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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

14
Nov19

Dra. Vergonha

Talis Andrade

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por Ricardo Cappelli

O copia e cola da Dra Gabriela Hardt é a expressão do perigo de submeter os destinos de uma nação aos desejos ideológicos de aventureiros, alpinistas sociais do dinheiro público, emergentes ridículos, cafonas, patéticos.  

Não sabe escrever, não consegue coordenar palavras, mas sapateia na cara da patuleia empanturrada com o dinheiro suado dos impostos pagos pelo seu João e pela dona Maria.  

Coitado do Brasil, tomado momentaneamente por uma trupe de concurseiros tresloucados e desqualificados.  

Não entendem nada do país. Não conhecem nossa história, muito menos nosso povo. Gente que se envergonha de ser brasileiro, exibe uma réplica da Estátua da Liberdade na sua mesa de trabalho e se orgulha do banho de "modernidade" que toma todos os anos em Miami.   

Movidos apenas por ódio de classe e interesse corporativo da pior espécie, aliaram-se ao capital financeiro para tirar o povo do orçamento público. Foi uma bela jogada.  

Cassando direitos do seu João e da dona Maria, sobra mais para a "bolsa-auxílio-louis-vuitton" da magistrada.  

Nem mesmo Gebran, Paulsen e Thompson, sempre implacáveis com um Silva, tiveram a coragem de participar da infâmia. Sua piscina pode estar cheia de ratos, mas sempre é necessário manter as aparências.  

Em qualquer país do mundo, uma sentença copia e cola para condenar um ex-presidente da República seria motivo suficiente para afastar o servidor público de suas funções.  

Isso é fraude, estelionato, crime contra a administração pública. Utilização da fé pública para consecução de objetivos particulares.  

Aqui no Brasil, nada acontecerá. A Dra. Vergonha não se considera servidora pública. Ao se olhar no espelho todas as manhãs, vê  refletida a imagem de uma deusa, um ser superior destinado a tutelar um povinho ignorante e atrasado.   

Ela tem absoluta convicção de que nos faz um grande favor ao emprestar um pouquinho do seu "tempo divino" para o copia e cola.  

O Brasil não reencontrará seu caminho sem retirar do Olimpo essas criaturas. Na República de Hardts e Dallagnols, não existe lugar para Silvas.

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13
Mai19

A barganha em que Bolsonaro prometeu o mesmo cargo no STF a Moro e a Gebran

Talis Andrade

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O que levaria dois juízes regionais, sem nenhuma expressão nacional prévia, a expor de tal maneira o Judiciário a ponto de se incluir o STF em uma barganha espúria?

 

Por Luis Nassif 

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Em abril passado, circulou pela imprensa a informação de que o desembargador João Pedro Gebran Neto ocuparia a vaga de Celso de Mello no STF (Supremo Tribunal Federal). A escolha é do presidente da República. Seu amigo, ex-juiz Sérgio Moro ficaria com a segunda vaga, de Marco Aurélio de Mello, para, segundo Gebran, lhe dar tempo para se candidatar à presidência da República.

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Gebran de braço dado com sua madrinha de um milhão de votos na posse de Bolsonaro

 

Ontem, o presidente Bolsonaro afagou Moro prometendo para ele a primeira vaga no STF que, pelo visto, já havia sido prometida a Gebran.

O que levaria dois juízes regionais, sem nenhuma expressão nacional prévia, a expor de tal maneira o Judiciário a ponto de se incluir o STF em uma barganha espúria? Certamente a contribuição imprescindível para a eleição de Bolsonaro, sendo peças-chave para a inabilitação da candidatura de Lula.

O trabalho de Gebran, no entanto, vai bastante além das decisões em que confirmou as sentenças de Moro. Vale a pena entender a importância de sua contribuição

Uma das regras de ouro de isenção da Justiça é o princípio da impessoalidade do julgador, de não haver direcionamento dos julgamentos por determinadas pessoas ou grupos.

Justamente para evitar manobras políticas da maioria, há um acordo tácito de que a presidência dos tribunais fica com o decano. É o que acontece no Supremo Tribunal Federal e acontecia no TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) até o advento da Lava Jato.

