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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

16
Mai19

GLOBO ABRE VELÓRIO DO GOVERNO BOLSONARO

Talis Andrade

 

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247 - Em editorial publicado no jornal O Globo, Ascânio Sêleme, que dirigiu O Globo e atualmente é um dos principais jornalistas do grupo da família Marinho, diz que está aberto, livre e desimpedido o caminho para a queda de Jair Bolsonaro, que foi alvo de protestos de mais de 2 milhões de brasileiros, em cerca de 220 cidades

 

"O perigo do isolamento de Jair Bolsonaro é real. Para quem faz tudo para parecer que somente a derrota interessa, o caminho para o fracasso não poderia estar mais aberto e desimpedido", diz.

O jornalista reforça que, "em menos de cinco meses, Bolsonaro teve tantas indisposições nesse campo que já está tomando café frio".

"Não ganhou um embate importante no Congresso. Depois de ver estraçalhada sua proposta de reforma administrativa na comissão criada para analisá-la, o governo experimentou uma derrota fragorosa ao tentar impedir que o ministro mão de tesoura fosse convocado para se explicar na Câmara. Enquanto ele dava vexame no plenário, escolas ao redor do país pararam e foram às ruas em protesto contra o governo. Nem Temer no pior de seus dias foi tão mal".

De acordo com Sêleme, "não passa um dia sem que a corte de Jair Bolsonaro cometa um atentado contra seu próprio patrimônio. A ação deletéria do círculo mais próximo do presidente é cruel, e em alguns casos, ridícula". "Já foram escritas algumas milhares de páginas gloriosas relatando graves e disruptivos equívocos históricos que ao longo dos tempos destruíram reis, imperadores, ditadores, presidentes. Uma nova página está sendo escrita nestes dias no Brasil. Esta, porém, não tem uma gota sequer de glória. Ela é composta apenas por erros pernósticos e grosseiros".

O colunista também afirma que "os três filhos continuam azucrinando". "O mais velho, o 01, teve seu sigilo bancário e fiscal quebrados e antes do fim do ano estará experimentando o calor abrasador do inferno, e incendiando o governo. O mimado, o 02, agora está torpedeando os ministros Onyx, Moro e Guedes, porque não suporta nenhuma sombra maior que a sua ao lado do papai. E, finalmente, o 03 disse que o Brasil deveria ter sua bomba atômica para ser levado mais a sério. Quem não pode ser levado a sério é o 03".

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16
Mai19

Manifestação no Rio lembra a das Diretas-Já

Talis Andrade

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por Fernando Brito

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Pelas fotos, é possivel dizer que nunca, desde o Comício das Diretas, em 1984, uma manifestação na Avenida Presidente Vargas juntou tanta gente como a de hoje.

Se isso são 250 mil, como dizem, então o comício das Diretas-Já, que ficou conhecido como o Comício do Milhão, era deste tamanho. E não era.

As fotos, aí em cima, não mentem. E a de hoje abrange uma extensão maior da via…

Isso não é um acontecimento casual. Não é um acaso.

É um sinal.

Veja, abaixo, em vídeo, a manifestação de hoje no Rio:

 

 

15
Mai19

ESTUDANTES TOMAM AS RUAS DO BRASIL E WEINTRAUB, O MINISTRO DA IGNORÂNCIA, É VAIADO NA CÂMARA

Talis Andrade

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Fotos da publicação de Stenia Couto

 

247 - Nesta quarta-feira (15) histórica para o País, em que estudantes, professores e trabalhadores da Educação tomaram as ruas de todas as capitais do País e em mais de 100 cidades em protestos contra a política de desmonte da educação pública, promovida pelo governo de Jair Bolsonaro, o seu ministro da Educação, Abraham Weintraub, é vaiado durante audiência na Câmara dos Deputados. 

