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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

26
Jun19

O CAPITÃO CONTINUA MOVIMENTANDO O SHOW DE BESTEIRAS

Talis Andrade

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por HELIO FERNANDES

 

O general e ex-ministro Santos Cruz, acertou em cheio. Em pleno

coração. Mas Bolsonaro insiste em exibir e verbalizar seu medíocre

tatibitate, nas redes e TVs. Deplorável. Lamentável. Insuportável.

 

E sem o mínimo de auto critica: "A oposição critica porque sou bom de

papo". Não para de falar, basta entrar nas redes ou ligar a televisão

lá está ele, geralmente se desmentindo. Vou selecionar as besteiras

dos últimos dias, naturalmente entre aspas.

 

1- "Não queria mais 4 anos de mandato. Mas se o povo quiser,

atenderei. E todos votarão em mim". Isso no auge da impopularidade.

 

No apogeu da incompetência. No máximo do fracasso.

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2- "O Congresso quer me transformar em rainha da Inglaterra". Ora,

O Congresso é um dos Poderes, relacionamento indispensável,

Legislativo-Executivo. Ele mesmo coordenou um Pacto

Republicano, "assinaremos em 10 de junho".

 

Garanti, não assinariam, "é rigorosamente inconstitucional". Junho está

indo embora, não assinaram nem explicaram para a coletividade.

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3- "Os partidos querem indicar ministros, isso é impossível". Logo

depois conclui, culpando a si mesmo:" A forma da escolha está errada,

vou mudar tudo". A culpa é dele mesmo, insiste nos erros e equívocos.

 

4- Apenas um disparate, voluntariamente praticado por ele, agora no

STF. (Outra besteira. Sem vaga, insistiu que nomearia Moro.

Inesperadamente vai pra TV, retumba, "o STF precisa de um ministro

evangélico".

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5- Ainda sem vaga, nos bastidores, trabalha um nome, sem credenciais.

O bispo (?) Malafaia.

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 O CAPITÃO CONTINUA SEU ROTEIRO DE INCOMPETÊNCIA 

 

Assusta pela imprudência e pelo desconhecimento do que é prioridade para o desenvolvimento e progresso. Anuncia: "Vamos conceder econstruir 16 mil quilômetros de rodovias". Num país que tem grãos como poder maior na exportação, concentramos todo transporte no degradável e ultrapassado caminhão.

 

Quando Henry Ford lançou o primeiro automóvel, em 1890, os EUA começarama construir ferrovias. Entraram em litígio e invadiram as poderosas fazendas, para abrir caminho para as progressistas ferrovias. Ha 50 anos têm a maior rede ferroviária do mundo, e não desprezam ou abandonam o setor. 

 

Nós não abrimos ferrovias nem cuidamos da segurança das estradas. O maior índice de assaltos atinge precisamente os caminhões. 

 

O "presidente" torturador, Garrastazu Medice, gastou uma fabula de dinheiro para abrir a inacreditável Transamazônica. Que se disse na época, "ligava o nada a coisa alguma". Hoje, totalmente abandonada.

 

PS - 16 mil quilômetros de ferrovias, seria um passo enorme para o progresso.

 

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13
Mai19

Por que o decreto de armas de Bolsonaro pode acabar sendo derrubado

Talis Andrade

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O presidente Jair Bolsonaro assinou hoje um decreto que flexibiliza as regras para registro, posse, porte e comercialização de armas e munições para colecionadores, atiradores esportivos e caçadores.

De acordo com o porta-voz do governo, Otávio Rêgo Barros, a medida trata da "desburocratização do mercado de armas e munições".

Em janeiro, Bolsonaro assinou um outro decreto que tratava da posse de armas, que é a autorização para manter uma arma de fogo em casa ou no local de trabalho.

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Decreto presidencial facilita que advogados, caminhoneiros e políticos portem armas de fogo carregadas

 

por Leticia Mori

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30
Abr19

O CAPITÃO AGE POR IMPULSO, ESTÁ ACOSTUMADO A SER CONTRADITÓRIO

Talis Andrade

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por Helio Fernandes

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Ou então ser desmentido por auxiliares, como já aconteceu as mais diversas vezes. São tantas e o capitão está tão desacreditado, que vou citar e comentar apenas as duas ultimas polemicas sobre preços, (Petrobras e Banco do Brasil), com enorme repercussão. E naturalmente anulando os próprios atos, não tinha capacidade legal para praticá-los.
 
Primeiro foi a Petrobras, invadiu a área da maior empresa brasileira, fixou preços sem consultar ninguém. Voltou atrás, Lorenzoni, apesar do cargo que ocupa não soube de nada, disse textualmente para os caminhoneiros: "Demos uma trava na Petrobras". (Como eles são obstinados pela linguagem das redes sociais, era FAKE).

