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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

03
Dez20

O dedo podre de Sergio Moro para novos empregos

Talis Andrade

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Por Diogo Schelp

Tem gente com dedo podre para relacionamentos. Recorrentemente, escolhe namorar com pessoas que depois se revelam tóxicas, abusivas ou ciumentas. As coisas acabam sempre mal, com brigas, decepções e ódio eterno. Sergio Moro, ex-juiz e ex-ministro da Justiça, por sua vez, ao ser anunciado esta semana como sócio-diretor da consultoria Alvarez & Marsal, demonstrou ter dedo podre para novos empregos.

Uma decisão desastrosa de gestão de carreira pode ser colocada na conta do azar ou de equívoco eventual. Duas seguidas já caracterizam comportamento recorrente.

A primeira vez em que o dedo podre de Moro para empregos entrou em ação foi em 2018, quando ele abandonou a carreira de juiz federal, do alto da sua fama por ter sido o responsável pelos julgamentos da Operação Lava Jato em Curitiba, para compor o gabinete ministerial do então recém-eleito presidente Jair Bolsonaro, na pasta de Justiça e Segurança Pública.

A&M e o “vale-tudo” em processos

É preciso diferenciar os serviços que a Alvarez & Marsal presta às empresas. A consultoria foi contratada como administradora nos processos de recuperação judicial da Odebrecht e da OAS. Trata-se de uma função burocrática, de interface entre a empresa que tenta evitar a falência e seus credores. A administradora judicial garante, por exemplo, o fluxo de informação entre empresa e credores, organiza assembleias para aprovação dos planos de recuperação, etc.

Mas a administradora judicial não se envolve diretamente nas estratégias de gestão da empresa em recuperação. Isso a Alvarez & Marsal faz, por exemplo, junto à Queiroz Galvão, que contratou a consultoria para cuidar de sua reestruturação financeira. Aí, sim, o risco de conflito de interesses se torna mais presente, pois cabe à consultoria aconselhar, definir estratégias, decidir como cortar custos, como se proteger de processos judiciais futuros e como enfrentar os credores.

Os consultores da Alvarez & Marsal são conhecidos no mercado pelas técnicas de vale-tudo com que buscam atingir suas metas — dentro das regras legais, mas com muito dedo no olho, puxão de cabelo e golpes pelas costas.

Editora Abril

Um exemplo emblemático foi a estratégia elaborada pela Alvarez & Marsal para a recuperação judicial da Editora Abril, em 2018. Os donos da empresa entregaram a administração do grupo para a Alvarez & Marsal em julho daquele ano, para fazer uma “reestruturação operacional”. Um mês depois, a Abril demitiu 804 funcionários e, após dez dias, entrou com pedido de recuperação judicial — antes de encerrado o prazo para pagar as indenizações trabalhistas. Com isso, não precisou pagá-las.

Ou seja, a Alvarez & Marsal desenvolveu uma estratégia, inédita no Brasil, de fazer uma demissão em massa seguida de calote trabalhista em massa, pois a partir do pedido na Justiça nenhuma dívida podia ser cobrada fora do processo de recuperação judicial. Uma manobra supostamente legal, mas definitivamente imoral.

Mais de 400 colaboradores que haviam sido demitidos antes e que estavam recebendo suas indenizações parceladas também levaram calote. Ex-funcionários morreram antes de receber seus direitos. Operários da gráfica ficaram sem ter do que viver. Muitos entraram em depressão.

Conheço bem essa história pois fui um dos mais de 1200 credores trabalhistas da recuperação judicial da Abril. Nos bastidores, os consultores da Alvarez & Marsal comportavam-se mal, muito mal. Executivos e diretores de redação eram recebidos com escárnio e arrogância pelos representantes da consultoria, que comemoravam abrindo garrafas de espumante quando alguém pedia demissão ou quando uma das etapas do seu plano para espremer os centavos dos funcionários demitidos era cumprida conforme o previsto.

Essa é a cultura da nova casa do ex-juiz Sergio Moro. Ele diz que vai ajudar as empresas “a fazer a coisa certa”. Espera-se que consiga. (Transcrevi trechos)

01
Dez20

Moro muda para Washington depois de destruir o país em aliança com FBI

Talis Andrade

vitor-teixeira moro lava jato demolidor .jpg

 

247 - Sergio Moro está de mudança para Washington. É o que está previsto no contrato milionário que fechou para ser diretor da consultoria estadunidense Alvarez & Marsal, informa Lauro Jardim. Em Washington fica a sede do FBI, o  Federal Bureau of Investigation, com quem a Operação Lava Jato firmou um acordo ilegal para investigações de caráter persecutório contra a esquerda e empresas brasileiras, em especial o ex-presidente Lula e a Odebrecht.

