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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

31
Ago20

Guedes, o incrível contador de histórias

Talis Andrade

bolsonaro moro gudes vamos vender BR.jpg

 

Ontem, na Folha, um grupo de 8 acadêmicos se juntou para uma antologia dos maiores “causos” de Guedes. Apenas um poderia ter compilado seus feitos

31
Ago20

“BTG Pactual”, “3 bilhões” e “Banco do Brasil” são assuntos mais comentados no Twitter, após censura ao GGN

Talis Andrade

Изображение

BTG Pactual e a compra da carteira de créditos do Banco do Brasil por pouco mais de 10% de seu valor (R$ 3 bilhões) foram parar nos assuntos mais comentados no Twitter nesta segunda (31).

Até as 16h, a tag “BTG Pactual” havia gerado mais de 54 mil mensagens e estava no topo dos trending topics.

A reação nas redes sociais ocorreu após um juiz do Rio de Janeiro, a pedido do BTG, ter determinado a remoção de 11 reportagens assinadas por Luis Nassif e Patrícia Faermann, do GGN, sobre o banco. Na decisão, o magistrado escreveu que a imprensa deve ser livre, mas não pode causar “danos à imagem de quem quer que seja”.

 
David Miranda
@davidmirandario
Se tem juiz que quer proibir jornalista de fazer o próprio trabalho, a gente ajuda: o banco BTG Pactual, de Paulo Guedes, comprou do Banco do Brasil por R$ 370 milhões uma carteira de crédito cujo valor de mercado é de 3 bilhões de reais. Isso é roubo do dinheiro público
 
Manuela
@ManuelaDavila
Não querem que seja divulgado que o banco BTG, que tem como um dos seus fundadores Paulo Guedes, comprou uma carteira de crédito do Banco do Brasil por apenas R$ 370 milhões sendo que ela vale R$ 3 bilhões. Não espalhem.
 
Sâmia Bomfim
@samiabomfim
Atenção! Tem juiz proibindo jornalista de divulgar que o banco BTG Pactual, de Paulo Guedes, comprou do Banco do Brasil por apenas 370 milhões de reais uma carteira de crédito cujo valor de mercado é de 3 bilhões de reais. O nome disso é ladroagem e quem paga a conta somos nós.
 
marcia tiburi
@marciatiburi
Proibido falar da mamata do banco BTG PACTUAL? Por que não falar da compra de uma carteira de crédito por R$ 371 milhões do Banco do Brasil que vale R$3 BI? Por que é corrupção pesada?
 
Erika Kokay
@erikakokay
Um juiz censurou o e o pq não quer que o Brasil saiba que o BTG Pactual, fundado por Guedes, comprou uma carteira de crédito do BB que valia R$ 3 bilhões por apenas R$ 371 milhões? Todo repúdio à censura. A quem interessa esconder essa operação criminosa?
Elika Takimoto
@elikatakimoto
O juiz Leonardo Grandmasson PROIBIU que Nassif fale do banco BTG PACTUAL do Paulo Guedes. O BTG comprou uma carteira de crédito por R$ 371 milhões do Banco do Brasil que vale R$3 BI! Por q entregaram a Guedes essa carteira? Tem a ver com o plano de privatização
 
Rogério Carvalho 
@SenadorRogerio
Já tínhamos denunciado e pedido explicações sobre essa venda de carta de crédito do Banco do Brasil ao BTG do Guedes,s/ qualquer transparência.Hj tomamos conhecimento sobre o motivo: a pechincha do negócio!370 milhões enquanto o valor real era de 3 BILHÕES!Querem vender o Brasil!
31
Ago20

Relação de matérias censuradas no Jornal GGN pela justiça inimiga da liberdade de imprensa

Talis Andrade

censura.jpg

 

por Marcelo Auler

- - -

Xadrez rápidoMoro usa Globo para calar Veja e atinge Deltan, em 19/07/2019

Pallocci revela, mais uma vez, que é o delator Bom Bril, com mil e uma utilidades

