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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

01
Jul21

Carlos Wizard - covarde, canalha e cúmplice do genocídio

Talis Andrade

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por  Carlos Hortmann

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A tragédia brasileira de 515.985 vítimas da Covid-19, sem contar a subnotificação, está cada dia mais caracterizada e comprovada como um GENOCÍDIO. Todos/as nós perdemos um parente ou um amigo próximo. Isso é não uma obra exclusivamente do genocida-mor, mas de um projeto político da classe dominante brasileira. O ocupante da cadeira presidencial só é o representante bonapartista que a burguesia encontrou para tocar a espoliação, exploração e expropriação da classe trabalhadora brasileira. Os militares (o Partido Fardado) cumprem papel fundamental e decisivo nesse processo. 

Dito isso, caro leitor/a, recuperamos a frase do senador Otto Alencar na CPI da Covid na inquirição do charlatão Carlos Martins (Wizard é uma invenção dele para parecer “gringo”): “No Brasil nenhuma riqueza ou fortuna é inocente”. Peço licença ao senador para retificar a frase: No Brasil e no mundo TODA, repito, TODA riqueza, fortuna e grandes propriedades é fruto de séculos de exploração, sangue, suor e mortes de muitos homens e mulheres trabalhadores/as. Por isso que nenhuma fortuna (acumulação) é inocente, pois ela traz consigo o sofrimento e assassinatos (sociais) de milhares e milhares de vidas. Por outras palavras, o capitalismo é um sistema (modo de produção) que produz assassinatos sociais em alta escala.

Muitos leitores/as podem ficar espantados/as com a minha afirmação. Entretanto, assim como o colonialismo negava a humanidade dos povos colonizados, ou seja, considerava-os “sub-humanos”, “bárbaros” ou “não-civilizados” e afins; o capitalismo, em nome de uma “liberdade” abstrata (sem conteúdo determinado) nega o direito a uma moradia digna (basta ver quem vive nas periferias) e a soberania alimentar (pelo menos 3 refeições por dia); priva as pessoas de terem uma saúde preventiva, universal e de qualidade; poderia continuar a enumerar uma quantidade de coisas que esse sistema nega para a maioria esmagadora da humanidade, só para que 1% da população mundial possa ter quase 60% de toda a riqueza existente no planeta terra. O capitalismo é um sistema destrutivo, visto que em última instância ele priva do direito à vida de todos/as aqueles/as que não pertencem a sua classe ou não são produtivos aos capitalistas ou legitimadores dos seus interesses. 

Esse é um dos motivos que o genocida-mor adora dizer: “há algo mais importante do que a nossa vida, a nossa liberdade”. Mas ele não fala que é a liberdade dos capitalistas (não é você que tem uma loja ou pequeno comércio, mas os grandes bilionários monopolistas e banqueiros). Todo burguês/capitalista/banqueiro (bilionário ou multimilionário) tem sangue e mortes nas mãos. Repito. O capitalismo e os capitalistas são assassinos sociais. 

Você poderá estar a perguntar: “por que eles não são punidos ou não tipificados como criminosos?”. Porque o Estado de configuração liberal-capitalista (nas suas estruturas) serve aos capitalistas e não a nós da classe trabalhadora. O Direito e as formas jurídicas e políticas vigentes servem essencialmente para garantir a propriedade privada dos meios de produção (que é diferente de propriedade pessoal), a circulação das mercadorias (garantir contrato e dinheiro) e punir todos/as aqueles e aquelas que coloquem em causa esses valores que só beneficiam as pessoas como Carlos Wizard. 

O patife cagão que ficou em silêncio hoje diante dos inúmeros crimes contribuiu de forma efetiva para o genocídio no Brasil. Ele consegue encarar (no sentido ser) sem cinismo a essência (história) do que é a classe dominante. Ele tem a desfaçatez de rir das mortes de vítimas da Covid-19. Essa é a face fascista/racista da burguesia liberal-capitalista, a outra ri-se no privado e continua a ganhar rios de dinheiro com a morte de milhares de pessoas todos os dias em todo o mundo. 

Todas as pessoas que morreram porque não tiveram o que comer ou um tratamento de saúde mínimo são vítimas desse sistema. Ele tem nome e sobrenome: capitalismo! O nosso sofrimento é só mais uma forma de acumulação dos capitalistas. O bolsonarismo fascista só é a face mais autoritária e visível desse sistema. Carlos Wizard é a síntese e a essência do capitalismo. Eles nos odeiam, é um ódio de classe, eles levam a sério a luta de classes. Escrevi recentemente sobre “ódio de classe”!