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No fim de semana, sem informação ou convicção mas com muita arrogância e desequilíbrio e sem respeito por ninguém, mandou que "o presidente do BB cancelasse um anuncio publicado". Ordem cumprida sem a a menor analise, só a subserviência natural de quem pretende se manter no cargo,pelo menos por 4 anos.
 
Considerando que era um vitorioso, o capitão resolveu e transformou numa ordem e diretriz para o governo (desgoverno. Textual: "Toda a publicidade, mesmo mercadológica e abrangendo as  mais diversas estatais, precisa ser autorizada pelo Planalto". Designou órgãos e responsáveis, mandou publicar.
 
Menos de 48 horas depois, começou o protesto, a repercussão negativa, enorme. A ordem da "autoridade" responsável atingiu o Planalto em plena comemoração:" As estatais têm independência e exclusividade para destinar e distribuir sua publicidade".
 
PS- O capitão não reclamou, imediatamente mandou anular tudo.
 
PS2- Está acostumado. Perdão, acostumadíssimo.
21
Jun18

A QUADRATURA DO CÍRCULO EM QUE SE METEU O MINISTRO FUX

Talis Andrade

 

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por JOSÉ CARLOS DE ASSIS 

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O grande Sepúlveda Pertence, ao tempo em que exercia o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, disse-me certa vez, entre o sério e o cômico, que os ministros do STF padecem de "ignorância específica", sobretudo quando se trata de questões econômicas.

 

Temos um caso paradigmático de ignorância específica do Supremo, de responsabilidade do ministro Luís Fux: a ação de inconstitucionalidade, a ser julgada por ele, impetrada pelo patronato urbano e rural contra o tabelamento dos fretes concedido pelo Governo aos caminhoneiros.

 

Para acertar um acordo, Fux reuniu:

 

(i) Advocacia-Geral da União;
(ii) Ministério dos Transportes;
(iii) Agência Nacional de Transportes Terrestres;
(iv) Associação do Transporte Rodoviário de Carga do Brasil;
(v) Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil;
(vi) Confederação Nacional da Indústria;
(vii) Confederação Nacional dos Transportadores Autonômos;
(viii) Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica;
(ix) Secretaria de Promoção da Produtividade e Advocacia da Concorrência.

 

Detalhe, todas essas instituições foram reunidas por Fux para resolver um problema criado pela Petrobrás, ou seja, a vinculação dos preços dos combustíveis ao mercado internacional de petróleo, algo de notável estupidez. Não há a mais remota possibilidade de conciliação de interesses desses agentes econômicos, empresários e caminhoneiros, sem uma decisão simples e direta da Petrobrás, ou seja, reduzir o preço do diesel.

 

Ela o fará? Certamente não, porque ela se considera autônoma na estrutura de governo brasileiro e tem um vínculo ideológico de caráter religioso, e obviamente também financeiro, com o mercado internacional e as grandes petroleiras estrangeiras. Resultado de tudo isso: uma possível greve de caminhoneiros a partir do dia 28, quando Fux tomar a sua decisão supostamente salomônica, e inútil, essencialmente fruto de sua ignorância especifica.

 

 

02
Jun18

Greve: desmonte da Petrobras levou país ao caos

Talis Andrade

Petroleo é nosso. 13 março contra golpe.jpg

 

 

Caminhoneiros tendem a ser conservadores, mas reivindicação é justa. Sob o golpe, política de preços da estatal atende aos desejos dos investidores, não às necessidades do país.

O artigo é de Paulo Kliass, doutor em Economia pela Universidade de Paris 10 e Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, carreira do governo federal, publicado por Outras Palavras, 24-05-2018.

 

Eis o artigo.

A história das movimentações políticas e reivindicatórias de determinadas categorias sociais carrega consigo uma tendência a apresentar elementos de natureza conservadora e retrógrada. Travestidos de manifestações de protesto contra políticas setoriais, tais movimentos muitas vezes acabam por enganar a opinião pública e provocar crises políticas mais amplas. Em geral, as greves de caminhoneiros tendem a ser um exemplo bem característico desse quadro de confusão.

 

Talvez a mais dramática de todas tenha sido a atuação dessa categoria no Chile, às vésperas do golpe que derrubou o governo de Salvador Allende.

 

Pesquisas de historiadores acabaram por confirmar a profunda articulação existente à época entre as lideranças do famoso “paro patronal” em outubro de 1972 e as forças organizadas pela CIA e os representantes da oposição burguesa e empresarial ao governo da Unidade Popular. Ao mesclar interesses de empresas de carga e proprietários autônomos de caminhões, aquela greve aprofundou um quadro de desabastecimento generalizado pelo país e contribuiu para ampliar a crise políticaque chegou ao assassinato do presidente eleito e a tomada do poder pelos militares.

