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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

30
Jun18

Datena, o ex-petista que virou direita volver de Doria

Talis Andrade

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José Luiz Datena foi demitido da TV Globo porque subiu no palanque da primeira campanha de Lula a presidente em 1989. 

 

Tempos de pobreza, Datena era petista de carteirinha. E assim continuou pelos oito anos de governo de Lula, e mais cinco ou seis de Dilma Rousseff. Que em 2015 passou a participar da trama golpista. Saiu da esquerda para a extrema-direita de Jair Bolsonaro, de Paulo Maluf, o Partido Progressista - PP do governador Luiz Fernando Pezão, do vice-governador Francisco Dornelles ministro de Michel Temer, dos ministros da Fazenda da ditadura militar de 1964 Delfim Netto, Roberto Campos, Pratini de Moraes, do presidente do Banco Central Affonso Celso Pastore.  

 

Datena participou da trama para derrubar Dilma Rousseff, e até anunciou que era candidato a prefeito para abrir mão da candidatura para João Doria.

 

Os dois aparecem novamente juntos para disputar as vagas de governador e senador, mas oportunistas que são trabalham pela dobradinha Doria presidente, e Datena governador.

 

Datena, como todo falso puritano, defende na TV a família tradicional, proclamando que é casado com a mesma esposa há mais de três décadas. Acontece que tem cinco filhos, dois dos quais frutos de um relacionamento extraconjugal, durante um período de três anos em que esteve separado da mulher. Um dos filhos desse período é a modelo Letícia Wiermann:

 

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Recordando os tempos que Datena era filiado ao PT, em 3 de maio de 2010:

 

FOLHA DE S. PAULO - Em quem você vai votar?
DATENA - Ainda não decidi. Mas acho que vou votar na Dilma, por causa do Lula. Acho que a Dilma tem a capacidade para governar o país. O Serra estaria mais preparado, mas minha ligação com o Lula é um negócio muito legal. Acho que ele é um divisor de águas. Ele deu ao país a noção absolutamente exata de que um pobre pode ser presidente da República. O Lula virou um Padre Cícero.

 

 

FOLHA - Qual deles é mais de esquerda?
DATENA - O Serra é muito mais socialista do que a Dilma diz que é. Explico: a Dilma hoje é socialista porque não tem comunismo. Se tivesse comunismo ela estaria com arma na mão. Eu sou um cara de esquerda. Mas não aquele cara bobão, o comunista que escorregou para o socialismo de vergonha.

 

FOLHA - Sua saída da Globo em 1989 ocorreu quando você subiu no palanque do Lula na eleição contra o Collor. Conte como isso ocorreu.
DATENA - Fiz o comício do Lula porque achava que esse Collor era um xarope. Achava, não. Tenho certeza de que ele é. Por isso perdi o emprego na Globo. O diretor da época me chamou e falou: "Olhe, Datena, você sabe por que eu estou te mandando embora, né?" Eu falei: "evidente que sei". Três meses depois da eleição, após a derrota do Lula, o cara me chamou e me deu a carta de demissão.

 

 Datena vira a casaca

 

José Luiz Datena saiu do Partido dos Trabalhadores (PT) de Ribeirão Preto, sua terra natal, em 24 de agosto de 2015, para ingressar no PP. No dia 25, comentava Moacir Caporusso: a desfiliação acomoda, interesseira. “Ele está em São Paulo com o sensacionalismo, com jornalismo de direita, e não tem espaço contra o prefeito Fernando Haddad, então se torna um candidato viável para outro partido diante da despolitização que o Brasil vive atualmente”. E lembrou: "O Datena disse que nunca seria candidato a nada e sempre falou que o Paulo Maluf era um corrupto, e agora vai para o partido dele, isso é oportunismo.” 

 

Agora Datena aparece candidato pelo Dem dos senadores Demostenes Torres, Agripino Mais, e Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados . O Estadão deu manchete para a filiação do ex-petista no partido Partido Progressista. Confira aqui

 

29
Jun18

A política “corrompida, carcomida e podre” de Datena

Talis Andrade

O apresentador candidato ao Senado, que quer se apresentar como “não político”, ganhou fama por seus programas sobre violência, apresentada com a morbidez do sangue e da crueza

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por Juan Arias

El País/ Es

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O apresentador José Luiz Datena, que anunciou sua candidatura ao Senado em São Paulo, o Estado mais importante do país, com uma população maior do que muitos países europeus, foi apresentado como o primeiro “não político” lançado na arena das eleições e já são feitas profecias sobre o enorme sucesso de sua candidatura.

