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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

01
Ago18

5 fatos mostram que Bolsonaro é contra os trabalhadores e aliado de Temer

Talis Andrade

 

negro escravo na visão de Bolso naro ignaro.jpg

 

 

por Lucas Fogaça

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Muitos colegas e amigos das fábricas e do SENAI acreditam que o deputado Jair Bolsonaro (PSC) é um bom político. Alguns dizem até que vão votar nele. Esses mesmos colegas e amigos são contra a Reforma Trabalhista e Previdenciária. Contra a lei da terceirização. Contra os cortes nos investimentos em saúde e educação feitos pelo governo Temer (PMDB) e contra a corrupção e os privilégios dos políticos. Todos esses operários esperam que Temer deixe a presidência da República. Quero explicar a esses colegas porque se querem mudanças no governo e o fim dos ataques aos trabalhadores não devem apoiar o deputado Jair Bolsonaro (PSC) nem seu filho Eduardo Bolsonaro (PSC) também deputado federal.

 

1 – Família Bolsonaro quer aprovar a Reforma Trabalhista com urgência

 

A Reforma Trabalhista significa que a CLT (legislado) não vale mais. O que vale é o que for negociado entre patrão e sindicato. É evidente para qualquer trabalhador que o trabalho que já tava difícil vai ficar ainda pior.

Saiba mais sobre a reforma trabalhista:

https://esquerdaonline.com.br/2017/04/25/cinco-grandes-ataques-aos-direitos-dos-trabalhadores-pela-reforma-trabalhista/

https://esquerdaonline.com.br/2016/12/22/entenda-reforma-trabalhista-de-temer/

 

2 – Família Bolsonaro e seu partido são grandes aliados de Michel Temer

O partido dos Bolsonaro é o Partido Social Cristão (PSC). O PSC apoia integralmente o governo Temer. Inclusive o líder do governo Temer na Câmara dos Deputados se chama André Moura e é do PSC.

 

3 – Eduardo Bolsonaro votou a favor e seu pai Jair Bolsonaro se absteve na votação da Lei da Terceirização para atividade-fim

O projeto de lei (PL 4302/98) aprovado permite a terceirização até da atividade-fim de uma empresa. Ou seja, uma escola poderá terceirizar não apenas o serviço de limpeza, mas até contratação de seus professores, por exemplo. Os operários e principalmente as operárias terceirizadas sabem como é terrível ser terceirizado: salários menores, piores condições de trabalho, menos direitos e benefícios, muitas vezes sem sindicato e um longo etc. Os terceirizados são trabalhadores precarizados, tratados como de 2ª divisão.

Apesar disso Jair Bolsonaro se absteve da votação. Abstenção é não votar a favor nem contra. Por que Jair Bolsonaro ficou em cima do muro numa lei que prejudica tanto o povo trabalhador? Acho que ele não quer perder a popularidade com a maioria dos trabalhadores que apoiam ele e nem com os empresários que financiam suas campanhas. Seu filho Eduardo Bolsonaro não hesitou: votou a favor da Lei.

Saiba mais sobre o impacto da terceirização:
https://esquerdaonline.com.br/2016/11/18/o-mito-da-terceirizacao-enquanto-modernizacao-empresarial/

https://esquerdaonline.com.br/2017/03/27/fora-terceirizacao/

 

4 – Família Bolsonaro falou contra a PEC 241 e votou a favor

A PEC 241 – conhecida como #PECdoFimdoMundo – foi aprovada no ano passado. Essa emenda na constituição prevê o congelamento de investimentos do governo em saúde, educação, moradia, entre outras por 20 anos. Jair e Eduardo Bolsonaro chegaram a se manifestar contra a Lei mas no dia da votação mudaram de ideia e votaram a favor do governo o que revoltou seus seguidores.

