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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

01
Mai20

"A Lava-Jato é a mãe do bolsonarismo", diz Gilmar Mendes

Talis Andrade

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Em entrevista ao Timeline na manhã desta sexta-feira (1º), o ministro Gilmar Mendes apontou observações em relação à crise na política brasileira atual, engrandecida pela pandemia de coronavírus. Questionado sobre a hipótese de impeachment do presidente Jair Bolsonaro, Mendes afirmou não haver muitas conversas sobre tal possibilidade. 

— Como o país enfrentaria um impeachment agora? É muito cedo, é preciso aguardar. Neste momento, não há uma insistência, impeachment parece uma palavra banida do vocabulário — disse.

O ministro acredita que o tema, muito discutido em meio à atuação de Bolsonaro durante a pandemia, é uma "ampla construção desses anos todos, uma verbalização que vinha de Curitiba e da Lava-Jato". Nesse contexto, ele ainda afirmou que considera a Lava-Jato a "mãe do bolsonarismo", e que é necessário ter mais cautela para a análise de todas as informações que ainda serão trazidas pelo ex-ministro da Justiça, Sergio Moro

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As escolhas de Moro, de acordo com Mendes, foram arriscadas, principalmente porque o ex-ministro estava "muito próximo desse movimento político" (bolsonarista). Mendes destacou que Moro teve "sucessivas derrotas" durante o período em que esteve presente no governo Bolsonaro, como a vez em que convidou a cientista política Ilona Szabó de Carvalho para assumir um cargo de suplente no Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP). Moro teve que voltar atrás na indicação em razão de críticas feitas por bolsonaristas.

Elogios aos governadores por atuação durante a pandemia

Para Mendes, a crise provocada pelo surto de coronavírus no Brasil só não foi maior por conta da "boa atuação dos governadores". Ele afirma que não há possibilidade de deixá-los de fora do diálogo de enfrentamento à pandemia. 

— O desentendimento entre Bolsonaro e o ex-ministro Mandetta foi como se um meteorito tivesse se chocado com o país. Acredito que o Brasil restaurou a política dos governadores, num sentido positivo, pois há união em prol do bem-estar nacional, os Estados cumpriram as recomendações de isolamento social com êxito.

Mendes finalizou afirmando ter observado Bolsonaro muito "angustiado com crise econômica".

— O presidente ficou entre duas escolhas e priorizou a questão econômica. Isso obviamente tem consequências.

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17
Abr20

‘Mesmo que morra gente, os investidores não se importam, porque estão perdendo dinheiro’

Talis Andrade

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III - PRESIDENTE DO BC DIZ A INVESTIDORES QUE REDUZIR MORTES POR CORONAVÍRUS É PIOR PARA A ECONOMIA


The Intercept

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Os artigos reunidos pelos economistas do Centro de Pesquisa em Política Econômica convergem para uma mesma conclusão: a relação entre crise econômica e novos casos de contaminação por covid-19 “certamente está por trás do atraso de alguns líderes para implementar medidas de restrição”. “A recessão é uma necessidade médica. Isso está posto. Mas governos podem e devem tentar achatar a curva da recessão econômica”, eles argumentam.

O consenso entre os autores do livro é de que os líderes mundiais devem agir rápido e fazer todo o possível para manter a economia viva durante a pandemia, principalmente mantendo empregos. Mas isso deve sempre levar em conta as medidas de contenção da pandemia. Não observá-las não é uma opção, concordam os pesquisadores cuja tese Campos Neto violentou.

A solução para superar a crise econômica exige que os dirigentes tomem as medidas necessárias para ajustar as expectativas do mercado financeiro, evitar uma fuga em massa de capital e mitigar a piora da situação das contas públicas.

Para Monica de Bolle, pesquisadora do Instituto Peterson de Economia Internacional e professora da Universidade Johns Hopkins, em Washington, nos EUA, a atitude do presidente do BC é “ignorante” e “irresponsável”. “Ele passa um recado totalmente equivocado e deixa no ar a mensagem para os investidores pressionarem o governo pelo fim do isolamento social”, ela me disse.

O economista Newton Marques, professor da Universidade de Brasília, também acredita que a fala de Campos Neto sinaliza uma pressão para flexibilizar o confinamento. “Mesmo que morra gente, os investidores não se importam, porque estão perdendo dinheiro”, lamentou.

“Bolsonaro está sendo pressionado para evitar a recessão, mas não se pode trocar vidas por economia. O problema é que o Brasil não tinha um plano para a crise, como outros países, e foi lento para reagir. Sem as medidas tomadas pelos governadores, Congresso e Judiciário, era possível que o governo tivesse implantado o [que Bolsonaro chama de] isolamento vertical”, argumentou Marques.