Depois de destruir a Odebrecht, que de líder da engenharia nacional com projeção global tornou-se uma empresa em recuperação judicial, Moro foi contratada pela Alvarez & Marsal, que está lidando com os escombros da empresa brasileira. 

Coincidentemente, em Washington está a sede do FBI, com quem a Lava Jato, liderada pelo ex-juiz em parceria com o procurador Deltan Dallagnol, firmou um acordo de cooperação ilegal, conforme reconhecido oficialmente pelo Ministério da Justiça aos advogados de Lula dias atrás. O Ministério da Justiça confirmou à defesa de Lula que não há nenhum documento nas dependências da pasta que formalize a cooperação entre procuradores norte-americanos e brasileiros no processo do triplex do Guarujá, que levou o ex-presidente Lula a ser condenado e preso. Em 18 de março de 2019, como ministro, Sergio Moro foi a Washington com Jair Bolsonaro e reuniu-se com o diretor do FBI, Christopher Wray, conforme informação oficial do governo Bolsonaro. De maneira humilhante, estranha, esquisita, Moro foi à CIA - esta visita não constou da agenda oficial

30
Nov20

“Ida de Moro para consultoria americana revela promiscuidade sem limites”

Talis Andrade
 
Reinaldo Azevedo
@reinaldoazevedo
nas teias do MPF em razão daquele incansável serviço de combate à corrupção da Lava Jato, que, segundo o ministro Luiz Fux, há de durar para sempre? Bem, então já sabe o caminho. É a A&M. Moro é o mal e também é a cura. (...) íntegra no noticias.uol.com.br/colunas/reinal
Reinaldo Azevedo - Moro vira sócio de americanos que ajudam empresas investigadas. Entenderam?
A notícia mais, como posso dizer, especiosa desta segunda, em razão de fatos ocorridos no ...
noticias.uol.com.br
Reinaldo Azevedo
@reinaldoazevedo
E por que uma empresa como a A&M contrata Sergio Moro? Ora, quem conhece mais os arcanos das empresas enroladas em investigação do que ele? Quem tem mais trânsito neste submundo — aplico a palavra no sentido de um mundo particular, à parte — que mistura procuradores, policiais

247 - O jornalista Paulo Moreira Leite, colunista do Brasil 247 e da TV 247, criticou, no programa Bom Dia 247, a decisão do ex-juiz Sergio Moro de se tornar sócio da consultoria estadunidense Alvarez & Marsal, que atua em processos de recuperação judicial de grandes empresas, como a Odebrecht e a OAS. “Isso revela a promiscuidade sem limites da Lava Jato”, diz PML, que escreveu o livro “A outra história da Lava Jato”. Segundo ele, há um claro conflito de interesses e Moro vai agora atuar na recuperação de empresas que ele próprio ajudou a quebrar.

Jandira Feghali 
@jandira_feghali
E Moro virou sócio de empresa americana que atua na recuperação judicial de empresas brasileiras quebradas pela Lava Jato. Primeiro você quebra diversas empresas brasileiras, depois você ganha dinheiro para atuar na recuperação delas. A cara nem arde.
 
Marco da Silva 
@marserafim
Pensei que ele tivesse sido juiz da 13° vara federal de Curitiba.
"Especialista na liderança de investigações anticorrupção complexas" não é uma tarefa de juiz, na verdade é uma confissão de culpa!
Léo
@Leo_Placido
Replying to
Agora achar que esse senhor teria o poder de fazer o que fez sozinho, sem uma força invisível muito poderosa agindo é acreditar em duende. Essa história me lembra o livro que li “O Papa Negro” do escritor Ernesto Mezzabota.
30
Nov20

Com que roupa Moro vai para a Alvarez & Marsal?

Talis Andrade

moro empresario.jpg

 

Sergio Moro é sócio ou empregado da Alvarez & Marsal (A&M), com sede nos Estados Unidos?

Sócio? Entrou com nada? Só coa cara e as mãos finas, macias, bobas e vazias? 

Fica explicado porque ministros do STF - os três reis Luís de Oropa França e Bahia - morrem de amores pela Lava Jato, a grife dos garotos dourados.

247 - Contratado para ser sócio da consultoria Alvarez & Marsal (A&M), com sede nos Estados Unidos, o ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro, Sérgio Moro.