Vamos entender melhor a engenharia política que alçou Gebran à inacreditável posição de candidato ao STF.

 

Peça 1 – as turmas do TRF4

O TRF 4 tem 8 turmas. As duas primeiras tratam de temas tributários e trabalhistas. A 3ª e 4ª, temas administrativos, cíveis e comerciais. A 5a e 6ª para questões previdenciárias. E a 7ª e 8ª para questões penais.

O primeiro lance de Gebran foi articular mudanças na composição da 8ª Turma.

Era composta originalmente pelos desembargadores Luiz Fernando Wowk Penteado (quinto da OAB) e Paulo Afonso Brum Vaz, o decano do tribunal.

Paulo Afonso é considerado um magistrado técnico, sem envolvimento com grupos políticos. Era o nome mais antigo e seria alçado à presidência do TRF4. Com a alegação de que Paulo Afonso e Penteado havia entrado no mesmo ano, Gebran organizou o apoio a Penteado que foi eleito presidente, enquanto Paulo Afonso era eleito corregedor.

Ambos se afastaram da 8ª turma, que acolheu, então, Leandro Paulsen e Victor Luiz dos Santos Laus, todos nenhuma experiência em direito penal. Paulsen é tributarista, Gebran é um civilista, especializado em direito à saúde e Laus especialista em direito previdenciário.

 

Lance 2 – a transferência da Lava Jato para a 8ª Turma

O segundo passo foi trazer para a 8ª Turma o caso Lava Jato.

Era para a Lava Jato ter caído na 7ª Turma. Em um gesto inesperado, a desembargadora Claudia Cristina Cristofani enviou um pedido para a 8ª Turma perguntando se Gebran não seria prevento, isto é, se o caso não seria de sua jurisdição. Apesar de nada ter com o tema, e ser amigo íntimo de Sérgio Moro, tendo ambos trabalhado nas imediações de Tríplice Fronteira, Gebran aceitou assumir o caso.

 

Lance 3 – o controle da presidência do TRF4

Dois anos depois, em 2017, vieram novas eleições. Paulo Afonso era o mais antigo, agora sem controvérsias. Mas Thompson Flores acabou rompendo com as regras tácitas, candidatando-se e sendo eleito presidente. A maioria se impunha definitivamente no TRF4, passando a atuar como partido político.

Ali se fechava o ciclo. Todos os julgamentos da Lava Jato seriam analisados pela nova composição da 8ª Turma e a presidência do Tribunal ficaria com Thompson Flores, conhecido por suas posições políticas de direita. Mostrando seu total envolvimento com o grupo, Thompson Flores foi o autor do mais extravagante elogio à sentença de Moro que seria analisada pelo TRF4: declarou ser tecnicamente irrepreensível, antes mesmo de ter lido.

A partir dali, o TRF4 passou a adotar posições que desrespeitavam a jurisprudência do STF – como considerar corrupção e lavagem de dinheiro crimes distintos, para poder aumentar as penas dos réus – ou subordinar o ritmo do julgamento à pauta eleitoral.

 

Lance 5 – o voto de Laus

No julgamento de Lula, chamou a atenção o fato dos três desembargadores terem apresentado voto por escrito, no mesmo teor, coincidindo até no agravamento abusivo das penas – como foi reconhecido posteriormente pelo próprio Superior Tribunal de Justiça.

Informações de dentro do TRF4 indicam que o desembargador Laus havia dado um voto divergente em determinado tema. A divergência permitiria aos advogados de Lula entrarem com os chamados embargos infringentes, atrasando a sentença, adiando a prisão e permitindo a Lula se envolver na campanha eleitoral que estava em curso e insistir na sua candidatura.

Laus teria sido convencido a modificar seu voto e se alinhar com os votos dos dois colegas. Tudo isso em um período em que Moro já tinha sido sondado em nome de Bolsonaro pelo futuro Ministro da Economia, Paulo Guedes, para assumir a pasta da Justiça, com a promessa de indicação para o STF. Provavelmente a promessa a Gebran foi nessa época, já que, após a sentença que inabilitou Lula, Bolsonaro não teria mais nenhum interesse em negociar cargos.

