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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

27
Mar20

Bolsonaro é desautorizado pelo número 2 do Ministério da Saúde

Talis Andrade

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O isolamento do presidente da República começa a deixar perplexos os mais conservadores analistas. João Gabbardo dos Reis, secretário-executivo do Ministério da Saúde e número 2 da pasta, afirmou que as declarações de Bolsonaro sobre manter as pessoas trabalhando não mudam em nada a determinação governamental de manter a quarentena.

Reportagem do jornal O Globo destaca a fala de Gabbardo: 

Não vejo nenhum sentido nisso. Não existe essas hipótese. O discurso do presidente, nós não vamos fazer nenhuma análise dele, mas as recomendações que estão sendo dadas não modificam em nada as orientações do Ministério da Saúde. Continuam sendo as mesmas — disse Gabbardo. Pacientes com sintomas devem ficar em isolamento. Familiares dos pacientes com sintomas devem ficar em isolamento. Pessoas que tenham comorbidade, doenças crônicas devem ficar em isolamento, independentemente da idade. Pessoas com mais de 60 anos devem ficar em isolamento. Todos devemos diminuir a circulação para evitar aglomerações. Essas medidas do Ministério da Saúde em nada foram modificadas e continuarão sendo as mesmas."

24
Mar20

Video mostra quem liberou irregularmente ventiladores pulmonares do Brasil para a Itália. Dentre eles, os Bolsonaro

Talis Andrade

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E a partida foi liberada em um momento que se sabe haver ampla falta de produtos para a defesa da saúde dos brasileiros.

 

Por Luis Nassif 

Todos os países do mundo proibiram exportações de produtos de saúde, por se tratar de material estratégico para a segurança dos seus cidadãos. A Itália tentou vários países sem conseguir. Adquiriu produtos no Brasil, mas que foram impedidos de embarcar devido a medida provisória nesse sentido – solicitada pela própria indústria brasileira.

Aí, o deputado brasileiro no parlamento italiano, Luiz Roberto Lorenzatto, entrou em contato com o deputado Eduardo Bolsonaro, com o chanceler Ernesto Araujo, com ONyx Lorenzoni e com o próprio Ministro da Saúde, e a partida foi liberada em um momento que se sabe haver ampla falta de produtos para a defesa da saúde dos brasileiros.

 

18
Mar20

Câmara aprova projetos para enfrentar coronavírus e PT defende o SUS

Talis Andrade

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Segundo o deputado Jorge Solla, “estamos na luta para desbloquear, descongelar os recursos da saúde, porque defender a saúde pública é a defesa da vida”

O plenário da Câmara aprovou nesta terça feira (17), por acordo entre os partidos, projetos fundamentais para o enfrentamento da pandemia do coronavírus (Codiv-19). O primeiro deles, o projeto de lei complementar (PLP 232/19), autoriza os gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) a utilizar saldos de ações em saúde para o combate ao coronavírus. Ao encaminhar o voto favorável do PT, o deputado Jorge Solla (BA) alertou que a previsão de disponibilidade de recursos com essa medida não seria suficiente para dar conta do imenso desafio que o Sistema Único de Saúde terá nesse momento. “Votamos sim e vamos continuar na luta por mais verbas para a SUS, porque não financiar a saúde mata!”, afirmou.

Na avaliação da Bancada do PT, defendia por Jorge Solla, é preciso ampliar a capacidade de financiamento do SUS. “Estamos na luta para desbloquear, descongelar os recursos da saúde, porque defender a saúde pública é a defesa da vida, é a defesa da população brasileira”, argumentou. Ele se refere a Emenda Constitucional 95, do teto de gastos, que retirou da área de saúde pública cerca de R$ 20 bilhões somente no ano de 2019, segundo dados do Conselho Nacional de Saúde. O PLP 232/19 agora será analisado pelo Senado, antes de virar lei.

Produtos hospitalares

Foi aprovado também o PL 668/2020, que proíbe as exportações de produtos médicos, hospitalares e de higiene essenciais ao combate à epidemia de Coronavírus no Brasil. O deputado Jorge Solla argumentou que a medida é fundamental porque a indústria brasileira exportou muito esses produtos hospitalares para países que estavam enfrentando a pandemia do Covid-19 e o mercado interno ficou desabastecido. Ele explicou que o projeto surgiu de estudos feitos pela comissão externa de acompanhamento do coronavírus, no qual se constatou que máscaras cirúrgicas eram vendidas em novembro a R$4,70 numa caixa com 50 unidades. “Na Bahia hoje quando encontra a caixa ela custa R$160. Um absurdo!”, protestou. A matéria vai ao Senado.

Álcool

Os deputados aprovaram ainda o projeto de decreto legislativo (PDL 87/20), que suspende, por 90 dias, os efeitos de resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ampliar o acesso a álcool etílico hidratado na graduação de 70% em embalagens maiores. A matéria será analisada pelo Senado.