 

Em sua primeira aparição pública como concorrente ao Senado alardeou seu desprezo pela chamada velha política que chamou de “corrompida, carcomida e podre”. Fiel a sua linguagem nada formal, defendeu que os que não estão de acordo com ele “se explodam”.

 

Datena, que quer se apresentar como “não político” ou “político novo”, se preferir, ganhou fama nos últimos anos de sua carreira na televisão por seus programas de cunho policial e populismo da violência apresentada com a morbidez do sangue e da crueza. Se alguns pré-candidatos à Presidência são acusados de ter peregrinado por até oito partidos, como Bolsonaro e Ciro Gomes, o novo político Datena também não pode apresentar credenciais de fidelidade profissional e política. Peregrinou como afiliado a partidos tão diferentes como o PT e o PP e agora é candidato pelo DEM. E viveu essa mesma peregrinação com as emissoras de televisão em que trabalhou, das locais às nacionais, Globo, Rede TV, Record e Bandeirantes. E nem sempre pacificamente.

 

O apresentador candidato ao Senado lembra por suas declarações aos que nessa mesma coluna chamamos de “magos de receitas simples para problemas complexos”, que é tudo o que o Brasil não precisa nesse momento de tensão social. Os problemas que assolam esse país, sua política, sua Justiça e suas instituições em geral, são complexos e com raízes em velhas práticas coloniais que acabaram criando um país de casta com graves feridas de desigualdade social.

 

Em um ímpeto de sinceridade populista, o guru televisivo iniciou sua carreira de político novo com essa confissão, publicada pela Folha de S. Paulo: “Não queria estar aqui, estou aqui a contragosto para caramba, mas estou aqui por um compromisso sagrado com o povo do Brasil”, e acrescentou: “Vocês podem ter um político de péssima qualidade, uma porcaria, mas terão um cara que vai ser uma coisa só: honesto com vocês”.

 

É inegável que o Brasil precisa de políticos honrados, pelo grau de corrupção que tantos deles demonstram, praticamente de todos os partidos. Acreditar, entretanto, que um “político de péssima qualidade, uma porcaria”, como Datena se define, pode governar um país império como o Brasil, com mais de duzentos milhões de habitantes, somente não aparecendo na lista dos corruptos, soa a demagogia.

 

Que a velha política brasileira, como em parte a mundial, precisa de sangue novo é indiscutível. O mundo de hoje decorre acelerado e tudo envelhece à grande velocidade. Está órfão de grandes estadistas capazes de captar ao mesmo tempo as ondas de desencanto e as ânsias de novidade que fermentam na sociedade. Capazes de interpretar os sonhos não fáceis das novas gerações que assassinaram o pai e lutam por uma nova identidade. Para isso não servem santos e demônios, heróis e redentores. A política é uma arte e uma ciência ao mesmo tempo, que exige de quem a exerce a capacidade de interpretar o melhor e mais complexo da nova sociedade e fidelidade a sua etimologia de entrega à “polis”, às pessoas. De serviço às necessidades da comunidade e não de trunfo para inconfessáveis sonhos de poder.

29
Jun18

Mike Pence dá dura no Brasil

Talis Andrade


Pediu maior energia contra Venezuela e migrantes

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por Kennedy Alencar

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O resultado do encontro entre o presidente Michel Temer e o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, foi negativo para o Brasil. Pence adotou tom arrongante, em sintonia com a administração Trump. Cobrou uma maior reação enérgica contra a Venezuela e aconselhou nosso país a fazer mais contra a imigração ilegal para os EUA.

 

Essa reprimenda pública reflete a perda do prestígio internacional do Brasil após o governo Lula, época em que o Brasil tinha maior projeção geopolítica. Na gestão Dilma, a política externa ficou em segundo plano. No mandato de Temer, o país perdeu respeitabilidade internacional.

 

O Brasil paga o preço do rumo que escolheu. O tom de Pence mostra que Brasília está em baixa na política externa de Washington.

 

No caso dos migrantes brasileiros presos nos EUA, não se trata de enviar um avião para buscar nossas crianças, mas de tentar promover a união de famílias que foram separadas.

