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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

30
Mai19

Principais atos estudantis de hoje contra Bolsonaro começam depois das 15h deste 30 de Maio (fotos e vídeos)

Talis Andrade

Os estudantes amanheceram nas ruas de todo o Brasil

Salvador e Distrito Federal foram as capitais que abriram as manifestações 

A manhã desta quinta-feira , 30 de maio, ou 30M para os que defendem a educação, já começou agitada em diversas cidades do Brasil. s manifestações estão acontecendo em pequenas e médias e grandes cidades. 

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” Nossa mobilização segue contra os cortes no orçamento da educação e os ataques à autonomia das universidades. A resposta dos estudantes à falta do diálogo do governo e a forma como trata a educação e a pesquisa está nesse grande movimento nas ruas”, avalia Marianna Dias, presidenta da UNE.

Pela tarde grandes manifestações acontecerão nas capitais.

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30
Mai19

Estudante na rua? Bolsonaro, a culpa é sua! Música de Chico

Talis Andrade

Os estudantes amanheceram nas ruas do Brasil

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A educação segue sob ataque, e por isso a UNE, universidades, institutos federais, escolas públicas e privadas, estudantes, professores, trabalhadores seguem mobilizados para ir novamente às ruas neste 30 de maio, para demonstrar sua indignação contra os cortes feitos na educação brasileira que ameaçam o funcionamento de todas universidades e institutos federais em todo o país.

“Estive na Câmara dos Deputados em uma audiência pública na última semana para tentar argumentar com o ministro da Educação contra os cortes, mas ele se recusa a nos ouvir. Então será pelas ruas que ele vai ter que entender. No dia 15M levamos mais de dois milhões de pessoas para as ruas, e hoje, o 30M tem tudo para repetir esse público”, destacou a presidenta da UNE, Marianna Dias.

 

30
Mai19

Fernando Brito: A rua, amanhã, é minha história e minha família

Talis Andrade

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Por Fernando Brito

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Meu pai, filho de migrantes de Alagoas, era um bancário que só virou professor porque havia uma universidade pública.

Minha mãe, filha de pintor de paredes e de uma costureira, austeros e queridos, também só pôde começar uma faculdade – e depois, já na maturidade, concluí-la – porque era pública, pois ser professora primária e criar dois filhos jamais a permitiriam pagar por isso.

Eu e meu irmão, universidades públicas. Minha filha mais velha, pós-doutora por uma universidade pública. Minha sobrinha mais velha, igual, formada numa universidade pública.

Não ir à rua amanhã seria trair a mim e trair a todos eles.

Pior, a todos os homens e mulheres, de ontem, de hoje e de amanhã que, como nós, tem, teve e terá na universidade pública a oportunidade, que infelizmente ainda é um privilégio, de aprendermos tudo: a sentir, a pensar e a trabalhar.

Mesmo os que podiam pagar, mesmo os que hoje são economicamente bem sucedidos economicamente –  colegas ontem, amigos hoje e sempre, que são executivos ou ex-executivos de grandes empresas – sabem e reconhecem que se tornaram pessoas melhores naquele ambiente democrático e plural, muito mais que se tivessem vivido em gaiolas de ouro.

Fizemos, todos nós – exceção, acho eu, feita à minha mãe, do tempo em que “moças de bem” não podiam fazê-las – balbúrdias, bagunças, cervejadas, empurramos trabalhos meia-boca, seminários de fancaria, tudo o que se permite aos jovens fazer quando se despedem da irresponsabilidade e passam a ser profissionais.

Aliás, na juventude, talvez pudéssemos não perceber o quanto eram importantes aquelas escolas que, se privadas, não teríamos. Na maturidade, porém, já nem este direito temos.

Desertar do dever de defender a universidade é fugir de lutar por seus pais, por seus filhos, por seu país.

Sim, o nosso país, que não pode existir e menos ainda crescer se não houver produção de conhecimento e a ânsia de saber e de criar.

