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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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23
Jun21

MP aponta corrupção do governo Bolsonaro na compra superfaturada da vacina indiana Covaxin

Talis Andrade

Depois do superfaturamento da Cloroquina, a vacina superfaturada 

 

247 – Além de já ter cometidos vários crimes de responsabilidade, ataques às instituições e quebras de decoro praticamente diárias, o governo de Jair Bolsonaro será também marcado pela corrupção na compra de vacinas, especialmente no caso da indiana Covaxin, cuja dose custa um dólar e 34 centavos, mas foi comprada celeremente por 15 dólares.

"O Ministério Público Federal (MPF) identificou indícios de crime na compra feita pelo Ministério da Saúde de 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin e vai investigar o caso também na esfera criminal — até então, o caso vinha sendo apurado em um inquérito na área cível. A dose da Covaxin negociada pelo governo é a mais cara entre todas as que foram contratadas pelo Ministério da Saúde, e o processo de aquisição do imunizante foi o mais célere de todos, apesar dos alertas sobre 'dúvidas' em relação à eficácia, à segurança e ao preço da Covaxin. O contrato para a compra da vacina indiana totalizou R$ 1,6 bilhão", aponta reportagem de Leandro Prazeres e Mariana Muniz, publicada no Globo.

"Os indícios de crime foram mencionados pela procuradora da República Luciana Loureiro, que vinha conduzindo as investigações na esfera cível. Em despacho assinado no último dia 16, a procuradora disse que 'a omissão de atitudes corretivas' e o elevado preço pago pelo governo pelas doses da vacina tornam necessária a investigação criminal. O contrato foi firmado entre o Ministério da Saúde e a empresa Precisa, que representa o laboratório indiano Bharat Biotech", apontam ainda os repórteres.

“A omissão de atitudes corretivas da execução do contrato somada ao histórico de irregularidades que pesa sobre os sócios da empresa Precisa e ao preço elevado pago pelas doses contratadas, em comparação com as demais, torna a situação carecedora de apuração aprofundada, sob duplo aspecto cível e criminal, uma vez que, a princípio, não se justifica a temeridade do risco assumido pelo Ministério da Saúde com essa contratação, a não ser para atender a interesses divorciados do interesse público”, escreveu a procuradora.

Preço unitário das vacinas contra Covid-19 — Foto: Jornal Nacional

 

Depoimento de sócio da Precisa Medicamentos à CPI da Covid é adiado

Os advogados de Francisco Emerson Maximiano informaram que ele está em quarentena obrigatória por ter voltado de viagem da Índia em 15 de junho

 

UOL - O depoimento de Francisco Emerson Maximianosócio da Precisa Medicamentos, à CPI da Covid foi adiado. Em ofício ao presidente da comissão Omar Aziz, os advogados de Maximiano informaram que ele está em quarentena obrigatória por ter voltado de viagem da Índia, em 15 de junho. O documento foi obtido pelo site da TV Cultura. 

"A Coordenação de Vigilância Sanitária de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados – PVPAF-Guarulhos, com fulcro na portaria 654.20211, determinou ao peticionário o cumprimento de quarentena obrigatória pelo prazo de 14 (quatorze) dias, o impossibilitando de se deslocar até Brasília para a sessão a ser realizada no próximo dia 23.06", apontou o ofício. 

A Precisa Medicamentos, empresa que Maximiano é sócio, é responsável pela comercialização davacina Covaxin no Brasil. Os senadores investigam um possível esquema de favorecimento doMinistério da Saúde à empresa no processo de compra do imunizante.

Procuradoria da República do Distrito Federal ampliou a investigação sobre o contrato firmado entre a pasta e o laboratório indiano Bará Biotech para a compra de 20 milhões de doses da vacina de origem indiana.

Ministério Público Federal analisou o contrato e identificou um valor total de R$ 1,6 bilhão na compra do imunizante. A dose foi negociada a US$ 15 dólares, preço superior ao da negociação de outras vacinas no mercado internacional, como a da Pfizer, considerados uma das mais caras. Além disso, o Brasil comprou a dose por um valor 1000% maior do oferecido inicialmente. A primeira proposta foi de US$ 1,34.

Após os 70 dias de prazo para execução do contrato, a Precisa Medicamentos, representante do laboratório indiano no Brasil, não entregou nenhum dos lotes de 4 milhões de doses porque não houve registro para importação para uso emergencial do imunizante pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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