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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

28
Mai20

Inquérito contra fake news abala Carluxo

Talis Andrade

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por Altamiro Borges

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Batizado de pitbull pelo “paizão” presidente, Carlos Bolsonaro – ou Carluxo para os mais íntimos – deve estar miando. Por decisão do ministro Alexandre de Moraes, a Polícia Federal realizou na quarta-feira (27) várias operações no âmbito do inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura os crimes das fake news. 

Ao todo, foram 29 mandados de busca e apreensão que podem revelar como funciona e quem financia a fábrica de mentiras e o chamado "gabinete do ódio", que é liderado pelo vereador Carluxo Bolsonaro.

A relatora da CPMI das fake news, deputada Lídice da Mata (PSB-BA), já solicitou que o STF compartilhe as provas colhidas. “Teremos agora novos elementos que ajudarão a desmontar essa rede de ódio, inverdades e impunidade que vem ameaçando a própria existência da democracia". 

Em dezembro, uma bolsonarista arrependida, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), já havia revelado à CPMI das fake news que os filhotes de Bolsonaro comandavam a ação criminosa nas redes sociais. Agora, com as apreensões da Polícia Federal, as provas contra os mimados filhotes do presidente poderão vir à tona.

Além disso, as provas colhidas no inquérito do STF ainda poderão influenciar o julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que analisa supostos crimes cometidos na campanha de Jair Bolsonaro em 2018. “Elas podem colocar em dúvida a lisura do escrutínio”, explica Eugênio Aragão, advogado do PT no caso. 

Alexandre de Moraes já ordenou a quebra de sigilo bancário e fiscal dos empresários bolsonaristas que financiaram a difusão de fake news entre julho de 2018 e abril de 2020. A investigação do período de campanha eleitoral pode revelar o esquema milionário e criminoso que elegeu o fascista Jair Bolsonaro.

Os empresários investigados no inquérito

- Luciano Hang. O patético e espalhafatoso dono da rede de lojas Havan é hoje um dos bolsonaristas mais ativos do país. Ele é amigo íntimo do presidente, que inclusive já lhe prestou alguns favores palacianos. No caso específico das fake news, o “véio da Havan” aparece em várias postagens com suas roupas ridículas e suas postagens de ódio. Ele tem cerca de 4,5 milhões de seguidores nas redes sociais. 

Recentemente, através do portal transparência do Facebook, descobriu-se que ele aumentou a propagação de convocatórias para os atos que aconteceram em Brasília em 15 de março contra o Congresso Nacional e STF. A operação de busca e apreensão contra o empresário fascista se deu em sua casa e escritório em Brusque, Santa Catarina.

- Edgard Corona. Dono da milionária rede de academias Smart Fit, o fascistinha trocou mensagens nas redes sociais confessando que pretendia impulsionar vídeos no Facebook contra o Congresso Nacional e em defesa do laranjal de Bolsonaro. Em fevereiro, a Folha revelou algumas mensagens que sugerem que o empresário financiou as redes bolsonaristas de fake news. A operação da PF foi realizada em sua mansão em São Paulo. 

- Otávio Fakhoury. O investidor Otávio Fakhoury virou alvo das operações por ter declarado, em um grupo de WhatsApp, que financiaria caminhões de som nas manifestações fascistas de 15 de março. “Não vou deixar esses canalhas derrubarem esse governo”, afirmou na ocasião o prepotente ricaço. A operação de busca e apreensão foi realizada em sua casa e escritório em São Paulo.

Os difusores de ódio e de fake news

- Allan dos Santos. O blogueiro aloprado edita o site Terça Livre, um dos mais hidrófobos da internet. Na fase recente, o principal alvo de suas baixarias tem sido o STF. No início de maio, por exemplo, ele postou uma foto em frente ao prédio do Supremo apontando o dedo do meio. “Não podia deixar de dar minha opinião sobre quem rasga a Constituição”, escreveu na legenda. Em janeiro, Allan do Santos foi intimado para depor no inquérito, mas não compareceu. “Enquanto esse inquérito infantil continuar, nada que provenha dele terá minha submissão”, esbravejou o valentão no Twitter.

- Bernardo Küster. O youtuber baba ódio nas redes sociais. Em abril, ele divulgou em seu canal do YouTube uma teoria da conspiração que afirmava que o STF estaria aparelhado pelo Foro São Paulo, uma organização que reúne partidos de esquerda da América Latina. No vídeo, o maluco jurou que a suspensão da nomeação de Alexandre Ramagem para o comando da Polícia Federal seria a prova da ligação dos ministros do STF com o Foro São Paulo. Ele também afirmou que o Supremo estaria escondendo os mandantes da facada em Bolsonaro. 