O que moveu e o que moldou minha vida, desde quando usávamos a blusa branca, com “EP” de Escola Pública bordado em linha azul, que passou pelo ensino técnico, que foi à Universidade, que me levou a Brizola e a Darcy Ribeiro, faz disso, aliás, mais que um dever.  É algo tão vital como respirar e pulsar.

Nem minha escolha em ser eremita, o dia inteiro a escrever,  pode servir de desculpa à omissão, à obrigação de colocar a cara e o corpo  diante dos monstros que nos assombram.

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29
Mai19

Dez razões para participar do 30M pela Educação, pela Previdência

Talis Andrade

Entenda os Atos de Resistência que devem levar estudantes e trabalhadores às ruas nesta quinta-feira e a participar da greve geral marcada pelas centrais para 14 de junho

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Por Marize Muniz

1. Reforma da Previdência é o fim do direito à aposentadoria de milhões de trabalhadores e trabalhadoras

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A reforma da Previdência de Bolsonaro (PSL) acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição e impõe a obrigatoriedade da idade mínima de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres, aumenta o tempo mínimo de contribuição de 15 anos para 20 anos e muda o cálculo do valor do benefício para reduzir o valor pago pelo INSS – trabalhadores vão receber apenas 60% do valor do benefício. Para ter acesso à aposentadoria integral, o trabalhador e a trabalhadora terão de contribuir por pelo menos 40 anos.

Compare com as regras atuais

Pelo modelo atual, os trabalhadores podem se aposentar após 35 anos de pagamento ao INSS e as trabalhadoras após 30 anos de contribuição, sem a exigência de idade mínima. Nesse caso, para ter acesso ao valor integral do benefício, as mulheres precisam que a soma da idade mais o tempo de contribuição seja igual a 86 (56 anos + 30 contribuição = 86 – aposentadoria integral). Já os homens precisam que a soma final totalize 96 (61 anos + 35 contribuição = 96 – aposentadoria integral).

No caso dos trabalhadores que não conseguem se aposentar por tempo de contribuição, a aposentadoria é por idade: 65 anos para os homens e 60 para as mulheres, com no mínimo 15 anos de contribuição.

 

2. Quem já está aposentado também vai ter prejuízo

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A reforma exclui da Constituição Federal a regra que determina a reposição da inflação para os benefícios acima do salário mínimo pagos a aposentados e pensionistas da iniciativa privada e do setor público. E mais: desvincula os valores dos benefícios do salário mínimo.

Isso significa que os reajustes do salário mínimo não serão mais usados como base de cálculo para corrigir as aposentadorias e pensões. Essas mudanças podem rebaixar drasticamente os valores dos benefícios, inclusive de quem se aposentou antes de a reforma ser aprovada.

 

3. Reforma ataca até viúvas e órfãos
No caso de morte, o cônjuge ou filho que tem direito a pensão receberá apenas 50% do valor do benefício a que o trabalhador ou trabalhadora tinha direito, mais 10% por cada dependente. Como a viúva ou o viúvo contam como dependentes, a pensão começa com 60% do valor do benefício.

Os filhos menores de idade têm direito a 10% cada. Quando um filho atingir a maioridade ou falecer, sua cota não será reversível aos demais dependentes.

Em 2017, mais de 7 milhões e 780 mil (22,7%) do total de benefícios pagos foram por pensão por morte. O valor médio mensal foi de apenas R$ 1.294,05, segundo o Anuário da Previdência Social.

Mais um ataque às viúvas e viúvos

A reforma de Bolsonaro quer restringir a possibilidade das viúvas ou viúvos acumularem os, em geral, parcos benefícios. Pela regra proposta, se uma pessoa for acumular aposentadoria com pensão poderá escolher o benefício de valor mais alto e o outro vai ser repassado com desconto, de acordo com reduções por faixas escalonadas de salário mínimo.

Por exemplo, quem tiver um segundo benefício no valor de até um salário mínimo (R$ 998,00), poderá ficar com 80% do benefício (R$ 798,40).

