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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

30
Mai21

“Essas capas são uma mentira”

Talis Andrade

por Eliane Brum

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As capas do Globo e do Estadão de hoje são muito mais do que uma vergonha histórica. Grandes jornais, com responsabilidade pública, traindo os fatos. Centenas de milhares de brasileiras e brasileiros ocupam as ruas do Brasil gritando “Fora, Bolsonaro” e o Globo dá como manchete “Pib reaquece” e o Estadão fala de “turismo”. Centenas de milhares de brasileiras e brasileiros gritando nas ruas “Eu te Responsabilizo, Bolsonaro” e o Globo e o Estadão acham que podem simplesmente minimizar – e tanto têm certeza que podem, que minimizam. Fato, que fato? Notícia, onde? Centenas de milhares de brasileiras e brasileiros nas ruas e o Globo e o Estadão acham que não é manchete. Tipo… quase nada aconteceu.

A NÃO cobertura do 29M por grande parte da grande imprensa dá a dimensão da gravidade do que estamos vivendo, o que sabemos bem, e dá a dimensão da complexidade do que estamos vivendo, para além do que seria possível imaginar. Os grandes jornais acham que podem ignorar a realidade e continuar se apresentando como imprensa. Podemos pensar que, além de todos os significados, não aprenderam nada com a ditadura militar. Daqui uns 30 anos vão vir com explicações, arrependimentos e mea culpas. Mas é muito pior do que isso. Fizeram uma escolha – e fizeram essa escolha mesmo sabendo o que ela custa para um jornal. Sacrificaram o jornalismo em nome dessa escolha. Se alguém ainda não tinha entendido, agora entendeu.

Significa muito o que aconteceu nessas capas. Vai render muitos livros e teses acadêmicas. Mas, agora, neste momento, precisamos lutar pela vida. E já entendemos que uma parcela significativa da grande imprensa já começou a sacrificar os fatos e a ocultar a realidade, mesmo que a realidade sejam centenas de milhares de brasileiras e brasileiros na ruas.

Um jornal mostra se merece esse nome nos momentos cruciais vividos pela sociedade, aqueles em que a imprensa é mais necessária do que nunca à democracia. A ampla crise vivida pelo Brasil poderia ser o momento em que a imprensa mostraria o quanto é necessária e insubstituível, como tem acontecido em outros países, em que a imprensa voltou a ser valorizada como agente fundamental para o restabelecimento da verdade. O que testemunhamos com essas capas é uma traição a todos os princípios do jornalismo. Essas capas são uma mentira. Felizmente, esses não são os únicos jornais do Brasil. Leiam (escutem e assistam) quem tem respeito pela nossa inteligência, quem tem respeito pelo jornalismo, quem tem respeito pelos fatos.

Sinto nojo. Mas também uma enorme tristeza.

 

Capa do jornal O Globo 30/05/2021

Capa do jornal Estadão 30/05/2021

30
Mai21

Bolsonaro é motivo para que atual sistema de votação e apuração seja preservado

Talis Andrade

João Ferreira: "Coronelismo, enxada e voto"

 

por Janio de Freitas

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Nada do que presidente diga ou faça está isento de interesse pessoal

Na Folha

Nada do que Bolsonaro diga ou faça está isento de interesse pessoal seu, que só se estende, com fortes motivos, aos filhos. Nesta regra, que faz a exceção de repelir a tradicional exceção a toda regra, tem inclusão automática o retorno ao voto impresso pretendido por Bolsonaro. E já engatilhado para discussão na Câmara.

A preocupação com fraude eleitoral, muitas vezes referida por Bolsonaro desde a campanha a presidente, é verdadeira —o que, nele, não deixa de ser afinal admirável. Mas não é para dificultar tal crime ainda mais, como sugerem sua denúncia de fraude e a promessa, em março do ano passado, de exibir as provas já em suas mãos —o que, nele, não deixa de ser sua mentira múltipla e continuada.

Ainda que o brasileiro sistema de votação e apuração eletrônica negue, um dia, a perfeição apregoada, a nossa pequena urna não figura em fraude alguma. O nome de Jair Bolsonaro está relacionado à fraude eleitoral constatada e provada, diz o termo técnico, com materialidade.

Na apuração das eleições de 1994, o juiz da 24ª zona eleitoral no Rio surpreendeu fraudes para quatro candidatos a deputado federal. Eram votados com cédulas (impressas) em papel diferente, mais fino. A constatação se deu em uma cédula para cada um dos quatro. O primeiro: Jair Bolsonaro.

