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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

01
Fev22

Vídeo mostra congolês sendo espancado até a morte em quiosque na Barra da Tijuca

Talis Andrade

neilima milicia.jpg

Nem precisa perguntar: o atual governador repete a fala do governador que sucedeu...

 

A morte por vingança cousa banal. A boa morte miliciana a morte exemplar. A morte que 'mata os vivos' de medo.

Escrevem Paolla Serra e Luã Marinatto no Extra, sem citar nenhuma vez a temida palavra milícia:

"O vídeo da câmera de segurança do quiosque Tropicália, na altura do Posto 8 da Praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, mostra três homens espancando até a morte o congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, de 24 anos, na noite do dia 24 de janeiro. As imagens, obtidas pelo EXTRA, flagram os agressores dando socos, chutes e até golpes com pedaços de pau no estrangeiro"

Parece uma narrativa de advogados contratados pelos assassinos. 

Vivi para contar: 'Mataram meu filho aqui como matam em meu país'

 

As imagens mostram ainda que, cerca de dez minutos depois, os agressores chegam a amarrar as mãos e os pés de Moïse com um fio. Aproximadamente 20 minutos mais tarde, uma mulher se junta ao grupo e dois homens tentam fazer a reanimação do congolês, com massagens cardíacas. A vítima morava no Brasil desde 2011, quando fugiu de conflitos armados na República Democrática do Congo.

 

Os agressores usaram pedaços de pau para bater no congolês
Os agressores usaram pedaços de pau para bater no congolês Foto: Reprodução

 

De acordo com o inquérito, o corpo de Moïse foi encontrado por policiais militares do 31º BPM (Recreio) ainda amarrado, no chão, próximo ao Tropicália. Ele prestava serviço pontualmente no local servindo mesas na areia e, segundo parentes, pretendia tentar cobrar pagamentos atrasados quando acabou sendo morto.

04
Jan22

‘Achei que iria morrer’, diz jovem negro agredido dentro do próprio carro

Talis Andrade

'Achei que iria morrer', diz jovem negro agredido dentro do próprio carroPisa no pescoço dele e enforca até a polícia chegar': veja o relato de  homem negro espancado na porta de casa - Jornal O Globo

‘Achei que iria morrer’, diz jovem negro agredido dentro e fora do próprio carro

 

Os racistas Jhonnatan Silva Barbosa e a dentista Ana Paula Vidal iniciaram uma sessão de espancamento por achar que o carro do rapaz não era dele

 
Redação Catacra Livre
 

Gabriel da Silva Nascimento, de 23 anos, foi agredido dentro do próprio carro, em frente de casa, em Açailândia, no Maranhão. Ele acabou se mudando do local, três dias após o crime, porque o apartamento pertence à família da mulher que participou da agressão junto com um homem.

Os responsáveis pelas agressões são o empresário Jhonnatan Silva Barbosa e a dentista Ana Paula Vidal, que também mora no prédio. Eles mandam o rapaz sair do veículo e iniciam as agressões, que foram registradas por câmeras de segurança.

Gabriel é derrubado, leva chutes, pisões, tapas e Ana Paula põe os joelhos na sua barriga, enquanto Jhonnatan pisa no pescoço. A sessão de espancamento só acaba quando um vizinho avisa que a vítima mora no prédio e é proprietário do carro.

No dia das agressões, Gabriel foi fazer um boletim de ocorrência, porém em três tentativas diferentes, ele foi informado de que o sistema não estava funcionando. Por isso, só conseguiu fazer o B.O no dia seguinte, o que impediu a prisão em flagrante dos agressores. Até o momento, nenhum deles foi ouvido pela polícia conivente, comparsa.

Jhonnatan Silva Barbosa, o agressor, já foi condenado pela Justiça por ter atropelado e matado um senhor de 54 anos, em 2013. Ele recebeu condenação amiga de 2 anos e 8 meses de prisão, que foram convertidos em serviços comunitários e multa de um terço de um salário mínimo.

Para o advogado de Gabriel, é um evidente caso de racismo: “Foi um caso de racismo. Muitas vezes se busca, para a caracterização de um episódio claro de racismo, a verbalização, a utilização de palavras que denotem o preconceito racial, mas isso não é o padrão brasileiro, baseado em racismo estrutural”, defende o advogado Marlon Reis.

Gabriel tinha comprado o veículo há 2 meses. Ele se mudou de onde morava porque ele pertence à família de uma das agressoras. Com medo, ele foi acompanhado pela polícia para retirar seus pertences de lá.

“Foi aqui que eu achei que iria morrer. É no momento que ele sobe em cima de mim, junto com ela, com os joelhos… Ali é sufocante, porque ela manda ele me imobilizar, pisando no meu pescoço. Eu me senti sem ar”, relatou a vítima ao Fantástico.