Alvarez & Marsal é uma empresa global de serviços profissionais notável por seu trabalho em gerenciamento de recuperação e melhoria de desempenho de uma série de empresas de grande porte, tanto nos ... Wikipedia (inglês)
 
Fundação1983
 
AlixPartners
 
AlixPartners
FTI Consulting
 
FTI Consulting
Oliver Wyman
 
Oliver Wyman
Accenture
 
Jornal O Globo
@JornalOGlobo
Moro vira sócio em consultoria que administra recuperação judicial da Odebrecht e da OAS
Aisha 
@Aisha_com_vida
Moro já tem apelido na Odebrecht? Um daqueles apelidos que nunca se soube de quem era...
Delegado M Quezado
@MarcosQuezado1
Moro se torna sócio de empresa que trabalha para Odebrecht. 30 NOV 2020 Ex-magistrado deve trabalhar na áreas de prevenção de fraude e corrupção.
Ciro Gomes
@cirogomes
Malandrão! Sérgio Moro agora é sócio-diretor da empresa que trabalha na defesa da Odebrecht, empreiteira investigada pela Lava Jato. Mais uma vez, Moro fica sob a luz difusa do abajur lilás com discursos de integridade e anticorrupção. O povo brasileiro está atento!
Sylvio Lincoln Jr
@SylvioLincoln
SERGIO MORO MR. BIOGRAFIA, SÓCIO DIRETOR DA ODEBRECHT? youtu.be/YZB9xdXhjh4 via
SERGIO MORO MR. BIOGRAFIA, SÓCIO DIRETOR DA ODEBRECHT?
***** APOIE O CANAL***** FAÇA VIA DEPÓSITO:BANCO: CAIXA ECONÔMICA FEDERALCONTA: 55946-7AGÊNCIA: 0428OPERAÇÃO: 013FELIPE PEDROZO SALDANHA***** LOJINHA DO ENDI...
youtube.com
zan
@zanuja_cbranco
Então ficamos assim. O procurador que fez o acordo com o Joesley e sua JBS foi trabalhar para......JBS O Moro q quebrou a Odebrecht e fez o acordo de delação, inclusive taxando a empresa de máfia,está a partir de hj trabalhando para.... Odebrecht
Ewerton Carvalho
@AdvogadoEwerton
Gente, e o SÉRGIO MORO que acaba de ser tornar sócio da A&M, que administra a recuperação judicial da Odebrecht e OAS, empresa que ELE MESMO AJUDOU A QUEBRAR rs O pobre se errar uma caixa na linha de produção é demitido por JC. Privilégio branco, a gente vê por aqui rs
Estadão
@Estadao
Moro diz que entra como sócio em consultoria americana ‘para ajudar as empresas a fazer coisa certa’ e nega ‘conflito de interesses’; Empresa atua no processo de recuperação da Odebrecht
 

Com Que Roupa?

Agora vou mudar minha conduta
Eu vou pra luta, pois eu quero me aprumar
Vou tratar você com a força bruta
Pra poder me reabilitar
Pois esta vida não está sopa
E eu pergunto com que roupa
Com que roupa que eu vou
Pro samba que você me convidou
Com que roupa que eu vou
Pro samba que você me convidou
Agora eu não ando mais fagueiro
Pois o dinheiro não é fácil de ganhar
Mesmo eu sendo um cabra trapaceiro
Não consigo ter nem pra gastar
Eu já corri de vento em popa
Mas agora com que roupa
Com que roupa que eu vou
Pro samba que você me convidou
Com que roupa que eu vou
Pro samba que você me convidou
Eu hoje estou pulando como sapo
Pra ver se escapo…
https://www.youtube.com/results?search_query=com+que+roupa+noel+rosa
21
Nov20

Moro trabalha para bilionário investigado por corrupção

Talis Andrade

 

247 - Ex-juiz da Lava Jato, ex-ministro de Jair Bolsonaro e suposto símbolo de combate à corrupção, Sergio Moro está trabalhando para um bilionário de Israel investigado por suspeitas de corromper governantes, lavar dinheiro, sonegar impostos e violar direitos humanos e leis ambientais, de acordo com revelação do site Intercept Brasil.Beny Steinmetz in court, Monday 14, 2017.

Benjamin "Beny" Steinmetz, cliente de Moro, atua na área de mineração e já foi preso na Suíça e Israel e investigado pelo FBI. 

O serviço de Moro, requisitado pelo próprio bilionário, consiste na elaboração de um parecer jurídico, que, segundo o Intercept, trata-se de "um diagnóstico sobre uma questão legal ou do direito, das provas existentes num caso e das leis sob as quais ele será avaliado". O parecer elaborado por Moro lhe renderá R$ 750 mil.

 

18
Nov20

Pai, irmão e cunhada da bolsonarista Zambelli não se elegem

Talis Andrade

 

zambelli familia nepotismo eleitoral.jpg

 

Para levar vantagem em tudo, e imitar o mito, a deputada federal Carla Zambelli lançou candidaturas familiares para mamar nas burras do Estado. 