De Bolle ainda lembrou que o risco da economia entrar em colapso por causa das mortes em massa e da sobrecarga do sistema de saúde – que devem causar convulsões sociais e políticas – é muito maior do que o causado pelas medidas de contenção.

É exatamente o que defende um dos organizadores do estudo distorcido pelo presidente do BC. “Se você não entrar em quarentena por causa da pandemia, ela causa mais problemas e mais danos econômicos. (…) Se você não implementa uma quarentena porque quer economizar dinheiro, está enfrentando uma questão moral e não econômica”, disse Baldwin, em entrevista à BBC.

Professor de Economia Internacional do Instituto de Pós-Graduação em Estudos Internacionais e Desenvolvimento em Genebra, ele afirma que a escolha entre salvar vidas e salvar a economia é um “falso dilema”, principalmente no caso de países que têm condições de apoiar indivíduos e empresas para não quebrarem durante a quarentena.

Em sua fala à XP, Campos Neto foi na direção contrária. Ele lamentou os prejuízos causados a investidores pela pandemia e argumentou que o fechamento do comércio e dos serviços causa uma “perda econômica muito grande” no Brasil. Ainda assim, ele garantiu que o sistema financeiro nacional é “sólido” e expôs as medidas adotadas pelo governo para o setor.

O remédio que indicou para a população, porém, Campos Neto não parece querer usar. Em dado momento, ele disse o seguinte: “estou há algum tempo sem cortar o cabelo, e quando voltar a cortar não vou cortar duas ou três vezes”. Com isso, quis exemplificar que parte dos prejuízos à economia não serão recuperados. Sem querer, demonstrou que, entre a sua tese e a de Mandetta, ele fecha com o ministro da Saúde.

Antes da publicação do texto, procurei o Banco Central, para ver se a instituição ou Campos Neto gostariam de comentar o uso do gráfico fora de seu contexto. Não quiseram.

Após a publicação, recebi a seguinte nota: “O presidente do BC usou o referido gráfico para ilustrar um movimento da curva epidemiológica. Não avalizou, pessoal ou institucionalmente, nenhuma conclusão do estudo, o que não caberia, já que decisões sobre medidas de saúde pública estão fora da alçada do BC”.

 

Atualização: 17 de abril, 17h40

A versão original deste texto informava que o presidente do Banco Central não havia comentado o caso. Ele enviou uma nota horas depois da publicação. O texto foi atualizado com a inclusão do comentário de Roberto Campos Neto.

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17
Abr20

Sob o coronavírus, “saúde e economia são complementares”?

Talis Andrade

 

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por Urariano Mota

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Para Nelson Teich, de fato, saúde e economia não se opõem. No seu caso particular, elas ajudaram muito: o ministro da saúde do capital é um empresário próspero. E que deus nos acuda. Em lugar do SUS, teremos um novo SUSto

Até parece que na crise o mundo capitalista mudou para melhor, ou partiu para melhor. O que podemos concluir? Segundo Nelson Teich, o mais recente ministro da saúde: “Economia e saúde não competem entre si, são complementares. Quando você polariza, você coloca uma competição entre vida e dinheiro, bem e mal”.

Em português mais claro, em uma forma educada que veste a barbárie, ele poderia dizer: “A vida não pode se sobrepor à economia, porque a economia também é vida”. Bem compreendemos o quanto a economia capitalista é a expressão de melhor vida.  

Ora, vejamos o comportamento dos bancos, até antes desta violenta crise. Os bancos, ou dizendo melhor, os banqueiros, desejam o mesmo que sair da área econômica para entrar na área criminal, porque, para eles, tomar medidas mais duras equivale a tomar tudo de quem deve, até a vida. É sério. Os sofridos donos de banco reivindicam sempre até maior “velocidade processual”, para a retomada mais rápida dos bens financiados. Na tora.

O leitor, que apenas tem com os bancos a relação em que entra com o pescoço e os banqueiros com a guilhotina, atente para como os banqueiros agem com outros mais explorados, os bancários empregados no sistema.

Segundo pesquisa da CUT e do Dieese, os bancos abrem novos postos de trabalho, mas os novos contratados receberam salários inferiores, aos trabalhadores demitidos. Na ponta das contratações oportunistas, o bravo Bradesco. O que isso significa? Mais carga de jumento para quem entra por preços mais baixos. Mas economia é saúde.

De minha experiência de bancário, posso dizer que nunca quis ser caixa, pois grande era a tentação de pedir empréstimo sob sigilo de anistia. Mas lá na retaguarda bem pude sentir a parafernália tecnológica, aquela propaganda maravilhosa de financiamentos fáceis, que se contraem com um piscar de olho à recepcionista, naquele ambiente de ar-refrigerado, de eficiência, teclados on-line, telefones e sorrisos, muitos sorrisos, como eu poderia chamar a isso trabalho? Era a própria expressão do sofrer no paraíso.