 

Quanto ganha o BTG com os aposentados no Chile e o fim do discurso do Banco Mundial, em 21/07/2019

 

Xadrez de Moro, Dallagnol e Bolsonaro, e a busca do inimigo externo, em 23/08/2019

 

As manobras por trás das mudanças no COAF, em 28/08/2019

Nas mãos de Sérgio Moro, o COAF seria utilizado como instrumento de poder e chantagem – como efetivamente foi. Daí a razão da mudança não ter provocado nenhum abalo na opinião pública. Nas mãos do BC de Campos Neto, como órgão decorativo

 

Vaza Jato: o lobby de Deltan com a amiga de Eike Batista, em 02/09/2019

Patrícia Coelho foi consultora do empresário, é próxima de Andre Esteves, do BTG Pactual, tem contratos com a Petrobras e teria doado R$ 1 milhão para o “Instituto Mude”

 

Xadrez da grande jogada do BTG com a Zona Azul, em 06/12/2019

Toda a lógica da licitação é de uma autêntica Operação de Antecipação de Receita (ARO), vetada pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

 

Zona Azul: como fazer uma licitação de cartas marcadas, em 09/12/2019

Fica evidente que todo o projeto foi preparado pelo BTG.  Com três meses de gestão, seria impossível Dória montar um projeto detalhado, cujos pontos básicos foram mantidos até o fim.

 

Prefeitura de SP instaura monopólio no Zona Azul em leilão do serviço à empresa ligada do BTG, em 11/12/2019

Gestão Bruno Covas confirma leilão que retira mais de 10 empresas do mercado; Sem concorrentes, tendência é aumento do preços aos usuários

 

Zona Azul: pode-se confiar no Tribunal de Contas do Município? em 22/01/2020

Em vez do contribuinte, através da Prefeitura, ser o beneficiário dessas ativos intangíveis, a licitação passará para o BTG sem custo algum – já que o valor da outorga se refere apenas à exploração do CAD.

 

O silêncio geral em relação ao BTG e à licitação da Zona Azul, em 20/07/2020

Entre os negócios do BTG Pactual está a rede de estacionamentos Estapar, que ganhou polêmica licitação da Zona Azul em São Paulo

 

Mais uma compra de banco de dados públicos tendo por trás o BTG, em 29/08/2020

No dia 22 de agosto passado, o Ministério da Economia resolveu assumir a responsabilidade pelos contratos e empurrar clube de desconto goela abaixo do funcionalismo.

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31
Ago20

BTG Pactual: Confira algumas das matérias censuradas

Talis Andrade

Изображение

por Renata Vilela/  Reconta aí

Selecionamos alguns dos artigos e matérias referentes ao banco - cujo fundador foi o atual ministro da Economia, Paulo Guedes – que foram censuradas pela Justiça.

Xadrez da grande jogada do BTG com a Zona Azul, por Luis Nassif

Quanto ganha o BTG com os aposentados no Chile e o fim do discurso do Banco Mundial

A corrupção na entrega de bancos de dados públicos, por Luis Nassif

Novo presidente do BNDES foi sócio do BTG Pactual

Lauro Jardim: Delação de Palocci só sai se tiver Lula e BTG Pactual

Para acessar as outras matérias, basta colocar no buscador do próprio portal GGN o nome do banco, BTG Pactual. Assim você conseguira ver todos os links e fazer o processo ensinado anteriormente.