Confira detalhes sobre as mudanças que Bolsonaro quer fazer nas pensões.

 

4. Reforma ataca também doentes e acidentados (incapacidade temporária)
Trabalhadores e trabalhadoras da iniciativa privada e servidores públicos que se acidentarem ou sofrerem de doenças s em relação com o ambiente do trabalho, impedidos de trabalhar por um longo período – vão receber apenas 60% do valor do auxílio-doença, se tiverem contribuído no mínimo durante 20 anos para o INSS. Se ele tiverem contribuído por mais de 20 anos, terá direito a 2% a mais no valor do benefício por cada ano de contribuição.

Pela proposta, um trabalhador acidentado, ou doente, pode receber menos do que o valor do salário mínimo (R$ 998,00).

Confira como calcular suas perdas se a reforma for aprovada.

 

5. Reforma praticamente acaba com aposentadoria por invalidez (incapacidade permanente)
A PEC propõe que os trabalhadores acidentados ou que tenham doenças contraídas sem relação com o ambiente de trabalho – exemplos: teve um câncer que o impede de trabalhar para sempre ou sofreu um acidente de carro no fim de semana e ficou paraplégico – terão de contribuir por, no mínimo, 20 anos para receber apenas 60% do valor da aposentadoria. Se ele tiver contribuído por mais de 20 anos, terá direito a 2% a mais no valor do benefício por cada ano de contribuição.

Atualmente, para ter direito ao benefício integral, basta o trabalhador ter contribuído durante 12 meses, o chamado período de “carência”.

 

6. Capitalização da Previdência

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O governo quer criar a capitalização da Previdência, mas ainda não disse como serão as regras. Só vão apresentar a proposta, por meio de uma lei complementar, depois da aprovação da PEC 06/2019.

O que se sabe sobre a capitalização é que o sistema funciona como uma poupança pessoal do trabalhador, não tem contribuição patronal nem recursos dos impostos da União para garantir o pagamento dos benefícios.

O trabalhador deposita todos os meses um percentual do seu salário nessa conta individual para conseguir se aposentar no futuro. Essa conta é administrada por bancos, que cobram tarifas de administração e ainda podem utilizar parte do dinheiro para especular no mercado financeiro.

Para saber mais sobre o modelo de capitalização, clique aqui.

 

7. Reforma quer acabar com pagamento da multa de 40% do FGTS

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A reforma da Previdência de Bolsonaro não se limita a Previdência, mexe também com a legislação Trabalhista ao propor o fim do  pagamento da multa de 40% do saldo do FGTS quando o trabalhador se aposentar e continuar na mesma empresa. Esse item também isenta o empresário de continuar contribuindo com o FGTS.

 

8. Governo quer excluir do acesso ao PIS PASEP 18 milhões de trabalhadores

Outra proposta da reforma que não tem a ver com aposentadoria nem pagamento de benefícios é a sugestão de pagar o abono salarial do PIS/PASEP apenas para os trabalhadores e trabalhadoras formais que ganham até um salário mínimo (R$ 998,00).

Se a PEC for aprovada pelo Congresso Nacional, dos 21,3 milhões (52%) trabalhadores e trabalhadoras formais que hoje recebem o abono, 18 milhões deixarão de receber.

 

9. Cadê a política para gerar emprego e renda do governo?  

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No primeiro trimestre deste ano, faltou trabalho para 28,3 milhões de trabalhadores e trabalhadoras no Brasil, segundo a Pnad Contínua, do  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de desemprego do período foi de 12,7% e atinge 13,4 milhões de trabalhadores e trabalhadores.

Mas, até agora, o governo Bolsonaro não apresentou sequer uma proposta que, de fato, contribua para aquecer a economia e gere emprego e renda.

 

10. Os cortes na educação prejudicam do ensino básico a pós-graduação

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Com os cortes anunciados na educação básica vão faltar recursos para a compra de móveis, equipamentos, para a capacitação de servidores e professores e até para pagamento de contas de água e luz.