 

Lance 6 – as novas eleições do TRF4

No mês passado, houve novas eleições para a presidência do TRF4.

Mais uma vez, Paulo Afonso deveria ser o indicado para a presidência do órgão, pelo fato de ser o decano do tribunal. Mas Thompson Flores bancou a candidatura de Victor Laus.

Laus não é uma unanimidade entre os colegas. Paulo Afonso já tinha sido  corregedor com bom desempenho, enquanto Laus renunciou ao cargo de Coordenador da CoJef – um órgão que coordena os Juizados Especiais. A desistência pegou mal entre os colegas, porque demonstrou sua inaptidão para enfrentar missões administrativas.

Mesmo assim, recebeu 17 dos 27 votos de desembargadores votantes, mostrando o alinhamento do TRF4 com as teses da Lava Jato e da parceria com Bolsonaro.

Com a nova votação, Laus vai para a presidência do TRF4 e Thompson Flores assume seu lugar na 8ª Turma.

 

Lance 7 – a prenda do STF

Agora, com Bolsonaro escancarando a barganha com Sérgio Moro, e Gebran explicitando com amigos sua esperteza, a grande aventura vai chegando ao fim.  A imagem da Lava Jato vai se esgarçando à medida em que vai aparecendo o oportunismo de seus principais protagonistas.

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Bolsonaro: "Eu falei: a primeira vaga que tiver lá, vai estar a sua disposição"

 

Raquel Dodge expôs os procuradores paranaenses com a reação contra a tal fundação que lhes conferiria a gestão de um fundo bilionário. Bolsonaro expôs Moro com requintes de crueldade, ao mencionar o acordo, dois anos antes de se saber se vai cumprir o prometido.

Daqui para frente, cada dia de governo, para Moro, nunca será mais, será sempre menos.

Há um provérbio definitivo sobre os dilemas de Fausto ante Mefistófeles: a um soberano se concede tudo, menos a honra. Moro enfrenta, a partir de agora, o pior dos dilemas. Se não endossar os abusos de Bolsonaro, perde a indicação. Endossando, como ocorre agora, joga fora a imagem que a mídia construiu, e corre o risco de, no final do arco-íris, Bolsonaro não entregar o pote de ouro prometido.

13
Jul18

A camarilha de Moro: o nascimento de nossa camorra judiciária e os homens do neofascismo brasileiro

Talis Andrade

Após destrinchar o pobre e supostamente mentiroso currículo lattes de Sérgio Moro e seus antecedentes familiares, Marcos Cesar Danhoni Neves, professor da Universidade Estadual de Maringá, explica em artigo como o juiz de Curitiba formou, junto a Dallagnol, Gebran e outros, com a ajuda dos EUA, uma "camorra judiciária"

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Camorristi procurado pela Polícia em 1906 na Itália (esq.) e fotomontagem da "camarilha brasileira" (dir)

 

Por Marcos Cesar Danhoni Neves*

 

Antes de iniciarmos o tema deste artigo, cabe definir as palavras “camarilha” e “camorra”. Segundo o Wikipedia:

 

“Camarilha (ou ainda panelinha, no Brasil) é um grupo de pessoas unidas em torno de algum projeto secreto, geralmente para promover através de intriga seus pontos de vista e interesses numa igreja, estado ou outra comunidade. As camarilhas (ou cabalas) são por vezes sociedades secretas compostas por umas poucas pessoas e em outras são manifestações da emergência ou de comportamento emergente na sociedade ou governo por parte de uma comunidade de pessoas que possuem fortes laços de vinculação pública ou de parentesco. O termo também pode ser usado em referência aos intentos de tais pessoas ou às consequências práticas do seu comportamento emergente e também carregam um significado geral de intriga e conspiração. Seu uso carrega fortes conotações de áreas de sombra e influência insidiosa; uma camarilha é mais malévola e seletiva do que, por exemplo, uma facção, a qual é simplesmente egocêntrica. Por conta desta conotação negativa, poucas organizações usam este termo para se referir a si próprias ou a suas subdivisões internas.” (Wikipedia, 2018)