 

Na nossa vizinha Argentina a categoria também é muito bem organizada e obtém sucessivas conquistas em função de sua capacidade de pressão sobre os governos. As mobilizações ocorrem com periodicidade quase anual e não costumam perdoar os ocupantes da Casa Rosada, seja Cristina Kirchner ou seja Macri, para falar apenas dos mais recentes.

 

Chile, Argentina, Brasil: caminhoneiros em ação

Ao longo dessa semana, o Brasil assiste a mais um capítulo de manifestações organizadas por entidades vinculadas ao setor de transporte de cargas por rodovias. A base objetiva para a ampla adesão ao movimento reside, obviamente, nas elevadas taxas de impopularidade do governo Temer e suas desastrosas opções de política econômica. No caso concreto, estamos falando da estratégia adotada para o setor da energia, em especial a conduta escolhida para a Petrobras.

 

Ao nomear o tucano Pedro Parente para o cargo de presidente do maior conglomerado empresarial brasileiro, Temer fez muito mais do que simplesmente agradecer de forma generosa pelos apoios emprestados pelo PSDB à sua empreitada para assumir o Palácio do Planalto, inclusive com o incentivo decisivo para o sucesso do “golpeachment”. A intenção maior era dar início ao processo de privatização dessa estatal gigante e que atua em área estratégica para a economia e a sociedade brasileiras. Assim, o novo dirigente começou a implementar, logo de início, um caminho de “desinvestimento” na empresa. Na verdade, um termo pomposo e enganador para o procedimento objetivo de venda de ativos do grupo estatal para o setor privado. Em português claro, o substantivo mais adequado para esse crime contra a economia nacional é privatização.

 

Além disso, foi conferida a Parente uma impressionante autonomia para gerir a mudança fatal no processo de exploração das reservas valiosíssimas do Pré-Sal. Atendendo a pleitos das grandes empresas petroleiras estrangeiras, o governo retirou a exclusividade da Petrobras para a tarefa de organizar a retirada do óleo e gásdaquelas camadas profundas. Uma loucura! Afinal, trata-se de uma reserva potencial imensa e não há justificativa que apoie tal iniciativa que prejudica a inserção internacional do Brasil, compromete nossa segurança nacional e reduz de forma sensível o uso adequado dos recursos de tal exploração econômica em um Fundo Soberano para as futuras gerações.

 

Outra linha adotada pelo tucano refere-se ao reforço da narrativa demagógica de evitar o assim chamado “uso político” da Petrobras. Amparado no desgaste de imagem provocado pelos escândalos revelados pela Operação Lava Jato, o governo resolveu dar um verdadeiro cavalo de pau na política de preços praticados pela empresa. Isso significa a adoção de uma paridade automática com as variações do preço do petróleo no mercado internacional. Na prática, a Petrobras passou a aumentar os preços internos praticados nas refinarias apenas em função das mudanças externas.

 

Parente e o desmonte da Petrobras

A retórica utilizada para justificar essa mudança se apoiava no chamado “realismo tarifário” e na condenação da política anterior de contenção de aumentos nos preços dos derivados de petróleo para evitar contaminação inflacionária. No entanto, o fato concreto é que a Petrobras é uma empresa pública atuando em setor estratégico. Assim, nada mais compreensível que os governos democraticamente eleitos adotem políticas para ela. Por exemplo, não é razoável supor que a Petrobras siga de maneira cega ou ingênua as regras das empresas privadas do setor nem mesmo os seus critérios de lucro e retorno financeiro.

 

No entanto, o quadro havia mudado bastante desde quando FHC resolveu internacionalizar a empresa e quase conseguiu transformar seu nome em “Petrobrax”. Afinal, a prioridade absoluta de seu governo era atrair o interesse dos meios dofinancismo internacional para investir em papéis da nossa petroleira na Bolsa de Valores de Nova Iorque. Ao assumir esse compromisso, a partir daquele momento o governo brasileiro estava se sujeitando às regras desse tipo de mercado, onde o interesse único é a rentabilidade especulativa sobre o título e não a contribuição da empresa para o desenvolvimento econômico e social de nosso país.

O presidente da Petrobras, Philippe Reischtul, em

 

Ao mudar a política de preços mais recentemente, Parente terminou por criar uma armadilha de médio prazo para o próprio governo Temer. Afinal, estava claro que os baixos preços do barril do petróleo seriam recuperados em algum momento futuro. Pois a fatura chegou. Em uma primeira fase, foram os sistemáticos reajustes no preço do gás de cozinha, que estão provocando um piora dramática nas condições de vida da maioria da população de baixa renda. Com o desemprego monumental e a redução dos salários, pesquisas indicam que teve início a substituição dessa fonte de preparação de alimentos por lenha nas cozinhas da população mais desprotegida.