 

 

31
Ago20

Veja como ler as matérias censuradas do GGN sobre o BTG

Talis Andrade

3. Clique no botão e o Google disponibilizará o arquivo da página.

Matérias censurada do GGN

31
Ago20

Sobre censura de juiz a Luis Nassif, Lula diz que é veneno proibido pela Constituição

Talis Andrade

imprensa jornais tv.jpg

 

 
Lula
@LulaOficial
É muito grave a decisão do juiz que mandou proibir reportagens do sobre o banco BTG. A censura é um veneno para a democracia e está proibida expressamente em nossa Constituição. Toda solidariedade ao
 
Também solidário com Nassif, e em defesa da Liberdade de Imprensa, pede Fernando Haddad:
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 Escreveu outro presidenciável:
 
Guilherme Boulos
@GuilhermeBoulos
O que dizer quando um juiz censura o jornalista que publicou denúncias sobre o banco fundado pelo atual Ministro da Economia? Minha solidariedade ao e à equipe do

justiça fascista 2.jpg

 

31
Ago20

A “demoracia judicial”: ‘pequeno’ Jornal GGN, de Nassif, não pode falar do grande BTG Pactual

Talis Andrade

André Esteves deixa presídio de Bangu 8, no Rio, e vai para prisão  domiciliar - 18/12/2015 - Poder - Folha de S.Paulo

André Esteves quando deixava presídio Bangu 8, no Rio

 

por Fernando Brito

- - -

No Brasil, não basta ser Davi.

Enfrentar Golias, aqui, é ter de manejar a funda de mão atada e de boca fechada.

O juiz Leonardo Grandmasson Ferreira Chaves, da 32ª Vara Cível do Rio de Janeiro, proibiu o Jornal GGN, de Luís Nassif, de publicar – ou manter “no ar” aquilo que já publicou – sobre o Banco BTG Pactual, fundado por Paulo Guedes e que tem em sua direção André Esteves, nome citado em vários escândalos da República.

Reparem que não é deixar de fazer tal ou qual acusação específica ao banco, mas de tudo o que o banco considera ofensivo e capaz – parabéns, Nassif, por terem admitido isso – pudesse abalar a imagem do banco.

A censura voltou com força no Brasil, em proveito dos grandes capitais.

Nassif, claro, vai reverter esta decisão absurda em segunda instância.

Mas é apavorante aquilo em que o Judiciário brasileiro está se tornando.

“Cala a boca” não morreu, e vive nos tribunais brasileiros.

31
Ago20

Censura ao GGN mostra horizonte preocupante

Talis Andrade

censor censura jornalista militar indignados.jpg

 

 

por Paulo Moreira Leite 

- - -

A decisão do juiz Leonardo Grandmasson Ferreira Chaves, da 32a Vara Cível Rio de Janeiro, que  obrigou o jornal GGN a tirar do ar um conjunto de reportagens sobre o Banco BTG mo Pactual, constitui um fato político cuja gravidade não pode ser diminuída.

Para começar, desde 1988 vivemos num país onde a Constituição assegura a liberdade de expressão  com toda clareza permitida pela língua de Camões,  sem abrir espaço para ambiguidades nem segundas interpretações.

O  inciso IX do artigo 5 afirma que "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença".

Como se fosse pouco, o parágrafo 2 do artigo 220 é ainda mais específico: "é vedada toda censura de natureza política, ideológica ou artística".

Há outro elemento de preocupação, porém, que  envolve a conjuntura política. A censura ao GGN, dirigido por Luiz Nassif, um dos mais reconhecidos jornalistas econômicos do país, não ocorre numa situação isolada.

A medida foi anunciada poucos dias  depois que, numa decisão monocrática, o STJ decidiu afastar o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel,  de seu posto, pelo prazo de 180 dias.

Qualquer que seja a opinião de cada cidadão sobre as responsabilidades de Witzel  diante da montanha de denúncias reunidas contra seu governo, é impossível ignorar um fato maior, que envolve a soberania popular.

A Constituição diz que o afastamento de um governador de Estado envolve um ritual específico, definido pelas regras que autorizam o impeachment, que entrega a palavra final à  Assembléia Legislativa.