Saiba mais sobre a PEC 241:

https://esquerdaonline.com.br/2016/11/24/o-que-e-a-pec-55-antiga-pec-241-e-o-que-ela-muda-na-vida-dos-trabalhadores/

https://esquerdaonline.com.br/2016/10/17/a-luta-em-defesa-do-sus-e-a-luta-contra-a-pec-241/

https://esquerdaonline.com.br/2016/10/14/pec241vaiinviabilizarplanonacionaldeeducacao/

 

5 – Jair Bolsonaro usa dinheiro público de forma indevida para viajar pelo país fazendo campanha presidencial

Nos últimos 5  meses Jair Bolsonaro gastou 22 mil reais em 6 viagens pelo Brasil. Apesar das regras da Câmara dizerem que “não é permitido uso das verbas com finalidade eleitoral” os vídeos das viagens de Bolsonaro mostram claramente que é uma campanha presidencial antecipada, inclusive com gritos de Bolsonaro Presidente. Bolsonaro se diz contra os privilégios dos políticos, mas gasta dinheiro público de forma irregular.

Os 5 fatos acima mostram claramente que a família Bolsonaro é contra os trabalhadores. Eles defendem o odiado governo Temer e as leis que favorecem os grandes empresários do nosso país. Não merecem seu voto em 2018 e muito menos o seu apoio. [Transcrevi trechos]

 

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01
Ago18

Bolsonaro votou na PEC 241 que congela os gastos em saúde, educação e assistência social

Talis Andrade

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O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC/RJ) votou sim à PEC 241, que congela as despesas do Governo Federal por 20 anos, inclusive gastos em saúde, educação e assistência social. O texto também modifica a regra de reajuste do salário mínimo oficial, que se limitará à variação da inflação (entenda mais sobre a PEC 241 aqui).

 

Em sua conta oficial no Facebook, Bolsonaro publicou um vídeo em que explica por que votou SIM à PEC 241. Veja aqui.

 

Nos comentários da publicação, uma legião de seguidores do Bolsonaro se posicionou de forma contrária à votação do deputado.

 

“Vote NÃO deputado! Tem que primeiro se cortar na própria carne! Cortar esses auxílios exorbitantes que vocês deputados, senadores, governadores, prefeitos e vereadores tem! Auxilio terno, moradia, alimentação, carro, lembrando que vocês não tem desconto nos salários! Congelar concursos, retirar investimentos da educação e saúde? Um absurdo!”

 

“Sr Bolsonaro , acha que nos funcionários públicos da EDUCAÇÃO merecemos salário de R$917,00, mesmo com superior completo? Acha justo que tenhamos nossos salários congelados por 20 anos ?? Gostaria de saber se os parlamentares também terão salários reduzidos e congelados. Não concordo com seu voto. As outras categorias perecerão? Não podemos pagar pelos políticos corruptos. Mais respeito por nós, por favor !”

 

BOLSONARO fala CONTRA PEC 241 e vota a FAVOR. Entenda isso

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Publica a Revista Sociedade Militar: Nesse final de semana explodiu nas redes sociais um vídeo onde o deputado federal JAIR BOLSONARO se manifestava contra a PEC 241.

 

Na sua fala o deputado – militar diz:

 

se nós diminuíssemos apenas 3% a taxa SELIC ao longo de um ano a economia representaria muito mais do que o governo quer deixar de pagar… a grande injustiça que o governo faz no momento é exatamente (contra) a classe a categoria que sempre esteve ao lado do Brasil e esteve ao lado de Michel Temer visando obviamente a legalidade é a mais prejudicada… ao nos colocar todos numa situação de congelamento salarial por 20 anos…

 

nós não temos como ter outra profissão, trabalhamos no mínimo 60 horas por semana… mas o que nos entristece é ver o governo TEMER apunhalando os militares congelando por 20 anos a sua questão salarial… uma medida que levará a proletrarização das Forças Armadas… e o governo ainda tem a desfaçatez de me convidar para um jantar… com essa forma de governar eu não posso concordar… assim sendo declaro agora o meu voto CONTRÁRIO A ESSA PEC… se o governo não tem independência não pode ter prepotência…”

 

Depois de publicado o vídeo de Jair Bolsonaro muitos militares, que antes defendiam a PEC por acreditar que é correto que o governo não gaste mais do que arrecade, mudaram o discurso, passando a dizer que a norma iria acabar com as Forças Armadas etc. Contudo, no dia seguinte BOLSONARO surpreendeu muita gente e votou a favor da PEC 241 que segundo ele mesmo antes disse, levaria a PROLETARIZAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS.
 