Votação remota

Também por acordo entre os partidos, o plenário aprovou o Projeto de Resolução 11/20, da Mesa Diretora, que institui o Sistema de Deliberação Remota (SDR) para a discussão e votação remota de matérias sujeitas à apreciação do Plenário. O objetivo é evitar a necessidade de grande presença de parlamentares em Plenário para as votações, diminuindo o contágio do coronavírus.

 

18
Mar20

Atitude de Bolsonaro mostra despreparo do Brasil diante do coronavírus, aponta imprensa internacional

Talis Andrade
Imagens de Jair Bolsonaro durante aparição pública em plena pandemia de coronavírus provocou espanto fora do país.
Imagens de Jair Bolsonaro durante aparição pública em plena pandemia de coronavírus provocou espanto fora do país. REUTERS/Adriano Machado

As imagens de Bolsonaro participando de um evento público no domingo (15), apesar da pandemia de coronavírus, foram destaque na imprensa internacional desta terça-feira (17). Jornais e canais de televisão criticaram a postura do chefe de Estado, diante de uma crise sanitária que acaba de fazer a primeira vítima fatal no Brasil.

Alguns estados brasileiros anunciaram medidas importantes para conter a propagação do coronavírus, como a promessa de injetar mais de R$ 145 bilhões na economia nos próximos três meses para amenizar o impacto na economia e no sistema de saúde, como lembram o jornal canadense La Presse ou o francês La Tribune.

O estado do Rio de Janeiro e a cidade de São Paulo, onde foi registrada a primeira morte por coronavírus no Brasil, declararam "estado de emergência" nesta terça-feira, restringindo os serviços comerciais e o uso de transporte público. No entanto, a falta de um dispositivo de prevenção sanitária vindo de Brasília é cada vez mais criticada na imprensa internacional. Principalmente após a participação do presidente Jair Bolsonaro em um evento público neste fim de semana.

Em uma reportagem em inglês sobre a situação da pandemia na América Latina, o canal de televisão France 24 relata como o líder brasileiro fez selfies com milhares de manifestantes. “Bolsonaro parece ignorar o conselho de médicos especialistas, que sugeriram que ele permanecesse isolado, depois que vários membros de sua delegação durante viagem na Flórida testaram positivo para o vírus”, aponta a emissora.

 

Sua imagem preocupa mais do que a pandemia

Huffington Post em francês também dá destaque para o episódio e diz que “Bolsonaro foi quase tão longe quanto Trump ao não respeitar nenhuma instrução”. “Visivelmente, ele não teme o coronavírus”, insiste o texto, lembrando o número de mortos vítimas da pandemia no mundo.

A aparição pública de Bolsonaro também foi tema de matéria na revista Courrier International, que traduz uma reportagem do jornal El Pais. “Apesar de suas próprias declarações e dos apelos do ministro da Saúde para interromper as manifestações, Bolsonaro, sem aviso prévio, deixou o palácio presidencial com um sorriso, mostrando que está mais preocupado com sua imagem do que com a pandemia. O presidente de extrema direita disse repetidamente que o apoio das multidões não tem preço”, escreve a revista.

 

Sistema público de saúde precário

No entanto, quem trouxe mais detalhes foi o jornal Le Monde que chegou às bancas na tarde desta terça-feira. O correspondente do vespertino no Brasil diz que, ao se expor, “com um sorriso no rosto em sem máscara”, em 58 minutos Bolsonaro esteve em contato com pelo menos 272 pessoas.

Para o vespertino, a postura do chefe de Estado “ilustra o despreparo do país”. “O líder da extrema direita não fez nenhuma recomendação de higiene e nenhuma medida importante foi tomada contra o vírus”, denuncia o texto, lembrando que as fronteiras continuam abertas e que não há confinamento da população no Brasil, como acontece em vários países. O jornal lembra da iniciativa de alguns estados, mas alerta para a situação brasileira, frisando que mesmo se o número de casos confirmados ainda é relativamente baixo, três quartos da população não possui convênio médico e depende de uma sistema de saúde público muito precário.

 

18
Mar20

Haitiano enquadra Bolsonaro e inicia ‘impeachment simbólico’

Talis Andrade

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por Milton Alves

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) levou uma invertida histórica nesta segunda-feira (16) em frente ao Palácio do Alvorada, em Brasília. O corajoso e inusitado gesto de um haitiano iniciou uma espécie de “impeachment simbólico e moral” de Bolsonaro da presidência.

Bolsonaro estava em frente à residêncial oficial, local em que costuma receber afagos de fanáticos apoiadores e xingar a imprensa, quando um haitiano criticou em bom português a participação dele no ato pelo fechamento do Congresso Nacional e do STF no domingo (15), rompendo os protocolos de quarentena obrigatórios para os suspeitos de contaminação por coronavírus.