 

“A Camorra é uma organização criminosa italiana, aliada à Máfia Siciliana. Surgiu na região de Mezzogiorno italiano (região central do país), mais precisamente na cidade de Nápoles, possivelmente em meados do século XVII. Tendo controlado de perto o território, integrou-se bastante ao tecido social, sobretudo junto às camadas mais pobres. Imagina-se que conte atualmente com cerca de 110 famílias operacionais e cerca de 7000 afiliados.” (Wikipedia, 2018)

 

Definida estas duas palavras que delineiam o presente trabalho, resta mostrar porque Sérgio Fernando Moro, Juiz da 13ª Vara de Curitiba, junto com seus dois cúmplices no Paraná, Dallagnol e Lima, além de seus prepostos no TRF4, no Rio Grande do Sul, Gebran, Paulsen e Laus representam uma camarilha e porque formam uma associação mafiosa do tipo camorrístico.

 

Já escrevi anteriormente sobre o juiz Sérgio Moro, especialmente sobre seus antecedentes familiares e sobre seu pobre e inexpressivo histórico acadêmico. Resta-nos compreender agora o comportamento quadrilhesco e camorrístico. Pois bem, para Moro é fácil encontrar suas digitais em diversos crimes contra a Justiça, a saber:

 

escuta ilegal de conversas entre a presidenta Dilma e o ex-presidente Lula;
escuta ilegal de telefones do escritório de advocacia que cuida da defesa do ex-presidente Lula;
condução coercitiva de Lula;
condução coercitiva do blogueiro Eduardo Guimarães;
condução coercitiva de uma pessoa que nada tinha a ver com as acusações que sofre Vaccari;
a proibição da visita da defesa ao tríplex do Edifício Solaris (sabemos pela ocupação do MTST que não existiam, além de escritura, reforma, móveis e elevador privativo do térreo até o apartamento – prova, pois, fraudada);
ligações escusas com o escritório de Zucolotto apontado por Tacla Duran como um agente de ligação entre DD (Deltan Dallagnol) e dedos-duros-cheios-de-prêmios;
ter tentado influir no dia 08 de julho contra a soltura do ex-presidente Lula.


Posto isso, resta investigar os demais personagens que compõem esta trama toda, e aí os nomes são os já citados: Dallagnol, Lima, Gebran, Laus, Paulsen e, também, Thompson Flores. Como estudo micro-história e fenomenologia, resolvi vasculhar o que há de público sobre estes personagens: Dallagnol, Lima, Laus e Flores não têm currículos Lattes dispostos na Plataforma Pública do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico). Porém, sabemos, pela imprensa PIG (“Partido da Imprensa Golpista”), que todos estão envolvidos nas relações concatenadas entre a 13ª Vara de Curitiba e o TRF4 de Porto Alegre.

 

Como não temos os currículos destes personagens, analisei em detalhe os currículos de Gebran Neto e Leandro Paulsen. Estes dois personagens possuem um currículo melhor que o de Moro, sendo a gradação de pior para regular, de Moro a Paulsen.


Olhar a depauperada vida acadêmica destas duas figuras assombrosas da “Justiça” brasileira, Gebran e Paulsen, é compreender as íntimas ligações entre eles (“camarilha”) e quem os comanda (“camorra”).

 

O currículo de Gebran, tal qual o de Moro, revela que ambos tiveram o mesmo orientador de Mestrado na UFPR, e o que mais impressiona é o longuíssimo período de conclusão do Mestrado de Gebran: de 1997 a 2001, ou seja, 5 anos, ou 60 meses, quando o tempo de integralização é de 24 meses para o Mestrado. Pelas normas de qualquer Programa sério de pós-graduação stricto sensu, Gebran deveria ter sido jubilado, ou seja, ter sido desligado do Programa da UFPR, mas não o foi.