 

Na segunda-feira (10/10/2016) pela manhã o deputado Eduardo Bolsonaro avisou pelas redes sociais que ele e o pai haviam mudado de posição e que votariam a favor do GOVERNO.

 

Pouco depois Jair Bolsonaro explicou em vídeo que mudou de posição porque foi convencido pelo governo TEMER em conversa junto com militares do alto escalão das Forças Armadas. O governo teria explicado que os integrantes das Forças Armadas não seriam esquecidos pelo governo e que será feita em breve uma “reformulação de toda a sua carreira”.

 

 

 

 
01
Ago18

Bolsonaro contra os trabalhadores

Talis Andrade

Economista de Bolsonaro quer aposentadoria de R$ 239 e o fim da Carteira de Trabalho 

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 Banqueiro Paulo Guedes ministro da Economia de Bolsonaro

 

 

por Jean Barroso

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Em entrevista à Folha de São Paulo, o economista de Bolsonaro, Paulo Guedes, revelou que é igual ao candidato, ou seja, não entende nada de economia, trabalhando exclusivamente para criar um programa de governo para agradar os patrões.

 

Paulo Guedes é um banqueiro, e entrou nesta para defender os interesses de sua classe, contra os trabalhadores. À Folha, em um entrevista denominada "O governo é grade e bebe muito combustível", deixou bastante claro sua concepção dos direitos trabalhistas:

 

O sujeito tem 18 anos, tem duas opções: carteirinha azul, com proteção da Justiça Trabalhista, etc., entra na velha Previdência. Quer a porta direita? Carteirinha verde-amarela. Não tem encargo trabalhista, zero. Se você quer a carteirinha verde-amarela, você aumenta a sua empregabilidade, porque você está recusando a Justiça Trabalhista.

 

O economista de Bolsonaro nada mais fez do que dizer em alto e bom som: o programa econômico de um possível governo de Bolsonaro seria exatamente o mesmo que o de Temer (que roubou a pauta da intervenção de Bolsonaro): ataques contra os direitos trabalhistas através de reformas que foram financiadas e apoiadas pelos grandes capitalistas. De quebra, o "verde-amarelo" golpista, que colocou Temer no poder, é também reivindicado pelo "economista".

 

Ainda na Folha, no Painel BlogFolha, é possível ver que uma proposta de previdência para perpetuar o trabalho eterno, até morrer, é inspiração para a equipe econômica de Bolsonaro. Segundo o Jornal, a proposta seria de pagar apenas 25% do salário mínimo para queles que se aposentassem com 55 anos.

 

Ou seja, depois de trabalhar a vida toda, o trabalhador receberia uma esmola de R$ 239. O resto do dinheiro iria, obviamente para banqueiros como Paulo Guedes e muitos outros financiadores do golpe que colocou o corrupto Temer no poder. Nada é muito novo para quem acompanhou os escândalos com as mansões de Bolsonaro, suspeito de ocultar patrimônio.

 

De ’Patriota’ ou ’Livre’, sua candidatura não tem nada, afinal, é tudo em favor dos interesses do capital financeiro, e dos capitalistas imperialistas, que querem sobretudo a privatização radical das empresas estatais brasileiras, como defende Paulo Guedes.

 

 

 

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01
Ago18

Cálice, por Chico Buarque

Talis Andrade

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Chico no Festival Lula Livre nos Arcos do Rio  

 


Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

 

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

 

Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta

 

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

 

Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa

 

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

 

De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade

 

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

 

Talvez o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça
Minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embriagar até que alguém me esqueça

 

 

01
Ago18

O futuro sombrio no qual a ditadura jurídico-midiática lançou o Brasil

Talis Andrade

economia banco povo crise governo indignados.jpg

 

por Pedro Augusto Pinho
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O que deseja a banca? (...) A apropriação das riquezas, naturais e construídas, ocupar nosso território, fértil para produção agropecuária e biodiversificado, e em seguida destruir o Estado Nacional, como já fez na Líbia, no Iraque, e está em processo na Ucrânia e no Afeganistão.
 
