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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

25
Nov20

3 - Cultura

Talis Andrade

 

cultura-indigena.JPG

 

 

Programa de Governo Boulos e Erundina 2020

 

A cultura deve ter centralidade na nova forma de fazer política, pois não existe democracia real sem diversidade cultural. Nesta perspectiva, a cultura é um direito, assim como a saúde, a educação e a moradia. Ela se integra e é indispensável ao conjunto das lutas por uma sociedade sem desigualdades, sem opressões e radicalmente democrática. Além de sua importância individual e social, a cultura gera empregos, impulsiona o turismo e movimenta a economia da cidade. A cultura como direito e não como negócio inverte prioridades e faz emergir novos processos e protagonistas na produção social: cultura das periferias, urbana, de matriz africana, indígenas, de hackers, das mulheres, LGBTI+.

 

Cultura Afro Brasileira - Posts | Facebook

O Estado deve ser o agente de interesses públicos capaz de defender o que, na vida simbólica das sociedades, não pode ser comercializado. No entanto, o direito à cultura e o acesso a bens culturais não deve ser decidido apenas pelo Estado, mas a partir de práticas de co-gestão e de participação popular efetiva.

No início do século 21, a cidade de São Paulo teve um avanço na construção das políticas públicas de cultura em razão do engajamento dos movimentos de trabalhadoras e trabalhadores do setor, que a partir de 1999, com o manifesto “Arte contra a barbárie”, protagonizaram inúmeras lutas.

Deste processo resultou uma concepção de cultura mais avançada e uma legislação consistente e inovadora – os Programas de Fomento, VAI e Programas de Formação. Entretanto, desde sua criação, estas iniciativas sofreram ataques e tentativas de desmonte.

É necessário aprovar um orçamento compatível com a importância social da cultura, avançar nas propostas construídas coletivamente no Plano Municipal de Cultura e nos programas e leis existentes, além de construir novas leis. É preciso implementar o Sistema Municipal de Cultura, construir políticas que apoiem trabalhadoras e trabalhadores do setor, promover o diálogo constante entre formação, produção e circulação artística. Além disso, criar programas e editais democráticos e desburocratizados e reativar os equipamentos públicos das diveversas regiões da cidade. 

Leia aqui as proposta do governo Boulos Erundina para a Cultura.

 

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