Os cortes também inviabilizam investimentos no programa de Educação Jovens e Adultos (EJA) e também o ensino em período integral.

Além disso, afeta profundamente a educação, saúde, produção científica e tecnológica. As universidades públicas são responsáveis por mais de 90% da pesquisa e inovação no país e prestam serviços à população por meio de projetos de extensão e hospitais universitários. 

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29
Mai19

O 30 de Maio e a Greve Geral: por que Educação e Previdência mobilizam? (vídeo da convocação)

Talis Andrade

TEMPO DE RESISTÊNCIA

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Ato de resistência no Rio, no dia 15M último, reuniu mais de 250 mil pessoas

 

 

A manifestação desta quinta-feira é um desdobramento do chamado Tsunami da Educação, que no dia 15 contou com grandes atos em mais de 200 cidades, reunindo mais de 1 milhão de pessoas. O mote foi a resistência aos cortes orçamentários e o posicionamento contrário à perseguição ideológica que o governo Bolsonaro pretende impor ao ensino público em todos os âmbitos, do ensino fundamental às pesquisas científicas.

O #15M ocupou também o topo das menções em redes sociais e ficou marcado por agregar nas ruas movimentos populares organizados e cidadãos comuns, alunos e pais de escolas públicas e da rede privada. Na maioria dos atos, se ergueram ainda faixas e cartazes em defesa da previdência pública e contra a Proposta da Emenda à Constituição (PEC) 6, que inviabiliza o direito à aposentadoria para milhões de trabalhadores.

O movimento incomodou o governo, que convocou, com apoio da imprensa, manifestações para o último domingo. Os atos, que ocorreram em menor número, tiveram no geral pouco público e bandeiras difusas. Os bolsonaristas mais raivosos atacaram o Supremo Tribunal Federal, o Congresso Nacional e defenderam o pacote “anticrime” de Sergio Moro; o governo tentou carimbar as ações como em defesa da “nova” Previdência; tentar tirar proveito para um suposto apoio à “reforma” também foi o mote da mídia comercial.

Por isso, o 15 de maio, como agora também este dia 30, teve para os principais organizadores – como as frentes Povo sem Medo e Brasil Popular – um caráter de “esquenta” para a greve geral de 14 de junho, que em muitos lugares já conta com importante adesão do setor de transporte. Leia a seguir as razões que unem a defesa da educação e da Previdência públicas.

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29
Mai19

ATOS PELA EDUCAÇÃO JÁ ESTÃO CONFIRMADOS EM MAIS DE 150 CIDADES

Talis Andrade

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por Felipe Mascari

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Rede Brasil AtualEstudantes, professores e trabalhadores ligados à educação ocuparão as ruas do Brasil, nesta quinta-feira (30), contra corte de verbas nas universidades e institutos federais, pretendidos pelo governo Jair Bolsonaro. De acordo com um levantamento da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da CUT, são cerca de 150 cidades com manifestações marcadas, seja por secundaristas, universitários, pós-graduandos, professores e trabalhadores.

Apesar da força apresentada no último dia 15, quando 200 cidades pararam contra Bolsonaro, os estudantes afirmam que a educação ainda está sob ataque. "Estive na Câmara dos Deputados em uma audiência pública, na última semana, para tentar argumentar com o ministro da Educação contra os cortes, mas ele se recusa a nos ouvir. Então será pelas ruas que ele vai ter que entender. No dia 15 levamos mais de 2 milhões de pessoas para as ruas, e o próximo dia 30 tem tudo para repetir esse público", disse a presidenta da UNE, Marianna Dias.

As manifestações desta quinta-feira também colocam em pauta a" reforma" da Previdência e a greve geral, marcada pelas centrais sindicais, no dia 14 de junho. A CUT e entidades filiadas, como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam), aderiram à mobilização.