 
O que restará de Brasil? A miséria e a morte, esta também objetivo da banca que combate o crescimento demográfico e a pressão que a população faminta pode fazer sobre seus bens.
 
 
Como a banca aumentará seu poder em nosso País, onde já governa por seus capitães do mato? Com a crise.
 
 
Talvez meu caro leitor não se lembre, mas foram as crises, que tiveram início na segunda metade do século XX, em 1967, 1973, 1979, prosseguiram e chegaram ao século XXI (2000, 2001, 2008, 2010), com intensidades e objetivos diferentes, que a banca chegou a este poder que exibe hoje.
 
 
De um modo muito geral, posso dizer que as crises significam uma distância entre a existência física de um bem e a quantidade de papéis que são especulados nas bolsas com base neste mesmo bem.
 
 
Exemplificando: um barril de petróleo, um bushel ou uma tonelada ou uma saca de grão (soja, milho, trigo) tem no mercado de commodities 10, 20 , 100 vezes mais, em papeis, do que os produzidos, do que os fisicamente existentes.
 
 
São os derivativos, que também incluem, nas mesmas razões, hipotecas, imóveis, moedas e outros bens. Veja, por exemplo, a guerra que está sendo travada do dólar com o euro, com o yuan, em menos intensidade, com o rublo.
 
 
A qualquer instante, a falta de cobertura por um banco comercial ou um banco central poderá desencadear a nova crise. Um tsunami, não uma marolinha destruindo economias e fortunas individuais.
 
 
Em 2014, acreditava que esta diferença (produto real/produto em papel) já era suficientemente grande para eclodir uma crise. Não facilmente administrável, com prejuízos localizados, como a Europeia de 2010. Mas de um poder igual ou, mais provavelmente, maior do que a de 2008. Não ocorreu. Atribui á eleição estadunidense, onde a vitória de Hillary Clinton era dada como certa por quase a unanimidade dos analistas políticos e pela mídia dos Estados Unidos da América (EUA).
 
 
Como candidata da banca, Hillary saberia conduzir as finanças públicas da maior economia do mundo para benefício, para o maior enriquecimento, maior empoderamento do sistema financeiro. A senhora Clinton não só perdeu, mas o vencedor não está disposto a ser um marionete da banca. A maior prova são as acusações que surgem quase diariamente, envolvendo sua vida pessoal, seus encontros internacionais ou suas decisões presidenciais.
 
 
A banca não aceitou Donald Trump. Nem Lula, nem Dilma, nem Rafael Correa, nem Cristina Kirchner e o que se dirá de Nicolás Maduro, sentado na maior reserva de petróleo do mundo sem entregá-la, como o testa de ferro Michel Temer, para as petroleiras estrangeiras.
 
 
É com este cenário de filme de terror (nenhuma alusão aos vampiros do governo) que o próximo Presidente assumirá a condução da Nação. Se for de esquerda, qualquer que seja, por menos radical e disposta a acordo, ainda terá contra si o judiciário dominado pela banca. No mínimo, andará no fio da navalha. E como enfrentar a crise com uma economia em recessão, com desemprego em alta e com instituições já desmoralizadas ou destruídas pelo golpe.
 
 
É hora de colocar a verdade em prática. Nada de apresentar soluções cuja implementação, na melhor hipótese, será combatida pela majoritária força política da banca e de seus representantes nacionais.
 
 
Os candidatos precisam mostrar o que está acontecendo sem receio de atingir eventuais ou possíveis aliados. Como católico digo: só a verdade o libertará.
 
 
Se a população entender que o inimigo nacional é o sistema financeiro, que as famílias que ocupam o poder no Brasil desde o Império são sócias, cúmplices, coniventes com este poder estrangeiro, e que ele é o mais corrupto. Já é um enorme passo a frente.
 
 
A união de desiguais só aumenta a força do mais forte. Quem é hoje o mais forte? Quem vem doutrinando desde os anos 1970 as Forças Armadas com a ideologia neoliberal? Quem se apossou do judiciário? Quem domina a mídia televisiva, radiofônica, impressa?
 