Gabriel discursa em ato em apoio a ele e por justiça realizado em Açailândia  - Marlon Reis/Divulgação - Marlon Reis/Divulgação
Gabriel discursa em ato em apoio a ele e por justiça realizado em Açailândia
Alex: COM LULA BRASIL
@Alex_Skdb
#FogoNosRacistas Casal de Brancos racistas de Açailândia , Maranhão, agride jovem negro que estava dentro do próprio carro. Este homem é Jhonnatan Silva Barbosa, já foi condenado por assassinato e jamais foi preso. A mulher se diz dentista e se chama Ana Paula Vidal.
03
Jan22

Repúdio às declarações do Delegado Rhudson Barcelos

Talis Andrade

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GUANAMBI-BA: Mãe e filha assassinadas a pedradas quando faziam caminhada 

 

A Associação Juízes para a Democracia – AJD vem a público externar seu repúdio e indignação em face das declarações do Delegado de Polícia Civil, Rhudson Barcelos, emitidas em entrevista coletiva, realizada no dia 14/12/2021, à imprensa local da cidade Guanambi. O Delegado, que até então estava à frente das investigações de crimes de homicídio praticados em face de Alcione Malheiros, 42 anos e de sua filha, Ana Julia Teixeira, de 16 anos, afirmou: “não houve premeditação. Ele não tinha a intenção de praticar o estupro específico contra as vítimas. Foi uma questão de coincidência, quando ele saiu do trabalho, (...) se deparou com as duas, com aquelas roupas de malhação, de caminhada, obviamente chamando atenção. Ele disse que daí começou a ter desejo sexual e as seguiu.” 

 
Sem entrar no mérito dos fatos e da investigação propriamente dita, a AJD vem manifestar seu repúdio e indignação em face das declarações de um agente público, integrante do sistema de justiça que, mais uma vez, naturaliza a brutalização e a pior forma de violência, que tira a vida de um ser humano, atribuindo a responsabilidade desses atos às próprias vítimas. 
 
Trata-se de prática arcaica e discriminatória, em que a violência é aceita como forma de normalização do comportamento das mulheres, com base em padrões morais preconceituosos e ultrapassados.
 
Ao afirmar que o comportamento do investigado teria sido “provocado” pelas vestimentas das vítimas, o Delegado incorpora no discurso oficial a ideia de que a violência uma resposta válida, aceita socialmente, contra corpos femininos que ousam mostrar-se no espaço público. Cuida-se de antiga e ultrapassada crença de que os corpos femininos não pertencem às próprias mulheres, mas que são propriedade pública e, portanto, podem sofrer todo tipo de abuso e violência quando não se enquadrem nos parâmetros comportamentais ditados pela sociedade patriarcal.
 
Ao tempo em que manifesta seu repúdio, a AJD conclama à reflexão por mais um ato de violência institucional de gênero, em que agentes públicos sentem-se confortáveis em emitir juízos de valor e fundamentar suas atuações com base em visões de mundo inconstitucionais e contrárias aos parâmetros internacionais de direitos humanos das mulheres.Nota de pesar emitida pela prefeitura de Guanambi após mortes de mãe e filha  — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Suspeito de matar mãe e filha no sudoeste da BA já havia sido preso após se masturbar perto de imóvel

 
 
A população de Guanambi e de toda região, foi tomada por enorme comoção e revolta, na tarde deste domingo (12), quando ocorreu um dos crimes mais brutais dos últimos tempos. O clima é de muita indignação e pedidos por justiça em decorrência da morte violenta de um mulher e sua filha que foram brutalmente assassinadas em um matagal às margens da BR-030, nas proximidades da ponte na saída para Palmas de Monte Alto.
Segundo as informações colhidas pelo O Eco, Alcione Malheiros Teixeira Ribeiro e a filha Ana Júlia de 16 anos, faziam caminhada na rodovia para logo à frente encontrarem-se com um irmão da mulher, que também estava pela região. No trajeto, dois indivíduos desconhecidos, percebendo que elas estavam sozinhas, teriam abordado as vítimas e as obrigado a entrar no mato, quando praticaram o ato criminoso e covarde. Em seguida, mataram as duas com pedradas e fugiram deixando uma das motocicletas.
 
Segundo um áudio que circula no aplicativo de mensagens WhatsApp, o irmão de Alcione, confirmou que ela saiu de casa a pé juntamente com a filha para encontrá-lo nas proximidades de uma cerâmica quando foram interceptadas pela referida dupla, que praticou o crime. “Na estrada, quando chegou na ponte, passou dois vagabundos e colocaram elas para entrar dentro do mato e mataram”, afirmou desconsolado o irmão e tio das vítimas.
 

Marco Aurélio da Silva, de 36 anos, também é suspeito de outros crimes sexuais praticados na cidade de Guanambi

 

O homem suspeito de matar mãe e filha em Guanambi, no sudoeste da Bahia, já havia sido preso em 2018 após se masturbar perto de um imóvel, mas foi solto posteriormente, segundo a Polícia Civil de Guanambi.