A notícia sob o título “Roubo no ‘varejo'”, na pág. 5 do Jornal do Brasil de 17 de novembro de 1994, foi reproduzida na internet com Bolsonaro já na Presidência. E quando trazida ao jornal essa reaparição, algumas imprecisões e omissões a sujeitaram a reparos apresentados, e aceitos, como invalidações da notícia de fraude e de sua reprodução. Bolsonaro não tinha a ver com aquilo, nem sabia, o ingênuo.

A descoberta se deu com a apuração em pleno curso. Sem recontagem para verificar possíveis cédulas falsas já computados. Nem houve certeza de que todos os mesários estivessem atentos para a espessura das cédulas, na continuação da contagem.

Quanto ao crime, uma cédula ou cem fazem a mesma caracterização de fraude, que não é quantidade, é qualidade.

Não foi outro competidor que, providenciando a falsificação para si, resolveu ajudar Bolsonaro com segunda encomenda. Não foi alguém alheio à disputa que decidiu colaborar, à sua custa e risco, com quatro candidatos nem ao menos do mesmo partido, mas de quatro. Vem a pergunta sempre útil: a quem interessava introduzir fraude em benefício de Bolsonaro, como se poderia perguntar também dos três perdidos no tempo?

Eram quatro candidatos, dissociados e com fraudes idênticas. Logo, contratantes do mesmo fornecedor. Um esquema de fraude eleitoral. Logo a eleição para deputados estaduais precisou ser anulada, tamanha a quantidade de fraudes, e exigiu nova eleição.

O crime eleitoral na 24ª zona não resultou em mais do que sua constatação. Mas, por certo, miram o infinito os limites éticos e legais de quem seja capaz, por exemplo, de imaginar explodir um ponto crucial do abastecimento de água do Rio, para chantagear por aumento salarial dos novos tenentes.

Uma frase de Bolsonaro, repetida algumas vezes, clareia mais seu propósito: “Tem que ter pelo menos um comprovante impresso do voto dado, pelo menos isso”. Nada menos do que um documento comprovador do chamado voto de cabresto, pago ao cabo eleitoral. Já seria um expediente valioso. A frase, porém, diz mais: “pelo menos” significa que o objetivo é mais fundo. E só pode ser este: o voto em cédula de papel, aquele que foi preciso extinguir pelo excesso de fraudes eleitorais. Com papel adequado ou não.

Bolsonaro é motivo bastante para que o atual sistema de votação e apuração seja preservado, a menos que um dia se mostre vulnerável como o próprio Bolsonaro.

Mais processos

Subscrevo todos os conceitos e palavras que motivaram Augusto Aras, procurador-geral da República bolsonara, e os senadores Luis Carlos Heinze e Eduardo Girão a agir; o primeiro, policialmente contra Celso Rocha de Barros; e os dois, judicialmente, contra Conrado Hübner Mendes. O sociólogo e o professor de direito são duas esplêndidas conquistas recentes da imprensa, pela inteligência e o rigor ético, admiráveis na Folha.

Na Central

De um carioca que viu e ouviu mais do que precisava, ao saber da mudança de Sergio Moro para Washington: “Aqui, no Brasil, ele fazia home office”.

 

30
Mai21

Posicionamento do MPF sobre a conduta das forças policiais nas manifestações de rua ocorridas no Recife (PE)

Talis Andrade

POLÍCIA NAZISTA. Daniel Campelo da Silva, 51 anos, foi alvejado no olho esquerdo por uma bala de borracha disparada por um policial do Batalhão de Choque. Ele sequer participava do protesto, mas perdeu o globo ocular e a visão. 

Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão defende ampla e rigorosa apuração sobre os fatos

A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em Pernambuco (PRDC/PE), órgão do Ministério Público Federal (MPF) ao qual incumbe o monitoramento e apuração de violações de direitos humanos, vem, por meio desta nota, externar preocupação frente a conduta das forças policiais durante as manifestações populares ocorridas no Recife (PE), neste sábado (29). A PRDC receberá as denúncias sobre o ocorrido e as encaminhará às autoridades competentes para atuação. 

As imagens divulgadas ao longo do dia indicam uso desproporcional da força por agentes do Estado, inclusive com gás lacrimogênio, spray de pimenta e balas de borracha.

A PRDC/PE ressalta que restrições não fundamentadas ao pleno exercício das manifestações e protestos sociais constituem medidas violadoras de direitos humanos e, como já apontou o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, os Estados têm a responsabilidade, no contexto das manifestações pacíficas, de promover e proteger os direitos humanos e impedir que se vulnerem estes direitos (A promoção e proteção dos Direitos Humanos no contexto das manifestações pacíficas, Resolução 25/38 do Conselho de Direitos Humanos, A/HRC/25/L.20, par. 2, 11 de abril de 2014).