 

Gás de cozinha, gasolina, diesel: aumentos sem parar

Os aumentos frequentes nos preços de gasolina e diesel também passaram a pesar nas contas da classe média, além do impacto generalizado nos índices de inflação em razão do uso generalizado dessa fonte de energia pelo Brasil afora. E a população começou a perceber que a tal política de preços só operava para aumentos. Nas inúmeras ocasiões em que o preço do petróleo havia sido reduzido, os efeitos de queda jamais eram sentidos nos postos de gasolina.

 

Apesar de todas as evidências em contrário, o governo seguiu fazendo ouvidos moucos a tais reclamos generalizados de insatisfação com tal estratégia. A situação mudou a partir da semana passada. Com o forte simbolismo de cinco reajustes seguidos nos preços em uma única semana, o movimento dos caminhoneiros ganhou expressão nacional. E foi só a partir de tal pressão que Temer resolveu se mexer. Afinal, estão programadas eleições para o mês de outubro e os candidatos alinhados com o governo não querem saber de ainda mais novidades negativas para carregar como fardo pesado e incômodo em suas campanhas.

 

Assim, é bem provável que aquela bravata toda da “seriedade e competência” da área técnica em não ceder a pressões políticas seja abandonada. As trapalhadas todas de Trump na cena global têm contribuído para uma elevação dos preços do petróleono mercado internacional. Se o governo Temer mantiver essa obstinação burra de manter a equiparação automática, é bem capaz de tenhamos uma explosão ainda mais acentuada aqui dentro.

 

Reajuste automático de preços: política burra

Não faz sentido que o Brasil adote essa política que só se justifica para países que dependem totalmente do petróleo importado. No nosso caso, pelo contrário, somos autossuficientes graças à nossa grande produção interna. Ao longo de 2017, por exemplo, nosso saldo na balança comercial do óleo foi positivo em US$ 3,7 bilhões. Isso significa que exportamos mais do que importamos. O único raciocínio que pode explicar esse tiro no pé da duplinha Temer & Parente refere-se à preocupação com o investidor externo. Sim porque o detentor de ações pode considerar esquisito que a Petrobras deixe de ganhar ainda mais dinheiro com a alta nos preços do barril de petróleo praticada pelo cartel da OPEP. Afinal, isso representa menor valorização do papel nas bolsas e menor participação nos dividendos. Mas e daí?

 

Ora, estamos tratando de uma empresa pública e que deve atender prioritariamente aos interesses da maioria da população brasileira. O fundamental é que os resultados positivos de sua atividade econômica sejam utilizados para aumentar sua capacidade de produção interna, com mais investimentos. A remuneração dos lucros do acionista minoritário nas bolsas estrangeiras não pode ser o fator a determinar, por exemplo, a política de preços.

 

No entanto, por mais uma dessas ironias da História, Temer talvez seja obrigado a ceder ao movimento dos caminhoneiros. Depois de ignorar os pleitos generalizados por mudanças na política de desmonte na empresa, ele pode recuar frente ao poderoso lobby dos empresários da área de transportes. Felizmente no momento atual, os caminhoneiros terminam por verbalizar o sentimento generalizado de descontentamento popular com esse governo, que se desmancha um pouco mais a cada novo dia que passa.

30
Mai18

CAMINHONEIROS E SEUS PATRÕES FORNECEM COMBUSTÍVEL AO GOLPISMO. TEMER É O PRINCIPAL ARTÍFICE DO CAOS

Talis Andrade

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Foto Marlene Bergamo/ Folhapress

 por Mário Magalhães 

30
Mai18

Temer sem noção de nada e sem medo do ridículo

Talis Andrade


Quando um governo ilegítimo e fraco - e nada pode ser mais fraco e inerte que o governo de um presidente meramente decorativo - decide adotar medidas de força, deixam de existir limites para o avanço da crise

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Por Eric Nepomuceno

Em quatro dias de tensão máxima, entre terça e sexta-feira (de 22 a 25/5), Michel Temer conseguiu algo insólito: deixou de ser um presidente ilegítimo para assumir definitivamente o rol de presidente decorativo. Ou, como disse alguém, um ex-presidente em exercício.

 

Até os seus capangas no Congresso o atropelaram de forma impressionante. Supostos aliados o criticaram sem cerimônia ou respeito. Num primeiro momento, assumiram o mando numa espécie de parlamentarismo de última hora, e tentaram diminuir para sempre sua figura, adotando medidas de uma torpeza ímpar para solucionar a crise surgida a partir da greve dos caminhoneiros.

