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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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25
Nov20

4 - Economia Solidária

Talis Andrade

indignados crise economia.jpg

 

Programa de Governo Boulos e Erundina 2020

Nas últimas décadas, inúmeros trabalhadores e trabalhadoras da cidade São Paulo têm criado cooperativas, associações, empresas autogestionárias ou têm se organizado informalmente em grupos produtivos coletivos para gerar trabalho e renda para si e assim resistir ao desemprego, à precarização do trabalho, às explorações e à exclusão que uma forma de organização econômica preocupada apenas com o lucro de poucos provoca.

Estas iniciativas coletivas de gerar trabalho e renda, que nos últimos anos têm sido chamadas de Economia Solidária, criam uma outra economia, que não é mais preocupada com o lucro de poucos, mas sim com o bem-estar de muitos. Uma economia que não tem a competição como seu princípio e que se constrói com solidariedade, cooperação e ajuda mútua entre as pessoas. Uma economia que serve ao bem-viver das pessoas.

É difícil contabilizar quantos grupos destes existem na cidade de São Paulo hoje. Um levantamento realizado em 2011 apontava algumas centenas, que reuniam milhares de pessoas. É significativo que não haja dados oficiais – isso só mostra o descaso da gestão pública com essas iniciativas. Nas últimas décadas, apenas em duas ocasiões houve políticas públicas na cidade para apoiar e fomentar a economia solidária. Mas, nas duas ocasiões, estas políticas não tiveram continuidade e os empreendimentos foram abandonados à própria sorte.

As grandes empresas capitalistas – que geram lucro para poucos, exploram o trabalho de muitos e impactam o meio ambiente – recebem do poder público isenção tributária, financiamento direto, crédito facilitado (e muitas vezes não devolvido) e acesso ao desenvolvimento tecnológico, o que significa rios de dinheiro do município de São Paulo.

Enquanto isso, iniciativas de economia solidária, que geram trabalho e renda principalmente para a população pobre, têm existido apenas através do esforço daqueles e daquelas que trabalham nestes empreendimentos ou na comunidade em que eles se localizam.

É necessário, portanto, que a Prefeitura de São Paulo desenvolva políticas de apoio à economia solidária tanto como forma de combater o desemprego e a precarização do trabalho, promovendo formas inclusivas e democráticas de desenvolvimento socioeconômico local, como também, e acima de tudo, uma garantia do direito ao trabalho.

Conheça as propostas do Governo Boulos e Erundina para uma Economia Solidária aqui

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