Tal como acontece com Bolsonaro pai, presidente Zero Zero, que elege: o filho mais velho Flavio Bolsonaro 01 senador, o segundo filho Carlos Bolsonaro 02 vereador do Rio de Janeiro, o terceiro filho Eduardo Bolsonaro 03 deputado federal por São Paulo.

Rogeria Bolsonaro, mãe dos marmanjos, candidata a vereador, foi derrotada no dia 15 último, pelos eleitores cariocas. 

Clã Zambelli

A bolsonarista Zambelli, afilhada de Sergio Moro, justifica:

zambelli.jpeg

Esse nepotismo eleitoral constitui uma mamata que precisa ter fim. Ser combatido pelo povo nas urnas.

Publica UOL:

Pai, irmão e cunhada da deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) bem que tentaram, mas não conseguiram se eleger durante as eleições deste ano, segundo resultados apontados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

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Em São Paulo, o seu irmão, Bruno Zambelli, se candidatou para vereador pelo PRTB. Conseguiu apenas 12.302 votos, ou 0,24%, número insuficiente para conquistar uma cadeira na Câmara Municipal.

joao-helio-salgado- zambelli.jpg

 

Também derrotado, o pai, João Hélio Salgado (Patriota), tentou uma vaga como vice-prefeito em Mairiporã, cidade localizada na Região Metropolitana de São Paulo. Ao lado de Major Paulo (Patriota), a chapa alcançou apenas 9,83% —o eleito, neste caso, foi Aladim (PSDB).

tatiana zambelli.jpeg

Tatiana Flores Zambelli.jpeg

 

A cunhada, Tatiana Flores Zambelli, também tentou uma vaga como vereadora em Mairiporã, mas não conseguiu. Registrou apenas 190 votos, ou 0,45%.

Nos três casos, a deputada federal "emprestou" a sua imagem aos candidatos de sua família, promoveu engajamento e publicou vídeos nas redes sociais pedindo votos. "O meu irmão é candidato na raça e a gente precisa da ajuda de vocês", disse ela, em um dos vídeos publicados no Instagram.

"Damos o sangue para combater as injustiças. Mas o compromisso é dele. Não é só comigo, é com você. Por transparência, por ética, pela luta dos nossos direitos e garantias individuais", completou.

Cobrou a militância

No Twitter, Zambelli demonstrou irritação com os resultados apresentados nas urnas, de forma geral, e cobrou a militância. "O que houve com os conservadores? Erramos, nos pulverizamos ou sofremos uma fraude monumental?", escreveu ela, em seu perfil.

E a reclamação de Zambelli faz sentido: além da derrota particular, os conservadores não conseguiram eleger a maioria dos prefeitos que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) apoiou nas eleições municipais —somente quatro se elegeram ou foram para o segundo turno.

Carla Zambelli
@CarlaZambelli38
O que houve com os conservadores? Erramos, nos pulverizamos ou sofremos uma fraude monumental?
08
Nov20

Ciro diz que Moro levou 16 meses para descobrir que estava “cercado de prostitutas” (vídeo)

Talis Andrade

Caneladas-Bolsonaro moro.jpg

 

por VioMundo

Durante debate na Globonews, o presidenciável Ciro Gomes questionou a tentativa do ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro de se afastar do governo Bolsonaro.

Ciro lembrou que Moro passou 16 meses no governo de extrema-direita antes de “descobrir que estava cercado de prostitutas”.

O ex-juiz deixou o governo Bolsonaro acusando o presidente de ter tentado interferir na Polícia Federal.

Antes da demissão, a esposa de Moro, muito ativa nas redes sociais, chegou a escrever que seu marido e o presidente da República eram unha e carne.

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Recentemente, o ex-juiz convidou o apresentador Luciano Huck, da TV Globo, para negociar o que seria uma “terceira via” em 2022.

Quando era o juiz da Operação Lava Jato em Curitiba, Moro condenou o ex-presidente Lula, afastando o petista das eleições de 2018.

O ex-presidente Lula reagiu assim à notícia do encontro:

Agora tentam preparar uma chapa Huck/Moro… Cada hora inventam uma coisa. A única coisa que eles não admitem voltar é o PT e o Brasil da inclusão social. Basta ver meu habeas corpus que está há dois anos esperando julgamento. Porque politicamente pra eles não é conveniente.

Às vésperas do pleito, Moro vazou a delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci, com acusações que se provaram falsas, prejudicando com o isso o candidato petista Fernando Haddad

Ainda durante a campanha, Moro negociou um cargo no governo Bolsonaro, mas agora ele tenta se caracterizar como “centrista”. 