Por isso companheiros e companheiras convoco a todos/as: que a injustiça não nos entristeça, mas nos radicalize. Derrubemos esse sistema de assassinato social de pobres, negros, mulheres e indígena trabalhadores/as – entre outros inúmeros tipos de opressão. Somente esmagando a cabeça do liberal-capitalismo-e-fascismo nas suas entranhas é que conseguiremos fazer nascer uma nova sociedade livre desses parasitas. 

Carlos Hortmann 
@CarlosHortmann
A burguesia é genocida, canalha, covarde, assassina social, exploradora, opressora e muitos outros adjetivos. só expressa sem cinismo a essência (histórica) da burguesia em geral. Patife cagão!

 

01
Jul21

Governo mortífero e corrupto

Talis Andrade

 

Por Jeferson Miola 

O governo militar está cada vez mais afogado num mar de corrupção e mortes [aqui]. Além de causar o morticínio de dimensões catastróficas, também operou um macabro e bilionário esquema de corrupção na negociação de vacinas.

A incrível velocidade de tramitação e as condições fraudulentas negociadas para a compra da Covaxin contrastam com a lentidão governamental nas tratativas com fornecedores de outras vacinas. O fator que explica este contraste, mais além da visão anti-ciência e da incompetência oficial, sabe-se agora, chama-se propina.

Como escreveu Tereza Cruvinel, “Bolsonaro pessoalmente embarreirou o quanto pode a compra da Coronavac. E agora podemos pensar que o problema não era pela origem chinesa ou pelo protagonismo do governador João Dória no acordo inicial com o fabricante Sinovac”.

O representante da empresa Davati Medical Supply, Luiz Paulo Dominguetti, declarou ao jornal Folha de São Paulo ter sido achacado a pagar 1 dólar por dose a título de propina para conseguir fechar contrato de fornecimento de 400 milhões de doses de AstraZeneca.

À cotação do dia, significa um assalto de 2 bilhões de reais aos cofres públicos – o suficiente para a concessão de auxílio emergencial de 600 reais a 3,3 milhões de pessoas necessitadas.

A propina foi pedida por Roberto Ferreira Dias, o diretor de logística do ministério da Saúde indicado para o cargo pelo líder do governo Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros/PP, que estava acompanhado pelo coronel da reserva Marcelo Blanco da Costa, que às vésperas do encontro com Dominguetti [25/2] “coincidentemente” abriu empresa de representação comercial de medicamentos e produtos médico-hospitalares e odontológicos.

Dominguetti explicou que “aí depois nós tentamos por outras vias, tentamos conversar com o Élcio Franco [coronel da reserva do Exército], explicamos para ele a situação também, não adiantou nada. Ninguém queria vacina” – salvo, claro, se tivesse pagamento de propina!

Como afirmou Tereza Cruvinel, “Roubar na compra de vacinas não é só roubar dinheiro público. É matar brasileiros com a demora na aquisição, em busca de negócios sujos”.

Se a postura do governo nas negociações entabuladas a partir de maio/2020 para a compra de outras vacinas tivesse sido a mesma que a adotada nas negociatas da Covaxin, a imunização da população brasileira teria iniciado bem antes, e o país estaria em estágio avançado de cobertura vacinal.

Isso significa, portanto, que milhões de pessoas não teriam sido contaminadas e centenas de milhares de mortes teriam sido evitadas. Epidemiologistas estimam que cerca de 390 mil das 516 mil vidas perdidas [3 a cada 4 delas] até hoje poderiam ter sido preservadas.

Este é o governo mais mortífero da história; é responsável por perdas humanas equivalentes às baixas do Brasil em 10 guerras do Paraguai. É, também, o mais corrupto da história.

O esquema bilionário de corrupção no ministério da Saúde sob a gestão militarizada de Eduardo Pazuello, o general da ativa do “um manda, o outro obedece”, pode ser indicativo de lógicas corruptas disseminadas na administração federal.Image

A sociedade brasileira ainda precisa conhecer outras “tenebrosas transações” que possam estar ocorrendo também em outras esferas do governo no marco deste brutal processo de dissolução e liquidação nacional executado pelo governo militar.

Os militares estão perdendo o discurso falso-moralista contra a corrupção que bradavam para conspirar e tomar o poder. Por outro lado, aumenta a crise de legitimidade do regime e diminui sensivelmente a confiança da população nas Forças Armadas.

As mobilizações populares e democráticas de rua, retomadas massivamente em 29 de maio e 19 de junho, são o combustível decisivo para obrigar o presidente da Câmara a autorizar o processo de impeachment do Bolsonaro no Senado e o julgamento dele por crimes comuns no STF.

impeachment do Bolsonaro, esta grande urgência nacional, é um passo fundamental a ser dado para se deter a escalada militarista e se dar início à reconstrução do Estado de Direito e da democracia no Brasil.

 

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