É necessária, portanto, ampla e rigorosa apuração sobre os fatos noticiados no dia de hoje. 

Denúncias à PRDC podem ser feitas por meio do MPF Serviços (portal ou aplicativo de smartphone): 

Carolina de Gusmão Furtado
Procuradora da República
Procuradora Regional dos Direitos do Cidadão em PE – Titular

Natália Soares
Procuradora da República
Procuradoras Regional dos Direitos do Cidadão – Substituta

Mona Lisa Aziz
Procuradora da República

Assessoria de Comunicação Social
Procuradoria da República em Pernambuco

Image

30
Mai21

PERNAMBUCO. Manifestantes presos em ataque da PM nazista ao ato contra Bolsonaro vão responder a inquérito policial

Talis Andrade

Por Maria Carolina Santos, no Marco Zero

O clima ficou tenso na Central de Flagrantes da Polícia Civil para onde foram levadas quatro pessoas detidas na manifestação contra o governo Bolsonaro que aconteceu hoje no Recife. O local ficou lotado por policiais militares que dificultaram o acesso dos detidos às advogadas e advogados populares que foram até lá para defendê-los. Todos os que foram detidos são jovens e negros.

Dos quatro detidos, apenas um foi liberado ainda pela manhã. Com uma bicicleta com carro de som, o jovem foi dispensado após assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). O termo é usado para crimes de menor potencial ofensivo, com pena de até dois anos, e não geram inquérito policial ou processo jurídico.

O mesmo não aconteceu com dois amigos que foram detidos na ponte Princesa Isabel. Eles vão responder a um inquérito policial e seguirão com os trâmites no judiciário. À advogada popular Yelena Galindo, eles disseram que foram comprar cigarros e tiveram que passar pelos policiais. “Os PMs então começaram a puxá-los e eles tentaram se desvencilhar”, diz a advogada.

Os dois terão que responder a um processo. Isso porque o delegado Gilmar Rodrigues, que está de plantão na Central, os enquadrou nos artigos de descumprimento a medidas sanitárias e de desobediência e desacato de ordem de autoridade. Somadas, as penas passam dos três anos. “Os policiais afirmam que eles desobedeceram as ordens de levantar as mãos e resistiram à prisão. Também que xingaram os policiais, que disseram “polícia pau no cu“. O que difere muito do depoimento dos manifestantes. O rapaz é gay é disse que essa expressão não faz parte do vocabulário dele, por considerá-la lgbtfóbica”, conta Yelena, que acompanhou os depoimentos da dupla.

Os dois vão passar por uma audiência de custódia neste domingo, que não tem o poder de extinguir o inquérito. A audiência servirá apenas para definir se a prisão é mantida ou não, além de determinar se sofreram alguma violência na detenção. O delegado Gilmar Rodrigues estabeleceu a fiança no valor mínimo, de R$ 350 para cada.

A dupla foi liberada após pagar fiança. Por indicação da advogada, seguiram para exame de corpo delito no Instituto de Medicina Legal (IML) .

O outro homem detido só prestou depoimento por volta das 17h30. O delegado queria estipular uma fiança de R$ 5 mil, contestada pelas advogadas. Se trata de um entregador de 23 anos, pai de duas crianças, que foi buscar um videogame no centro do Recife e levou um tiro de bala de borracha. Ele não estava na manifestação. Num ato reflexo, após o tiro, teria jogado um objeto e foi detido pelos militares. Ele ficou algemado de meio-dia até a hora de prestar depoimento, sem poder beber água ou ir ao banheiro. Ele foi liberado após o pagamento de uma fiança de R$ 1 mil, cotizada entre movimentos e políticos que estavam na delegacia.