Para o presidente do Psol, Juliano Medeiros, a esquerda deve repudiar a chapa:

Formar uma frente com Moro, Huck, Maia e outros golpistas, reabilitaria os canalhas que viabilizaram o bolsonarismo no Brasil, direta ou indiretamente. Seria um indignidade da qual o PSOL jamais tomará parte. Devemos construir uma alternativa de esquerda. Não estamos nos EUA.

Moro e Huck, obviamente, contam com o apoio de uma das famílias mais ricas do Brasil, os Marinho, donos do Grupo Globo

 

29
Out20

Caso Ronaldinho: Moro expõe interferência estranha ao Paraguai

Talis Andrade

embaixador turismo ronaldinho.jpg

 

 

por Moisés Mendes

Sergio Moro, o simplório, não pode mais conversar com o ministro do Interior do Paraguai. Tudo ou quase tudo que eles conversam por telefone e por mensagens é revelado à imprensa por Euclides Acevedo.

O ministro já informou que Moro liga várias vezes ao dia para seu gabinete para saber de Ronaldinho Gaúcho. Que Moro pergunta se uma fiança resolveria a questão. Se os irmãos Assis estão sendo bem tratados. Se há previsão de libertação.

Acevedo divulgou nos jornais uma confidência comprometedora para o ex-juiz. Disse que Moro demonstrou nessas conversas sua inconformidade  com a decisão do Paraguai de prender o jogador.

Acevedo dá entrevistas para jornais, rádios e TVs, porque, se titubear, poderá se enredar no redemoinho de suspeitas em torno do caso.

Seu assessor jurídico e homem de confiança, o ex-chanceler Rubén Melgarejo Lanzoni, pediu demissão porque seu escritório de advocacia estaria tratando do caso.

Acevedo não pode cometer movimentos em falso e guardar segredo das conversas com Moro. Um promotor também foi afastado das investigações e há suspeitas de que setores da polícia podem ter agido para facilitar a saída de Ronaldinho do país.

Segundo o jornal ABC Color, há ainda contra o próprio Acevedo a acusação de que ele já sabia, muito antes da batida dos policiais no hotel, que Ronaldinho e Assis tinham passaportes paraguaios.

A participação de Moro não está encerrada com as ligações diárias, feitas “muitas vezes”, segundo Acevedo, para - pelo que o ministro paraguaio sugere - manter as autoridades do país sob pressão.

A missão de defender o jogador pode se aprofundar, porque o ex-juiz estará em Assunção em missão oficial, para intercâmbios na área penitenciária, nos dias 26 e 27. Poderá, se quiser, visitar o embaixador do turismo do Brasil na cadeia e dizer que acompanha seu caso, o que seria apenas mais um vexame do ex-chefe da Lava-Jato.

Um ministro da Justiça não precisa, como denunciou Acevedo com alguma sutileza, ficar telefonando e enviando mensagens para autoridades de outro país para saber o que se passa com um jogador de futebol encarcerado sob suspeita de lavagem de dinheiro.
O titulo de embaixador de Ronaldinho é menos do que honorífico, é apenas um adereço bolsonarista sem valor nenhum. 

Moro expõe uma interferência estranha num caso de repercussão internacional. O Paraguai faz questão de usar o episódio a seu favor, mostrando ao mundo que, ao contrário do estigma que carrega, não quer mais compactuar com grupos mafiosos.

É a chance de fazer marketing. Mas o ex-juiz acha que pode tudo. Um debochado poderia dizer que Sergio Moro acha que o Paraguai é o Brasil.

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Editado em 10 de março de 2020.

24
Out20

Berço de ouro, mentalidade autoritária: a “árvore genealógica” da Lava Jato

Talis Andrade

contextos históricos: Atividade sobre o Nepotismo

 

DE PAI PARA FILHO

Daniel Giovanaz entrevista Ricardo Costa de Oliveira
 

Rafael Braga foi o único brasileiro preso nas manifestações de junho de 2013. Negro, pobre e morador de favela, o ex-catador de material reciclável foi condenado a 11 anos e três meses de prisão pelo suposto porte de maconha, cocaína e material explosivo. Quatro anos depois, não resta comprovado que, naquele dia, Rafael levava consigo algo além de produtos de limpeza. Ele continua preso, à espera de um novo julgamento.

Breno Borges, filho da desembargadora Tânia Borges, teve melhor sorte. Flagrado no dia 8 de abril com 129 quilos de maconha e 270 munições, além de uma arma sem autorização, o jovem branco foi julgado e solto em menos de uma semana. A mãe dele, presidenta do Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso do Sul, é investigada por favorecimento na libertação do filho.

Os vínculos familiares são determinantes para se entender as dinâmicas dos campos político e judiciário no Brasil. Professor do Departamento de Ciência Política e Sociologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Ricardo Costa de Oliveira afirma que a origem social dos indivíduos está relacionada a uma série de privilégios, hábitos e visões de mundo compartilhadas.