Bolsonaro fingiu não entender o que falava o haitiano com a mais absoluta clareza: “Bolsonaro acabou. Não é presidente mais”, afirmou ele, diante de um Bolsonaro desconcertado e com pose de paisagem.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, Bolsonaro teve contato com ao menos 272 pessoas no domingo. Apertou mãos, agitou a bandeira brasileira e fez selfies com celulares de apoiadores – situações que facilitam a propagação do Covid-19. E 14 membros de sua comitiva presidencial, que foi para Miami na semana passada, já estão infectados por coronavírus.

O vídeo com as cenas do inesperado diálogo viralizou nas redes sociais desde a noite de segunda-feira. Além disso, a hashtag #Bolsonaroacabou amanheceu nesta terça nos trending topics do Twitter (assista abaixo).

Desdobramentos políticos:

1. Bolsonaro começa a viver o primeiro círculo do isolamento político: o das forças políticas, dos líderes de bancadas e de partidos. O impeachment de Dilma começou a ganhar força institucional a partir desse círculo inicial.

2. Bolsonaro ainda tem uma razoável base de apoio social (entre 15 a 20% sólidos, firmes), mas começa a perder apoios em franjas importantes da sociedade, que antes estavam agrupadas em torno dele como um instrumento para o enfrentamento da esquerda, em particular do petismo.

3. Os próximos três meses serão decisivos para determinar o futuro do governo Bolsonaro. Tudo vai depender do resultado da economia, que caminha para uma brutal recessão e aponta para a falência da agenda neoliberal de reformas de Paulo Guedes. A hora é de mais Estado durante a crise econômica e sanitária: Dos Estados Unidos aos países da União Europeia as medidas adotadas, cada vez mais, são de caráter estatizante para tentar segurar o repuxo da crise econômica mundial.

4. Coronavírus: A depender do grau de expansão da pandemia no país, do número de vítimas, e das medidas de contenção adotadas pelo governo, que até aqui foram débeis, apesar do esforço do ministro da Saúde, a doença pode ser tornar um fator de alta combustão social e política -, contribuindo para a desestabilização do governo Bolsonaro.

5. As opções do establishment. Ainda em fase de especulações iniciais, exploratórias: a) Impeachment de Bolsonaro e a entronização de Hamilton Mourão; b) “Parlamentarismo branco” com o Triunvirato Neoliberal – Maia, Alcolumbre e STF – para seguir a agenda de Paulo Guedes sem Bolsonaro; c) Fechamento do regime (autogolpe) – governo de tipo bonapartista de Bolsonaro em aliança com os generais.

6. Saída democrática da crise, com a falência do governo Bolsonaro: Esquerda dividida e ainda sem iniciativa política de monta. Pode ser capturada na teia do establishment e optar por alianças com setores dominantes tipo governadores ou ser tragada pela força do Triunvirato Neoliberal (defesa das instituições). Sem povo na rua, organizado e mobilizado, a esquerda será abduzida por alguma saída por cima, costurada pelo establishment.

De todo modo, a experiência histórica indica que, em momentos de aguda crise social e humanitária, a política opera em circuitos de choques inesperados, fortuitos, e até disruptivos.

@mariamaria@mariamariahmari
 

Precisou um haitiano com coragem dizer esta VERDADE na cara do BOZO: "Você não é presidente mais."Queria ver essa coragem nos brasileiros!🥴😂😂👏🏼👏🏼

Vídeo incorporado
 
18
Mar20

Panelas mostram esgotamento de Bolsonaro

Talis Andrade

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por Paulo Moreira Leite

A perspectiva é que a manifestação de ontem  sirva de estimulo para um protesto ainda maior na noite de hoje. 

Mais do que um descontentamento previsível num país estagnado economicamente, o panelaço registra o deslocamento da parcela de uma classe social que funciona como pêndulo político do país.

Recordando grandes fatos. Se a capacidade de mobilizar a classe média foi um elemento importante para o golpe cívico-militar  de 64, a campanha pelas diretas-já, vinte anos mais tarde,  seria impensável sem uma virada política ocorrida na luta contra a ditadura.

Entre 2002 e 2014, as quatro vitórias eleitorais sucessivas do Partido dos Trabalhadores foram obra do imenso apoio popular aos projetos Lula-Dilma. Não teriam ocorrido, contudo, sem um forte apoio nos setores médios da sociedade. 

A ascensão de Jair Bolsonaro mostrou uma situação política inversa.

Conforme o Ibope, no segundo turno de 2018 Fernando Haddad cravou  uma vantagem de 52% a 36%, junto ao numeroso contingente de  brasileiros da menor faixa de renda -- até 1 salário mínimo -- enquanto o desempenho de Bolsonaro ganhava fôlego maior na medida em que a fatia de renda se elevava. 

Em dezembro, quando Bolsonaro já estava em minoria no país, por 36% a 30%, um levantamento do Data Folha mostrava um quadro inverso.