Há muito as estatísticas põem os bancos em primeiro lugar no ranking dos Dort (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho), que inclui doenças da coluna, tendinite, bursite e LER (Lesão por Esforço Repetitivo). Talvez os números de sucesso empresarial de um lado e sucesso em mandar trabalhadores para o inferno de outro não sejam capazes de ferir a percepção. Mas economia e saúde se completam.

Uma afirmação dessa natureza só poderia vir de um médico na função de  monstro, Olhem por favor o depoimento da filha de uma paciente do recente ministro Nelson Teich

"Este monstro, mesmo sabendo do estado terminal e das dores absurdas que minha mãe estava sentindo, deixou ela esperando um tempão por atendimento. Depois de reclamarmos, ele saiu do consultório dele, se dirigiu a nós e disse o seguinte, para uma pessoa que estava já agonizando. ‘Não adianta fazer nada, ela vai morrer. Deitem ela na maca da sala ao lado, quando tudo terminar, irei atender’ " 

Comportamento natural, de um monstro. Mas se lembramos que o novo ministro é da iniciativa privada (e nunca vi nome mais próprio, privada), podemos concluir:

Para Nelson Teich, de fato, saúde e economia não se opõem. No seu caso particular, elas ajudaram muito: o ministro da saúde do capital é um empresário próspero. E que deus nos acuda. Em lugar do SUS, teremos um novo SUSto. 

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08
Abr20

Jogo macabro

Talis Andrade

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por Antônio Cláudio Mariz de Oliveira

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Ao mentir para a sociedade esses agentes púbicos atuam para a vitória da tese presidencial, primeiro a economia depois a saúde.

É verdadeiramente sinistra a aposta do Bolsonaro. Joga as suas fichas na contenção da pandemia, sem o isolamento da população.  Em face do pouco caso, do verdadeiro escárnio que dispensa ao risco de contaminação, está transformando essa grande tragédia mundial em uma ópera bufa, em uma pantomina, pois desempenha um papel de flagrante comicidade.  

É verdadeiramente macabro o jogo que nos impõe. Na hipótese impossível do vírus não se expandir ele terá vencido. No entanto, se crescer de intensidade e sobrevierem mortes, terá sido derrotado, e cada ficha perdida será a vida de um brasileiro.

Criou, como pano de fundo, para justificar o injustificável posicionamento por si adotado, um falso dilema entre dois interesses que ele coloca como antagônicos: a saúde e a economia.

Estranha a postura de alguns agentes governamentais que anunciam providências, mas protelam a sua execução. Diria, aliás, não se tratar de adiamento, protelação, mas de verdadeira embromação, na medida em que alegam a necessidade de alterações legais, inclusive constitucionais, para a sua implantação. Não é verdade.

O Supremo Tribunal Federal, por meio de oportunas decisões, de forma rápida e eficiente, removeu obstáculos para a concretização das providências. Da mesma forma, o Congresso Nacional foi ágil na aprovação de projetos com o mesmo escopo de facilitar as ações nos campos da saúde e da economia, indispensáveis para atender às necessidades para minimizar os efeitos da crise epidêmica.

Ao mentir para a sociedade esses agentes púbicos atuam para a vitória da tese presidencial, primeiro a economia depois a saúde

Aliás, a posição do chefe  da Nação, que contraria a orientação rigorosamente unânime de todas as autoridades, cientistas e médicos do universo, sem exceção, assim como a palavra de ordem dos governantes de todo o mundo, guarda absoluta coerência, com a sua posição sobre a vida e sobre a morte: disse, alto e bom som, que todos vamos morrer um dia. Verdade, só que a nós humanos cumpre preservar a vida e não precipitar a morte. Disse, ainda, que algumas mortes provocadas pela “gripezinha” não poderiam parar a economia. Disse isso, como se a economia não dependesse de uma sociedade saudável para produzir, comercializar e consumir. Sem saúde não há economia.  

Pois bem, a pergunta que se faz. O que fazer. Aguardar, ir às ruas, clamar pelo bom senso ou rezar.

Bem, rezar sim, sempre. Quem não crê, que passe a ter fé, alguma fé, em alguma coisa. Esperar que o bom senso dele se apodere, acho uma vã e inútil esperança. Ir às ruas, não, pois o imprescindível é ficarmos isolados. Mas, continuar com os panelaços, sim.