A última pesquisa dele foi publicada esta semana na revista Núcleo de Estudos Paranaenses (NEP). O artigo “Prosopografia familiar da operação Lava Jato e do ministério Temer” foi assinado em conjunto com outros três pesquisadores: José Marciano Monteiro, Mônica Helena Harrich Silva Goulart e Ana Christina Vanali.

De pai para filho

O texto apresenta uma biografia coletiva do juiz de primeira instância Sérgio Moro, dos 14 membros da força-tarefa nomeados pela Procuradoria-Geral da República e de oito delegados da Polícia Federal que atuam no caso, além de ministros indicados pelo presidente golpista Michel Temer (PMDB).

O aspecto mais relevante do artigo diz respeito aos vínculos da operação Lava Jato com a elite econômica do Paraná. “Este seleto grupo de indivíduos forma parte do 1% mais rico no Brasil, e muitos até mesmo do 0,1% mais rico em termos de rendas”, descrevem os pesquisadores.

Políticos defensores da ditadura civil-militar e indivíduos que atuaram no sistema de justiça durante o regime também aparecem na “árvore genealógica” da Lava Jato. O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, por exemplo, é “filho do ex-deputado estadual da ARENA Osvaldo dos Santos Lima, promotor, vice-prefeito em Apucarana e presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, em 1973, no auge da ditadura, quando as pessoas não podiam votar e nem debater livremente”, segundo o texto. O pai de Carlos Fernando, assim como os irmãos, Luiz José e Paulo Ovídio, também atuaram como procuradores no Paraná.

O professor Ricardo Costa de Oliveira conversou com a reportagem do Brasil de Fato e debateu os resultados da pesquisa. Confira os melhores momentos da entrevista:

 

Brasil de Fato - O que há em comum na biografia de todos os personagens da operação Lava Jato analisados no artigo?

Ricardo Costa de Oliveira - Todos eles pertencem à alta burocracia estatal. Há alguns, da magistratura ou do Ministério Público, que ganham acima do teto [salarial do funcionalismo público, equivalente a R$ 33,7 mil por mês]. Com suas esposas e companheiras, eles estão situados no 0,1% mais ricos do país.

Quase todos são casados com operadores políticos, ou do Direito. Você só entende os nomes entendendo a família. É uma unidade familiar que opera juridicamente, opera politicamente.

 

O juiz de primeira instância Sérgio Moro é um desses exemplos?

O juiz Moro é filho de um professor universitário, mas também é parente de um desembargador já falecido, o Hildebrando Moro. A mulher do Moro, a Rosângela [Wolff], é advogada e prima do Rafael Greca de Macedo [prefeito de Curitiba]. Ela pertence a essa importante família política e jurídica do Paraná, que é o grande clã Macedo, e também é parente de dois desembargadores.

 

O artigo ressalta as coincidências entre a Lava Jato e o caso Banestado [que investigou o envio ilegal de 28 bilhões de dólares ao exterior]. Como isso ajuda a entender o papel da força-tarefa e do Judiciário nas investigações sobre os contratos da Petrobras?

Boa parte deles também estiveram no [caso] Banestado. Foi uma operação que desviou muito dinheiro e apresentou uma grande impunidade, ao contrário de outros momentos. Até porque era outra conjuntura, outros atores políticos que foram investigados.

O [procurador] Celso Tres era um dos maiores especialistas nessas questões. Por que ele não foi convidado para entrar na Lava Jato? Porque ele não tinha a homogeneidade político-ideológica que essa equipe tem. É uma equipe que foi preparada para essa tarefa, não apenas jurídica, mas também política - que na nossa leitura, é a perseguição, lawfare [“guerra jurídica”] à esquerda, ao Partido dos Trabalhadores, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Em relação aos vínculos com a ditadura civil-militar [1964-1985], quais foram as constatações mais relevantes da pesquisa?

Os operadores da Lava Jato, bem como os jovens ministros do governo Temer, são de famílias políticas. E os pais trabalharam, defenderam, reproduziram e atuaram na ditadura militar. Os filhos herdam a mesma mentalidade autoritária, o elitismo, o ódio de classe contra o PT.

Como pertencem ao 1% mais rico, eles sempre tiveram uma vida muito luxuosa e beneficiada [pelas condições econômicas]. Estudaram em escolas de elite, vivem em ambientes luxuosos, estudaram Direito, depois fizeram concursos, com muito sucesso. Quando você tem pais no sistema, você tem facilidades.

 

Por que incluir na mesma pesquisa os operadores da Lava Jato e os ministros nomeados por Michel Temer?