Na capital paulista, o ato está marcado para o Largo da Batata, zona oeste, a partir das 17h. Já no Rio de Janeiro, o movimento estudantil se concentrará na Candelária, centro da cidade, a partir das 15h. Manifestações em defesa da educação também estão marcadas ao redor do mundo, como em Nova York (Estados Unidos), Genebra (Suíça), Lisboa (Portugal) e Dublin (Irlanda).

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A lista completa da programação da UNE nas capitais

– Rio Branco: Praça da Revolução, centro, a partir das 11h
– Maceió: Praça do Centenário, bairro do Farol, a partir das 13h
– Macapá: Praça da Bandeira, no centro, a partir das 15h
– Manaus: Praça da Saudade, no centro, a partir das 15h
– Salvador: Praça do Campo Grande, próximo ao Teatro Castro Alves, a partir das 10h
– Fortaleza: Praça da Gentilândia, bairro Benfica, às 14h
– Brasília: Museu Nacional da República, a partir das 10h
– Vitória: Teatro da Universidade Federal do Espírito Santo, na Avenida Fernando Ferrari, às 16h30
– Goiânia: Praça Universitária, Setor Leste Universitário, a partir das 15h
– São Luís: Praça Deodoro, centro, a partir das 15h
– Cuiabá: Praça Alencastro, no Centro Norte, às 14h
– Campo Grande: Praça Ary Coelho, no centro, a partir das 15h
– Belo Horizonte: Praça Afonso Arinos, no centro , às 17h
– Belém: Praça da República, no bairro Campina, às 16h
– João Pessoa: Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da Universidade            Federal da Paraíba (UFPB), a partir das 15h
– Curitiba: Praça Santos Antrade, no centro, às 18h
– Recife: Rua Aurora, em Santo Amaro, a partir das 15h
– Teresina: Praça da Liberdade, no centro, às 8h
– Rio de Janeiro: Candelária, região central, a partir das 15h
– Natal: Praça Cívica, no bairro Petrópolis, às 15h
– Porto Alegre: Esquina Democrática, no centro histórico, às 18h
– Porto Velho: Universidade Federal de Rondônia (UNIR), no centro, às 16h
– Boa Vista: Centro Cívico, a partir das 16h
– Florianópolis: Praça XV de Novembro, no centro, a partir das 15h.
– São Paulo: Largo da Batata, em Pinheiros, a partir das 17h
– Aracaju: Praça General Valadão, região central, a partir das 15h
– Palmas: Universidade Federal do Tocantins (UFT), às 18h

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29
Mai19

Bolsonaro, Maia e Toffoli comem no mesmo prato

Talis Andrade

Domingo, convocada pelo presidente Jair Bolsonaro teve uma marcha para uma prensa no Superior Tribunal de Justiça, na Câmara dos Deputados e Senado Federal. 

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moro república curitiba lava jato cabeça de lulaEsse aí - membro da KKK, acredita ser um cavaleiro das trevas -, repleto de ódio, deseja cortar a cabeça de Lula. Endeusa Sergio Moro, que junto com Dallagnol desviou 2 bilhões e 567 milhões de reais da Petrobras como lastro de uma fundação de caridade e eventos. Da Petrobras que foi fatiada por Temer. O que restou da empresa está sendo vendido por Bolsonaro.

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26 maio giancarlo moser.pngBolsonaro desacredita os correligionários que foram domingo 26 pras ruas pedir as cabeças dos presidentes do STF, do Senado e da Câmara dos Deputados.

Amigo de cama e mesa dos ministros e presidentes dos poderes que derrubaram Dilma, Bolsonaro chamou a corriola pro café da manhã nesta terça 28 de maio. 

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Bolsonaro esperava multidões marchando em todas as capitais. O povo na rua das grandes cidades pedindo uma ditadura militar. O autogolpe fracassou. Faltou gente de botinas pretas.

Faltou o sem terra.

Faltou o sem teto. 

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O presidente, para enaltecer os protestos em sua defesa no domingo (26), usou uma imagem de um ato de 2015 em que aparece uma senhora que morreu em novembro do ano passado

A briga inventada de Bolsonaro com Toffoli Dias, com Rodrigo Maia não convenceu. 