Como a solução parece não depender de nós, a nós apenas cumpre apoiar as mentes lúcidas do país, que à frente dos outros Poderes do Estado deverão continuar a assumir as rédeas da governabilidade, dentro de suas competências ou, até além, para nos salvar da ruptura social, do caos institucional e das imprevisíveis e funestas consequências para o nosso povo.

31
Mar20

Coronavírus: Bolsonaro só acredita na ‘ciência’ quando o resultado lhe interessa

Talis Andrade
Manifestantes pró-governo descumprem a ordem do governador Hélder Barbalho e promovem carreata em Belém no dia 28/03. Polícia foi acionada para impedir a carreata e manifestantes foram conduzidos para a delegacia.

Manifestantes pró-governo descumprem a ordem do governador Hélder Barbalho e promovem carreata em Belém no sábado, 28 de março. Polícia foi acionada para impedir a carreata e manifestantes foram conduzidos para a delegacia. Foto: Filipe Bispo/Fotoarena/Folhapress

 
 
 
 
 
 

EM UMA AULA de antropologia da saúde que ministrei há uns anos, para falar sobre a importância de conhecimento popular na adesão a tratamentos médicos, eu contava um caso de Joyce, uma menina de periferia que não acreditava na eficácia da pílula. Para ela, era impossível que um remédio tão pequenininho fosse dar conta da quantidade de esperma ou do tamanho do pênis do namorado. Ela acreditava no que seus olhos conseguiam enxergar e a conta não fechava.

Quando ouviu a história, Roberto, um ex-aluno de uma universidade de elite, caiu na gargalhada, chamando Joyce de ignorante. Ele usava uma linguagem humilhante ao se referir aos pobres. Uma década depois, com base nas postagens que ele reproduz no Facebook, é fácil concluir que ele é fascinado por um presidente que acredita que vidro blindado não passa um “resfriadinho”, que nada acontece com pessoas que mergulham no esgoto ou que não há floresta na Europa – uma sobrevoada provaria isso.

Em ambos os casos, existe uma relação com a ciência que é imediata aos olhos. A grande diferença entre Joyce e Roberto é o fato que a primeira logo mudou de opinião depois de rodas de conversas com uma equipe do SUS. Roberto seguiu em carreata, demonstrando que, mesmo com toda a educação formal que teve, continua sendo um ignorante que só acredita no que vê, no que quer ver e, principalmente, nos interesses econômicos de sua família abastada.

As duas histórias são tão estereotipadas que parecem fanfic. Mas não são. A própria realidade se tornou caricata nos últimos tempos. Acompanhando Roberto nas redes sociais nestes últimos dias, tenho refletido no que leva pessoas estudadas das melhores escolas a ignorar consensos da ciência para validar sua própria crença. Para além do inegável interesse econômico de muitos, há também uma questão de dogma, de fé e de desejo – como recentemente disse o antropólogo Orlando Calheiros.

Tenho especulado se essa relação dogmática com a auto-verdade não estaria ligada à questão da masculinidade e ao poder patriarcal. Me parece que estamos sendo governados pelos tiozões do churrasco que, enquanto “explicam o mundo”, a família toda escuta. Me parece que estamos no mundo em que homens querem impor suas verdades egoicas. Afinal, quando a ciência fala, é justamente essa certa autoridade baseada na tradição que se sente ameaçada. (Continua

 

18
Mar20

Paraguai fecha Ponte da Amizade por irresponsabilidade do Brasil

Talis Andrade

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As demissões foram proibidos temporariamente na Itália. No país europeu mais atingido pelo Covid-19, o governo lançou um pacote de ajudas de 25 mil milhões de euros e reforço o investimento no serviço de saúde. Para além disso, e durante dois meses, as demissões por motivos econômicos foram proibidos. Do pacote de fundos aprovados fazem parte mais 1.65 mil milhões de euros para o Fundo Nacional de Emergência e os 340 milhões para a criação de novas camas para cuidados intensivos e serviços de pneumologia e doenças infeciosas. Os trabalhadores da saúde receberão 150 milhões pelo trabalho extraordinário que estão a realizar e financia-se a contratação de mais 20 mil profissionais neste setor.

Espanha bloqueia e nacionaliza assistência médica privada, com mortes por coronavírus e novos casos disparando.