 

Em resumo, o resultado do almoço com Pence no lindo Palácio do Itamaraty foi negativo para o Brasil. O americano se comportou de modo deselegante. Normalmente, esses encontros são mais duros no privado e mais amistosos publicamente. Pence não obedeceu a essa liturgia diplomática.

 

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29
Jun18

Lula, o mais perigoso dos líderes

Talis Andrade

por Marcia Tiburi

 

 

Pesquisas apontam que Lula seria novamente presidente do Brasil, caso concorresse ao cargo máximo da nação em 2018. No cenário de um país colonizado e cada vez mais “neoliberalizado” como é nosso, a presença de um personagem como Lula passa de fator de conciliação entre classes a grande perigo para as elites que usurparam o poder. Lula continua sendo um fator político fundamental, talvez o mais fundamental no contexto de uma democracia cada vez mais destruída.

 

Se estamos falando do desejo do eleitorado em relação a Lula, devemos começar por ter presente que esse desejo, na verdade, já não conta no Brasil desde o golpe de 2016. Sabemos que, se ainda houver eleição direta para presidente, hipótese plausível em um país que se tornou terra de ninguém, o desejo do povo manifesto nas urnas só será aceito entre aspas se ele coincidir com o desejo das elites, as mesmas que, servas do grande capital, transformam o Brasil inteiro em um mercado barato, vendendo-o em termos de commodities a preço de balaio. É nesse contexto que enfraquecem as tentativas de sustentar teoricamente a democracia, de manter a resistência contra a ditadura corporativa, midiática, judiciária cada vez mais claras. É claro que resistir é urgente, necessário e muitos morrerão por isso, mas é certo também que não podemos ser ingênuos diante dos jogos que estão sendo tramados nas costas da população, dos movimentos sociais, de todos os que se ocupam em promover qualquer sinal real de democracia no bizarrismo do momento.

 

Dilma Rousseff, sabemos, estava na mira das armas neoliberais manejadas pelo colonialismo externo do grande capital e o colonialismo interno de políticos, banqueiros e outros donos do Brasil. Ela estava marcada desde o começo, pelos muitos motivos que se tornam cada vez mais evidentes. Do mesmo modo, não é novidade que ela, assim como Lula, apesar dos pesares e das críticas de quem sempre espera um governo mais à esquerda, ou seja, mais socialista, mais capaz de garantir direitos, conseguiu uma proeza incomum: sustentar uma relação com o neoliberalismo de rapina ao mesmo tempo em que tentava por algum freio à barbárie, defendendo direitos fundamentais e uma democracia, por assim dizer, sustentável. Hoje, em que pese a necessidade de repensar o paradigma sócio-político que nos rege, sabemos que essa democracia sustentável praticada por Lula e, na sequência, por Dilma, é só o que se pode esperar de um governo popular em um país colonizado. Talvez Dilma e Lula tenham feito o melhor jogo de cintura de que teremos notícia em nosso país que começa a viver, de 2016 em diante, os piores tempos de sua pós-história. Perdemos a ingenuidade diante dos acontecimentos. A democracia se torna a cada dia um assunto menor.

 

Antes de seguir, gostaria de gastar um pouco do meu tempo e do meu espaço para pensar no lugar político mais fundamental da nação. Fato é que o cargo de Presidente da República Federativa do Brasil não é mais o mesmo depois do golpe. Esse lugar vale hoje em dia tanto quanto o voto da nação. Michel Temer conseguiu uma antiproeza fundamental na política brasileira do momento. De tudo o que ele ajuda a destruir hoje, o cargo de presidente da República é um dos que perdeu a dignidade conquistada com as eleições de Fernando Henrique Cardoso, de Luiz Inácio Lula da Silva, bem como de Dilma Rousseff, presidentes eleitos e legítimos. Não eram vices golpistas, nem oportunistas. Entrará Rodrigo Maia em seu lugar para confirmar a trilha do rebaixamento, deixando claro que não é de democracia, nem de dignidade que se trata, ou qualquer desses valores que contavam na época em que política era algo fundamental. Ao ocupar o cargo de maneira ilegítima, entre o patético e o ridículo de seu personagem, invotável e rejeitado por mais de 90% dos brasileiros, Michel Temer segue se segurando na própria incompetência dos que querem derrubá-lo para não cair, e humilha o cargo que ocupa por meio de um golpe.