 

Weintraub insistiu em vários momentos que muitos brasileiros não sabem ler ou fazer interpretações. "A gente consegue dizer que hoje o Brasil é uma nação de pessoas que conseguem ler o ônibus que está vindo", declarou. "As nossas crianças não aprendem a ler na escola. A gente tem um índice muito grande de onda de fracasso", acrescentou.

O ministro teve de desfaçatez de atribuir à presidente deposta Dilma Rousseff a responsabilidade pelo contingenciamento de recursos que está paralisando a pesquisa e o ensino superior no País. "O orçamento atual foi feito pelo governo eleito Dilma Rousseff e Michel Temer, que era vice. Nós não votamos neles. Não somos responsáveis pelo desastre da educação brasileira. O sonho das pessoas é colocar os filhos na educação privada, não na pública", declarou, recebendo vaias da oposição na Câmara. 

Mais de 1 milhão de pessoas participam de mobilizações em defesa da educação

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Mais de 500 mil na Paulista

 

 

O Dia Nacional de Greve na Educação contra o corte de 30% do orçamento federal da área mobilizou mais de 1 milhão de pessoas em manifestações em cidades de todos os estados e no distrito federal, apenas na manhã desta quarta-feira (15), segundo balanço dos organizadores. Os protestos seguem no período da tarde.

A iniciativa do governo Bolsonaro revoltou professores, pesquisadores, trabalhadores e estudantes de escolas públicas, universidades e institutos federais. "As medidas do governo Bolsonaro são um ataque aos municípios, aos estados, à população. Sem investimento na educação não há desenvolvimento", afirmou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo.

O corte atinge as verbas discricionárias, utilizadas para pagamento de despesas de funcionamento, serviços terceirizados, restaurantes universitários, água, energia, internet, entre outras. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) teve de bloquear 4.798 bolsas de pesquisa. Após muita pressão de pesquisadores e cientistas, 1.224 bolsas foram liberadas. Em visita a Dallas, nos Estados Unidos, Bolsonaro declarou que os manifestantes são "idiotas úteis" e "massa de manobra".

"Ao chamar o educador de um 'idiota útil', o presidente mostra o quanto ele desrespeita a profissão que é responsável por formar os demais profissionais e não tem noção do papel desta categoria na formação dos brasileiros", afirmou Araújo. A pauta de reivindicações da mobilização também inclui o fim do patrulhamento ideológico nas universidades, dos sucessivos cortes nas políticas educacionais e da ameaça de acabar com a vinculação constitucional que assegura recursos para a educação, defendida pelo ministro da Economia Paulo Guedes. Os atos pacíficos também são uma prévia para a greve geral dos trabalhadores contra a reforma da previdência, marcada para o dia 14 de junho.

Segundo a CNTE, mais de 50 mil educadores e estudantes estão protestando na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Em Curitiba, pelo menos 20 mil estudantes e trabalhadores em educação tomaram as ruas em defesa da educação. Em Belo Horizonte, são cerca de 250 mil manifestantes. Na Bahia, a estimativa é que há 50 mil pessoas participando do ato em Salvador. Além de manifestações em todas as capitais, há registro de protestos em 122 cidades desde o início da manhã.

No estado de São Paulo, por exemplo, houve manifestações de estudantes secundaristas na região da Avenida Paulista – palco da manifestação da tarde – e na USP e está programada uma grande manifestação para o período da tarde, com concentração às 14h. Também houve protestos em Campinas, Sorocaba, Santos Bauru, Araraquara, Rio Claro, São Carlos e Boituva. Ainda no interior, estudantes da USP e da Unesp fizeram atos em Ribeirão Preto, Jaboticabal e Presidente Prudente. Em Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba e Suzano, na região metropolitana, também houve atos de docentes e alunos.

No Rio de Janeiro, a capital registrou protestos no Colégio Pedro II, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Universidade Estadual da Zona Oeste (Uezo) e na Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Também houve atos em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo. Em Fortaleza, no Ceará, estudantes de instituições federais bloquearam a Avenida da Universidade. Juazeiro do Norte, Tauá, Crato, Sobral Cedro, Iguatu, Canindé, Crateús, Quixadá e outras cidades do interior do estado também tiveram mobilização de estudantes e professores.