A França assume os créditos e suspende o pagamento de aluguéis, impostos e contas de eletricidade, gás e água. Emmanuel Macron anunciou hoje à noite medidas de choque sem precedentes, típicas da época da guerra, para mitigar o impacto da epidemia de Covid-19 na economia nacional e na vida dos cidadãos. Todas as reformas pendentes, como a controversa pensão, estão paralisadas

Governo dos EUA dará ajuda financeira de emergência aos cidadãos. A Casa Branca se prepara para enviar pagamentos diretos aos americanos como parte do pacote de estímulo. A Casa Branca disse que está se preparando para enviar os pagamentos aos americanos dentro de duas semanas, como parte de um vasto pacote de estímulo para reforçar a confiança na maior economia do mundo, já que os esforços para conter a doença ameaçam uma recessão global. Trechos de texto de Carlos Eduardo Silveira

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15
Mar20

Sem máscara, Bolsonaro faz live ao ar livre e expõe seus seguidores ao coronavírus

Talis Andrade

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Bolsonaro não faz o dever de casa. Não segue o exemplo de outros governantes (vide capas de jornais da Europa e Estados Unidos).

O portal 247 publica hoje que Jair Bolsonaro deixou o isolamento, que tinha sido recomendado a ele para evitar infecção de coronavírus, e resolveu participar das manifestações contra o Congresso e contra o Supremo Tribunal Federal em Brasília (DF), onde seus apoiadores se concentraram em frente ao Museu Nacional, na Esplanada dos Ministérios, e foram em carreata para a Praça dos Três Poderes. 

O Palácio do Planalto disse apenas que Bolsonaro está cumprindo "agenda pessoal".

Inicialmente, o ocupante do Planalto foi de carro ao ato e passou a ser seguido por veículos com simpatizantes. Depois desceu do veículo e acompanhou a mobilização a pé.

Mesmo com o risco de aumento rápido dos casos de coronavírus, por causa das aglomerações, Bolsonaro postou no Twitter imagens dos atos. Políticos criticaram duramente o ocupante do Planalto.

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11
Mar20

Bolsonaro diz que 'pequena crise' do coronavírus é 'mais fantasia' e não 'isso tudo' que mídia propaga

Talis Andrade

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (10), que a "questão do coronavírus" não é "isso tudo" e se trata muito mais de uma "fantasia" propagada pela mídia no mundo todo.

Obviamente temos no momento uma crise, uma pequena crise. No meu entender, muito mais fantasia, a questão do coronavírus, que não é isso tudo que a grande mídia propala ou propaga pelo mundo todo", afirmou o presidente.

Eis as capas dos jornais de hoje: 

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10
Mar20

Apología del contagio

Talis Andrade

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Desde que existe el Covid-19 ya no ocurre nada. Ya no hay infartos ni dengue ni cáncer ni otras gripes ni bombardeos ni refugiados ni terrorismo ni nada. Ya no hay, desde luego, cambio climático

A principios del verano de 1834 la epidemia de cólera que desde hacía dos años se extendía por España causó en Madrid más de 3.000 muertos. El 17 de julio los muy católicos plebeyos del barrio de Lavapiés (o del Avapiés) asaltaron y quemaron los conventos de Madrid, dando muerte a 75 frailes y monjas de las más variadas órdenes instaladas en la capital: jesuitas, franciscanos, mercedarios. Durante los días anteriores –se decía– se había visto a “mujerzuelas” y “mendigos” manipulando de manera sospechosa las fuentes y la víspera del motín popular (“una orgía de caníbales”, según Menéndez y Pelayo) un joven peinero de la calle Carretas que había sido sorprendido mientras vertía unos polvos amarillos en un caño de la Puerta del Sol confesó a golpes que lo hacía por orden de los jesuitas. El delirio inflamó la ciudad. En su novela Un faccioso más y algunos frailes menos, Galdós recoge el episodio describiendo a través de algunos personajes populares el terror paranoico de los madrileños y su tendencia a buscar un culpable. Maricadalso, que acababa de perder a su hija, se enfada mucho cuando el clérigo Gracián habla de una enfermedad oriental que se llama “cólera”: “Eso no es epidemia que venga de las Asias sino malos quereres”, dice; “son los malos, los pillos que quieren que acabe medio mundo para quedarse ellos solos”. Y algunas páginas más adelante, Tablas, amante de Nazaria la carnicera, tras difundirse el rumor del envenenamiento de las aguas, expresa en un corrillo de taberna la obsesión colectiva: “¿Por qué envenenan a la gente? Para acabar con los liberales. Ellos dicen: «No podemos aniquilar a nuestros enemigos uno a uno, pues acabemos con todo el género humano»”. El terror vengativo y ansiolítico se volcó, como un tsunami, sobre los representantes de la Iglesia.