Entre os mais pobres, a diferença era radical: 43% reprovavam seu governo, contra 22 a favor. Na faixa de 2 a 5 salários, que deu uma vantagem de 57% a 30% para Bolsonaro um ano antes, a diferença se aproximava da margem de erro, 35% positivos contra 31% negativos.

As panelas voltam a se manifestar, em março de 2020, numa resposta a desilusões sucessivas que costumam criar  desgastes irreversíveis.  

Inaceitável, num país democrático, a presença festiva de Bolsonaro no circo de extrema-direita, no domingo, foi a demonstração vergonhosa de quem não respeita a Constituição nem se encontra a altura do cargo.

Em meio a fracassos que já colocam a  luta interna num patamar selvagem, como se vê nas disputas em torno da condução da luta contra o coronavírus, Bolsonaro tornou-se tecnicamente  incapaz de governar um país com 210 milhões de habitantes, uma das dez maiores economias do mundo, num dos momentos mais difíceis de sua história.

Seria preciso dar respostas eficazes e rápidas a epidemia do Covid-19, que ameaça produzir uma das grandes tragédias dos últimos 500 anos. Para imaginar a dificuldade a ser enfrentada, basta acompanhar a luta difícil mesmo  nos países desenvolvido  e recordar o desfalque de 21 bilhões nos cofres da saúde pública brasileira entre 2018, 2019 e 2020.

Também é urgente recuperar o emprego,  sucateado por uma paralisia prolongada da economia. Alguém enxerga Paulo Guedes fazendo isso?

As panelas começam a bater quando ninguém mais acredita que um presidente será capaz de resolver os problemas que interessam o país. Expressam o inconformismo de quem foi atingido no plano moral, sentido-se uma gente que se sente lesado e enganado. Bolsonaro passou deste limite.

Alguma dúvida?

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17
Mar20

Se o coronavírus infectar milhares de brasileiros nas próximas semanas, o maior culpado já tem nome: Jair Bolsonaro

Talis Andrade

 

O Brasil é governado por um psicopata que age de forma criminosa, escreve Philipp Lichterbeck

 

Jair Bolsonaro participa de protestos no dia 15 de março

Em 15 de março, Bolsonaro participou de protestos que havia pedido para serem cancelados

 

Antes das eleições de 2018, escrevi aqui sobre a hostilidade do bolsonarismo em relação à ciência. Agora, está comprovado aonde isso leva. Direto para a catástrofe. A situação no Brasil pode muito bem ser comparada à Idade Média na Europa. Naquela época, o fanatismo religioso fez com que fossem esquecidos os conhecimentos dos gregos e romanos no campo da higiene. Um resultado: a peste negra atravessou a Europa e matou milhões que nem sabiam como pegaram a doença, porque o veículo de transmissão – pulgas que passavam de ratos para humanos – era desconhecido.

A covid-19 é a peste negra do Brasil. Se o novo coronavírus fizer com que milhares de brasileiros adoeçam nas próximas semanas e levar não apenas o sistema de saúde, mas também a sociedade brasileira à beira do caos, haverá para isso um principal culpado. O nome dele é Jair Bolsonaro, ele é chefe de Estado de 210 milhões de pessoas e disse que não se importa com o coronavírus. Ele age de forma criminosa. O Brasil é liderado por um psicopata, e o país faria bem em removê-lo o mais rápido possível. Razões para isso haveria muitas. Também não parece mais absurdo que os generais já estejam fartos do caos que o presidente está causando, enquanto uma pandemia ameaça o Brasil.

O problema não é apenas a maldade do presidente, que, por vaidade e cálculo político, coloca em risco a vida de centenas de pessoas e desrespeita acintosamente as recomendações da Organização Mundial da Saúde. É, antes, sua limitação cognitiva. A visão de mundo de Bolsonaro e de seus seguidores é, na sua primitividade, algo difícil de superar. Tudo o que é complexo demais para eles, descrevem como invenção da mídia e dos comunistas. Foi o que o bispo Edir Macedo, chefe da medieval IURD, acabou de dizer, literalmente, sobre o coronavírus.

O colunista da DW Brasil, Philipp Lichterbeck

O colunista da DW Brasil, Philipp Lichterbeck

Já em 2019 foi possível ver até onde a hostilidade à ciência do bolsonarismo pode levar, quando o presidente demitiu um dos cientistas mais respeitados do país ao ficar contrariado com seus dados sobre os incêndios florestais na Amazônia. Isso deveria ter sido um aviso. Porque decisões responsáveis são tomadas com base no conhecimento, e não no delírio. Quando se trata de resolver problemas reais, como a pandemia do coronavírus, a verdade tem uma clara vantagem prática: ela funciona. E, da mesma forma: quem sabe muito, se torna humilde; quem sabe pouco, arrogante. E arrogância é, definitivamente, algo que não falta a este presidente e à sua turma.