 

Não é possível, nesse momento, não pensar na figura dos que nos representando, não nos representam. Não é possível não se perguntar como Michel Temer suporta ser quem se tornou, sem grau algum de reconhecimento, sem méritos, sem história, sem coragem, sem brilho, sem vergonha. Qualquer pessoa a quem a questão da dignidade ainda fizesse sentido, que ainda tivesse um mínimo de amor próprio, já teria renunciado, teria se matado ou morrido de tristeza estando em sua situação. Mas aqueles que perderam a subjetividade, aquilo que os antigos, chamavam de alma, esses não sentem nada. E talvez seja esse o caso do homem que, sentado no trono da ilegitimidade e da rejeição popular, estarrece a todos.

 

Anti-Temer

 

Mas por que gastar tempo falando de Michel Temer enquanto os direitos trabalhistas vazam pelo ralo, enquanto vários outros direitos se perdem no meio da desregulamentação da economia, da privatização e dos demais aspectos que fazem parte de um programa neoliberal? Por que Michel Temer é apenas mais um. E porque é sob o seu nome, num país que precisaria de líderes democráticos, de um projeto de país, que se produz a ignominia do desmantelamento do Estado, da sociedade e assistimos a destruição do país. O protótipo do político brasileiro, aquele que chegou onde chegou por tramas obscuras, por jogos sinuosos de poder, no caminho da ilegitimidade é o que está em jogo.

 

Podemos citar muitos nomes que acompanham Michel Temer na sua inexpressividade a serviço da covardia dos neoliberais. Falamos de um e estamos falando de todos, salvaguardadas as exceções que confirmam a regra. Não podemos nisso tudo esquecer os agentes do Judiciário que hoje, sem provas, sustentados em convicções em nível de delírio, que fazem lembrar idiotas, tentam encontrar um lugar ao sol enquanto todos percebem que se valem de um ódio – no caso dos mais famosos atualmente, de um ódio contra Lula e o Partido dos Trabalhadores. O ódio destrói a crítica que poderia ser interessante em qualquer momento. O ódio, como sabemos, é plantado em corações vazios, em mentes despreparadas para a política por meios de comunicação que em tudo são máquinas protéticas que definem hoje o caminho, a verdade e a vida da população.

 

O neoliberalismo é essa religião que programa um caminho, uma verdade e uma vida para cada um. O caminho é o mesmo, o da servidão voluntária ao mercado, ao capitalismo neoliberal.

 

O que Lula significa para o Brasil nesse momento? Qualquer líder que possa atrapalhar concreta ou simbolicamente o cenário do poder econômico, a descarada tendência dominante há tempos, será destruído, descartado, eliminado. Lula em tudo é o anti-Temer. Querido, amado, altamente expressivo como ser humano, capaz de encantar os mais exigentes estadistas e massas inteiras de gente simples, Lula continua impressionando os intelectuais, os que pensam e até aqueles que não se preocupam muito com política. Ele foi e continua sendo o mais perigoso dos líderes capazes de atrapalhar o cenário político previamente estabelecidos pelos donos do Brasil, simplesmente por um fator. Ele é amado pelo povo que nele se reconhece e nele votaria pura e simplesmente. Me refiro ao povo, às pessoas das classes humilhadas e exploradas que lhe eram fiéis e que, nesse momento, passam a amá-lo mais ainda. Do mesmo modo que, aqueles que ainda não tinham percebido a sua dimensão, diante das injustiças das quais é vítima, passam a adorá-lo.

 

Mas essa parte da população, que é a imensa maioria, tem perdido seu espaço. E tem perdido a si mesma, seus corpos e suas mentes.

 

Há, sem dúvida, também o lacaio do neoliberalismo. Em geral, ele não gosta de Lula, não gosta de esquerda, mesmo quando se favorece com as lutas em nome de direitos e garantias sociais levadas adiante por movimentos, ativistas e até políticos de esquerda. O neoliberalismo não respeita nada que não seja útil, e o cidadão, entre ingênuo e astucioso, tenta “prestar” seu serviço ao capital. Não é só a ingenuidade do corpo docilizado o que entra em jogo na inércia da população, é também a covardia interesseira que o “aburguesamento” do mundo nos legou. Muitos que um dia foram honrados com a consciência de serem trabalhadores perdem agora o seu desejo de lutar – porque o desejo político é a coragem da luta – enquanto são rebaixados a produtores e consumidores. Para essas pessoas, a política vira uma humilhação. A política deve ser rejeitada, pensam aqueles que não sabem o que dizem, nem o que fazem.