 
A arma hoje é a comunicação virtual e o contato direto, o olho no olho onde a mentira tem dificuldade. O PSDB é rei dos robôs virtuais. É um partido sem povo, mas com dinheiro. Talvez maior representante da banca do que o PP e o DEM. E este Partido Progressista (PP) engloba os políticos mais corruptos, os que tem mais parlamentares envolvidos em inquéritos, que só desmerece a aliança. Nada de cortejá-lo. Não haverá ganho a não ser que esta esquerda abdique de seu programa de transformação social, do empoderamento popular, da economia e da defesa nacional.
 
 
É um momento de firmeza e de seriedade. Caso contrário se confirmará a profecia de que este golpe durará mais de 10 anos. E o Brasil não resistirá. Até lá seremos a nova Líbia, o novo Iraque, o novo Afeganistão. E os poderes de hoje não mais existirão; nem servirão para ladrar em defesa do dono (plim, plim). [Transcrevi trechos. Leia mais aqui]
01
Ago18

CANDIDATO DEFENSOR DO GOLPE DE 1964 É CONTRA AS COTAS E NÃO DIFERE DE ALCKMIN NA QUESTÃO ECONÔMICA

Talis Andrade

 

crise terrorismo financeiro econômico indignados.

 

por MÁRIO AUGUSTO JAKOBSKIND 
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Quem assistiu a entrevista do capitão da reserva do Exército e candidato à Presidência Jair Bolsonaro confirmou que ele não passa de uma afronta ao povo brasileiro. Disse tantas barbaridades que se fossem todas apresentadas não caberiam neste espaço. Entre outras asneiras culpou os próprios negros pela escravidão e afirmou ainda que os portugueses não foram à África.
 
 
Ao defender o regime sanguinário de 1964 assinalou que não houve golpe de estado feito pelos militares com apoio empresarial e voltou a fazer a apologia do torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, que morreu impune. As suas boçalidades sobre o tema não pararam aí e continuou no decorrer da entrevista a vomitar ódio.
 
 
Na verdade, Bolsonaro engana um público restrito, que passa por Janaina Pascoal e por militares saudosos daqueles tempos sombrios,  para não falar de pessoas desinformadas e que se deixam iludir por palavras totalmente idiotas.
 
 
Os entrevistadores e entrevistadoras não aproveitaram a oportunidade para demonstrar que o projeto econômico defendido pelo candidato extremista não tem diferenças com os demais postulantes, como, por exemplo, Geraldo Alckmin e Henrique Meirelles. É preciso apontar que Bolsonaro, que admite desconhecer a economia, está impregnado do mesmo ideal que leva adiante Michel Temer e é defendido por Alckmin e Meirelles. E por mais que diga outras coisas não consegue enganar quem conhece o mínimo da atualidade, sem subterfúgios.
 
 
Ou seja, não adianta nada sair por aí condenando Bolsonaro como extremista, sem comentar que a sua proposta econômica, levada adiante por Paulo Guedes, é igual a dos políticos apoiadores do projeto executado pelo governo de Michel Temer, que ele votou no golpe e chegou até a elogiar o notório torturador Brilhante Ustra. O seu consultor econômico, Paulo Guedes, poderia ser perfeitamente consultor de Alckmin e dos demais seguidores do projeto. Essa é uma verdade que os analistas de sempre, com grande espaço na mídia comercial, preferem omitir. Seria querer muito que no Roda Viva esse tema viesse a ser desenvolvido.
 
 
Bolsonaro precisa ser combatido de todas as formas, não apenas pelas boçalidades que vomita a todo instante onde quer que se encontre. Ofendeu a comunidade negra em uma palestra proferida no clube Hebraica, para um público que defende as atrocidades do governo israelense contra os palestinos, capitaneado por Benyamin Netanyahu, que, por sinal, é sempre defendido pelo capitão da reserva e defensor incondicional da ditadura empresarial militar instalada a partir do golpe de abril de 1964. E agora, ainda por cima, repetiu barbaridades contra os negros.
 