Na Europa e, especialmente, na Ásia, vê-se agora como a ciência é importante para lidar com a pandemia do coronavírus. Aumenta novamente a demanda por cientistas e políticos sóbrios, enquanto os populistas, com suas mentiras e teorias da conspiração, são postos de lado. A situação é extrema demais para ser relegada a extremistas. Mas no Brasil, o extremista ocupa o mais alto cargo do Estado.

O governo brasileiro teve tempo suficiente para evitar o pior quando os dois primeiros casos de covid-19 foram notificados em São Paulo. Se o governo cuidasse do bem-estar dos brasileiros, rapidamente teria começado a restringir a vida pública e a preparar a população. Hoje, se conhece, a partir dos exemplos de China, Itália, Espanha e França, a forma rápida e devastadora com que o coronavírus pode se espalhar. Também está claro que isso não interessa ao presidente e a seus seguidores.

O filósofo Harry G. Frankfurt escreve em seu livro On Bullshit (Sobre falar merda) que o "bullshitter" é pior que o mentiroso, porque este último ainda tem pelo menos uma conexão com a verdade que ele nega. Já o bullshitter não se importa com nada. Ele diz qualquer absurdo para agradar seus seguidores e satisfazer sua vaidade.

Se o bullshitter é seu vizinho José ou sua tia Márcia, pode até ser bastante divertido. Mas se o bullshitter é o presidente do Brasil e se, ao mesmo tempo, o país enfrenta uma pandemia, então realmente é possível que venha o pânico contra o qual todos estão alertando. O problema não se chama coronavírus. Ele se chama Bolsonaro. O tempo está voando.

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Philipp Lichterbeck queria abrir um novo capítulo em sua vida quando se mudou de Berlim para o Rio, em 2012. Desde então, ele colabora com reportagens sobre o Brasil e demais países da América Latina para jornais na Alemanha, Suíça e Austria. Ele viaja frequentemente entre Alemanha, Brasil e outros países do continente americano. Siga-o no Twitter em @Lichterbeck_Rio.

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A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas

 

 

17
Mar20

+ Coronavírus: Brasil registra primeira morte +

Talis Andrade

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Brasil registra primeira morte por coronavírus. País contabiliza 234 casos confirmados de covid-19 nesta segunda-feira. Bolsonaro volta a minimizar pandemia e diz que vai celebrar aniversário com festa. Alemanha, França e UE intensificam medidas de combate à disseminação da doença

por DW

O presidente Jair Bolsonaro voltou a afirmar nesta terça-feira que há "histeria" na forma como a pandemia de coronovírus vem sendo divulgada e combatida. Em entrevista à Rádio Tupi, Bolsonaro também criticou medidas tomadas por governadores, que vêm cancelando eventos e fechando escolas. "Esse vírus trouxe uma certa histeria e alguns governadores, no meu entender, eu posso até estar errado, estão tomando medidas que vão prejudicar e muito a nossa economia"

"Essa histeria leva a um baque na economia. Alguns comerciantes acabam tendo problemas. Não é por que tem uma aglomeração de pessoas aqui ou acolá esporadicamente, tem que atacar exatamente isso. O cara não vai ficar em casa, vai se juntar", completou o presidente.

Nos últimos dias, Bolsonaro já havia afirmado que a pandemia de coronavírus, que provocou mais de 7.000 mortes pelo mundo até o momento, era uma "fantasia" propagada pela mídia e que a "questão do coronavírus" não é "isso tudo". Na entrevista desta terça, ele também voltou a fazer afirmações que contrariam o Ministério da Saúde, que recomenda evitar aglomerações. O presidente disse que pretende comemorar seu aniversário com uma "festinha" no próximo fim de semana.

"Agora eu faço 65 daqui a quatro dias. Vai ter uma festinha tradicional aqui até porque eu faço aniversário dia 21 e minha esposa dia 22. São dois dias de festa." No último domingo, Bolsonaro, que chegou a figurar entre casos suspeitos da doença, foi alvo de críticas por cumprimentar e tocar apoiadores em uma manifestação pró-governo em Brasília.  

Nesta terça-feira, o presidente deve ser submetido a um novo exame para detectar qualquer possível infecção pelo novo coronavírus. Na última sexta-feira, o Planalto informou que um teste inicial deu resultado negativo. Mais de uma dúzia de pessoas que estiveram com o presidente nos últimos dez dias testaram positivo.

Risco devido ao coronavírus na Alemanha é classificado como alto

O Instituto Robert Koch (RKI), a agência de controle e prevenção de doenças do governo alemão, alterou a classificação de risco à saúde da população alemã representado pelo coronavírus Sars-Cov-2 de "moderado" para "alto", afirmou o presidente do RKI, Lothar Wieler. O motivo para a nova classificação são o rápido aumento no número de casos e os alertas emitidos por clínicas e órgãos de saúde no país. De acordo com levantamento da Universidade John Hopkins, a Alemanha já registrou mais de 7,6 mil casos de covid-19 e 20 mortes em decorrência da doença.