15
Mai19

Manifestações estão fortes em todo o Brasil, relatam jornais

Talis Andrade

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por Fernando Brito

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Na Folha, há dez minutos (11:48h):

A Polícia Militar do Distrito Federal informou que 15 mil pessoas participam na manhã desta quarta-feira (15) do protesto contra o bloqueio de recursos do MEC (Ministério da Educação), na Esplanada dos Ministérios em Brasília.

Os organizadores do ato que estão no carro de som que puxa a passeata falam em 50 mil pessoas na Esplanada.

Além das críticas ao congelamento de verbas para a educação, há manifestantes que são contrários à reforma da Previdência, além de participantes que pedem a liberdade do ex-presidente Lula.

É bom lembrar que o auge da manifestação está previsto para as 15 horas, quando o ministro Abraham Weintraub estará na Câmara.

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14
Mai19

Brasil vai parar para salvar a educação

Talis Andrade

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Por Francisca Seixas

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Contra todos os retrocessos do desgoverno de Jair Bolsonaro, os profissionais da educação vão parar o Brasil de ponta a ponta nesta quarta-feira (15). Antes mesmo de assumir a Presidência, os ataques às conquistas da classe trabalhadora e à educação dominavam os discursos de presidente eleito no ano passado.

Ele não aceita a educação com liberdade e insufla o ódio às professoras e professores para justificar o desmonte da educação pública para favorecer conglomerados econômicos com a privatização deses setor fundamental para o desenvolvimento soberano do país e para as classes menos privilegiadas melhorarem de vida.

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Os cortes efetuados no orçamento do Ministério da Educação (MEC) são cruciais. Os estudantes realizam grandes protestos pelo país afora contra o contingenciamento de R$ 2,2 bilhões na verba destinada às universidades e institutos federais.

Esse corte somado ao abandono dos investimentos em ciência, pesquisa e extensão, inviabiliza o funcionamento das universidades que eles querem entregar aos barões da educação. Porque para o grupo da elite que controla o Estado neste momento, filhas e filhos da classe trabalhadora não precisam de ensino superior.

Dessa forma, grande parcela da juventude não consegue se especializar para um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, dominado pelo avanço tecnológico. E quem não estiver preparado para a chamada indústria 4.0 enfrentará muitas dificuldades em abraçar profissões melhores remuneradas. Terá que se submeter a condições cada vez mais precárias de trabalho.

Mas os cortes orçamentários não se restringem ao ensino superior. Da educação básica ao ensino médio foram cortados R$ 2,4 bilhões. O que mostra o desprezo que esse desgoverno tem pela educação pública e o desrespeito para com o magistério.

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Ataca as professoras e professores como se fossem bandidos e a escola deva existir apenas para uma minoria com era antigamente. Nas últimas décadas avançamos, timidamente, mas foram avanços significativos com cota racial para estudantes negros e indígenas e cota social para estudantes de escolas públicas mudando o perfil das universidades federais. Atualmente cerca de metade dos alunos das federais estudou em escola pública.

O que esse desgoverno quer na verdade é tirar a responsabilidade do Estado na educação, como consta na Constituição de 1988, e repassar a verba pública para o setor privado, tirando do ensino médio e superior as filhas e filhos da classe trabalhadora.

Com a aprovação da reforma trabalhista em 2017 e agora o projeto de reforma da previdência, aliadas à terceirização ilimitada, tornam as condições de trabalho extremamente precárias e pior sem Previdência pública. Os profissionais da educação terão que amargar jornadas de trabalho insuportáveis para garantir o sustento de suas famílias e, sem poder adoecer, porque corremos o risco de ficarmos sem o Sistema Único de Saúde (SUS). É a destruição total.