- Sara Winter. A ativista Sara Geromini é a líder do grupo terrorista “300 do Brasil” que está acampado em Brasília desde o início de maio. O Ministério Público do Distrito Federal já classificou o grupelho de “milícia armada”. Através das redes sociais, a provocadora Sara Winter prega a realização de atos de vandalismo contra o presidente da Câmara Federal e os ministros do STF. 

Após a operação de busca e apreensão em seu apartamento em Brasília, a fascistinha desafiou Alexandre de Moraes em vídeo na internet: “Eu queria trocar soco com esse filho da puta arrombado... Pena que ele mora em São Paulo. Se estivesse aqui, eu estava lá na porta da casa dele, convidando ele para trocar soco comigo... Você me aguarde, Alexandre de Moraes. O senhor nunca mais vai ter paz na vida. A gente vai infernizar a tua vida. A gente vai descobrir os lugares que o senhor frequenta. A gente vai descobrir quem são as empregadas domésticas que trabalham para o senhor. A gente vai descobrir tudo da sua vida, até o senhor pedir para sair”.

Os parlamentares bolsonaristas

- Bia Kicis. A procuradora aposentada e deputada federal pelo PSL do Distrito Federal é uma fascista convicta. Pelas redes sociais, ela vive atacando os pilares da democracia e sugerindo intervenção militar. Na segunda-feira (25), por exemplo, ela acusou o ministro Celso de Mello de ter “um plano para abalar a confiança” dos eleitores de Bolsonaro. Não apresentou qualquer prova – como geralmente ela procede. 

- Carla Zambelli. A deputada federal pelo PSL de São Paulo é hoje uma das principais estafetas de Bolsonaro. Ela até rompeu com seu padrinho de casamento, Sergio Moro. Recentemente, afirmou em entrevista à rádio Jovem Pan que “acredita” que Alexandre de Moraes tem ligação com o PCC – mas não apresentou qualquer evidência. 

- Cabo Junio Amaral. O deputado federal pelo PSL de Minas Gerais tem participado dos atos fascistas pelo fechamento do Congresso e do STF. Ao saber que seu nome aparecia no inquérito, ele ainda provocou nesta quarta-feira (27): “Repudio com veemência essa clara ilegalidade. Com a ‘credibilidade’ que eles [o Supremo] gozam, vão me promover e mais nada”, disparou no Twitter.

- Daniel Silveira. O deputado federal pelo PSL do Rio de Janeiro ficou famoso ao quebrar a placa da vereadora assassinada Marielle Franco. Pelo Twitter, ele vive disparando notícias falsas e convocando atos contra a democracia. No final de abril, por exemplo, ele participou de protesto em Brasília contra Rodrigo Maia.

- Douglas Garcia. O deputado estadual pelo PSL de São Paulo impulsionou convocatórias para atos fascistas. Pelo Facebook, um assessor do parlamentar confirmou que pagou para aumentar a propagação das mensagens. Em um vídeo, o deputado também aparece berrando e xingando os ministros do STF. Outro deputado estadual do PSL-SP que está arrolado no inquérito é o provocador Gil Diniz.

- Filipe Barros. O deputado federal pelo PSL do Paraná adora destilar veneno nas redes contra os ministros do Supremo. Ele também já se referiu a alguns membros do Ministério Público Federal como gângsteres.

- Luiz Philippe de Orléans e Bragança. Deputado federal pelo PSL de São Paulo e descendente dos imperadores Pedro 1º e Pedro 2º, o monarquista detesta a democracia. 

- Roberto Jefferson. O ex-deputado federal e atual presidente do PTB, famoso corrupto que só saiu da cadeia por benevolência da Justiça, virou um bolsonarista convicto. Na verdade, é um velhaco oportunista. Portando fuzil em foto no Twitter, ele agora resolveu atacar o STF. Em entrevista recente à Rádio Gaúcha, ele afirmou que o Supremo estaria arquitetando um golpe contra Bolsonaro. E rosnou: “A toga não é mais forte que o fuzil”.