Medidas anunciadas pela chanceler federal Angela Merkel na noite de segunda incluem o fechamento de boa parte do comércio. Apenas supermercados, farmácias, bancos, correios, postos de gasolina, lojas de produtos de higiene e de material de construção continuarão funcionando. Restaurantes podem funcionar apenas entre 6 h e 18 h, se mantiverem uma distância de segurança entre os clientes. A Alemanha recomendou ainda que viagens de turismo pelo país e no exterior sejam canceladas. Foram determinadas restrições de visitas a hospitais e asilos. "Precisamos de medidas drásticas para diminuir as infecções", disse Merkel. Leia a notícia completa

Alemanha planeja repatriar cidadãos e desaconselha viagens

O ministro do Exterior alemão, Heiko Maas, anunciou um plano para repatriar milhares de turistas alemães retidos em países estrangeiros devido à crise do coronavírus. Segundo Maas, 50 milhões de euros serão disponibilizados para o programa de repatriação. O governo alemão fará todo o possível para trazer as pessoas afetadas de volta à Alemanha nos próximos dias e está em contato com companhias aéreas.

Os primeiros a serem repatriados devem ser os alemães que se encontram em regiões particularmente afetadas pelo coronavírus, incluindo Marrocos, Egito, República Dominicana, Filipinas e Maldivas.

Maas também desaconselhou viagens turísticas por todo o mundo para evitar que mais cidadãos alemães fiquem retidos no exterior.

Volkswagen anuncia suspensão da produção

A montadora alemã Volkswagen anunciou que suspenderá a produção de veículos na grande maioria de suas fábricas na Alemanha e no restante da Europa a partir de sexta-feira. Os trabalhos deverão ser interrompidos por até três semanas. Transcrevi trechos

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17
Mar20

França restringe circulação de pessoas para conter coronavírus

Talis Andrade

Franceses poderão sair de casa apenas para trajetos estritamente necessários. "Estamos em guerra", afirmou o presidente Macron

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por DW

O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta segunda-feira (16/03) a imposição de restrições drásticas na circulação de pessoas para tentar controlar a propagação do novo coronavírus.  Pelos próximos 15 dias, os franceses poderão deixar suas casas apenas para ir ao trabalho, supermercado e realizar viagens estritamente necessárias.

"Nós estamos em guerra, em guerra sanitária, não contra um Exército, mas o inimigo está lá e requer uma mobilização geral", afirmou Macron, durante um pronunciamento na televisão.

O presidente francês afirmou que os "movimentos serão fortemente reduzidos" e apenas "os trajetos necessários" serão permitidos, com sanções para quem não obedecer. Macron afirmou que a ampliação da restrição foi necessária pois o pedido para que o contato social seja evitado não está sendo respeitado.

"As reuniões de família e amigos não são possíveis, assim como encontrar amigos no parque deixa de ser possível", disse Macron. "Vimos pessoas em parques, mercados lotados, restaurantes, bares que não estão seguindo as instruções. Você não está somente não se protegendo, mas não está protegendo os outros", ressaltou.

Macron repetiu o apelo para que os franceses permaneçam em casa. Ele não anunciou qual será a punição para aqueles que não cumprirem as restrições.

Nesta segunda-feira, a França registrou ao todo 5.397 casos da covid-19 e 127 mortes. O país também fechará as fronteiras para os estrangeiros, assim como estão fazendo diversos países-membros da União Europeia (UE). Apenas franceses e residentes poderão entrar no país pelos próximos 30 dias.

por Carta Capita

FRANÇA. Macron suspende o segundo turno das eleições municipais na França devido ao coronavírus. O presidente adia também a reforma previdenciária devido à crise da saúde. (El País, Espanha) | tinyurl.com/uenz8dk

FRANÇA. Difícil revés para Macron nas eleições municipais. Candidatos do presidente francês perdem em quase todas as grandes cidades. (La Vanguardia, Espanha) | tinyurl.com/sjsrpuy

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16
Mar20

“Bolsonaro e sua aula magistral de irresponsabilidade”

Talis Andrade

Bolsonaro cumprimenta apoiadores do lado de fora do Palácio do Planalto no domingo (Sergio Lima/AFP)

Carta Maior

 

1 - NOTÍCIAS INTERNACIONAIS SOBRE O BRASIL

MANIFESTAÇÕES
. Centenas de pessoas ignoram recomendações e saem à rua para apoiar Bolsonaro. O Governo recomendou que se evitassem aglomerações, mas foi em seu nome que muita gente ignorou os conselhos e participou em manifestações em todo o país. Incluindo o Presidente. Contra todas as recomendações do Ministério da Saúde, centenas de pessoas saíram neste domingo à rua para participar em manifestações a favor do Governo brasileiro. O próprio Presidente, Jair Bolsonaro, desfilou em Brasília, contatando de perto com a população, e incentivou os atos. (Público, Portugal) | tinyurl.com/u2majfs 