Delegado negacionistaDelegado de Pernambuco é afastado após zombar da pandemia de Covid-19 - SBT

Delegado bolsonarista Gilmar Rodrigues

 

Apesar dos apelos dos sete advogados e advogadas presentes na delegacia, da vereadora Dani Portela (Psol), das codeputadas das Juntas e de integrantes do mandato da vereadora Liane Cirne Lins (PT), o delegado Gilmar Rodrigues foi irredutível no caso da dupla de amigos detida. “Ele disse que ia aceitar integralmente a palavra dos policiais militares que fizeram a abordagem, porque os policiais têm fé pública. Não levou em conta o depoimento dos manifestantes”, diz a advogada Yelena Galindo.Image

Delegado bolsonarista Edinaldo Araújo

 

O delegado Gilmar Rodrigues recentemente foi afastado da Polícia Civil após um vídeo em que ele desprezava a pandemia do novo coronavírus circulou pela internet. No vídeo, ele estava com uma camisa com o símbolo da Polícia Civil e afirmava que “Covid é um caralho. Aqui é (apontando para uma lata de cachaça). Entendeu? Porra de Covid, véi. Curtir a vida, véi. Deixar ninguém fazer sua cabeça não”. Na época, ele era delegado em Vitória de Santo Antão”, na Zona da Mata. “(Vem) pra cá pra Vitória. Tomar cachaça, raparigar”, dizia o delegado na gravação, feita em um bar, com pessoas na mesa sem máscaras.

 

Após a divulgação do vídeo, em meados de março, o delegado foi afastado. Ele voltou às atividades no começo deste mês. Mas enquanto aguardava a conclusão do processo administrativo instaurado pela corregedoria, ele foi promovido pelo secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua: desde o dia 5 de maio, ele é o chefe da 14ª Equipe da Central de Plantões da Capital (Ceplanc), no Recife.

Cerceamento ao trabalho das advogadas

O quarto detido, o entregador, passou horas sem ter contato com a advogada que o representa, Fernanda Borges, da Comissão de Advogados Populares da Ordem de Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE). Apesar de estar na delegacia, o manifestante demorou várias horas para ser entregue pela Polícia Militar à Polícia Civil e ficou esse tempo todo algemado em um corredor. A polícia não mudou nada. É a mesma polícia do Estado Novo de 37 e da ditadura de 64. 

Ele foi detido por desacato, desobediência e dano ao patrimônio público. Os policiais militares o acusam de atirar pedras contra uma viatura. “Está tudo muito confuso. Ainda nem tivemos acesso a ele, não conseguimos ainda conversar a sós”, disse a advogada Fernanda Borges, depois de mais de 2h na delegacia. O manifestante foi ouvido pelo delegado Edinaldo Araújo. “O delegado autuou ele por dano ao patrimônio. E aí numa jogada para criminalizar mesmo foi colocado dano ao patrimônio com a qualificadora de dano ao patrimônio público. Que faz com que não possa ser TCO. Foi um boletim de ocorrência mesmo e ele vai fica em liberdade, porque pagou fiança, mas vai responder a um processo criminal mais à frente”, detalhou a advogada Fernanda Borges.

A vereadora Dani Portela (Psol) foi uma das primeiras a chegar à Central de Flagrantes. Ela reforça que nenhum dos detidos faz parte de nenhum movimento. “Foram pessoas escolhidas aleatoriamente”, diz.

Dani Portela conta que a ação truculenta da Polícia Militar pegou a todos de surpresa. “É bem surpreendente a desproporcionalidade do que está acontecendo. Os vídeos e as imagens aéreas comprovam que foi uma manifestação distanciada, em fila, respeitando as medidas de prevenção à covid. Uma manifestação que tinha dois motes. Houve uma emboscada. A manifestação seguia tranquila quando chegou na ponte e os policiais já esperavam com balas de borracha. De quem partiu a ordem para os policias agirem dessa forma? A Polícia Militar agiu sozinha? Fomos tentar diálogo e não fomos ouvidas”, conta Dani Portela.

Ministérios Públicos

Em nota, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) afirmou que, por meio das Promotorias de Justiça da capital, “adotará as providências cabíveis para apurar os fatos ocorridos e adotará as devidas medidas na esfera de suas atribuições, contando com todo apoio da Procuradoria Geral de Justiça”.

O Ministério Público ressaltou, na nota, que repugna “qualquer ato de violência contra manifestações democráticas e não admite qualquer atitude arbitrária dos agentes públicos responsáveis pela garantia da segurança do povo pernambucano”. Também deixou os canais da ouvidoria abertos para que quiser denunciar quaisquer abusos ou excessos. As denúncias podem ser feitas aqui.

O Ministério Público Federal também emitiu nota sobre a truculência da PM. A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em Pernambuco (PRDC/PE), órgão do Ministério Público Federal (MPF) ao qual incumbe o monitoramento e apuração de violações de direitos humanos, afirmou que as imagens divulgadas ao longo do dia indicam “uso desproporcional da força por agentes do Estado, inclusive com cacetetes, gás lacrimogênio, spray de pimenta e balas de borracha”.