Ele foi identificado como Marco Aurélio da Silva, de 36 anos, e também teria praticado outros crimes sexuais na cidade. À polícia, o homem teria confessado sobre uma tentativa de estupro na zona rural de Candiba, cidade a cerca de 30 quilômetros de Guanambi.

 

22
Dez21

Homem é arrastado com corda no pescoço durante cavalgada em fazenda de prefeito do DEM no entorno da Capital do Brasil (vídeo)

Talis Andrade

 

goias homem arrastado cavalgada

por Laura Braga

Um homem teve o pescoço amarrado por uma corda e foi arrastado pelo chão durante a 2ª Edição da Cavalgada das Comitivas, que aconteceu na cidade de Alto Paraíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal (DF). Imagens registraram a cena assustadora e a Polícia Civil de Goiás investiga o caso.

O fato aconteceu no último sábado (18/12) na fazendo do prefeito da cidade, engenheiro Marcus Rinco (DEM). O local estava alugado para a empresa HC Festas e Eventos.

Por meio de um vídeo, o dono da fazendo afirmou que é comum a locação do espaço para eventos deste tipo. “Os cuidados foram tomados. Infelizmente aconteceram essas cenas bárbaras, mas quero deixar bem claro que não tem nada a ver com nossa empresa, com nossa fazenda”, afirmou Rinco.

Segundo ele, durante o evento havia segurança privada e ambulâncias disponíveis.

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) abriu inquérito para apurar o caso, que está sob responsabilidade da delegada Bárbara Buttini. 

Marcus Rinco 25 (DEM) Candidato a Prefeito | Eleições 2020

Os Rincos dominam a cidade. 

Família do torturado quer Justiça

Por Millena Barbosa e Michel Gomes

O pai do garoto, que preferiu não se identificar, disse que a situação abalou bastante a família. Ele conta que o filho não consegue parar de chorar.

 

O público batia palma. Depois de arrastar ele, o jogaram em uma vala. A gente é humilde, mas somos seres humanos. Ele tem pai, tem família, tem gente por ele. É revoltante ver o que aconteceu com o meu filho", afirmou.

 

O advogado e primo da vítima denuncia ainda que, depois de ser levado pelo Samu até o hospital, a unidade de saúde negou atendimento para o jovem, já que ele estava sem documento pessoal. O parente afirma que o garoto teve que andar 2 km até a casa que mora, onde encontrou amigos que o ajudaram.

"Os amigos que o encontraram na rua desmaiando e vomitando. Pegaram ele, deram banho e o levaram para o hospital de novo. Só assim ele foi atendido (...) Foi um sistema de saúde falho, que viu ele naquela situação e simplesmente não fez nada", afirmou.

Em relação a denúncia feita pela família sobre falta de atendimento, a Prefeitura de Alto Paraíso de Goiás informou que o jovem deu entrada na unidade médica sozinho e saiu contra a orientação dos médicos. O comunicado diz ainda que ele retornou acompanhado e foi atendido. Vale relembrar que a vítima foi torturada na fazenda do prefeito Marcus Rinco. 

 

03
Dez21

PMs são indiciados por morte de jovem com câncer que foi agredido durante abordagem em Goiânia

Talis Andrade

Chris Wallace, de 24 anos, morreu após abordagem de PMs em Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução

Chris Wallace, de 24 anos, morreu após abordagem brutal e criminosa de PMs em Goiânia, Goiás 

 

 

 

Por Rafael Oliveira e Ramón Lacerda, g1 

A Polícia Civil pediu a prisão preventiva e indiciou por homicídio dois policiais militares pela morte do barbeiro Chris Wallace da Silva, de 24 anos, que tinha câncer e morreu seis dias após ser abordado por eles na rua de casa, em Goiânia.

Segundo o delegado Ernane Cázer, que concluiu a investigação, o rapaz foi agredido durante a abordagem. [Que sábia conclusão]

A defesa dos PMs Bruno Rafael da Silva e Wilson Luiz Pereira de Brito Júnior disse que o pedido de prisão é prematuro, já que [os moços ] não foram denunciados e ainda não tem uma ação penal em andamento. [Eta polícia lenta e cara] Os PMs têm residência fixa, segundo a defesa, e não há elementos que demonstrem que a liberdade deles representa risco ao processo. [os moços tão delicados, que parecem femininos]

O delegado argumenta no inquérito que, durante a abordagem, os PMs assumiram o risco da morte de Chris Wallace, mesmo sem intenção, e que o laudo cadavérico apontou várias lesões por ação contundente, que causou um traumatismo craniano, provocado pela violência empregada na abordagem. [Sem intenção de matar... Sem intenção...] 

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