DESMATAMENTO. Destruição das florestas promove o aparecimento de novas doenças, defendem líderes indígenas. A mesma destruição florestal que acelera as alterações climáticas pode promover também o aparecimento de doenças como o coronavírus, defendeu um grupo de líderes indígenas em Nova Iorque. (Público, Portugal) | tinyurl.com/urea7as AMAZÔNIA. Eles dizem que são bombeiros. A polícia diz que são incendiários. A batalha pela verdade chega à Amazônia. Por que a Amazônia está queimando e o que isso significa para o mundo. Enquanto a floresta amazônica queimava no outono passado e as taxas de desmatamento atingiam picos nunca vistos em uma década, a brigada de Romano era um raro pedaço de esperança, combatendo as chamas e submetendo-as ao lado das autoridades. O conselho da cidade os aplaudiu. O governador do estado agradeceu. Eles se tornaram heróis. (The Washington Post, EUA) | tinyurl.com/uhva4u4 

BOLSONARO: IRRESPONSABILIDADE COM O CORONAVÍRUS

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El País, Espanha. | Bolsonaro ignora o isolamento e participa de um protesto público em meio à crise da saúde. Médicos pediram ao presidente brasileiro distanciamento social depois que alguns de seus colaboradores deram positivo para coronavírus. Bolsonaro desobedeceu a todas as recomendações médicas dadas pela Organização Mundial da Saúde e contatou parte de seus seguidores, que participaram do evento realizado em Brasília e que reuniu cerca de 8.000 pessoas para protestar contra o Congresso Nacional e o Supremo. O presidente pegou o celular para fazer uma transmissão ao vivo em sua página no Facebook e desceu a rampa do Palácio do Planalto para tocar nas mãos de dezenas de apoiadores. Ele levou selfies com eles, agitou bandeiras e pôsteres da plateia. tinyurl.com/v6g6d6g The Guardian, InglaterraBolsonaro e AMLO detonados por desprezar os cuidados com o coronavírus. Líderes brasileiros e mexicanos se misturam com o público. Os críticos dizem que os populistas devem dar o exemplo à medida que o surto cresce. Eles o fizeram desafiando os conselhos médicos e apesar do crescente alarme sobre a disseminação do vírus pela América Latina, onde pelo menos 17 países confirmaram casos. Bolsonaro, um provocador de extrema-direita que recentemente descartou o coronavírus como uma "fantasia" da mídia, deixou seu palácio presidencial no domingo para trocar empurrões e se misturar com apoiadores que se apresentaram em protestos altamente controversos contra as instituições democráticas do Brasil. tinyurl.com/u7wcsls 

Sputnik News, Rússia. | O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), usou as redes sociais neste domingo (15) para repreender o presidente da República, Jair Bolsonaro, por seu apoio e participação em manifestações. Maia afirmou que Bolsonaro "fez pouco caso da pandemia" do novo coronavírus em uma atitude que classificou como "atentado à saúde pública". tinyurl.com/vqy6sv3 Diário de Notícias, Portugal. | Bolsonaro rompe isolamento e participa em manifestação a seu favor. Depois de ter sido aconselhado pelo ministério da saúde a não sair de casa, presidente brasileiro cumprimenta apoiantes em Brasília. Houve atos de apoio ao governo e contra os outros poderes em dezenas de cidades, como São Paulo, onde se cantou "quem tem medo do coronavírus". tinyurl.com/w3hqnpw 

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LA VANGUARDIA, ESPANHA | Bolsonaro ignora contenção de pandemia. Em meio à pandemia do COVID-19, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, ignorou a contenção em eventos sociais recomendados pelas autoridades de saúde e participou neste domingo de uma marcha a favor de seu governo e contra o poder legislativo e judiciário. Enquanto o país se prepara para um aumento de casos - ainda não superior a 200 -, Bolsonaro incentivou milhares de brasileiros a sair às ruas, apesar do risco de espalhar o vírus nas aglomerações. | tinyurl.com/us95bya El Clarín, Argentina | Criticado. Coronavírus no Brasil: Jair Bolsonaro quebrou a quarentena e apertou a mão de seus seguidores. Muitos manifestantes exibiram cartazes pedindo intervenção militar e o fechamento do Congresso. O governador de São Paulo, João Doria, criticou o presidente. Os casos positivos do Covid-19 aumentaram 45%, de 121 para 176. | tinyurl.com/vcqdsc4 

El Mundo, Espanha | tinyurl.com/rfz3blv 

The Global and Mail, Canadá | tinyurl.com/wxu58jx 

La Nación, Argentina | tinyurl.com/qv2k636 

2 - NOTÍCIAS DO MUNDO

CORONAVÍRUS/MUNDO. Mortes por coronavírus fora da China superam as de dentro. Centro de pandemia muda para a Europa e EUA, onde novas restrições de viagens e coleta estão surgindo. (The Wall Street Journal, EUA) | tinyurl.com/wrkbrqf 