Também disponibilizou na nota o canal para denúncias, que pode ser acessado aqui.

30
Mai21

"É necessário enfrentar o bolsonarismo dentro das forças policiais", diz Liana Cirne Lins

Talis Andrade

 

247 - A vereadora do Recife Liana Cirne Lins (PT-PE) falou neste domingo (30), ao Bom Dia 247, sobre a agressão que sofreu da Polícia Militar de Pernambuco durante a forte repressão às manifestações contra Jair Bolsonaro que ocorreram em 227 cidades do Brasil e do exterior. 

Vítima de um jato de spray de pimenta no rosto ao tentar dialogar com policiais militares, a líder do PT na Câmara Municipal do Recife defendeu que é preciso enfrentar o bolsonarismo dentro das corporações militares do País. 

"O governador de Pernambuco já se pronunciou, o que é positivo, mas é preciso ir além. É necessário estabelecer um protocolo rigoroso da polícia em ações como essa, e é necessário enfrentar o bolsonarismo dentro das forças policiais. Isso é urgente", afirmou Liana.

Renato Rovai
O governador Paulo Câmara tem a placa da viatura que agrediu a vereadora Ele tem obrigação de demitir o agressor agora por justa causa ou será cúmplice da agressão. Sem mais.
Marcia Tiburi
Toda a solidariedade à querida pela coragem! Coisa que falta nesse governo de covardes genocidas!
Liana Cirne Lins
É necessário estabelecer novas diretrizes, rígidas, sobre como deve se conduzir a polícia em atos pacíficos.
Lola Aronovich
Heroína! Muito guerreira a , vereadora do PT q tentou barrar a violência covarde da polícia contra os manifestantes #ForaBolsonaro em Recife. Imagem do dia! É esta a imagem q devemos espalhar, ñ a do fascista jogando spray de pimenta no rosto da vereadora!
Jandira Feghali 
Injustificável a violência contra a vereadora ! É preciso apurar as ações e sentimentos anti democráticos e odiosos que se instalam nos quartéis
Liana Cirne Lins
Quando cheguei a Central de Plantões, me deparei com a viatura que me agrediu. Fui falar com os policiais e dizer que o que tinham feito tinha sido COVARDIA. Todos permaneceram de olhos baixos. Em seguida, gravei este vídeo. É preciso dizer e que todos saibam: não temos medo.
Que coisa linda, . Você é referência de coragem  Não vejo a hora de nos abraçarmos.
Jean Wyll
LUTE COMO ESTA MULHER: NÃO PASSARÃO [rotuladores sobre papel] (para @LianaCirne )Image
 

Atos 'Fora Bolsonaro' mobilizaram 400 mil pessoas

Em entrevista ao programa Boa Noite 247, da TV 247, o coordenador da Central dos Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bonfim, afirmou que a estimativa é que os atos mobilizaram 400 mil pessoas presencialmente

Segundo dados da CMP, que foi uma das entidades que organizaram as manifestações, os atos presenciais aconteceram em 213 cidades no Brasil e outras 14 cidades em diversos países do exterior, reunindo ao todo cerca de 420 mil pessoas. 

 

30
Mai21

O Papa Francisco e a perdição do Brasil

Talis Andrade

Missa do Papa João Paulo II no Recife reuniu mais de 1,5 mil pessoas no Viaduto Capitão Temudo — Foto: Reprodução/TV Globo

 

por Urariano Mota

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Na mais recente quarta-feira, depois do fim da audiência geral no Vaticano, o padre João Paulo Souto Victor de Campina Grande (PB) encontrou o Papa Francisco e lhe pediu uma bênção para os brasileiros. Para quê? O Papa abriu um sorriso e falou: "Vocês não têm salvação. Muita cachaça e nada de oração". 

Mas quanta coincidência! Ou será, de modo mais simples, que a vida costura certo por linhas tortas? O nome do padre paraibano é João Paulo, em homenagem ao Papa João Paulo II. Pois saibam por favor que não exagero nem minto em qualquer coincidência no que conto a seguir. 

Quando o Papa de igual nome ao do padre paraibano visitou o Recife em 7 de julho de 1980,  rezou uma missa à tarde, às 17 horas e 10 minutos. Naquele dia, até os ateus de Pernambuco assistiram à santa missa, que foi  transmitida pela televisão. Lembro que em 7 de julho de 80 estávamos na casa do Gordo, bebendo cerveja e cachaça, porque era feriado santo em todo estado. E, claro, também estavam a mãe do Gordo, dona Dagmar, mais a irmã do Gordo, mais irmãos, e sobrinhos, e todos e todas de mistura a nós. Uma família promíscua, portanto. Naquele falso domingo estávamos uma vez mais bebendo cachaça, muita, o que o santo Papa Francisco viu com os olhos que adivinham o passado. 