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29
Mai19

Cortes do governo Bolsonaro prejudicam agricultura familiar, apontam especialistas na FAO

Talis Andrade

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Entidades que defendem a agricultura familiar no Brasil estão preocupadas com os cortes no orçamento do Ministério da Agricultura e afirmam que a produção familiar já começou a sentir os efeitos das políticas públicas do governo Bolsonaro que priorizam a produção agrícola em larga escala.

Rafael Belincanta, correspondente da RFI Roma

Durante o lançamento da Década da Agricultura Familiar das Nações Unidas nesta quarta-feira (29) na FAO em Roma, o secretário da Confederação das Organizações de Produtores Familiares do Mercosul (Coprofam) Alberto Broch, falou sobre como os cortes de quase 40% no orçamento do Ministério da Agricultura começam a impactar a agricultura familiar no Brasil.

“É muito grande o impacto. Nós, infelizmente, esperamos que esses impactos possam ser amenizados pela ação dos governos estaduais, dos governos municipais e pela própria ação dos movimentos, da representação da agricultura familiar no Brasil, como a Contag e outras organizações, que possam lutar e ao mesmo tempo rever essas formas formas de fazer política do governo federal. Embora nós já tenhamos aberto mesas de diálogo com o próprio Ministério da Agricultura, deverão ser lançadas no Plano Safra políticas para a agricultura familiar porque nós prezamos muito pela continuidade do Pronaf e outras políticas que nos custaram muito suor e sangue para as suas conquistas”, diz.

Broch afirmou ainda que é preciso uma rearticulação para defender os interesses dos pequenos produtores e a própria conceituação da agricultura familiar.

“O Brasil é um país continente, um país muito desigual, dentro dele existem várias agriculturas. É enganadora a ideia de que a agricultura é uma só com tanta desigualdade, por exemplo, no acesso à terra. Portanto, é importante que nós continuemos com uma caracterização muito forte, com políticas específicas para a agricultura familiar, que existe um outro jeito de fazer agricultura se comparado ao grande negócio, às grandes empresas rurais. Isso nos custou muito e graças à experiência brasileira nós fomos como que um laboratório de políticas públicas e de conceituação da agricultura familiar para vários países e com experiências levadas adiante pelas próprias Nações Unidas.”

 

Falta de água na região do semi-árido

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Os cortes no orçamento do Ministério da Agricultura atingem também o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) que foi incorporado à pasta pelo governo federal, assim como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Alexandre Henrique Bezerra Pires da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), organização civil que compartilhou na FAO as experiências na construção de cisternas para mitigar a falta d’água no semi-árido brasileiro, também teme que os projetos em andamento sejam prejudicados.

“Cinco meses e o governo não procurou a ASA para nenhum tipo de diálogo, nós manifestamos o nosso interesse em fazer esse tipo de diálogo, nossa preocupação é que o programa tenha uma redução significativa de recursos, ou que o modelo de implementação do programa que atualmente é numa parceria com a sociedade civil, no caso a ASA, ou com os governos estaduais, comprometa efetivamente a execução do programa. Hoje temos uma demanda de 350 mil tecnologias de água de famílias que esperam a água para o consumo humano e cerca de 800 mil tecnologias de água para a produção de alimentos”, afirma.

Alexandre reiterou a transformação que ocorreu nas comunidades a partir do momento em que elas passaram a ser autônomas para o próprio abastecimento de água a partir das cisternas.

“O semi-árido brasileiro era o lugar que sempre esteve nos piores índices de desenvolvimento humano do nosso país. Algo que sempre nos trouxe muita vergonha, porque nós éramos as pessoas pobres, com fome, analfabetas, pessoas sem conhecimento. O que aconteceu no Brasil nos últimos anos transformou essa realidade. As pessoas passaram a ter a auto-estima de ser do semi-árido, de ser camponeses, de ser agricultor familiar, de ser do Nordeste.”