CHINA. O controle do coronavírus dá à China o mercado de ações com melhor desempenho do mundo. Apenas seis semanas atrás, estava entre as piores. (The Economist, Inglaterra) | tinyurl.com/uh2bzjt 

EUA/ECONOMIA. Federal Reserve reduz as taxas de juros a zero como parte de uma ampla intervenção de emergência. O Fed tomou as medidas mais dramáticas desde a crise financeira de 2008 para reforçar a economia dos EUA diante do coronavírus. Esforço para fortalecer a economia é a ação mais dramática do Federal Reserve desde 2008. (The Washington Post, EUA) | tinyurl.com/scadeqn FRANÇA. Primeiro turno de eleições municipais. O escrutínio foi fragilizado por uma participação reduzida. No meio de uma epidemia e enquanto novas medidas de contenção foram anunciadas no sábado à noite pelo primeiro-ministro, a abstenção teria chegado a 56%. A votação da sanção contra o LaREM está confirmada. O PS, LR e PCF de saída registrou bons resultados, e o EELV alcançou um avanço. (L’Humanité, França) | tinyurl.com/scspopg 

ISRAEL. O líder da oposição israelense ganha o apoio de uma maioria absoluta de deputados para substituir Netanyahu. Beny Gantz recebe o apoio de mais três legisladores do que o primeiro-ministro em exercício. (El Diário, Espanha) | tinyurl.com/rx744os 

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CORONAVÍRUS/ARGENTINA. Alberto Fernández anunciou medidas contra o coronavírus: um plano de prevenção para todos e para todos e anunciou o fechamento das fronteiras e a suspensão das aulas por duas semanas. Forte aviso para aqueles que violam a quarentena. Suspensão de aulas por duas semanas. As refeições serão entregues nas escolas. Fechamento de todas as fronteiras por quinze dias. Licença há mais de 60 anos. Suspensão de grandes espetáculos artísticos e esportivos. Horário especial para idosos em centros de saúde e bancos. Fechamento dos parques nacionais. (Página 12, Argentina) | tinyurl.com/rweqgya CORONAVÍRUS/TRUMP. Covid-19: Trump quer “desviar” para os EUA a empresa alemã que investiga vacina. O governo alemão denunciou que a administração norte-americana quer pôr a empresa que investiga a vacina para o Covid-19 a trabalhar em exclusivo para os EUA. (Esquerda.net, Portugal) | tinyurl.com/qtlheor 

CORONAVÍRUS/TRUMP. A lista completa das tentativas de Trump de minimizar o coronavírus. Ele poderia ter agido antes. Não o fez. (The New York Times, EUA) | tinyurl.com/qtlheor 

CORONAVÍRUS/ITÁLIA. Médicos cubanos na Lombardia? (L’Humanité, França) | tinyurl.com/rgtw4qo 

CORONAVÍRUS/REINO UNIDO. A estratégia de Johnson preocupa britânicos. O primeiro-ministro quer esperar até que o pico da epidemia de Covid-19 esteja se aproximando antes de tomar uma ação forte. A população correu para os supermercados. (Tribune de Genève, Suíça) | tinyurl.com/sslzmub CORONAVÍRUS/AMÉRICA LATINA. As Medidas de coronavírus adotadas na América Latina. Poucos países fecharam suas fronteiras completamente e várias classes suspensas. (La Diária, Uruguai) | tinyurl.com/vptzmr6 

3 - ARTIGOS/ENTREVISTAS

Humor
Eric Nepomuceno - Brasil (Página 12, Argentina) | “Bolsonaro e sua aula magistral de irresponsabilidade” | tinyurl.com/rkjwo6u 

Tomás Pueyo – Coronavírus (Página 12, Argentina) | “Coronavírus: porque temos que atuar já” | tinyurl.com/w5x77et 

Pedro Filipe Soares – Coronavírus/Trump e Bolsonaro (Esquerda.net, Portugal) | “A ‘fantasia’ de Trump e Bolsonaro” | tinyurl.com/vlaqqrh

David Remnick – Coronavirus/EUA (The New Yorker, EUA) | “Trump, a verdade e a incompetência na administração da crise do coronavÍrus” | tinyurl.com/u3jpour 

David Atkins – Coronavírus/EUA (Truthdig, EUA) | “Trump está administrando uma pandemia como se fosse um negócio – com resultados desastrosos” | tinyurl.com/r4ptxoh 

Romaric Godin – Desigualdade (Mediapart, França) | “Poderia a pandemia do coronavírus vir a ser o grande nivelador das desigualdades? | tinyurl.com/tymvc9m 

Lígia Bahia e Miguel Lago – América Latina (Americas Quaterly, EUA) | “Por que os hospitais da América Latina são tão vulneráveis ao coronavírus” | tinyurl.com/t9rohnt

 

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