Embora o plenário já tenha aprovado -- com 69 votos a favor e uma abstenção -- o início dos debates sobre as denúncias contra Witzel, a legislação prevê um julgamento em várias fases.

Será necessário, inclusive, formar uma comissão especial, integrada por cinco desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e cinco deputados escolhidos em plenário. Essa comissão irá ouvir a acusação e a defesa, apresentar um veredito -- que deverá ser aprovado, ou não, por dois terços do plenário.

Então estamos assim.

Após a decisão monocrática do STJ, o país volta às incertezas e dúvidas que marcam as crises políticas em tempos de bolsonarismo.

A dúvida, agora, é saber se o destino de Witzel será resolvido -- ou não -- dentro das regras do Estado Democrático de Direito. Basta lembrar o impacto da intervenção federal no Rio de Janeiro, em 2018, que abriu caminho para o avanço de Bolsonaro e seus aliados na campanha presidencial.

O mesmo cabe perguntar diante da censura ao GGN.

Num caso, a soberania popular está ameaçada. Em outro, são os artigos 5 e 220 da Constituição.

São questões de natureza diferente, mas que apontam para uma mesma questão -- o enfraquecimento da democracia.

Alguma dúvida?

censura bolsonaro.jpg

 

31
Ago20

Escândalo de corrupção dos Bolsonaro é destaque no ‘New York Times’

Talis Andrade

newyork_times  bolsonaro.png

 

O desastre do governo do presidente Jair Bolsonaro, que transformou o Brasil em pária internacional, continua a ganhar grande repercussão no exterior.

Neste final de semana, o diário americano ‘ The New York Times’ publicou reportagem sobre as investigações que pesam contra a família do ocupante do Palácio do Planalto.

Relata os depósitos que o ex-assessor e amigo da família, Fabrício Queiroz, fez nas contas bancárias da primeira-dama, Michelle, e do filho mais velho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro. O ‘New York Times’ detalha o chamado caso das “rachadinhas”, um esquema de lavagem de dinheiro que permite o roubo de salários do setor público, por meio da contratação de funcionários fantasmas ou empregados dispostos a devolver parte do salário para vereadores e deputados.

A reportagem dá destaque para a ameaça de Bolsonaro de agredir fisicamente um repórter que perguntou ao presidente, na semana passada, o motivo pelo qual Queiroz depositou R$ 89 mil na conta da primeira-dama. “A resposta foi agressiva, mesmo para um presidente conhecido por expressar sua raiva a jornalistas e críticos: “O que eu gostaria de fazer”, disse Bolsonaro ao repórter, “é encher tua boca na porrada”, replicou o ‘Times’.

O jornal noticia que os brasileiros estão fazendo uma pergunta que pode ameaçar o futuro político do presidente Jair Bolsonaro: por que sua esposa e filho receberam pagamentos de um homem sob investigação por corrupção?

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De acordo com o diário americano, o escândalo ganhou força a partir de junho, com a prisão de Queiroz e os posteriores vazamentos para a imprensa de que o ex-assessor havia enviado a Michelle Bolsonaro muito mais dinheiro do que os investigadores haviam divulgado. “Isso colocou em dúvida a explicação do presidente de que um único pagamento revelado em 2018 foi feito para pagar uma dívida”, descreve o New York Times.

Roubo de dinheiro público

“Em ações judiciais e vazamentos para a imprensa, as autoridades levantaram a suspeita de que, a partir de 2007, Queiroz ajudou o filho mais velho do presidente, Flávio Bolsonaro, a roubar dinheiro público embolsando parte dos salários de pessoas de sua folha de pagamento”, aponta o diário.

A reportagem esmiuça o caso, relatando que, entre 2011 e 2016, Queiroz canalizou o equivalente a milhares de dólares para Michelle Bolsonaro, em transações que nenhum deles consegue explicar. “Os promotores do caso também acreditam que os depósitos feitos ao filho do presidente podem estar ligados ao esquema”, informa o jornal.