 
No seu afã de defender o regime instalado em abril de 1964, Bolsonaro chegou ao cúmulo de afirmar que a derrubada do Presidente constitucional João Goulart   não foi um golpe. É mais do que lamentável que em pleno 2018 ainda encontre militares defensores dass mesmas idéias  proferidas pelo candidato presidencial.
 
 
A campanha eleitoral se aproxima. Espera-se que os eleitores tenham a oportunidade, sem manipulações, de conhecer com mais detalhes as propostas dos candidatos. Espera-se também que os grupos apoiadores do projeto que vem sendo executado por Temer não aprontem algo grave para impedir o julgamento popular de tudo que foi feito nos mais de dois anos deste governo. Trata-se de um perigo real, que ainda não pode ser descartado. É histórico, toda vez que golpistas temem perder fazem de tudo e muito mais para evitar a ascensão de setores  que não querem a continuidade do projeto do tipo que vem sendo executado pelo atual governo.
 
 
Por enquanto, os golpistas de 2016 estão contando com a manipulação da mídia comercial e até mesmo o impedimento da candidatura do postulante Luis Inácio Lula da Silva, que segue liderando as pesquisas por boa margem e tem denunciado tudo o que vem sendo feito por Temer, mas se isso não der certo para eles são capazes de inventar pretextos para não perder a condução do projeto que infelicita a maioria dos brasileiros.
 
 
Por isso e muito mais, todo cuidado é pouco, porque, se não, os golpistas são capazes de qualquer expediente para continuar levando adiante o projeto iniciado em 2016.
 
 
Em tempo, é muita hipocrisia os veículos midiáticos do esquema Globo se apresentarem como fiscalizadores das notícias falsas que circulam por aí, quando é notório que os veículos globais manipulam e não raramente apresentam informações deturpadas para favorecer aos seus interesses  políticos e econômicos.
 

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01
Ago18

Sérgio Moro arrasou a Petrobrás a quarta petroleira do mundo

Talis Andrade

 

 

PETROBRÁS É VITIMA DA MAIOR ROUBALHEIRA DA HISTÓRIA!

 

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por Emanuel Cancella
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01
Ago18

O Brasil esconde. A imprensa internacional publica a lista dos camponeses marcados para morrer no Pará

Talis Andrade

Não se faz golpe sem presos políticos, tortura e morte

Massacre anunciado na Anapu de Dorothy Stang

A tensão no Pará, lugar mais letal do mundo para defensores da terra ou do meio ambiente, tornou-se ainda mais explosiva do que na época em que a missionária foi assassinada

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O pai do menino de 11 anos foi a vítima mais recente dos conflitos de terra em Anapu, no Pará, mas certamente não será o último a tombar no Brasil sem justiça. Foto LILO CLARETO

“Já conferi na lista, mãe. Meu nome não está lá”, garantiu Leoci Resplandes de Sousa, poucos dias antes de ter o corpo transformado numa peneira. Na maioria das cidades, poderiam ser muitas as listas. Aprovação no vestibular, contratados por alguma empresa, selecionados para algum concurso público. Mas não em Anapu, município do estado do Pará que entrou no mapa mental do Brasil e do mundo em 2005, quando a freira Dorothy Stang foi executada com seis tiros por defender os direitos dos mais pobres à terra e, com isso, confrontar os interesses dos grileiros (ladrões de terras públicas). Em Anapu, no Pará, 13 anos pós o assassinato da missionária, a lista ainda é a de camponeses marcados para morrer.

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Leoci não estava na lista. Mesmo assim foi assassinado em 3 de junho, ao final da tarde, sentado com a mulher no alpendre da casa depois de um dia de roça. Segundo a sua mãe, liderança do lote 46 da Gleba Bacajá, “com 23 chumbos de 12 (calibre da espingarda)”. A lista ou não estava completa. Ou há mais de uma lista. Segundo afirmam pessoas que não podem ser identificadas, a “lista” está nas mãos de um dos chefes da pistolagem. Haveria pelo menos três figuras-chaves na pistolagem e uma milícia armada. Quando um trabalhador rural precisa saber se o seu nome está lá, aciona intermediários que vão “assuntar”. Isso é contado com naturalidade na cidade e no campo de Anapu, como mais um dado da rotina. Não há limites para o que pode ser naturalizado nas regiões em que ou o Estado não está presente – ou está presente a serviço da grilagem e da extração ilegal de madeira, o que é bastante comum no território amazônico.