Com objetivo de barrar todos esses ataques aos nossos direitos, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) convocou o magistério à resistência. A Greve Nacional da Educação nesta quarta-feira será um marco importante para isso.

Estudantes e diversas categorias profissionais prometem apoio à paralisação das professoras e professores do ensino básico ao superior contra o desmonte do Estado, da educação pública, da aposentadoria e das conquistas mais importantes da classe trabalhadora.

* Francisca Seixas é secretária de assuntos educacionais e culturais do Sindicato dos Professores de Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), secretária de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE) e dirigente da Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB-SP).

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14
Mai19

Em meio ao "Tsunami" do Queirozgate, capitão vai a Dallas e povo sai às ruas

Talis Andrade

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Por Ricardo Kotscho,

no Balaio do Kotscho 

 

É tudo tão surreal que fica difícil acreditar no que está acontecendo.

Bem que o capitão alertou sobre a chegada de um “tsunami” esta semana, e estava certo.

Só uma pergunta: quem avisou os Bolsonaro sobre o Queirozgate que pegou em cheio o primogênito 01?

No domingo, Flávio Bolsonaro deu uma indignada entrevista ao Estadão detonando as investigações do Ministério Público.

No dia seguinte, a Justiça autorizou a quebra dos sigilos fiscal e bancário do filho senador, do ex-assessor Fabrício Queiroz, e mais 88 pessoas ligadas a eles.

Como os Bolsonaro ficaram sabendo que isso aconteceria? Já sabiam da imensa devassa que será feita nos gabinetes parlamentares da família e suas relações perigosas?

Terá sido o vidente da Virginia, ou o responsável pelo Coaf e pela Polícia Federal, o ministro Sergio Moro, por coincidência nomeado pelo presidente para o STF, no mesmo domingo, com 18 meses de antecedência?

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Como se não tivesse nada a ver com o Queirozgate, o presidente Bolsonaro embarca nesta terça-feira para Dallas, no Texas, onde será homenageado.

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Fabrício Queiroz, o mentor do laranjal que Flávio herdou do pai, amigo do presidente há mais de 30 anos, desde o tempo de Exército, continua desaparecido.

Enquanto isso, no Brasil real, estudantes e professores de todo o país estão se mobilizando para o Dia Nacional de Luta pela Educação, marcado para esta-quarta-feira, dia 15.

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Escolas particulares, centrais sindicais, a UNE e até os partidos de oposição se uniram para protestar, não só pelos cortes das verbas da Educação, mas também contra a reforma da Previdência e o desmantelo generalizado do governo Bolsonaro.

O país poderá assistir às primeiras grandes manifestações de protesto no atual governo, enquanto Bolsonaro viaja mais uma vez aos Estados Unidos, deixando para trás um país convulsionado, com a economia em colapso e o filho encalacrado em tenebrosas transações.

Se alguém descrevesse esse cenário cinco meses atrás, seria chamado de maluco delirante.

Nem Gabriel Garcia Márquez seria capaz de criar uma história rocambolesca dessas, em que um capitão afastado do Exército comanda uma tropa de generais de pijama em guerra com um astrólogo que caça ursos na Virginia e dá as diretrizes do governo por meio dos três filhos do presidente.

Dá para acreditar?

Mas o 15 de Maio poderá ser um divisor de águas neste país bestificado e anestesiado, que assistia passivamente à destruição do país.

Quando o povo cria coragem e sai às ruas, ninguém sabe o que poderá acontecer depois.

por Genildo Ronchi  vem pra rua TCU.jpg

 

Como reagirão as forças de segurança? Que cobertura as televisões darão às manifestações?

Amanhã saberemos as respostas, mas este dia será lembrado no futuro como o momento em que a juventude, mais uma vez, resolveu dar um basta contra as atrocidades praticadas pelo desgoverno ao mundo do trabalho e do conhecimento.

Apesar de tudo, ainda não conseguiram matar a nossa esperança.

Vida que segue.

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