 

O pensamento simplificador, típico de sociedades levadas à incapacidade de reflexão, e a correlata polaridade política, movida a desinformação e ódio, impedem a compreensão do significado de Lula para o Brasil. Hoje, há uma espécie de interdição à percepção de que há um Lula para além do Luiz Inácio Lula da Silva, político com qualidades e defeitos, eleito por duas vezes à Presidência da República.

 

Se o Lula de carne e osso foi racionalmente tolerado pelos detentores do poder econômico (afinal, os bancos nunca lucraram tanto), esse outro Lula, o do imaginário de imensa parcela da população brasileira (e que alcançou também a atenção de pessoas em todo mundo) tornou-se insuportável justamente no momento em que vem simbolizar o Brasil que volta a ser uma velha colônia usada e abusada pelos colonizadores de sempre, o velho capital internacional aliado hoje em dia de corporações e banqueiros que ocupam os cargos políticos como se fossem os donos do Brasil.

 

Lula continua em seu papel como representante do povo idêntico ao povo, um papel que é incomparável com qualquer outro político de seu tempo. Perseguido e humilhado, como é inevitável a um líder de sua envergadura, mas altivo e sem dever nada a ninguém, ele nos deixa um recado: “não há solução para nenhum país que não seja uma solução política”. Isso nos leva a pensar que o neoliberalismo em curso propõe soluções econômicas que favorecem os ricos e que esse favorecimento conta com a adesão do cidadão rebaixado a otário. Nas palavras de Lula “a desgraça de quem não gosta de política é ser governado por quem gosta”. Precisamos sair desse lugar de otários em que fomos postos por uma produção discursiva que nos afasta de nosso próprio desejo por política e nos faz viver das decisões alheias que sempre nos desfavorecem.

 

O presidente Lula foi condenado como já se esperava, sem provas, a partir de acusações ridículas. Foi condenado por um juiz que só existe como figura pública porque se colocou a caçar o presidente. O juiz do Paraná lembra Michel Temer, é mais um dos “sem brilho próprio” que sobrevive tentando apagar o alheio. Após deixar de ser unanimidade, o que restará a esse cidadão é agradar alguns admiradores. Talvez Michel Temer, absolvido, Aécio, solto…

 

A estrela de Lula é maior. Não se apagará de modo algum da história do Brasil, nem do coração das classes humilhadas.

 

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29
Jun18

Os ventríloquos e a “buceta rosa”

Talis Andrade


por Marcia Tiburi

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As russas só repetiram o que lhes impunham os machistas porque tudo parecia uma simples brincadeira (Arte Revista CULT)
 

 

O melhor jeito de desmistificar uma palavra ou expressão é usá-la sem preconceitos. Há que se tomar o cuidado de não banalizá-las, pois todas elas merecem respeito, afinal carregam conceitos que podem sempre nos fazer pensar melhor.

 

Há poucos dias o Brasil viveu um momento de extrema vergonha com alguns torcedores que viajaram à Rússia para a Copa do mundo. Merece análise o ato envolvendo homens brasileiros e mulheres russas em torno da expressão “buceta rosa”, arma de um dos espetáculos mais machistas vividos pela cultura brasileira nos últimos tempos.

 

Manuela D’Ávila, no programa Roda Viva, viveu algo parecido. A quantidade de interrupções e a miséria política de muitas das questões queriam também reduzi-la a uma boneca que falasse o que os arguidores queriam ouvir. O autoritarismo, do qual o machismo é uma forma especializada, sempre funciona obrigando a falar – como nas coerções e torturas – ou fingindo uma sedução ao ato de falar, como vimos com as russas.

 

Nossa análise deve levar em conta aspectos tais como as condições de possibilidade nas quais o ato violento envolvendo brasileiros e russas se deu. Estamos no século 21 e os costumes deveriam ter se modernizado, mas não. A Copa do Mundo continua sendo, para muitos, um espaço masculino e a masculinidade – essa característica raramente analisada – continua tentando se afirmar pela violência. Poderia haver uma masculinidade melhor do ponto de vista psíquico e político, mas isso seria pedir demais ao momento da mentalidade nacional. Em função de seu arcaísmo e caducidade, a masculinidade tem se mostrado algo ultrapassado e, pelas viseiras que fornece aos machistas, tem sido o fundamento do fracasso cognitivo de muitos homens.