 

Outra façanha de Temer, que fez que seu isolamento alcançar níveis olímpicos, foi aplicar com talento único sua absurda capacidade de ridículo. Na última quinta-feira (24/5), enquanto a situação chegava à beira do abismo, o presidente estava no interior do Rio de Janeiro, numa cerimônia de expressão nula, para prestigiar a entrega de automóveis aos conselhos tutelares de menores. Sem pestanejar, afirmou a uma plateia atônita que aquele era “o acontecimento mais relevante” da jornada.

 

Naquela altura, em Brasília, ocorriam coisas que, para sua limitadíssima visão da realidade, eram menos importantes. Por exemplo, uma reunião de vários de seus ministros com os principais dirigentes dos sindicatos patronais de transportes, que atuavam pelas costas dos motoristas autônomos e que representam somente um terço do total de caminhoneiros existentes no país. Tentaram (e conseguiram) fechar um acordo, que, no fim das contas, não foi suficiente para acabar com a paralisação das estradas.

 

Enquanto isso, o aeroporto da capital brasileira informava que só permitiria o pouso de aeronaves com combustível suficiente para partir sem precisar se abastecer no local. Em todo o país se registravam imagens de um caos que se tornava cada vez maior. No Rio, a circulação de ônibus caiu pela metade. Em Recife, capital de Pernambuco, formaram-se filas enormes nos postos, que se estendiam por até dez quadras. Há bloqueios nas estradas de 25 estados, num total de mais de 550 cortes realizados por caminhoneiros autônomos. Nas gôndolas e prateleiras dos supermercados faltam verduras, legumes, carne e leite, e quando há, os preços chegam a ser até cinco vezes mais caros que na semana passada.

 

Contudo, para Michel Temer nada disso é mais importante que a solenidade de entrega de uns 600 automóveis, que na verdade eram a metade do que o seu desgoverno havia prometido aos transportadores.

 

 

A decisão de convocar as Forças de Segurança – leia-se, basicamente, o Exército – para desmobilizar os caminhoneiros parados em todo o país tampouco foi decisão sua: partiu do general Sergio Etchegoyen, um duro entre os mais duros, que comanda o Gabinete de Segurança Institucional, órgão que Dilma Rousseff havia extinto e que Temer ressuscitou.

 

Outro general, Joaquim Luna – o primeiro militar a se sentar na cadeira de ministro da Defesa desde que a carteira foi criada por Fernando Henrique Cardoso, há 20 anos –, assegurou que as Forças de Segurança atuariam “com energia”.

 

Sempre caminhando no rumo de expandir a crise ao máximo, Temer assinou, na tarde de sexta (25/5), um texto que foi entregue aos uniformados: o Decreto de Garantia da Lei e da Ordem, que tem duas funções: a primeira é liberar o Exército para impedir “atos que atentem contra a ordem pública”. Que tipo de ato? Ninguém sabe, exceto os casos óbvios de atirar pedras a soldados. A segunda é assegurar, com um dispositivo legal, que tudo o que se fizer para cumprir a missão até o dia 4 de junho (quando expira a validez do decreto). Por “tudo o que se fizer” entende-se: tudo o que a tropa fizer contra a população.

 

Quando um governo ilegítimo e fraco – e nada pode ser mais fraco e inerte que o governo de um presidente meramente decorativo – decide adotar medidas de força, deixam de existir limites para o avanço da crise.

 

A capacidade extraordinária de Michel Temer e seus bucaneiros de impulsar, e em velocidade recorde, o desmonte das políticas dos últimos 30 anos – inclusive anteriores ao governo de Lula da Silva, embora consolidadas ampla e infinitamente por ele – foi o que provocou o caos que estamos vivendo.

 

Entregar um patrimônio nacional como os campos dos Pré-Sal, outrora nas mãos da estatal Petrobras, diretamente às empresas estrangeiras, teve consequências alucinantes.

 

Ao longo dos oito anos de Lula da Silva, o preço dos combustíveis teve oito aumentos. Nos dois anos de Temer, já são 229. Isso mesmo: 229.

 

Por que Lula, e logo Dilma, trabalharam para conter esse preço? Para não pressionar a inflação, e para incentivar o crescimento da atividade econômica. Para que Temer e quadrilha permitiram uma série absurda de aumentos dos preços? Para atender aos interesses dos seus patrões nacionais e globais.

 

Ainda na noite de sexta-feira (25/5), o pegajoso ministro da Segurança Pública – um ex-militante de esquerda, que, como costuma ocorrer com esse tipo de sujeito, não só se debandou para a direita como inclusive para aquela mais agressiva e reacionária – dizia solenemente que quase metade dos cortes de estrada já haviam desaparecido.

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Entretanto, não desapareceu o risco de que os generais se encantem com a possibilidade de seguir com a série de intervenções.

 

Tampouco desapareceu a imagem concreta de um país desgovernado, e que acelera velozmente na direção do abismo.