 

Outra questão interessante é a formação complementar de Gebran: em um ano ele fez um “tour” pelos Estados Unidos, num curso de 32 horas: “Brazilian Judges Study on Corruption”, dado pelo escritório do Departamento de Estado norte-americano OPDAT (Office of Overseas Prosecutorial Development Assistance and Training). Um órgão ligado a políticas de desestabilização em democracias que não agradam o “the way of life” dos EUA.

 

Ele reforça isso com a participação num simpósio intitulado: “Bribery, Fraud, Cheating – how to avoid organizational wrong doing? Law enforcement and corruption in Brazil” (“Suborno, fraude, trapaça – como evitar erros organizacionais? Aplicação da lei e corrupção no Brasil”).

 

Do juiz Laus, encontramos somente algumas referências no site “Escavador” e por lá sabemos que ele cuida de mais de cinco mil processos! Ou seja, deixou cinco mil processos esperando para acelerar a condenação sem provas de Lula. Todos os demais juízes devem ter processos que passam da casa do milhar…

 

Outra coisa que é muito interessante, é ver que em todos os membros da camarilha de Curitiba-Porto Alegre, vige uma preocupação “acadêmica”, incluindo aí o orientador de Mestrado de Gebran e Moro, Clemeson Cleve, das nomeações ao STF. Sim! Isso revela um projeto de poder transversal: destruir a esquerda e chegar ao poder para lá transformar o país inteiro numa Ditadura Judiciária. Quando da morte (ou assassinato) de Teori, jornais do PIG do Paraná logo se arvoraram em colocar como um “bom” substituto Sérgio Moro! Gebran Neto cita dois trabalhos relacionados à este tema.

 

Digno de nota é o orientador de Doutorado de Moro, Marçal Justen Filho, que é colunista do PIG “Gazeta do Povo”, afirmar que: “Pode ser que a Petrobras sobreviva, mas ela vai ser bem menor do que era”. Estarrecedor como o plano de destruição do Brasil como Nação implica poucos nomes numa estrutura de camarilha e camorrismo.

 

O amigo de toga de Gebran, lá em Porto Alegre, Leandro Paulsen, dono do currículo mais gordo entre os três, apresenta uma trajetória acadêmica muito estranha. Apesar de não falsear seu endereço profissional (coloca o do TRF4) ao contrário de seu amigo de camarilha, Sérgio Moro (que coloca o endereço de uma universidade privada), o currículo desse personagem apresenta apenas 12 artigos publicados em revistas pobremente qualificadas, e, o mais estranho, em 4 deles, o mesmo título!!!! Como pode ser reapresentado 4 vezes um mesmo artigo? E o copyright?!? Prosseguindo dessa mesma forma, no item “Livros Publicados”, Paulsen relaciona 59 (isso mesmo: cinquenta e nove) obras! Porém, 51 delas publicadas pela MESMA Editora (“Livraria do Advogado”) … Ele é o dono da gráfica?!? Isto é totalmente atípico num currículo dedicado a questões acadêmicas que prima pelo ineditismo, pela qualidade e pela ética.

 

Além de todas estas questões, sabemos pela imprensa que Paulsen e Moro se encontram com frequência no Rio Grande do Sul para ministrarem aulas num curso de especialização (lato sensu).

 

Todas estas não-coincidências, mas intencionalidades, unem estes personagens na camarilha togada estabelecida desde há muito tempo (tempos de Mestrado de Moro e Gebran) e se estendem no espaço-tempo durante a operação Lava Jato após as visitas e treinamentos de Moro, Dallagnol e Gebran (não sabemos dos outros, posto que não apresentam currículos Lattes públicos) nos Estados Unidos (executores das ações que culminariam com a deposição da presidenta Dilma e prisão de vários personagens ligados ao PT e ao próprio ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva). Estaria nesta extensão espaço-tempo configurada a camorra internacional que treinou, cooptou e deu as cartas para a destruição do Estado brasileiro, instaurando o lawfare como arma para travestir atos ilegais com a Legalidade Constitucional, interpretado segundo uma hermenêutica que nenhum juiz sério deste país assinaria embaixo.