Silêncio

O ‘Times’ também chama a atenção para o silêncio do gabinete do presidente Bolsonaro, que simplesmente se recusou a comentar ou explicar o caso em nome de Bolsonaro e sua esposa. “Michelle Bolsonaro conheceu o marido em 2006, enquanto trabalhava como secretária no Congresso. Depois que os dois começaram a namorar, ela se juntou à equipe legislativa dele, uma mudança que triplicou seu salário”, afirma o ‘Times’. O jornal informa ainda que o advogado de Flávio Bolsonaro não respondeu ao pedido de entrevista feito pelo jornal.

O ‘Times’ relembra que o escândalo começou a tomar forma logo após a eleição presidencial de 2018, quando o Ministério Público identificou movimentações atípicas na conta de Fabrício Queiroz entre 2016 e 2017. À época, ele constava da folha de pagamento de Flávio Bolsonaro. O investigadores constataram que os valores movimentados eram incompatíveis com os ganhos declarados por Queiroz.

Família na defensiva

”Desde então, outras investigações legislativas e criminais colocaram a família Bolsonaro na defensiva”, sustenta a reportagem, citando investigações que miram Carlos Bolsonaro por desvios de recursos semelhantes quando ele era vereador e por seu envolvimento com a indústria das fake news. O terceiro filho do presidente, Eduardo, também está envolvido no caso das fake news.

 

31
Ago20

Campo de concentração na Amazônia aprisionou centenas de famílias japonesas durante 2ª Guerra

Talis Andrade

campo amazonia.jpg

Casarão que fazia parte do campo de concentração de Tomé-Açu

 

por Sarita Reed e Vinícius Fontana/ BBC News

Quando o Brasil decidiu de que lado estava na 2ª Guerra Mundial e rompeu relações diplomáticas com os países do Eixo, em 1942, uma parcela da população brasileira repentinamente passou a ser perseguida: imigrantes alemães, japoneses e italianos, e seus descendentes.

Em pouco tempo, grande parte deles foi enclausurada em 11 campos de concentração espalhados pelo país, cujo objetivo era, entre outros, evitar que os imigrantes agissem como agentes infiltrados para seus países de origem.

Um desses campos, o de Tomé-Açu, único localizado na região amazônica, se diferenciou dos demais por aprisionar sobretudo imigrantes japoneses. Lá eles viviam sob regras rígidas, com racionamento de energia e toque de recolher, além de censura de correspondências e proibição de se agrupar.

Até o ano de 1942, a colônia japonesa que existia à beira do rio Acará, a 200 km de Belém, hoje município de Tomé-Açu, vivia basicamente do cultivo de hortaliças e arroz

Os primeiros imigrantes chegaram em 1929, por meio da Companhia Nipônica de Plantação (Nantaku), que dispunha de terras na região. Outro importante impulso para consolidação da comunidade foi a fundação, em 1935, da Cooperativa Agrícola do Acará.

Porém, o desenvolvimento da comunidade foi interrompido com a entrada do Brasil na guerra.
"O Brasil, muito pressionado pelas relações externas, fez ações de contenção dos 'inimigos de guerra', que eram os estrangeiros do Eixo - os alemães, italianos e japoneses", explica Priscila Perazzo, professora e pesquisadora da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) e autora de Prisioneiros da guerra: os "súditos do Eixo" nos campos de concentração brasileiros.

"Então, o governo decide montar campos onde pudesse internar pessoas desses países".

Rodeada pela floresta amazônica e acessível somente por via fluvial, a comunidade japonesa que se formou em torno da Nantaku e da Cooperativa era uma candidata ideal para sediar um desses campos.

Em 17 de abril de 1942, os japoneses perderam o direito aos seus bens, por meio de uma declaração de caducidade, e a vila às margens do rio Acará foi isolada. Nascia o Campo de Concentração de Tomé-Açu. Leia mais 

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