 

28
Mai18

Sobre a paralisação dos caminhoneiros e seus mitos

Talis Andrade

 

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por LARISSA JACHETARIBERTI

 

5) (...) Com a mobilização que se potencializou em 21 de maio, uma série de pautas foram levadas para as “estradas”. Dentre os mobilizados nesse primeiro momento estavam autônomos e motoristas contratados. As informações que nos chegam é a de que eles estão deixando passar as cargas perecíveis e os medicamentos e os itens considerados de primeira necessidade.

6) A paralisação continuou e ganhou adesão das transportadoras que prometeram não onerar os funcionários nem realizar cortes salariais ou demissões por causa da greve. Afinal de contas, a redução do preço do Diesel também é do interesse da classe patronal.

7) A greve conta com grande apoio nacional, porque a alta do preço dos combustíveis afeta não só a prestação de serviços, mas a vida de grande parte dos brasileiros.

8) Os sindicatos estão batendo cabeça. De um lado, muitas federações e entidades soltaram nota dizendo que não apoiam a greve e que ela tem características de lockout justamente porque a pauta tem sido capitaneada pelos setores empresariais em nome dos seus interesses. Do outro lado, existem sindicatos de autônomos, como a própria CNTA, o Sindicam de Santos que puxou a paralisação na região do porto, e agora a Abcam, que recentemente se mobilizou na negociação, apoiando o movimento. Segundo nota, o presidente da Abcam esteve em Brasília hoje e depois de uma reunião frustrada disse que a greve dos caminhoneiros continua. A reunião tinha como objetivo negociar a redução da tributação em cima dos combustíveis.

Esse é o cenário geral da mobilização. Ela é composta por uma série de segmentos que conformam o TRC. E, obviamente, suscita algumas questões:

1) Existe uma clara apropriação da pauta dos caminhoneiros por parte da classe empresarial que exerce maior influência nas negociações. Isso significa que, por mais que a greve seja legítima, pode acabar resultando num “tiro pela culatra” a depender dos rumos tomados na resolução entre as partes e as lideranças.

2) Não existe uma pauta unificada, o movimento não é hegemônico, nem do ponto de vista social, nem do ponto de vista ideológico. Existe um grupo de caminhoneiros bolsonaristas, outros que são partidários de uma intervenção militar, outros pedem Diretas Já e Lula Livre. Ou seja, é um movimento canalizado principalmente, pela insatisfação em relação ao preço do Diesel.

3) Em função da grande complexidade e fragilidade das lideranças sindicais de autônomos, o movimento carece de uma representatividade que possa assegurar as demandas da classe trabalhadora, bem como que possa evitar o crescimento dos discursos conservadores e das práticas autoritárias. Enquanto isso, os sindicatos patronais acabam por exercer maior influência, determinando os caminhos da negociação e o teor das reivindicações.

4) Isso se faz notar, por exemplo, no tipo de reivindicação expressada por grande parte dos caminhoneiros que é a redução da tributação em cima do preço do combustível. Ora, todos nós sabemos que o cerne do problema é a nova política de preços adotada pelo governo Temer e pela Petrobras, que atualmente é presidida por Pedro Parente.

5) Novo parênteses sobre o tema: desde o ano passado, a Petrobras adotou uma nova política de preços, determinando o preço do petróleo em relação à oscilação internacional do dólar. Na época, esse tipo de política foi aplaudida pelo mercado internacional, que viu grande vantagem na venda do combustível refinado para o Brasil. Aqui dentro, segundo relatório da Associação de Engenheiros da Petrobras, a nova política de preços revela o entreguismo da atual presidência da empresa e governo Temer, que busca sucatear as refinarias nacionais dando prioridade para a importação do combustível. Tudo isso foi justificado na época com o argumento que era necessário ajustar as contas da Petrobras e passar confiança aos investidores internacionais.

6) É verdade, portanto, que o movimento em si tem uma percepção um pouco equivocada da principal razão do aumento dos combustíveis, mas isso não significa que toda classe dos caminhoneiros não faça essa relação clara entre o problema da política de preços da Petrobras e o aumento dos combustíveis.

7) De fato, portanto, o grande problema nesse momento é saber quem serão as pessoas a sentar nas mesas de negociação. De um lado, existe uma legítima expressão da classe trabalhadora em defesa das suas condições de trabalho e dos seus meios de produção. O aumento do Diesel é um duro golpe entre os caminhoneiros autônomos e a reivindicação da sua redução, seja pela eliminação dos tributos, seja pelo questionamento da política de preços da Petrobras, é legítima e deve ser comemorada.

8) A questão fundamental agora é saber o que o governo vai barganhar na negociação. Retomo, então, a questão da reoneração da folha de pagamento. O governo já disse que haverá uma reoneração da folha e esse é um dos meios de captação de recursos caso haja fim do Pis/Cofins incidindo sobre os combustíveis. Na prática, porem, a reoneração pode ter um impacto sobre os empregos dos próprios caminhoneiros, resultando em demissões.