En los tiempos del coronavirus el mundo se vuelve familiar y antiguo. Cada vez que un pueblo ha tenido que afrontar una amenaza colectiva ha buscado un cuerpo concreto al que atribuir la responsabilidad y en el que localizar el remedio. Es el chivo expiatorio, al que los griegos llamaban pharmakos (de donde nuestra “farmacia”), una víctima escogida al azar en la que se depositaba toda la complejidad de la crisis y cuyo sacrificio o expulsión de la ciudad liberaba a los hombres de todos los peligros. “Muerto el perro, se acabó la rabia”, dice nuestro refranero. Los madrileños en 1834 escogieron a los curas porque apoyaban el carlismo, predicaban virtudes que no cumplían y acusaban a los pobres de provocar la ira de Dios con sus pecados. Cada época y cada pueblo tiene su propio pharmakos. En las últimas semanas, a medida que el coronavirus se ha ido difundiendo por todo el mundo, la fiebre conspiranoica ha adoptado vestiduras contemporáneas; es decir, racistas y/o geopolíticas. Las hay claramente psiquiátricas y las hay pseudocientíficas. Entre las primeras cito la de un chiflado italiano que echa la culpa a las vacunas. Según él, la aparición del coronavirus habría sucedido a la campaña de vacunación obligatoria en China, donde se habrían utilizado sustancias que contienen un “polvo inteligente”, ya inoculado en la sangre de toda la humanidad, que permite “digitalizar” los cuerpos, de manera que “los malos” y los “pillos” –las élites mundiales– pueden activar desde lejos el virus tantas veces como quieran, así como las funciones de los órganos. Entre las pseudocientíficas, que combinan datos reales con elucubraciones fantasiosas, se pueden citar las declaraciones, tan virales en las redes como los virus en los bronquios, de Francis Boyle, un jurista estadounidense especialista en “guerra biológica” que, a partir de la existencia real de un laboratorio P4 en la región de Wuhan, se entrega a calenturientas elucubraciones sobre la antesala vírica de la “tercera guerra mundial”.

Admitamos que hay algo inquietante en la gestión de la crisis. Me refiero, en este caso, al exceso de transparencia. Al contrario de lo que ha ocurrido en crisis precedentes –pensemos, desde luego, en Chernobyl, pero también en la oscurantista gestión de las secuelas del 11-S en EEUU–, donde el pánico de la gente se basaba en la sensación fundamentada de que las autoridades inhibían datos y decisiones para proteger intereses espurios ajenos al bienestar colectivo, aquí la inquietud se deriva de la contundencia desconcertante de las medidas públicas, desproporcionadas (¿o no?) en relación con la gravedad oficial de la amenaza y cuya arbitrariedad, según los países, resulta más bien chocante. En Italia, por ejemplo, se impone un radio de un metro de distancia entre los cuerpos mientras que en Francia se prohíben las aglomeraciones de más de 5.000 personas, dos medidas que revelan el albedrío nacional de los gobiernos, así como la voluntad bastante histriónica de exhibir responsabilidad estatal, lo que algunos interpretan, en precipicio ya un poco complotista, como el ensayo general de un futuro “estado de excepción”. ¿Se nos ha ido de las manos el virus o las medidas tomadas contra él?

Lo cierto, en todo caso, es que esta “transparencia administrativa”, hija de la improvisación emulativa, ha inducido un pánico global muy propicio a las teorías de la conspiración en un mundo en el que todos los poderes –tecnológicos, económicos y políticos– concurren a hacerlas verosímiles. El complotismo se activa siempre, a modo de defensa, frente a lo que no podemos controlar; y digamos que no hay combinación más favorable que la que reúne a un bicho microscópico imprevisible con un contexto civilizacional que nos supera por completo; que integra, verbigracia, lo subhumano inasible con lo suprahumano irrepresentable.

Así que necesitamos más que nunca un chivo expiatorio o pharmakos, ya sea racista, antiimperialista o anticapitalista. ¿Por qué? Porque el complotismo, como la navaja de Ockam, reduce todas las complejidades y abstracciones a una concreción aprehensible y casi táctil y es, por eso mismo, tranquilizador. Tiene algo de amuleto primitivo o ceremonia apotropaica. Nos gustaría creer que sólo existen los hombres, aunque sean malos, y que incluso la máxima destrucción es un negocio humano que nos mantiene en el universo que nosotros mismos hemos creado y que aún podemos dominar. La conspiración, después de todo, es un orden, un sistema, una voluntad; su sujeto es inteligible y, si no siempre neutralizable, es siempre reconocible y, aún más, reconociente: reconoce nuestra existencia individual, aunque sólo sea para acabar con ella. En cuanto a la naturaleza y al poder tecnológico, por el contrario, nos sacan de pronto al exterior, a la intemperie desnuda del origen, donde nuestros cuerpos, hace 100.000 años, estaban expuestos a las mandíbulas ciegas de los depredadores.

El complotismo, en definitiva, niega las dos amenazas que más aterran al ser humano: la contingencia y la naturaleza, que el capitalismo, al menos en el imaginario occidental, parecía haber conjurado para siempre. Y hete aquí que llega un maldito virus coronado, sin cara y sin ojos, y comparece ante nuestros cuerpos armado de dos ideas espantosas.