A mãe do Gordo, a senhora Dona Dagmar, sempre soube que os amigos do seu filho não acreditavam em Deus. Mas esse conhecimento, ainda que não trouxesse uma aceitação de nossas ideias, possuía pelo menos uma transigência, um conviver sábio, porque éramos, devíamos ser bons rapazes.  Ela desconfiava que apesar de ateus não podíamos ser tão maus assim, porque afinal éramos amigos do seu filho, o seu mais velho filho, o homem que pelo estudo, pela instrução, conseguira tirar a família da extrema pobreza. O Gordo, o senhor Antonio Luís da Silva, era graduado em História e funcionário do Banco do Nordeste do Brasil, onde ingressara por concurso público. O certo é que Dona Dagmar sempre soube que éramos ateus. Mas com uns poderes e lógica que somente a complexidade humana poderiam explicar, ela nos perdoava, enquanto para o filho ela mais de uma vez falou: "Você acredita em Deus e não sabe". O Gordo sempre sorria muito disso.

Por isso esperávamos O Papa, a missa papal, como se fôssemos Berlim Oriental e Berlim Ocidental em uma mesma sala. E bebíamos. Enquanto a missa não vinha, era possível ao mesmo tempo a televisão ligada e os frevos em discos da Mocambo, em vinil, a rodar. 

Ora, então às cinco em ponto da tarde todos entramos em silêncio forçado, em respeito a Dona Dagmar, senhora católica, crente dos poderes e infalibilidade papal. Assinamos como por encanto uma trégua, um acordo, sem papel. Os frevos pararam de rodar, e ficamos todos, em tensão máxima, aos murmúrios, pois o respeito àquela mulher do povo era uma ordem. Mas no minuto santíssimo, magno e piedoso em que o Papa se preparava para distribuir a hóstia em sagrada comunhão, o que fez o Demônio? Ele me tomou o corpo, a mão, o espírito, a alma, e fez com que me dirigisse à cozinha, e lá enchesse vários copos de aguardente, pusesse-os em uma bandeja, e com pedacinhos de pão retornasse à sala e distribuísse álcool e pão aos hereges enquanto Deus era servido na televisão. Os safados comungaram como inocentes, alheios e alienados ao instante da hóstia consagrada do Papa na tevê. Melhor dizendo, beberam, com toda educação e respeito. Mas eu fui quem levou a fama. 

O Gordo me contou o resultado disso, longe da cena do crime sem perdão, uma semana depois:

- Minha mãe me chamou naquele dia na cozinha e me disse: "olha para as minhas mãos". As mãos de Dona Dagmar tremiam. 

E assim foi a profecia original do Santo Papa Francisco, que afirmou em 2021 ao padre João Paulo: 

"Os brasileiros não têm salvação. Muita cachaça e nada de oração".

Os descrentes podem ver aqui a profecia retroativa:

 

30
Mai21

29M: De Norte a Sul, capitais fazem grandes manifestações contra Bolsonaro

Talis Andrade

Rio de Janeiro teve atos pela manhã. Os manifestantes caminharam pela Avenida Presidente Vargas e ocuparam três faixas da pista. Foto: Pedro Rocha

 

Da RBA

As manifestações pelo “Fora Bolsonaro” foram intensas e reuniram milhares de pessoas, na manhã deste sábado (29), em diversas capitais do Brasil, que se mobilizaram no chamado #29M. Em cidades do Norte ao Sul do país, manifestantes pediram a saída do presidente Jair Bolsonaro e pediram por “vacina e comida no prato”. Cerca de 200 cidades estão mobilizadas em todo o mundo pelo 29M. Os atos denunciam a decisão do governo federal em não comprar vacinas, a omissão em políticas de combate à pandemia de covid-19 e a ausência de um auxílio emergencial.As manifestações do 29M foram convocados por movimentos populares reunidos nas frentes Povo sem Medo e Brasil popular, e também por movimentos estudantis e coletivos independentes. Diante da preocupação com o contágio de coronavírus, as manifestações exigiram o respeito ao uso máscara e ao distanciamento entre as pessoas.

