre, no Setor Hoteleiro Sul, acionou sua rede de parceiros em favor de Rene. O traficante precisava enviar 124 000 dólares ao exterior para comprar a cocaína. É a partir desse networking que Habib Chater, um doleiro do varejo de Brasília, vira isca para a captura de um tubarão do mercado clandestino de moedas no país. Em conversas e mensagens telefônicas interceptadas com autorização judicial, agentes da Justiça descobriram que entre os contatos fortes de Habib Chater — quase todos tratados por codinomes burlescos, como “Omeprazol”, “Matusalém”, “Black”, “Michelin”, “Salomão” e “Chavo” — havia um “Primo”.

 

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 Doleiros de Brasília

 

Primo, na verdade, era o apelido do doleiro Alberto Youssef, o elemento que contribuiu para aumentar as implicações políticas do petrolão. Foi no escritório dele, em São Paulo, que se deu parte da operação financeira com os traficantes. A pedido de Rene, Habib Chater — o “Zezé” nas conversas telefônicas — tratou com Salomão (Sleiman Nassin El Kobrossy, outro operador dentro da comunidade libanesa de Brasília) que uma parcela do dinheiro (36 000 dólares) seria entregue no 2º andar do imóvel de número 778 na Rua Dr. Renato Paes de Barros. Nas desprevenidas conversas entre os doleiros, esse nobre endereço na capital paulista, situado no bairro do Itaim Bibi, foi apontado como sede de uma empresa de Youssef. A partir do episódio, ele passou a ser monitorado e se tornou alvo da Operação Lava-Jato, uma referência ao Posto da Torre, de Habib Chater. Embora o local não abrigue um lava-jato de carros, é sede de uma das sete lavanderias (de roupas) vinculadas a laranjas do doleiro.

 

Um divisor de águas, contudo, jogou Habib Chater do centro para a margem das investigações. Leia mais

 

 

 

 

16
Mai18

Quem sabe o paradeiro da sócia e amante de Alberto Youssef a doleira do tráfico de drogas Nelma Kodama?

Talis Andrade

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O doleiro Alberto Yousseff, uma das figuras centrais do maior escândalo de corrupção já revelado no Brasil: o assalto ao Banco do Estado do Paraná - BanEstado, privatizado, para cobrir os botins bilionários, por Fernando Henrique do PSDB.

 

Youssef foi perdoado pela justiça safada.

 

Volta a praticar os mesmos crimes, e outros mais, como sucessor de PC Farias no tráfico de drogas, de diamantes, de dinheiro.

 

Preso em março de 2014, por envolvimento no esquema de propinas da Petrobras, Youssef é novamente perdoado, pelo mesmo juiz, o previsível Sergio Moro: lavagem de dinheiro, corrupção, evasão de divisas, uso de documentos falsos e sonegação. 


De tão rico que é, Youssef aceita pagar uma multa de R$ 50 milhões. Compare que o triplex atribuido a Lula acaba de ser leiloado por R$ 2,2 milhões, quando realmente vale R$ 1,5 milhão.

 

Acontece que Youssef é o chefe do tráfico de drogas, do tráfico de diamantes, tráficos estes que, pela sua origem, deveriam ser investigados pela Lava Jato, que mudou de rumo, sem nenhuma explicação para as autoridades superiores sempre desrespeitadas, nem para o povo em geral, que não não vale nada para os que possuem foro privilegiado, e usam e abusam de "divinos poderes autoritários".

 

Três dias antes de Youssef ser preso em março de 2014, em São Luís, sua sócia e amante Nelma Kodama havia sido presa em flagrante, tentando embarcar para Milão com 200 mil euros escondidos.

 

Youssef estava na capital do Maranhão para entregar R$ 1,4 milhão em dinheiro em propina da construtora UTC. Foi preso no início da manhã e transferido para Curitiba em seguida. 

Youssef rezou para ir para o Paraná. Para os braços do velho conhecido Sergio Moro. O desfecho a gente já conhece: condenado de mentirinha a sofrer uma pena secular, o rei dos doleiros, em menos de três anos, já estava livre, leve e solto. Ficha corrida limpa. E toda fortuna bem lavada. Dinheiro de doleiro é feito vagina de prostituta, "lavou tá novo".

 

Repetindo: A pena de Youssef

 

CONDENAÇÃO

122 anos por lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção ativa e passiva

 

PENA APÓS DELAÇÃO

3 anos:  2 anos e 8 meses em regime fechado e 4 meses em casa, com tornozeleira eletrônica (já cumpridos)

 

MULTA

Devolução de R$ 50 milhões. Coisa pouca. Alberto Youssef escolheu alguns bens para leilão. Ninguém sabe que espertos fizeram os lances. Porque tudo foi vendido baratinho, que nem as quermesses das privatizações de Fernando Henrique, que nem o entreguismo de Michel, o Temer ário. 

 

RESTRIÇÃO

Não pode voltar a cometer crimes por 10 anos senão perde todos os benefícios do acordo de delação 

 

O que aconteceu com a sócia e amante de Alberto Yousef?

 

Qual o destino de Nelma Kodama, esquecida da Polícia Federal, da Justiça, da república do Paraná, das manchetes da grande imprensa, da orquestração da TV Globo, do general Braga interventor militar de Temer no Rio de Janeiro, que pediu R$ 4,2 bilhões para prender traficantes moradores de favelas? (Continua) 

 

 

 

 

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