 

Das teorias explanacionistas de Dallagnol, a um uso muito alargado da teoria do domínio do fato e os treinamentos levados a cabo pelo Departamento de Estado norte-americano, inflando egos de juizes-jecas e encantados com notoriedade, poder, holofotes e viagens, festas e comemorações internacionais, um país submergiu no caos que estamos assistindo diuturnamente junto ao colapso da República e da democracia brasileira.

 

13ª Vara e TRF4, com um Thompson Flores líder deste último tribunal, e que deveria ter terminado sua jornada lá em Canudos, como o Coronel Flores morto por aquelas paragens, construiu-se a camarilha e a camorra transnacional que liquidou nossas riquezas do Pré-Sal, da indústria naval e da Embraer.

 

Delenda Camorra!

 

*Marcos Cesar Danhoni Neves é professor Titular da Universidade Estadual de Maringá, autor da obra “Do Infinito, do Mínimo e da Inquisição em Giordano Bruno” entre outras obras

09
Jul18

O delegado Roberval Vicalvi o falso herói da batalha de Itararé

Talis Andrade

 

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Foi um complô disse um eleitor da direita volver, vendo tudo "vermelho" no Palácio da Justiça Federal, na Praça da Harmonia, em Porto Alegre  

 

Em Porto Alegre o maior sufoco. Um telefonema do juiz Sérgio Moro, de Portugal, pois em alvoroço os guardas palacianos no imenso vazio domingueiro, quebrando a harmonia da praça e do palácio no recesso dos três patetas. 

 

Foi difícil achar João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Luiz dos Santos Laus também de férias. 

 

Assim começou um tiroteio eletrônico. 

 

Nestes tempos de descanso bem remunerado, com mil auxílios e prendas mil, dificil encontrar um magistrado de plantão, de corpo presente no local de trabalho como acontece com os médicos. Dizem que existem ricos e luxuosos dormitórios nas cortes de justiça, outros juram que não. Que nestes tempos de internet o correio eletrônico quebra o galho. Foi assim que Sergio Moro gritou para Roberval Vicalvi: "Não solte o Homem".

 

Podem perguntar para milhões de brasileiros, principalmente os eleitores: Homem só existe um.

 

O jogo de empurra do habeas corpus de Vicalvi para Moro, de Moro para Gebran, de Gebran para Thompson Flores, de Thompson para Moro era orquestrado pela TV Globo.

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Inclusive a bundalelê da justiça, principalmente a bunda canastra de Moro.

 

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Algum jornalista de esquerda, comuna de nascença, que não teve batismo de pia, anunciou que o desembargador Rogério Favreto partiria de Porto Alegre, de trem, rumo a Curitiba. 

 

Não deu outra, Vicalvi fez de tudo para acalmar Moro, que bradava com sua voz fina, feminina, estritende, que Favreto iria pessoalmente soltar o Homem. 

 

"Mandarei delegados armados de metralhadora para Santana do Itararé", garantiu o valente Vicalvi. 

 

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Moro bem anteviu o confronto. A Democracia no ensanguentado chão.

 

De Thompson as flores no caixão. 

 

 

 

 

 

31
Jan18

Peça 7 – os tribunais superiores

Talis Andrade

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Para Flávio Dino, na força bruta empregada pelos três desembargadores reside a fraqueza maior da decisão

 

 

Diz Dino que na comunidade dos intérpretes das leis e constituições reina maioria avassaladora que considera que o julgamento foi “atípico”.

 

A única exceção são aqueles que acham que foi “atípico” porque os colegas precisavam preservar Sérgio Moro. A intenção, para estes, não seria condenar Lula, mas absolver Moro das excentricidades de sua sentença. Dino considera que trata-se de leitura equivocada: o alvo era Lula, mesmo.

 

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Segundo Dino, o julgamento significou um retrocesso de 300 anos no direito, porque assumindo feição inquisitorial, remetendo aos tempos da Inquisição, nos quais definia-se primeiro a culpa, para depois encontrar o crime.