 

O machismo é a prova do fracasso cognitivo e emocional do sujeito. Uma questão complexa, mas facilmente verificável no dia a dia de quem convive com a imbecilização machista.

 

Ventriloquacidade

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Fundamental ter em vista que o ato de violência perpetrado pelos machistasbrasileiros é um ato de linguagem. O que aconteceu entre machistas e mulheres russas não foi uma conversação, nem um bate-papo e nem muito menos algo que lembrasse um diálogo. Fundamental entender qual a operação linguística em jogo para perceber não apenas “como” funciona o machismo, mas qualquer sistema de opressão da qual esse ato nos revela o método.

 

O ato de linguagem envolvido na violência em questão, é um ato de ventriloquacidade. Em primeiro lugar, os agentes do machismo precisam tratar as pessoas como objetos: é preciso ver as mulheres como coisas. No entanto, não se trata de transformá-las em bolas ou chuteiras (para ficar no universo simbólico do futebol), mas de reduzi-las a autômatos. De um ponto de vista machista, as mulheres nunca foram mais do que bonecas.


Como coisas, as mulheres russas deviam fazer parte de um espetáculo de aviltamento e difamação. Nesse caso, os machistas fizeram com que elas falassem alguma coisa – não o que elas mesmas pensavam, mas antes o que elespensavam.

 

Perceba-se a figura em jogo. O que “eles pensam” encontra sua expressão como parte do corpo físico feminino com determinadas características: a “buceta rosa”, genitália e cor. A forma é violenta, mas o conteúdo também, afinal, há a objetificação de uma parte do corpo rebaixada à arma de humilhação. A “buceta rosa” serviu como uma pedra colocada na boca das mulheres. O método foi violento, mas como não envolveu espancamento nem morte, podemos dizer que foi uma espécie de “bullying”, arma básica da violência patriarcal e machista.

 

Ora, o conceito de corpo é complexo e não se reduz aquilo que ocupa lugar no espaço. Pensemos, neste caso, a voz e o pensamento como um corpo. A voz é física e é um meio de comunicação e de expressão, mas também pode ser um meio de violência. Por meio da voz, esse corpo diáfano, chegamos à percepção e, assim, ao corpo do outro. A misoginia, como forma discursiva, é violenta na forma e no conteúdo. É o velho discurso de ódio, naturalizado na sociedade machista. A cena violenta com as mulheres se torna normal para os imbecis machistas que tentam esconder a imbecilidade pela astúcia patética embutida no ato.

 

As mulheres foram reduzidas a animais e a objetos ao longo da história. Não é à toa que os xingamentos com os quais se tenta humilhar uma mulher sejam, geralmente, denominações animais. O evento envolvendo os machistas brasileiros é um exemplo de que o machismo – como o Brasil – se parece cada vez mais com o século 19, quando Hoffmann usou uma personagem boneca para falar de uma mulher ideal. Mas nem tudo é retrocesso no país do eterno retorno do mesmo. O machismo, pelo menos, está em um estágio avançado de decomposição emocional ao reduzir as mulheres a autômatos.

 

Por isso, pela redução do ser humano ao autômato, o ato dos brasileiros em relação às russas pode ser considerado um ato de lesa humanidade. As mulheres russas que falaram o que não pensaram sem saber o que diziam foram roubadas de sua humanidade no instante do assalto machista. Todo o machismo sempre fez e continua a fazer isso, mas talvez nunca tenha ficado tão explícito como naquele momento em que os machistas ventríloquos se manifestaram.

 

Eles falaram por meio do corpo das outras, mas tampouco eles falaram o que realmente pensam – se é que pensam -, porque o machismo implica um discurso pronto que opera no cancelamento da reflexão. Um recurso ao clichê, ao texto e à expressão pronta, sem nenhuma criatividade, àquilo que é copiado e colado, no caso do evento na Rússia, nas bocas das mulheres que falam sem saber o que fazem contra si mesmas. É a misoginia imposta à boca de uma mulher. O machismo é um discurso pronto que vem sendo desmontado, e essa cena nos faz pensar também que toda mulher que repete o discurso machista é, infelizmente, como a russa que fala sobre a “buceta rosa”, novo signo da opressão machista, cujo significado ela perde de vista. Ela se torna vítima e algoz de si mesma ao ter caído na armadilha machista.