9) Se houver o fim da tributação no Diesel, conforme inclusão do relator, Orlando Silva (PCdoB/SP), na Medida Provisória, de parágrafo que exclui a tributação, a classe trabalhadora e toda sociedade serão impactadas. Afinal de contas, com redução de receita, haverá, consequentemente, um corte no repasse da verba para a seguridade social, previdência, saúde, etc.

Considerando tudo o que foi dito, expresso meu incomodo com análises e percepções simplistas da esquerda, ou de pessoas que se dizem da esquerda, sobre o movimento. Locaute virou doce na boca dos analistas de facebook. Porque não atende à nossa noção de “movimento” ideal, os caminhoneiros que legitimamente se mobilizaram em nome da redução do preço do diesel estão sendo taxados de vendidos e cooptados, como uma massa amorfa preparada para ser manipulada.

Os “puristas” não entendem a complexidade da categoria, e tampouco atentam para a dificuldade que é promover a mobilização ampla desses trabalhadores, tendo em vista não só a precarização extrema à qual estão sujeitos, mas também à realidade itinerante de seu trabalho. Soma-se a isso o duro golpe que atualmente foi proferido contra as entidades sindicais menores de autônomos, com o fim da obrigatoriedade do imposto sindical. Sinto dizer aos colegas acadêmicos, portanto, que nem sempre nossos modelos de análise social se aplicam a realidade. Não se trata de uma disputa entre o bem e o mau; nem de um movimento totalmente cooptável e ilegítimo; uma massa manipulável e “bobinha”. Por outro lado, também não é um movimento cujos protagonistas tem uma consciência enquanto classe, enquanto categoria. Não é unificado, as pautas são heterogêneas e também voláteis. Por tudo isso, parte desses trabalhadores expressam reações conservadores e, alguns grupos, visões extremistas sobre a política e suas estratégias de luta.

Nada disso, ao meu ver, torna ilegítima a mobilização. Pelo contrário, é um convite para que busquemos entender mais das categorias sociais e para que aceitemos que as mobilizações sociais nem sempre atendem ao nosso critério idealizado de pauta, objetivo e organização.

 

 

 

28
Mai18

Apoio popular e governo fragilizado: por que a greve dos caminhoneiros deu certo?

Talis Andrade

Paralisação das atividades por redução de impostos e preço dos combustíveis recebeu apoio da população, empresários e pressionou presidência da República, Congresso e Petrobras

 

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Filipe Albuquerque especial para a Gazeta do Povo

 

A hashtag #EuApoioAGreveDosCaminhoneiros ficou em primeiro lugar dos trending topics do Twitter Brasil durante praticamente toda a última quinta-feira (24). Foi nesse dia, quando a greve dos motoristas de carga completou quatro dias, que a população brasileira começou a sentir mais fortemente os efeitos da paralisação.

 

Havia filas em postos de gasolina, falta de alimentos em supermercados, frotas de ônibus reduzidas pela metade em diversas cidades e aeroportos restringindo voos por falta de combustível para aeronaves. Ainda assim, o movimento dos caminhoneiros recebia apoio daqueles que eram mais impactados pelo caos instaurado no país pelo desbastecimento. Como explicar isso? Simples: a reivindicação dos caminhoneiros é vista como justa por uma parcela significativa da população.

 

A atual política de preços da Petrobras, que provoca reajustes quase que diários nos preços dos combustíveis acompanhando a cotação internacional do barril de petróleo, desagrada boa parte dos brasileiros – e não é de hoje. Ou seja, muita gente se viu representada por uma categoria de trabalho que exerce o direito legítimo de se manifestar. E com um detalhe: com alto poder de exercer grande pressão sobre o governo.

 

Simpatia popular

Ao anunciar na sexta-feira passada (18) que a greve dos caminhoneiros se daria de forma pacífica e sem interromper o fluxo em rodovias – mesmo que não pudesse garantir isso –, o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) amenizava eventuais resistências da população. Obviamente, o movimento se radicalizou, mas a semente lançada na largada da paralisação germinou, garantindo a simpatia da maior parte dos brasileiros.

 

Outras categorias, como motoboys, motoristas de aplicativos e donos de vans, interessados também na redução dos preços dos combustíveis, também manifestaram apoio à mobilização dos caminhoneiros. Em São Paulo, motoboys realizaram manifestação na Avenida Paulista na terça-feira (22) e, por 15 minutos, interditaram todas as pistas da Marginal Pinheiros na quinta-feira.

 

Governo frágil

Pesou a favor do sucesso da greve dos caminhoneiros a fragilidade do presidente Michel Temer na condução do governo. Em fim de mandato e com baixíssima aprovação junto à população, segundo as mais recentes pesquisas de opinião, Temer subestimou a força do movimento e o potencial de bagunçar o país rapidamente.