 

07
Jan20

BRASILATOS CRIMINOSOS, MENTIRAS E O FALSO ATAQUE À ESTÁTUA DA HAVAN

Talis Andrade

 

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por Gilson Santos

Jornal A Voz de Araxá

 

Tem algo muito estranho nesse lance do fogo na estátua da Havan.
Foi só prender o líder do movimento integralista que atacou a sede da produtora do canal humorístico Porta dos Fundos, no Rio de Janeiro em 24 de dezembro, para o véio feio da Havan caluniar os adversários.
O empresário assumiu que tem ódio e sempre ridicularizou os portadores de necessidades especiais sem qualquer pudor ou empatia. Após a queima da estátua de uma das lojas Havan, vem o véio com seu linguajar chulo e tosco, insinuando que sua estátua sofreu um atentado terrorista.
Não seria talvez uma armação apenas para mudar o foco, tendo em vista que o Brasil inteiro viu a forma desrespeitosa que esse indivíduo trata os portadores de necessidades especiais?
A polícia civil de São Paulo precisa investigar isso a fundo. Caso prove que o véio preconceituoso armou tudo, que ele pague de acordo com a lei.

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AREPENDIDO veio havan bandeira estados unidos libe

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07
Jan20

BRASILATOS CRIMINOSOS, MENTIRAS E O FALSO ATAQUE À ESTÁTUA DA HAVAN

Talis Andrade

 

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por Gilson Santos

Jornal A Voz de Araxá

 

Tem algo muito estranho nesse lance do fogo na estátua da Havan.
Foi só prender o líder do movimento integralista que atacou a sede da produtora do canal humorístico Porta dos Fundos, no Rio de Janeiro em 24 de dezembro, para o véio feio da Havan caluniar os adversários.
O empresário assumiu que tem ódio e sempre ridicularizou os portadores de necessidades especiais sem qualquer pudor ou empatia. Após a queima da estátua de uma das lojas Havan, vem o véio com seu linguajar chulo e tosco, insinuando que sua estátua sofreu um atentado terrorista.
Não seria talvez uma armação apenas para mudar o foco, tendo em vista que o Brasil inteiro viu a forma desrespeitosa que esse indivíduo trata os portadores de necessidades especiais?
A polícia civil de São Paulo precisa investigar isso a fundo. Caso prove que o véio preconceituoso armou tudo, que ele pague de acordo com a lei.

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AREPENDIDO veio havan bandeira estados unidos libe

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20
Nov19

A "marcha" diante da estátua da Havan

Talis Andrade

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Igreja evangélica faz culto com mulheres vestidas com "farda" em homenagem a Bolsonaro. A cena grotesca faz parte da campanha para buscar assinaturas para legalizar o partido que o presidente tenta criar, para estreiar nas eleições municipais do próximo ano. Usar, indevidamente, uniforme militar é crime.

Informa Kiko Nogueira: A 1ª Igreja Evangélica Luz do Mundo, empresa do pastor Albertino Alves de Sá e sua mulher pastora Uelida Borges, é sediada em Lages, Santa Catarina.

No início desta semana, Albertino mandou os fieis orarem “pelas autoridades que governam o país”, numa demonstração plena de amor à pátria.

Uelida ainda ordenou que as seguidoras vestissem trajes militares para as apresentações.

Albertino já expandiu seu ministério para outras cidades de Santa Catarina e está hoje em 10 municípios.

Fica explicado porquê existem mais de duzentos associações nazistas em Santa Catarina.

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Outra cena rídicula bolsonarista foi a marcha diante da estátua da Havan.Escreve Ricardo Kotscho, em seu blog:

A melhor imagem da demência que tomou conta do Brasil desde a chegada dos bolsominions ao poder, ao som de uma marcha militar, foi o desfile de um bando de patos amarelos diante da estátua da Havan, em Araçatuba, neste final de semana.

Batendo continência e pisando firme no chão, como se estivessem num quartel do recruta zero, dezenas de aloprados de todas as idades deram um espetáculo grotesco de falta de noção durante um protesto contra o STF em que pediam a cabeça do ministro Gilmar Mendes.

De que toca saiu essa gente estranha, um gado humano perdido no tempo e no espaço?

Acho que nunca a seita macabra do Hospício Brasil tinha chegado a tanto nestes quase 11 meses de destruição do país.

O lugar escolhido foi simbólico, pois Araçatuba é a terra do gado e dos agroboys e agroolds dos latifúndios, onde Jair Bolsonaro obteve uma das maiores votações em São Paulo.

Foi lá que o Véio da Havan, o enlouquecido empresário-simbolo da nova ordem, instalou uma das réplicas bizarras da Estátua da Liberdade diante da sua loja.

Se não fossem tão grotescos, eu diria que eles lembravam as tropas da SS nazista, que ocupou a Alemanha hitlerista, em guerra contra o mundo, na década de 30 do século passado.

“A marcha das loucas soltando as frangas”: esta foi a perfeita definição dada pelo internauta Dias, um dos mais antigos e fiéis comentaristas deste Balaio.

Um dos organizadores da manifestação fascista foi o movimento Nas Ruas, criado pela deputada federal Carla Zambelli, do PSL paulista.