 

De volta ao “Mapa da Fome”

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Porém, Alexandre revelou um quadro que poderá levar o Brasil de volta ao Mapa da Fome em junho próximo, quando a ONU irá divulgar o novo relatório sobre a fome no mundo.

“O que está acontecendo desde 2015 é a desconstrução de um conjunto de políticas públicas que ajudaram as pessoas a saírem desse lugar e o que vemos hoje é um aumento das pessoas em extrema pobreza, das pessoas em situação de fome, espalhadas pelas grandes cidades e já chegando na zona rural. O nosso principal desafio é lutar para que o semi-árido não volte a figurar como a região com os piores índices e isso significa a luta pela manutenção do orçamento público destinado à essa região”.

Com o lançamento da Década da Agricultura Familiar, as Nações Unidas colocam a defesa e o desenvolvimento da Agricultura Familiar em todas as suas dimensões como prioridade pelos próximos dez anos. De acordo com a FAO, a agricultura familiar é o maior gerador de empregos no mundo, além de ser responsável por cerca de 80% da produção mundial de alimentos, sobretudo nos países em desenvolvimento. Paradoxalmente, é no meio rural – lugar agrícola por excelência – que está a maior parte das pessoas que passam fome no mundo.

A agricultura familiar é responsável pela produção dos mais diversos sistemas de cultivo e preservação de alimentos tradicionais, contribuindo seja para uma dieta balanceada assim como para a proteção da biodiversidade agrária. Além disso, ao gastar parte da renda sobretudo em mercados locais, os agricultores familiares fazem girar as economias locais e regionais gerando assim empregos ligados, direta ou indiretamente, à agricultura.

Os pequenos agricultores detêm ainda um potencial único para reforçar a sustentabilidade da agricultura e dos sistemas alimentares. Portanto, é fundamental que os governos adotem políticas públicas e ambientais que protejam a atividade agrícola familiar, explica Guilherme Brady, responsável do Setor de Agricultura Familiar da FAO.

“O mandato que as Nações Unidas deram para a FAO e para o FIDA é justamente de ajudar no fortalecimento de políticas públicas, investimentos e na troca de conhecimentos sobre agricultura familiar. Se busca também incentivar os governos a assumirem seus próprios compromissos em nível nacional, tanto que uma das nossas principais metas para a metade da década, ou seja, até 2024, é ter 100 países apresentando à FAO e ao FIDA seus projetos nacionais para a agricultura familiar.”

29
Mai19

CAROL PRONER: CARTA DO PAPA A LULA É HISTÓRICA E DENUNCIA O USO DO DIREITO PARA FINS POLÍTICOS

Talis Andrade

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247 - Para a jurista Carol Proner, que integra a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) e faz parte de um grupo de estudos do Vaticano, a carta enviada pelo papa Francisco ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mantido como preso político há mais de um ano, é um "documento histórico" e que "registra, de modo humano e diplomático, um fenômeno de época: o uso do direito para fins políticos" (leia no Brasil 247).

Na carta, o papa diz rezar por Lula e pede que o ex-presidente também não deixe de orar por ele. No texto, o pontífice lamenta ainda "as duras provas que o senhor viveu ultimamente", como as mortes de dona Marisa Letícia, do irmão de Lula, Genival Inácio, e do neto dele, Arthur. O papa também destacou que o " bem vencerá o mal, a verdade vencerá a mentira, a Salvação vencerá a condenação"'.

Segundo Carol, o texto da carta do papa, enviada no período da Páscoa, deixa claro que o pontífice está "bastante informado da situação de injustiça que perdura no Brasil", além de denotar o "apreço pelo líder político, entendendo a política como forma eminente de caridade quando implementada no respeito fundamental pela vida, a liberdade e a dignidade das pessoas". 'Mesmo a mensagem pascal tem um sentido amável de conforto e alento, sem deixar de pontuar a injustiça: "(...) o bem vencerá o mal, a verdade vencerá a mentira, a Salvação vencerá a condenação"', destaca a jurista.