 

Independentemente da linha política em jogo, Dino considera que os tribunais superiores terão que dizer se garantem ou não dois direitos fundamentais:

 

1.     Permitir a prisão de Lula enquanto tramitam recursos contra a decisão do TRF4. É preciso sublinhar diariamente, diz Dino: prisão antecipada tem que ser justificada com razões concretas.

2.     Buscar a aplicação da Lei da Ficha Limpa. Ela não definiu de modo absoluto que qualquer julgamento colegiado induz à inelegibilidade. Quando o direito de concorrer for plausível, com demonstrações de parcialidade das instâncias inferiores, os tribunais superiores deverão conceder liminar, por haver dano irreparável se a pessoa não concorrer.

 

Sejam quais forem as consequências, Gebran, Paulsen e Laus entram para a história política e do direito brasileiro, como três magistrados que sacrificaram os princípios do direito, o respeito às leis e à sua profissão, em favor de objetivos menores.

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A informação do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, de que não será possível abrir o sistema Drousy, da Odebrecht, é o ponto final na pantomima da Lava Jato.

 

 

31
Jan18

Xadrez de como o TRF4 desmoralizou a Justiça brasileira, por Luis Nassif

Talis Andrade

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João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Luiz dos Santos Laus, os três desembargadores do TRF4 que julgaram Lula, provavelmente entrarão para a história do direito penal brasileiro.

 

A sentença proferida, as ginásticas processuais, expuseram de forma definitiva o poder de manipulação de juízes descomprometido com a seriedade da profissão. E, assim como receberam uma batata quente das mãos do colega Sérgio Mouro, entregarão aos tribunais superiores – que irão analisar sua sentença – um frankestein legal, capaz de consumar a desmoralização final dos operadores de direito brasileiros perante a comunidade jurídica internacional.

 

Partiu do ex-juiz federal, e atual governador do Maranhão Flávio Dino, as análises mais objetivas sobre a pantomima de Porto Alegre.

 

Diz ele que milhares de páginas de direito penal foram rasgadas.

 

P. S.: Continua. Siga neste blogue a apresentação das peças de um teatro mambembe apresentada por juízes safados. São sete peças transcritas do GGN - O Jornal de Todos os Brasis, por Luis Nassif  

 

 

26
Jan18

Janio de Freitas: "Na verdade, se é possível comprovar que Lula recebeu um apartamento, os procuradores de Deltan Dallagnol, Sergio Moro e os desembargadores do TRF-4 jogaram fora a oportunidade"

Talis Andrade

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Haja garganta. Profunda garganta. Gebran Neto leu 460 páginas. Mas faltou o principal: Provas.

Moro consolidou o golpe e o TRF de 4 a eleição da direita volver sem Lula. 

 

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247 - Para o jornalista Janio de Freitas, o resultado do julgamento que confirmou a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em segunda instância não alterou a percepção da população em torno do caso. "Quem considerava Lula inocente e quem entendia faltarem provas indispensáveis para sua condenação, continuam, uns, convictos da inocência e, outros, da insuficiência de comprovação. Quem o achava culpado não mudaria e não foi tentado a fazê-lo", diz.

 

Segundo ele, "as exposições condenatórias dos desembargadores Gebran Neto e Leandro Paulsen não foram frágeis, nem forçaram argumentos além do que tem sido usual. Ilações preencheram faltas de demonstração em alguns buracos, mas trataram de revestir-se de fartas quantidades de extratos de depoimentos contrários a Lula".

 

Nesta linha, Janio ressalta que "as cobranças da OAS, por exemplo, a pagamentos devidos por Lula para ficar com o apartamento, levaram o relator Gebran Neto a recorrer a um trecho de Léo Pinheiro, ex-presidente da empreiteira" e "o pagamento, segundo o relator, foi feito como desconto em de programada contribuição da OAS ao PT. Fórmula acertada pelo próprio Pinheiro com o tesoureiro do partido, João Vaccari. Este é um ponto crucial no caso", diz. 