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A de Leoci foi apenas uma entre 16 cruzes de madeira cravadas nas casas dos mortos durante a Romaria da Floresta, entre 19 e 22 de julho. Realizada há 13 anos, desde o assassinato de Dorothy Stang, esta foi a primeira vez que a romaria andou pela cidade em vez de percorrer 25 quilômetros de estradas rurais por dia. A mudança foi um pedido dos camponeses que temem pela vida devido à escalada de violência e a criminalização dos movimentos sociais na região de Anapu e em toda a Amazônia.

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Padre José Amaro Lopes, um dos principais sucessores de Dorothy Stang na defesa dos pequenos agricultores, foi preso com um buquê de acusações em 27 de março. E jogado na mesma prisão em que Regivaldo Galvão, o “Taradão”, um dos mandantes da morte de Dorothy Stang, paga sua pena. Depois de três meses na cadeia, padre Amaro passou a responder às acusações em liberdade, mas sujeito a várias restrições. Na romaria, os camponeses gritavam: “Irmã Dorothy vive! Padre Amaro livre!”.

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Duas semanas antes de ser preso, Padre Amaro deu uma entrevista ao jornal The Guardian. Nela, afirmou que sua “batata estava assando”, referindo-se ao fato de que sabia que algo aconteceria com ele. “Como matar a Dorothy deu muita repercussão e problemas para os grileiros, eles vão forjar algum acidente ou inventar alguma coisa para me criminalizar”, disse. Ele, um sacerdote desarmado que se preparava para cumprir as obrigações rotineiras, foi preso como se fosse um chefe da máfia. A espalhafatosa operação envolveu 15 policiais e vários setores da polícia paraense. Uma das acusações, a de assédio sexual, caiu em seguida, mas já tinha cumprido o objetivo de desqualificar o padre diante de parte da população de Anapu e da região.

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As 16 cruzes e nomes, segundo a Comissão Pastoral da Terra, correspondem aos mortos por conflitos de terra apenas em Anapu, de 2015 até hoje. Exceto um punhado de homens e mulheres com as mãos escavadas pela enxada e os pés marcados pela dureza do caminho, ninguém mais parece revoltar-se contra a execução desses brasileiros pobres: Edinaldo Alves Moreira (05/07/2015), Jesusmar Batista Farias (11/08/2015), Cosmo Pereira de Castro (23/08/2015), Hercules Santos de Souza (17 anos, 10/10/2015), José Nunes da Cruz (“Zé da Lapada”, 27/10/2015), Claudio Bezerra da Costa (“Ivanzinho”, 31/10/2015), Wislen Gonçalves Barbosa (17/11/2015), José de Nascimento (“Jacaré”, 20/04/2016), Lourinho (20/04/2016), Marrone Gomes da Conceição (16 anos, 08/06/2016), Antônio Pereira Queiroz (“Titela”, 08/06/2016), Parazinho (desaparecido em 2016, considerado morto pelas organizações), Jhonatan Alves Pereira dos Santos (“Jhon”, 26/07/2017), Valdemir Resplandes dos Santos (“Muletinho”, 09/01/2018), Gazimiro Sena Pacheco (“Gordinho”, 09/01/2018), Leoci Resplandes de Sousa (03/06/2018).

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Em 24 de julho, a organização britânica Global Witness (Testemunha Global) divulgou o relatório chamado “A que custo” (aqui a versão em português). O ano de 2017 foi o mais perigoso no mundo para defensores da terra ou do meio ambiente. O Brasil é o país mais letal para esses lutadores, com 57 dos 207 assassinados. Hoje, não existe no planeta nenhum lugar mais perigoso para quem luta pela terra ou pelo meio ambiente do que o Pará, o mais mortal entre todos os estados brasileiros. 