El coronavirus (una) es aleatorio. Es decir, no ha sido creado por el hombre ni su destino depende en último término de la humanidad. Por un lado, escoge a  sus víctimas sin ningún criterio, del modo más democrático concebible. Como la peste de Atenas, la ‘negra’ medieval, la de Londres o la llamada ‘española’ de hace un siglo, amenaza por igual la vida de pobres y ricos, de plebeyos y nobles, con una ligera indulgencia –menos mal– hacia los subsaharianos, cuyos sistemas sanitarios no resistirían el embate. Un virus es tan subhumano que ni siquiera reconoce nuestras jerarquías sociales y nuestras taxonomías históricas, lo que nos aturde y nos humaniza a la baja. ¡Incluso a los pobres tranquiliza una guadaña con conciencia de clase! Por otro lado, su propia contingencia impide atribuirle la más mínima intención culpable; nos mata sin ningún sentido, ni para él ni para nosotros; no gana nada en un mundo en el que el beneficio es siempre un atenuante y hasta un mérito; lo perdemos todo en un mundo en el que queremos ser al menos castigados por un delito o criminalizados por una resistencia. Preferimos siempre, sí, la mala voluntad al azar ciego.

El coronavirus (dos) es además impersonal y, si se quiere, abstracto. No podemos dirigirnos a él ni implorarle ni negociar. Es lo completamente otro que convierte a cualquier otro, como potencial portador de algo que no es él mismo, en un enemigo de esa humanidad que sólo se conserva en nosotros. Exactamente igual que el poder de las máquinas y el de las finanzas.

Observemos que contingencia e impersonalidad son los dos rasgos que hemos atribuido convencionalmente a la Naturaleza antagonista, entendida como esa cantidad excedentaria, que creíamos cada vez más pequeña, al orden humano. Lo que está fuera, lo que queda fuera, lo que aún no hemos conseguido interiorizar o ensimismar: qué miedo da todo eso a una civilización solipsista que ha olvidado que de ahí procede también toda verdadera alegría. El virus subhumano que mata es inseparable de la flor parahumana que nos resucita, de la mirada sobrenatural que nos descarrila en el metro.

Así que, enfrentados a la contingencia más abstracta, preferimos, como hace mil años, como hace 50.000 años, la conspiración que nos permite odiar a alguien concreto, aunque sea imaginario, y ser odiados por alguien concreto, aunque no podamos defendernos. Los “pillos” y los “malos” tienen nombre, cara, ojos, voluntad.  Los “pillos” y los “malos” se ocupan de nosotros, ¡menos mal! El complotismo que hace humano al virus contingente e impersonal satisface el mínimo de narcisismo y autoestima sin el cual ni los más humillados y ofendidos pueden sobrevivir.

Ahora bien, lo cierto es que este complotismo milenario es incapaz de ordenar ya la experiencia de desamparo –frente a la contingencia y la abstracción– que nos atenaza a todos en un mundo en el que la Naturaleza se subleva y en el que la biopolítica tecnologizada nos desarbola las brújulas. Esta desazonante sensación de irrealidad, raíz repentina de la realidad sumergida en nuestras tablets y nuestros supermercados, señala un viraje o recodo civilizacional que veníamos acunando o incubando en todas las crisis anteriores. Con independencia del curso que siga la pandemia, podemos señalar tres “efectos antropológicos” que el virus mismo, o su gestión administrativa y mediática, ha introducido ya en nuestras vidas.

El coronavirus (primero) ha revelado en un instante –en un relámpago– nuestra vulnerabilidad o, si se prefiere, nuestra antigüedad. De pronto vivimos en un mundo muy antiguo, formamos parte de un mundo muy antiguo y reaccionamos de un modo muy antiguo. Nuestro miedo arranca el fino velo de nuestras ilusiones de inmortalidad y nos devuelve al primer día del cromagnon, cuando estábamos a merced de las bestias salvajes. No somos ni postmodernos ni cosmopolitas ni cyborgs. No somos ciudadanos del siglo XXI. Transportamos en nuestros cuerpos una historia larguísima que regresa a nosotros cuando menos preparados estamos para asumirla. Volvemos a confundir enfermedad, delito y pecado; volvemos a confundir extranjería y animalidad; volvemos a necesitar un pharmakos de nuestro tamaño o un poco más pequeño/grande, lo bastante próximo para que podamos odiarlo y lo bastante lejano como para que no resulte “contagioso”. La “transparencia administrativa” y sus medidas espectaculares, que quizás cambien nuestras costumbres para mucho tiempo, dan rienda suelta a este redivivo primitivismo que, al mismo tiempo, se ajusta muy bien a la “soltería social” del capitalismo: soltería nacionalista, soltería consumista, soltería racista. El homo con mascarilla, símbolo de la nueva era, es el retorno capitalista a las cavernas.