Há uma conexão, no sentido de que é a mesma ação política da classe dominante.  Eles operam em rede. Há uma coordenação.

Por isso que é uma prosopografia [biografia coletiva]. Eles são originários da mesma classe social, do mesmo círculo social, e eles transitam nos mesmos ambientes empresariais, elitizados.

O juiz Sérgio Moro, por exemplo: onde é que ele atua quando está em público? Em grandes publicações da mídia dominante burguesa, quando ele está muitas vezes abraçado, cumprimentando efusivamente os membros do golpe [de 2016]. Você vai ver um juiz ou um membro da Lava Jato num acampamento sem-terra? Ou num órgão alternativo da mídia, num sindicato de trabalhadores de categorias braçais e manuais? Jamais.

Tudo em família

Coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol é filho de outro procurador de Justiça, Agenor Dallagnol. O procurador Andrey Borges de Mendonça, que também atua na operação, é irmão do procurador Yuri Borges de Mendonça. Outro membro da força-tarefa, Diogo Castor de Mattos, é filho de um ex-procurador de Justiça, Delivar Tadeu de Mattos. O tio de Diogo, Belmiro Jobim Castor, foi secretário de Estado várias vezes no Paraná nos anos 1970 e 1980.

O escritório de advocacia Delivar de Mattos & Castor é dos mais conhecidos do Paraná. Nele também atuam os irmãos Rodrigo Castor de Mattos e Analice Castor de Mattos.

Os vínculos familiares de Gebran Neto

Amigo e admirador confesso de Sérgio Moro, João Pedro Gebran Neto é um dos desembargadores da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Ele será o relator do processo conhecido como “caso triplex”, em segunda instância, cujo réu é o ex-presidente Lula (PT).

Segundo pesquisa do professor Ricardo Costa de Oliveira, o desembargador que atua no Rio Grande do Sul é filho de Antonio Sebastião da Cunha Gebran e neto de João Pedro Gebran, ex-diretores-gerais da Assembleia Legislativa do Paraná nos anos 1950 e 1970.

O casamento de João Pedro Gebran, em 1924, foi o acontecimento que abriu as portas da família junto à classe dominante paranaense. Foi quando eles passaram a ter relações com a antiga rede social e política de sua esposa, Francisca Cunha, filha do coronel Francisco Cunha, prefeito da Lapa na República Velha.

O avô do coronel Cunha era o comendador Manuel Antonio da Cunha, primeiro prefeito da Lapa, em 1833, casado com a filha do 1º capitão-mor da Lapa, o português Francisco Teixeira Coelho. Todas, famílias com origens históricas no latifúndio escravista, aparentadas entre si - tais como a família Braga, do ex-governador Ney Braga, e a família Lacerda, do ex-reitor e ministro da Educação do início da ditadura, Flávio Suplicy de Lacerda.

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Este material, publicada 10 de agosto de 2017 no portal Brasil de Fato, faz parte da cobertura especial da operação Lava Jato. Clique aqui para ter acesso a outros materiais produzidos sobre o tema.

15
Out20

Polarização Lula-Bolsonaro é sinuca de bico para o sistema

Talis Andrade

John-Holcroft- elite casa grande sociedade.jpg

 

Por Gustavo Conde

A indigência prossegue. As elites brasileiras e os grandes jornais continuam apoiando Bolsonaro e fingindo que não apoiam. É o mesmo protocolo usado quando o PT era governo: eles atacavam o PT e a democracia e fingiam que estavam sendo técnicos, imparciais e republicanos.

O Brasil não é para amadores e o jornalismo brasileiro idem. É para profissionais. Aliás, eles gostam de ser chamados assim: jornalismo profissional.

Profissional em obedecer o patrão, profissional em criminalizar a política, profissional na autodomesticação disciplinada que se refestela na prepotência e no arbítrio.

Para não dizerem que não dou margem ao contraditório – e que pratico o mesmo jornalismo de cabresto desses arautos da dissimulação editorial – menciono uma excelente matéria publicada no jornal Folha de S. Paulo de ontem, assinada por Flávio Ferreira.

Trata-se da reportagem sobre a avalanche de processos que recaem sobre o escritor João Paulo Cuenca, muito provavelmente orquestrados pela Igreja Universal. A reportagem é equilibrada e faz jus ao conceito “jornalismo investigativo”. Ouviu todas as partes e não pendeu para nenhuma delas, oferecendo ao leitor a oportunidade de constituir juízo de valor e de, igualmente, ponderar e aguardar desdobramentos sem incitações editoriais de ódio.

A exceção faz a regra. Se a Folha, por exemplo, tratasse dos processos contra Lula com essa mesma integridade, certamente não teríamos Bolsonaro a nos destruir enquanto país, enquanto povo, enquanto economia e enquanto natureza neste preciso momento.