 

Não existe opressão fora da linguagem. Assim, os sistemas se especializam em operações de linguagem. Dos discursos prontos que transitam no cotidiano às grandes corporações donas dos meios de comunicação – que são meios de produção da mentalidade geral por meio da linguagem – é sempre a mesma operação que está em jogo.

 

A mulher machista não é diferente do “pobre de direita” que repete a ideologia dominante imposta a ele contra si mesmo. Detalhe: as mulheres russas só repetiram o que lhes impunham os machistas porque tudo parecia uma simples brincadeira, afinal, era sugerido em tom de graça. O capitalismo e o machismo, bem como o racismo, são demônios covardes que sempre tentam parecer primeiramente graciosos para seduzir e, assim, oprimir mais facilmente.

 

Me pergunto se esse gesto dos brasileiros seria realizado no Estados Unidos e se ele não é um resquício da guerra fria que sobrou para o capitalismo machista breganejo de nossa nação colonizada.

 

 
 
29
Jun18

O dependente Brasil todo dominado

Talis Andrade

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Tudo se faz no Brasil para acabar com as grandes e médias empresas brasileiras. O poder da dominação estrangeira torna o Brasil dependente, incrivelmente mais dominado que nos tempos de Colônia de Portugal. Basta exemplificar que onze empresas são donas de todos os produtos encontrados nos supermercados. São elas: Nestlé, Coca-Cola, Mars, Kellogg’s, Pepsico, Associated British Foods, Unilever, Kfratz-Heinz, Mondelez, Danone e General Mills. 

 

Até a água engarrafada deixou de ser brasileira, que a água uma riqueza mais preciosa que o ouro, porque o bem que está se tornando escasso, sendo nossos aquíferos, os maiores do mundo, junto com as represas das hidroelétricas que controlam os rios, mercadorias das quermesses do golpista Michel Temer, lacaio e chefe de quadrilhão.

 

A Lava Jato faz parte de uma trama, executada por juizes e procuradores e delegados treinados nos serviços de inteligência e espionagem dos Estados Unidos, nas Escolas das Américas que formaram os ditadores da América Latina.

 

A Lava Jato uma operação que visa destruir as grandes empresas brasileiras: principalmente, e o que resta das estatais consideradas estratégicas para a segurança nacional: Petrobras, BR Distribuidora, Eletrobras, Correios,  Embraer. Para tanto, o conluio da corriola de Curitiba com a grande imprensa, a trama do golpe que derrubou Dilma Rousseff, empossou Temer e prendeu Lula da Silva, o candidato eleito presidente das eleições de outubro próximo.  

 

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29
Jun18

Globo juiz de vídeo da Lava Jato

Talis Andrade

 

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A Copa do mundo adotou o juiz de vídeo agora em 2018, a Globo como juiz de vídeo da Lava Jato vem desde o inicio da Operação, março de 2014.  Se o juiz de vídeo da Copa veio para elucidar lances duvidosos da partida, a Globo entrou como juiz de vídeo para manchar a imagem da Petrobrás e destruir o PT, Lula e Dilma.

 

A Globo trabalhou muito na Lava Jato e ganhou muito dinheiro com a audiência, principalmente no Jornal Nacional, através dos vazamento seletivos e criminosos das delações premiadas. E as notícias da Lava Jato repercutiam no próprio Jornal o Globo, Fantástico, G1, em todo noticiário da Globo.

 

Os brasileiros foram manipulados, mais uma vez pela Globo.

 

Primeiro você tem que saber qual o maior escândalo de corrupção no Brasil. Olha o que disse o Senador do PMDB/PR, Roberto Requião no plenário do senado federal:

 

“O maior escândalo de corrupção no Brasil não foi o mensalão, Petrolão, foi o do Banestado, cuja investigação foi chefiada pelo juiz Sergio Moro. Nesse escândalo meio trilhão de reais foram surripiados dos cofres públicos. Um escândalo exclusivamente tucano e nenhum deles foi preso” (1).