É esse tipo de gente que foi eleita na onda da “nova política” que varreu o país no ano passado, depois de Lula ser impedido de disputar a eleição.

“Essa é pra você, Gilmar Mendes!”, gritava um alucinado no carro de som, dando o tom marcial daquela pantomina.

Devem ter achado bonito, porque eles mesmos divulgaram vídeos nas redes sociais no domingo, que viralizaram como dengue.

Na mesma hora, outro bando similar, com o mesmo objetivo, se concentrava em frente à Fiesp do Paulo Skaf, o criador dos patos amarelos, para marchar pela avenida Paulista.

Mas eram tão poucos que nem saíram do lugar.

Enquanto isso, no Recife, desde o meio dia, uma multidão se concentrava diante do palanque do Lula Livre, onde mais de 50 artistas celebravam a libertação do ex-presidente,

Claro que os canais de notícias ignoraram solenemente uma das maiores manifestações populares dos últimos tempos, mas tive a sorte de assistir tudo ao vivo pela TVT, o canal dos trabalhadores no Youtube. Foram oito horas de festa, sem parar.

Mais de 200 mil pernambucanos acorreram ao centro velho da cidade num show emocionante, onde repentistas contaram a saga de Lula, que falou apenas 20 minutos, para aproveitar melhor a homenagem dos artistas pernambucanos.

Araçatuba e Recife fazem parte do mesmo país, mas as imagens mostraram dois povos bem diferentes - um, miscigenado, na maior alegria, cantando e dançando; outro, da elite branca, o retrato da nostalgia militarista de chanchada.

Só vendo para acreditar no que estou dizendo.

Vida que segue.

 

 

27
Set19

Os Bolsonaro sofreram crise de estupidez familiar

Talis Andrade

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por Fernando Brito

--

 

Renato Aragão, no seu velho personagem Didi Mocó, tinha uns bordões nonsense, entre eles um que não dizia coisa alguma: “assim como são as pessoas, também são as criaturas”.

Jair Bolsonaro, hoje, parece que foi fazer companhia à filosófica do Trapalhão, com uma frase dita na saída do Palácio da Alvorada:

“Assim como no passado as Malvinas estavam para a Argentina, hoje a Alemanha está para o Brasil”

Hein?

Queremos anexar a Alemanha? A Alemanha quer nos anexar e vai mandar uma frota de navios de guerra para cá?

Se alguém descobrir o sentido, cartas para a redação.

Mas hoje a lua pegou de jeito a família: Carluxo transformou Álvaro Dias em comunista e seu partido em vermelho. Vá, vereador, acaju, no máximo, não é?

Dudu, o embaixaburguer, tuíta uma fotomontagem da ativista Greta Thunberg tomando café com crianças pobre na janela e outra em que ela faz uma cara de raiva, dizendo “roubaram meus sonhos” ao lado de Jair Bolsonaro com uma bandeja de sonhos de padaria.

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O que ganham com isso? Alguma caixa de calmantes?

Se o Silas Malafaia não fosse brigar, será que iriam correr atrás de doces porque hoje, 26, para os católicos, é Dia de São Cosme e Damião, como faziam as crianças, quando elas ganharem balas não tinha o sentido macabro de hoje?

Para você não achar que o louco sou eu, aí vai o vídeo:

William De Lucca@delucca
 

"Assim como no passado as Malvinas estavam para a Argentina, hoje a Alemanha está para o Brasil".

Vídeo incorporado
Memes Diogo Ramalho

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14
Mai19

Concessão de empréstimos públicos e sonegação de impostos promoveram a expansão da rede de lojas Havan

Talis Andrade

Justiça nega apelação de dono da Havan contra o Extra Classe

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por Gilson Camargo

 

Ação por danos morais contra reportagem que denuncia empresário Luciano Hang por sonegação é improcedente, concluem desembargadores

cacinho bolsonaro mito besterol slogan.jpg

 

A 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul negou por unanimidade uma apelação do empresário catarinense Luciano Hang, dono da rede de varejo Havan, em ação indenizatória ajuizada contra o jornal Extra Classe e o portal extraclasse.org.br – publicações do Sinpro/RS – em virtude de matéria publicada pelo veículo em que o empresário foi denunciado por promover a expansão de sua rede de lojas à custa de dinheiro público e sonegação. Na sentença proferida no dia 25 de abril, os desembargadores do TJRS negaram provimento à apelação e condenaram o empresário ao pagamento de parte dos custos do processo. A decisão confirma a sentença de primeira instância da 12ª Vara Cível do Foro de Porto Alegre, que em setembro de 2018 já havia julgado improcedentes as alegações do empresário.