 

Uma semana antes de convocar a greve, a Abcam solicitou uma reunião com a Presidência da República para debater as reivindicações da categoria, sob risco de ocorrer uma paralisação nacional. A entidade foi solenemente ignorada. O governo só acordou, de fato, para o problema quando a crise de desabastecimento passou a ocupar as manchetes dos jornais. Mas era tarde demais.

 

Fragilizado por investigações que o acusam de receber propina de empresas do setor portuário, Temer não teve outra alternativa a não ser chamar os caminhoneiros para negociar. Rapidamente aceitou zerar a Cide sobre o diesel. Em seguida, acatou boa parte das reivindicações da categoria. Na noite de quinta-feira, o governo divulgou os termos de um acordo para suspender a greve dos caminhoneiros por 15 dias, após sete horas de reunião com entidades que representam o setor.

 

Mas a principal entidade representativa da paralisação, a Abcam, não concordou com a proposta e a greve continuou nesta sexta-feira (25), frustrando as expectativas por uma solução rápida para os protestos. Pior para o governo, que saiu mais uma vez com a imagem arranhada.

 

 

27
Mai18

Le Monde: convocar Exército contra greve dos caminhoneiros é decisão "extrema"

Talis Andrade

 

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Caminhoneiros bloqueiam acesso à Refinaria Presidente Getúlio Vargas, em Araucária (PR).REUTERS/Rodolfo Buhrer

 

Por Daniella Franco

 

A greve dos caminhoneiros que paralisa o Brasil há cinco dias é tratada pelo jornal Le Monde deste sábado (26). A correspondente do diário em São Paulo avalia que a decisão do presidente brasileiro, Michel Temer, de convocar as Forças Armadas para desbloquear as estradas é "extrema" e demonstra sua "fragilidade".

 

"O Brasil faz o Exército intervir para acabar com a greve dos caminhoneiros" é manchete da matéria assinada pela jornalista Claire Gatinois. Ela explica que a manifestação dos caminhoneiros contra o aumento do preço do diesel que já dura cinco dias deixa o país "à beira do caos".

 

"Bloqueando as principais estradas em 25 Estados do país, até a capital Brasília, os caminhoneiros impedem o transporte de gasolina, medicamentos, frutas e legumes, água e outros produtos", publica Le Monde. O jornal também fala da anulação de diversos voos, da paralisação dos transporte públicos em algumas cidades, da falta de alimentos nos restaurantes e das imensas filas nos postos de gasolina. 

 

Temer encurralado pela greve

 

Para o jornal, o presidente Michel Temer foi "encurralado" pela greve e decidiu empregar "o mais extremo dos métodos" para colocar um fim ao conflito: convocar as Forças Armadas, contra um bloqueio que atribuiu à "uma minoria radical". "Evocando uma ação 'enérgica', o governo explicou que os militares seriam autorizados a conduzir os caminhões e a prender os resistentes", reitera Le Monde. 

 

Segundo o diário, não há dúvidas de que o pano de fundo da greve dos caminhoneiros é a crise política no Brasil. "Com a eleição presidencial sendo realizada em outubro, a mensagem autoritária do presidente destaca a fragilidade de um governo próximo do fim e historicamente impopular", salienta a correspondente. 

 

Depois de descartar ser candidato nas eleições, o presidente, "cercado por diversos escândalos de corrupção, se mostra incapaz de dialogar com uma sociedade brasileira enfurecida". Por isso, segundo Le Monde, convocar o Exército parece ter sido sua única opção. 

 

Além disso, o jornal também explica que a tensão criada pela greve dos caminhoneiros mostra o quanto o Brasil ainda é dependente das rodovias e o que ainda faltam investimentos em infraestruturas no país. "Segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), 61% das mercadorias são transportadas por terra, 21% por vias férreas, 13,6% por vias marítimas e 0,4% por vias aéreas", destaca.

 

Reação "preocupante" do governo

 

O jornal La Croix avalia que a greve que toma um caminho preocupante no Brasil, devido à decisão do presidente de convocar o Exército. Segundo o diário, a rigidez do governo inquieta a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), que se preocupa com a segurança dos grevistas. Ela pediu que a categoria dê sequência à mobilização, mas sem paralisar as estradas.

 

O diário descreve o Brasil como "um país bloqueado" pela mobilização, com falta de combustíveis e de alimentos. "No aeroporto de Brasília, mais de 30 voos foram cancelados, inclusive dois internacionais, porque as reservas de querosene se esgotaram", escreve La Croix, ressaltando que, de acordo com a Infraero, dez outros aeroportos brasileiros enfrentam a mesma situação. 

 

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