Inseparable del primer punto, el coronavirus (segundo) ha revelado –se dice– la fragilidad de la economía. No es verdad. Y no sólo porque, como bien explica Eric Toussaint, la economía estaba ya en crisis antes de su irrupción. No. El coronavirus no ha revelado la fragilidad de la economía global; lo que ha revelado es su dependencia de los cuerpos –de los cuerpos a los que explota y niega y con cuya “superación” fantasea sin parar material y simbólicamente–.

Esta fragilidad podría ser también una oportunidad para decidir qué mundo queremos y habrá que procurar que lo sea, pero mucho me temo que, si “corporalmente” hemos cambiado poco o nada en 40.000 años, las modificaciones culturales sufridas en los últimos decenios, que nos han hecho quizás más conscientes, nos han hecho también más perezosos y menos atentos o, lo que es lo mismo, más idiotas. Nadie –digamos– quiere contagiarse y es lógico; pero se trataría más bien de reivindicar el contagio, de usar el contagio a nuestro favor, de asumir el contagio, al igual que los médicos y sanitarios, como alternativa a un orden abstracto, muy vulnerable a la contingencia, que se pretende libre de límites: de muerte, de dolor, de sacrificio y hasta de aventuras. Y que, igual que confunde la felicidad y el consumo o las guerras y las bodas, lleva mucho tiempo confundiendo la “comunicación” y la vida. Italia, vanguardia siempre de lo mejor y de lo peor, con sus discutidas medidas radicales y sus pánicos nihilistas, nos anticipará el derrotero.

Por último (tercero) y en absoluto anecdótico, no deja de ser inquietante –pábulo de esta sensación de irrealidad radical– el hecho muy paradójico de que el coronavirus, con su escandalosa fragilidad aparejada, ha abolido la muerte. Fruto de la “transparencia administrativa” y del manejo informativo, y del pánico que ambos han inducido, ocurre que desde que existe el Covid-19 ya no se muere nadie. De hecho ocurre que no ocurre nada. Ya no hay infartos ni dengue ni cáncer ni otras gripes ni bombardeos ni refugiados ni terrorismo ni nada. Ya no hay, desde luego, cambio climático, pese a que sería muy fácil y muy útil asociar pedagógicamente la multiplicación de los virus al acoso capitalista de la Naturaleza; e incluso aprovechar este parón para cuestionar el modelo. El mundo se ha detenido; vivimos un estado de excepción o de cuarentena planetario en el que nos mantenemos a la espera, casi aliviados y casi dichosos de este paréntesis tembloroso que nos invita a dar el mundo por perdido –y a aprovechar para bebernos una última caña en una última terraza siempre veraniega–.

Mientras los “pillos” y los “malos” siguen trabajando.

04
Fev20

No Brasil, dengue preocupa mais que coronavírus

Talis Andrade

 

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A dengue atinge especialmente o Brasil, com 1.544.987 casos em 2019, em comparação com os 265.934 casos em 2018: um aumento de 488%. Também ocorreu o maior número de mortes: 782, de acordo com dados de 2019 do Ministério da Saúde brasileiro

A dengue representa um grande desafio para a América Latina. O vírus é transmitido por mosquitos, por isso as medidas sanitárias mais urgentes são as campanhas de conscientização entre a população dos diferentes países, para que todos os lugares onde esses insetos se reproduzem sejam eliminados, especialmente aqueles dentro e próximos das casas.

A Opas enfatiza que a dengue é "um problema de saneamento doméstico e comunitário" e que a maneira mais eficaz de combatê-la é se livrar de todo tipo de objeto e recipiente "que possa acumular água, como tambores, pneus usados, latas, garrafas e vasos".

A dengue afeta bebês, crianças pequenas e adultos. Os sintomas mais frequentes são febre alta (40 ºC), dor de cabeça muito intensa, dor atrás dos olhos, nas articulações e nos músculos. Se esses sintomas ocorrerem – bem como dores abdominais fortes, vômito persistente, respiração rápida, hemorragia das mucosas, vômito e fadiga –, é necessário consultar um médico com urgência.

A dengue grave (também chamada de hemorrágica) é fatal, pois pode levar à acumulação de líquidos, hemorragias graves e falência de órgãos. Embora não exista um tratamento específico para essa doença, o diagnóstico precoce, cuidados médicos e aconselhamento adequado ao paciente podem salvar vidas. [Transcrevi trechos. Leia mais sobre dengue e coronavírus no DW aqui]

 

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