Leia a íntegra da análise de Carol Proner sobre a carta do papa Francisco enviada à Lula.

" O Papa Francisco respondeu à carta enviada por Lula por meio de um texto formal, porém afetuoso, sentido e bastante informado da situação de injustiça que perdura no Brasil. O texto é pleno de mensagens importantes e denota o apreço do Pontífice pelo líder político, entendendo a política como forma eminente de caridade quando implementada no respeito fundamental pela vida, a liberdade e a dignidade das pessoas. Mesmo a mensagem pascal tem um sentido amável de conforto e alento, sem deixar de pontuar a injustiça: "(...) o bem vencerá o mal, a verdade vencerá a mentira, a Salvação vencerá a condenação". O Papa Francisco tem enfrentado importantes embates dentro e fora da igreja e, como poucos, tem tido a coragem de denunciar os verdadeiros nós da sociedade capitalista que impedem a realização da justiça social. Ao fim da missiva, compartilhando o sentimento de dor pelas perdas no suplício do cárcere e cúmplice da difícil jornada que ambos têm pela frente, o Papa pede a Lula que também reze por ele. Trata-se de um documento histórico, que registra, de modo humano e diplomático, um fenômeno de época: o uso do direito para fins políticos".

 

29
Mai19

Fernando Brito: "A carta do Papa Francisco a Lula é reveladora de quanto a situação do Brasil repercute pelo mundo"

Talis Andrade

 

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Para revidar, por profundo ódio, Bolsonaro mandou chamar em Palácio um dos algozes, quando a imprensa divulgava a carta que o Papa Francisco escreveu para Lula no dia 3 de maio último.

Bolsonaro não esconde seu desejo maior de ver Lula "apodrecer na cadeia". 

Bolsonaro nada tem para oferecer ao povo brasileiro que, com a reforma da previdência, e com a reforma trabalhista de Temer, permanecerá jogado nas trevas, na ditadura do pranto e do ranger dos dentes, quando as castas togadas e fardadas com seus privilégios, aposentadorias principescas, inclusive pensões herdadas e vitalícias para uma vida de luxo e luxúria das filhas solteiras maiores de idade.

Recém-eleito presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o desembargador Victor Luiz dos Santos Laus – que julgou recursos do caso do Triplex do Guarujá, que condenou Lula, na 8ª Turma da corte – nesta terça-feira (28) esteve com Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto.

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"Laus foi eleito para comandar o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) a partir de 27 de junho. Até lá, ele continua na 8ª turma, que julga recursos relacionados à Operação Lava Jato, e pode participar da decisão do caso do Sítio de Atibaia, que também envolve o ex-presidente Lula. Confira a reportagem completa na Revista Fórum.

Escreve o jornalista Fernando Brito: "A carta do Papa Francisco a Lula, divulgada hoje por Monica Bergamo, na Folha, não é apenas gentil e piedosa, mas reveladora do quanto a situação anômala do Brasil repercute pelo mundo.

Ela é cheia de referências sutis de encorajamento do Pontífice ao ex-presidente, não apenas ao valorizar suas opiniões sobre a situação brasileira – o que fez numa carta a Francisco, há dois meses – que, diz o Papa, 'me será de grande utilidade', mas, a pretexto da Páscoa, convidar Lula a sentir a 'alegria serena e profunda de quem acredita que, no final, o bem vencerá o mal, a verdade vencerá a mentira e a Salvação vencerá a condenação'.

Até quando consola Lula pelas perdas que sofreu – a mulher, Marisa, o irmão e o neto – o Papa manda mensagens: 'quero lhe manifestar minha proximidade espiritual e lhe encorajar pedindo para não desanimar e continuar confiando em Deus'.

Lá de Roma, Francisco percebe o que alguns aqui não vêem: Lula não está preso por seus defeitos ou eventuais comportamentos pessoais – nunca provados -, mas pela referência que é para o povo braileiro.

O martírio, do ponto de vista cristão não é 'ser santo', é preferir morrer a renunciar naquilo em que acredita."

 

 

 

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