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Aeromito de Luciano 

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A ação por danos morais foi motivada pela reportagem Havan: expansão com dinheiro público e sonegação, assinada pelo jornalista Flávio Ilha, publicada em 6 de fevereiro de 2018. Ao negar a apelação, o desembargador-relator Jorge Alberto Schreiner Pestana concluiu que jornal e o portal não cometeram erros nem se excederam no direito de informar ao publicar reportagem vinculando a expansão da rede de lojas Havan à concessão de empréstimos públicos e à sonegação de impostos. “Notícias que, analisadas no contexto em que apresentadas, deram-se no exercício da liberdade de expressão, pois amparadas em retratos da realidade, visto ser de acesso público os dados que indicam que o grupo Havan valeu-se de empréstimo do Bndes, bem como a existência de condenação em 2º Grau de jurisdição por fatos que envolviam sonegação fiscal (embora tenha sido reconhecida a prescrição penal pelo STF)”, conclui o acórdão.

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Anunciando uma nova loja

 

14
Mai19

Expansão com dinheiro público e sonegação: a história da Havan

Talis Andrade

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POR FLÁVIO ILHA


O empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, realizou, entre abril de 2005 e outubro de 2014, 50 empréstimos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar a expansão de suas atividades comerciais no país, que resultaram na abertura de quase 100 lojas em 13 estados do Brasil. No total, os empréstimos, com prazos de pagamento entre 60 meses (cinco anos) e 48 meses (quatro anos), totalizaram R$ 20,6 milhões.


Na semana passada, o empresário declarou à imprensa de Porto Alegre, durante o anúncio de investimentos de quase R$ 2 bilhões no Estado, que nunca teve nenhum contrato aprovado com o banco estatal e que não usa incentivos oficiais em seus negócios. “Eu não tenho nenhum empréstimo do BNDES. Lamentavelmente, durante os últimos anos, os bons empreendedores não conseguiram os empréstimos que precisavam para se desenvolver. Não é pecado pegar dinheiro do BNDES, quero deixar bem claro, mas eu não pego dinheiro. O dinheiro da Havan é do próprio investimento da empresa, é o retorno do que nós fizemos e dos meus parceiros privados, de bancos como Santander, Itaú, Bradesco e Safra”, disse Hang à uma rádio de Porto Alegre.


Na última quinta-feira de janeiro, 31, o empresário garantiu investimentos de R$ 1,5 bilhão no Rio Grande do Sul na implantação de pelo menos 50 megalojas e de R$ 400 milhões em hidrelétricas e voltou a declarar que não quer incentivos fiscais para se instalar no Estado, nem mesmo outros incentivos governamentais. “Não quero nem terreno para abrir lojas”, disse em cerimônia no Palácio Piratini. Entre as cidades especuladas para instalar suas lojas estão Porto Alegre, Santa Maria, Passo Fundo e Canela. Segundo ele, vai depender de alguns critérios, como a possibilidade de as lojas funcionarem em finais de semana e feriados.


A rede de lojas com origem em Brusque (SC) começou um processo acelerado de expansão a partir de 2011, quando apenas nesse ano abriu 15 lojas em Santa Catarina e no Paraná – até então, a rede tinha apenas 24 unidades distribuídas nos dois estados. Foi justamente em 2011 que a empresa registrou o maior volume de contratos de empréstimo junto ao BNDES – 19 no total, praticamente o mesmo número de novos pontos de venda. Os contratos somaram R$ 1.791.071,02

 

Fraude e condenação


A planilha do BNDES a que a reportagem do Extra Classe teve acesso mostra exatamente o contrário. Além de tomar empréstimos no atacado, numa média de cinco por ano, a maioria dos contratos firmados pela Havan Lojas de Departamentos Ltda junto ao BNDES foi na modalidade Finame, que se destina à aquisição de máquinas e equipamentos nacionais para financiar produção industrial. A modalidade, segundo as regras do banco, não se ajusta a empresas de varejo.


As taxas de juros dos empréstimos, além disso, variaram entre 3,1% e 8,7% ao ano – um “papagaio” em bancos comerciais, para pessoas jurídicas, costuma custar pelo menos três vezes mais. Todos os empréstimos foram repassados à Havan por bancos comerciais autorizados a operar com o BNDES. Grande parte dos repasses está concentrada em 2011 e 2012, justamente no momento em que a empresa alterou seu patamar de negócios. Hoje a rede tem 107 lojas distribuídas em 15 estados, com faturamento declarado de R$ 4,7 bilhões em 2016.

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Publicado originalmente no Jornal Extra Classe em fevereiro de 2018

 

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