Outras capitais ainda possuem atos programados para hoje. Em São Paulo, por exemplo, a concentração iniciada às 16h, no Museu de Artes de São Paulo (Masp), sai neste momento, 17h, em direção à Praça Roosevelt. Em Porto Alegre, o ato previsto para começar às 15h, em frente à sede da Prefeitura, já concentro milhares de pessoas. Assim como Curitiba, também com milhares de manifestantes reunidos a partir das 16h, na Praça Santos Andrade. Na maioria das demais capitais, os atos foram realizados pela manhã.

Belém no 29M

A capital do Pará reuniu milhares de pessoas. Centrais sindicais, movimentos, partidos, estudantes, religiosos e outras categorias de trabalhadores foram às ruas pelo “Fora Bolsonaro” nesta manhã.

(Foto: Brenda Baliero)
(Foto: Pedro Matos)

Porto Velho pelo ‘Fora Bolsonaro’

O dia de luta pelo ‘Fora Bolsonaro’ também aconteceu em Porto Velho-RO, com estudantes, num ato em frente a Universidade Federal de Rondônia, que se encontrou com a carreata na Avenida 7 de setembro. Centenas de carros percorreram a região central, a zona sul e a zona leste da cidade.

(Foto: Comunicação FBP RO)
(Foto: @ @orienhips / Twitter)

Palmas nas ruas

Na capital do Tocantins, manifestantes caminharam pela Avenida Jucelino Kubitschek e entoaram o grito de “Genocida!” contra Bolsonaro.

(Foto: @mauhashi)
(Foto: @ @gabidebiazzi)

Salvador no 29M

Em Salvador, juventude e estudantes hoje foram ao bairro Campo Grande para dizer lutar pela universidade pública, por saúde e pela vida digna.

(Foto: Mídia Ninja)
(Foto: Felipe Iruatã)

São Luís do Maranhão na luta

Na capital maranhense, milhares de pessoas caminharam e protestaram no 29M. Durante o ato, pessoas seguravam uma cruz preta em protesto às 450 mil mortes por covid-19 no Brasil.

(Foto: Ingrid Barros)

João Pessoa protesta

Na capital da Paraíba, uma carreata foi organizada e saiu da Praça da Independência e se dirigiu ao Parque da Lagoa. O ato já se encerrou.

Aracaju no 29M

A juventude de Sergipe se concentrou para o ato pelo Fora Bolsonaro e em defesa da universidade pública, na Praça dos Mercados, região central da capital.

Maceió na luta

Com concentração na Praça Centenário, a manifestação na capital de Alagoas foi organizada pelos movimentos sociais e partidos políticos de oposição ao governo Bolsonaro. A organização estima a participação de 5 mil pessoas.

(Foto: Vitor Braga)

Goiás contra Bolsonaro

Neste sábado, movimentos sociais, sindicatos e organizações populares foram às ruas por Fora Bolsonaro em diversas cidades de Goiás. Foram registrados atos na capital, Goiânia, além de cidades como Jataí, Pirinópolis e Catalão. Na capital, milhares de pessoas protestaram pelo 29M.

(Foto: @lunaflavia)

Campo Grande no 29M

A manifestação em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, teve as medidas de segurança respeitadas, com máscara, álcool em gel e distanciamento.

Florianópolis também resiste

Na capital de Santa Catarina, a organização estimou cerca de 20 mil pessoas presentes na manifestação contra Bolsonaro.

30
Mai21

Avalanche democrática e popular nas ruas para conter governo militar

Talis Andrade

 

Fascistas, não passarão!

Vocês querem ditadura,

nós queremos Revolução!

Setores de juventudes no 29M em Porto Alegre.

por Jeferson Miola

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A avalanche democrática e popular que tomou conta das ruas das principais cidades do Brasil neste 29 de maio [29M] é o rechaço mais poderoso a Bolsonaro e ao governo fascista-militar controlado pelo partido fardado.

Governos militaristas não chegam ao fim por vontade própria, nem mesmo quando perdem eleições por eles manipuladas.

Por isso, não se pode alimentar ilusões quanto à disposição do governo militar em “largar o filé” caso não consigam eleger seu candidato em 2022 para continuarem o projeto de poder que pretendem seja duradouro.

O partido dos generais alojou mais de 10 mil militares-parasitas em cargos técnicos, típicos de ocupação por profissionais civis.

Os militares ocupam os ministérios mais relevantes, e, além disso, colonizam agências governamentais, empresas estatais e cargos técnicos de 1º, 2º e 3º escalões, para os quais, na maioria dos casos, não possuem qualificação profissional. O exemplo mais notório é do general da ativa e ex-ministro da Morte Eduardo Pazuello. O apego deles à mamata e às regalias de ganhos extra-teto, portanto, é grande.