Há portanto, jornalistas íntegros e jornalismo responsável, mesmo nos grandes jornais. O que não há é o ‘negócio do jornalismo’ íntegro – seria ingenuidade demais acreditar que houvesse (nem os publishers acreditam nessa lorota que, para eles, é ‘moralista’).

O fato relevante, no entanto – e a despeito de toda essa precarização e covardia embutidos em nosso modo institucional de conceber a produção de informação – é o alinhamento sub reptício das elites brasileiras (cuja voz está incrustada em nosso jornalismo profissional) ao projeto Bolsonaro 2022.

Como Bolsonaro é o produto mais bem acabado deste jornalismo de guerra, a aliança ontológica entre as duas entidades consagra apenas o curso natural da história.

A equação é até simples: já que Bolsonaro não aceitou a total domesticação imposta por esses grupos de mídia, bastou e bastará reorganizar a narrativa: os arroubos verbais apopléticos consagrando tortura, morte e genocídio serão “faceta folclórica” de sua excelência, o verme.

Serão apenas um lado cômico e perturbador do ‘presidente’ e da representação política que simboliza o pós-PT, esse escândalo de democracia e soberania popular que alçou o Brasil a uma das maiores potências do mundo e que, agora, é apenas uma vaga lembrança do passado.

Não se avexem com tal prognóstico (ele é enunciado por mim para que lutemos, não para que nos acovardemos). A movimentação nas elites e no jornalismo de cabresto é forte. Eles perceberam, enfim, que as possibilidades de João Doria, Luciano Huck e Sergio Moro escoaram pelo ralo insidioso os cenários imprevisíveis pós-golpes.

À elite e a esse jornalismo não há mais opções. É Bolsonaro ou Bolsonaro. A alternativa à sequência de horrores seria o PT, mas tais segmentos são prepotentes demais para enfiar a viola no saco e reconhecer que, se há algum líder político anti-Bolsonaro nesse país, esse líder é Lula.

A evidência olímpica a essa percepção é o empuxo narrativo em todas as colunas editorializadas dos grandes jornais. Ali, “Bolsonaro se aproxima do centrão” e “ocupa o lugar de Huck, Doria e Moro”.

Eles enunciam essa fatalidade quase em tom de lamento – é divertido ler.

Isso significa duas coisas: 1) que eles não têm candidato para 2022, e 2) que entre PT e Bolsonaro, mais uma vez, eles escolherão Bolsonaro.

Isso é motivo para lamentarmos ou comemorarmos?

Depende.

Se for para julgar e processar o papel histórico da imprensa brasileira, é para lamentar aos prantos. É uma vergonha muito grande ver os grandes jornais de um país supostamente republicano apoiando um genocida confesso e mentiroso obsessivo.

Mas se for para interpretar o fenômeno à luz da história e dos desdobramentos eleitorais, abram a champagne: os setores anti-democrático estão assaz demarcados com Bolsonaro: elites e jornalismo de cativeiro de um lado e Lula, PT e defensores da soberania e do meio ambiente do outro.

É a tal da ‘polarização’ tão temida e combatida por esta imprensa cativa: eles temem a polarização porque a polarização evidencia quem é quem – e fortalece um campo democrático ‘desambiguado’, longe das contemporizações frenteamplistas e das suavizações intelectuais.

O jogo, meus caros, neste sentido, está bom. Tudo se orienta para uma eleição hiper polarizada em 2022 entre PT e Bolsonaro. O centro, povoado pelo bolsonarismo, antes de representar uma ameaça, representa uma fragilidade (para a direita): não há muito como maquiar Bolsonaro. Sempre estará à mão suas declarações-atrocidades, sua índole fascista e sua vocação familiar a práticas corruptas e criminosas.

Pari passu, estará a enxurrada de absolvições de Lula e de dirigentes do PT, bem como a execração nacional e internacional de Sergio Moro.

O bom da história e da civilização, mesmo sendo elas tão violentas e pró sistêmicas, é que elas são relativamente espontâneas e não atendem a desejos classistas nem a percepções intuitivas contaminadas com os pressupostos neoliberais.

Muitos marxistas nem suspeitam, mas a história atende às demandas simbólicas – linguísticas e semânticas – da própria história, não da dimensão que a oprime e controla, como o mercado financeiro e os grupos empresariais de mídia.

Se assim o fosse, Lula jamais teria chegado à presidência da República.

É bom lembrarmos disso antes de destilarmos nossos pessimismos e ceticismos de ocasião: historicamente, quem está encurralado é o bolsonarismo nativo e o jornalismo cativo, cânceres da mesma cepa, frutos do mesmo ódio, sobras da mesma xepa.

 

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