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A polícia prende e mata. Os crimes até a justiça inventa como acontece com Lula. Leia mais sobre as mortes que a imprensa esconde aqui no jornal El País, Espanha

01
Ago18

Sr. Presidente / Você nunca daria uma volta comigo.../ Daria?

Talis Andrade

Deixe-me te dizer sobre trabalho duro:
Salário minimo com um bebê a caminho

 

salário Júcalo.jpg

 

 

Dear Mr. President 

Caro Sr. Presidente
Venha dar uma volta comigo
Vamos fingir que somos apenas duas pessoas e
Você não é melhor do que eu
Eu gostaria de fazer-lhe algumas perguntas se pudermos conversar honestamente
O que você sente quando vê tantas pessoas sem lar nas ruas?
Por quem você reza a noite antes de dormir?
O que você sente quando olha no espelho?
Você está orgulhoso?
Como você dorme enquanto o resto de nós chora?
Como você sonha quando uma mãe não tem a chance de dizer adeus?
Como você anda com a cabeça erguida?
Você pode pelo menos me olhar nos olhos
E me dizer porquê?
Caro Sr. Presidente
Você era um garoto sozinho?
Você é um garoto sozinho?
Você é um garoto sozinho?
Como você pode dizer
Que nenhuma criança é deixada para trás
Nós não somos bobos e não somos cegos
Eles estão todos sentados em suas celas
Enquanto você financia o caminho para o inferno
Que tipo de pai tiraria os direitos da própria filha?
E que tipo de pai poderia odiar a própria filha se ela fosse gay?
Eu posso só imaginar o que a Primeira-dama tem a dizer
Você veio de um longo caminho de uísque e cocaína
Como você dorme enquanto o resto de nós chora?
Como você sonha quando uma mãe não tem a chance de dizer adeus?
Como você anda com a cabeça erguida?
Você pode pelo menos me olhar nos olhos?
Deixe-me te dizer sobre trabalho duro:
Salário minimo com um bebê a caminho
Deixe-me te dizer sobre trabalho duro:
Reconstruir sua casa depois que as bombas a levaram embora
Deixe-me te dizer sobre trabalho duro:
Construir uma cama com caixas de papelão
Deixe-me te dizer sobre trabalho duro
Trabalho duro
Trabalho duro
Você não sabe nada sobre trabalho duro
Trabalho duro
Trabalho duro
Oh
Como você dorme a noite?
Como você anda com a cabeça erguida?
Caro Sr. Presidente
Você nunca daria uma volta comigo...
Daria?

salário Abdallah.jpg

 

Dear Mr. President

Dear Mr. President
Come take a walk with me (Come take a walk with me)
Let's pretend we're just two people and
You're not better than me
I'd like to ask you some questions if we can speak honestly
What do you feel when you see all the homeless on the street?
Who do you pray for at night before you go to sleep?
What do you feel when you look in the mirror?
Are you proud?
How do you sleep while the rest of us cry?
How do you dream when a mother has no chance to say goodbye?
How do you walk with your head held high?
Can you even look me in the eye
And tell me why?
Dear Mr. President
Were you a lonely boy?
Are you a lonely boy?
Are you a lonely boy?
How can you say
No child is left behind
We're not dumb and we're not blind
They're all sitting in your cells
While you pay the road to hell
What kind of father would take his own daughter's rights away?
And what kind of father might hate his own daughter if she were gay?
I can only imagine what the first lady has to say
You've come a long way from whiskey and cocaine
How do you sleep while the rest of us cry?
How do you dream when a mother has no chance to say goodbye?
How do you walk with your head held high?
Can you even look me in the eye?
Let me tell you bout hard work:
Minimum wage with a baby on the way
Let me tell you bout hard work:
Rebuilding your house after the bombs took them away
Let me tell you bout hard work:
Building a bed out of a cardboard box
Let me tell you bout hard work
Hard work
Hard work
You don't know nothing bout hard work
Hard work
Hard work
Oh
How do you sleep at night?
How do you walk with your head held high?
Dear Mr. President
You'd never take a walk with me
Would you?

 

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