O encerramento antecipado deste governo genocida, que tem Bolsonaro como seu biombo, só será viável com forte pressão popular e intensa mobilização social. O mesmo se pode dizer acerca do respeito que o partido militar terá em caso de sufrágio pelas urnas em 2022 de presidente que não seja do agrado deles.

Hoje eles no máximo toleram Lula, a quem consideram como inimigo mortal, em duas condições: ou inelegível, ou morto.

A história mostra que os militares só se verão obrigados a respeitar o resultado eleitoral, ou só terão seus instintos totalitários contidos, diante de gigantesca mobilização civil.

Foi o que aconteceu com a ditadura instalada em 1964, que só chegou ao fim [muito tardiamente] em 1985 em meio a um processo social vigoroso e intenso, para o qual confluíram movimentos sociais, de estudantes, de juventudes e camponeses; artistas e intelectuais; sindicalismo independente, organizações de esquerda, igreja progressista e setores liberais.

Se dependesse apenas do conchavo entre as 2 frações da classe dominante autorizadas pelo regime, que se expressavam apenas por meio dos 2 partidos autorizados pela ditadura a funcionar – a ARENA e o MDB –, o regime demoraria muito mais tempo a ruir, em que pese sua inexorável crise de legitimidade.

Neste aspecto é que reside a enorme importância da avalanche democrática e popular que ocupou as ruas do país neste 29M para reivindicar [i] o impeachment do Bolsonaro e do Mourão, [ii] vacinas para toda população já, e [iii] pão e comida para saciar a fome de milhões de brasileiros/as desvalidos/as.

A eficácia da luta para afastar urgentemente o genocida da presidência e deter o morticínio macabro, do mesmo modo que a eficácia da luta pela garantia do respeito ao resultado da eleição de 2022, depende da ampla e radicalizada mobilização popular nas ruas.

Este 29 de maio de 2021 pode representar o início de um novo ciclo. Pode simbolizar o marco de um novo padrão de resposta popular para o enfrentamento frontal e eficaz a Bolsonaro e ao governo militar que é indispensável de ser dada, mesmo em meio à pandemia,.

29M tem de impulsionar a inauguração de uma dinâmica radicalizada e vigorosa da ação política e de massas no Brasil. É hora da esquerda radicalizar, para se contrapor à altura à radicalização da extrema-direita.

Como alerta Safatle, “A gente tem um processo de natureza revolucionária sendo capitaneado pela extrema-direita e acho importante entender que tem que ter outra revolução. É necessário uma radicalização dos dois polos. O polo da extrema-direita já se radicalizou”.

É preciso, definitivamente, se levar mais a sério setores das juventudes no 29M em Porto Alegre que gritavam: “Fascistas não passarão! Vocês querem ditadura, nós queremos Revolução!”.

É isso, a Revolução; ou é o não-futuro, a ditadura.

Trabalhadores e estudantes vão às ruas neste sábado em defesa da vacina  para todos - Extra Classe

Ato teve concentração em frente ao Paço Municipal

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Nas ruas de Porto Alegre

Galeria de Fotos do Sul 21

30
Mai21

A covardia da imprensa pernambucana

Talis Andrade

 

 

Liana Cirne Lins (PT-PE) recebeu spray de pimenta de policiais durante manifestação contra presidente Jair Bolsonaro em Recife

 

A vereadora Liana Cirne Lins (PT-PE), agredida por policiais durante manifestação contra o presidente Jair Bolsonaro em Recife (PE), informou que tem recebido ataques nas redes sociais. Em publicação no Twitter neste domingo (30/5), ela denunciou um dos casos.

Na tarde de sábado (29/5), a parlamentar teve o rosto atingido por spray de pimenta, disparado por um soldado. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que a vereadora cai no chão ao receber o jato da substância.

Cirne recebeu os primeiros socorros dos próprios manifestantes. Em seguida, foi levada pela sua equipe a uma Unidade Básica de Saúde.

No Twitter, um internauta ironizou a situação e disse que Liana poderia “trabalhar em filme de comédia”: “Ela fez uma cena estilo jogador argentino quando o zagueiro encosta nele de leve”, escreveu.

Em resposta, a vereadora afirmou que está sendo atacada nas redes. “Esse é um exemplo dos machos covardes que estão me atacando, como sempre nos atacam”, disse.

“Conheço teu tipo de longe e sei que teu bocão só não é maior do que tua covardia. Queria ver você ter minha coragem, ficando na frente de uma viatura atirando contra gente inocente. Cabra frouxo!”, publicou Liana.

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