 

"Mas, aí chegado, o relator Gebran saltou às pressas para outro assunto. O pagamento indireto ficou, no relatório orientador do julgamento, como fato ocorrido. Sem comprovação de sua ocorrência, no entanto. O que, aliás, veio complementar uma sugestiva providência da Lava Jato de Curitiba. Lá citado pelo ex-presidente da OAS como outra parte do acordo, Vaccari não foi inquirido pelos procuradores nem por Sergio Moro, sobre o desvio financeiro de OAS-PT para o débito de Lula com a empreiteira", comenta Janio.

 

"O presidente Leandro Paulsen chegou a dizer, em seu voto: "Tenho assim como comprovado o recebimento do benefício" (do apartamento por Lula). Na verdade, se é possível comprová-lo, os procuradores de Deltan Dallagnol, Sergio Moro e os desembargadores do TRF-4 jogaram fora a oportunidade", avalia.

 

 

Leia aqui a íntegra do texto.

 

25
Jan18

Praticamente lançaram a candidatura de Moro no lugar de Lula presidente

Talis Andrade

 

 

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O jornal Gazeta do Povo deu a seguinte manchete Julgamento de Lula mostra que TRF-4 está ‘fechado’ com Moro e a Lava Jato

 

Os três desembargadores do tribunal de Porto Alegre aproveitaram a transmissão ao vivo do julgamento para elogiar o juiz de primeira instância, a operação e eles próprios.

 

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Primeiro a condenar Lula no TRF-4, o desembargador João Pedro Gebran Neto não aceitou o pedido para que o juiz paranaense fosse declarado suspeito para julgar o ex-presidente. E tampouco aceitou os questionamentos contra a condução coercitiva de Lula – algo que foi alvo de duras críticas.

 

Segundo a votar, o desembargador Leandro Paulsen começou a falar elogiando trechos da sentença de Moro, sobretudo aquele em que o juiz de primeira instância destacava que ninguém está acima da lei – inclusive um ex-presidente. Citou ainda que a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) estava “bem escrita”.

 

[O salário de juiz está acima da lei, esqueceram de defender]

 

Último desembargador a falar, Victor Laus começou a votar elogiando a Lava Jato e o juiz Sergio Moro. “Talvez o que haja de mais singular nessa Operação Lava Jato seja a feliz reunião de talento, entusiasmo, interesse, competência e qualificação profissional”, disse. Sobre Moro, o desembargador Victor Laus chamou-o de “talentoso” e “brilhante”.

 

 

 

25
Jan18

Praticamente lançaram a candidatura de Moro no lugar de Lula presidente

Talis Andrade

 

 

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 O baixo nível do jornalismo marrom 

 

O jornal Gazeta do Povo deu a seguinte manchete: Julgamento de Lula mostra que TRF-4 está ‘fechado’ com Moro e a Lava Jato

 

Os três desembargadores do tribunal de Porto Alegre aproveitaram a transmissão ao vivo do julgamento para elogiar o juiz de primeira instância, a operação e eles próprios.

 

Primeiro a condenar Lula no TRF-4, o desembargador João Pedro Gebran Neto não aceitou o pedido para que o juiz paranaense fosse declarado suspeito para julgar o ex-presidente. E tampouco aceitou os questionamentos contra a condução coercitiva de Lula – algo que foi alvo de duras críticas.

 

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Segundo a votar, o desembargador Leandro Paulsen começou a falar elogiando trechos da sentença de Moro, sobretudo aquele em que o juiz de primeira instância destacava que ninguém está acima da lei – inclusive um ex-presidente. Citou ainda que a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) estava “bem escrita”.

 

[O salário de juiz está acima da lei, esqueceram de defender]

 

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Último desembargador a falar, Victor Laus começou a votar elogiando a Lava Jato e o juiz Sergio Moro. “Talvez o que haja de mais singular nessa Operação Lava Jato seja a feliz reunião de talento, entusiasmo, interesse, competência e qualificação profissional”, disse. Sobre Moro, o desembargador Victor Laus chamou-o de “talentoso” e “brilhante”.

 

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