 

Também não repercute na Globo que os principais ladrões da Petrobrás, presos pela Lava Jato, estão inexplicavelmente pagando suas penas em suas casas verdadeiros clubes de lazer, construídos com dinheiro da roubalheira, são eles: O diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, condenado a mais de trinta anos de prisão; o ex presidente da Transpetro, Sergio Machado, o operador do PMDB, Fernando Baiano; o doleiro, Alberto Youssef, este condenado a mais de 80 anos de cadeia (5).

 

E a Globo parou de falar do Petrolão, sabe por quê? Entraram em cena os ladrões tucanos, os mesmos do Banestado. O tucano Pedro Parente saqueou a Petrobrás até em beneficio próprio, quando pagou R$ 2 BI ao banco JP Morgan que ele próprio é sócio. A dívida só venceria em 2022 (2).

 

E mais, por acordo feito por Pedro Parente, ex-presidente da Petrobrás, a companhia desembolsou R$ 10 Bi a acionistas americanos, sem nem sequer a Petrobrás ter sido condenada. E a lava Jato também nada falou, ou melhor, acumpliciou-se (3).

 

Pasmem! Pedro parente saiu da Petrobrás, ileso, direto para presidir a BRF, nem precisou de quarentena (4).

 

A Globo, juiz de vídeo da Lava Jato, é a emissora mais corrupta do mundo, só em uma delação nos EUA ela foi citada 14 vezes, no escândalo da Fifa. Os partidos PT, PSOL e PDT cobraram da PGR, Raquel Dodge, providências e a PGR então mandou o escândalo da FIFA para o MPF do Rio, em novembro de 2017 (6,7). Até hoje sem nenhuma resposta.

 

Sem contar o envolvimento da Globo em sonegação da Copa do Mundo de 2002 e também na lavagem de dinheiro nos escândalos do Panamá Papers e Swissleaks (7,9,10).

 

Mesmo com esse retrospecto na Justiça, inclusive em Copa do Mundo, a poderosa Globo consegue, pela primeira vez, como um premio, o monopólio das transmissões da Copa em TV’s abertas. Nem Band, TVS, Record, só a Globo transmite a copa de 2018.

 

Como estamos falando em futebol, e diante da cumplicidade da justiça com a Globo, não podemos beneficiar o infrator, você que tem TV paga, não veja a Copa na Globo, veja na FOX Sport!

 

Fonte:

1https://www.ocafezinho.com/2015/10/03/requiao-relembra-banestado-roubalheira-tucana-desviou-meio-trilhao/

2http://www.jb.com.br/pais/noticias/2018/05/25/banco-presidido-por-socio-de-pedro-parente-recebeu-r-2-bi-da-petrobras-diz-revista-eletronica/

3http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2018/02/parlamentares-vao-a-justica-contra-entrega-de-r-10-bi-por-presidente-da-petrobras

4http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2018-06/pedro-parente-e-dispensado-de-quarentena-e-pode-assumir-brf

5http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2016/07/10/interna_politica,654284/delatores-cumprem-prisao-domiciliar-em-mansoes-e-coberturas.shtml

6https://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/2017/11/raquel-dodge-envia-denuncia-contra-globo-para-mpf-do-rio/

7https://esportes.r7.com/futebol/globo-e-citada-14-vezes-por-delator-do-fifagate-leia-o-documento-17112017

8https://www.conversaafiada.com.br/pig/2013/06/28/globo-sonegou-i-renda-a-dilma-vai-cobrar

9https://jornalggn.com.br/noticia/panama-papers-tv-globo-foi-citada-por-lavagem-de-dinheiro

10https://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-caso-de-sonegacao-da-globo-e-o-escandalo-hsbc/

 

 

 

televisão entorpecente censura indignados Globo.j

 

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29
Jun18

MANIPULAÇÃO NO STF

Talis Andrade

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por JEFERSON MIOLA 

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“Estou aqui há 28 anos e nunca vi manipulação da pauta como esta” – denunciou Marco Aurélio Mello, o segundo juiz mais antigo do stf.

 

O assombroso desta grave denúncia é que não atinge algum grêmio estudantil ou sindicato patronal ou laboral, mas nada menos que a suprema corte do Brasil.

 

A denúncia foi dirigida contra Carmem Lúcia, sua colega e presidente do stf que manipula a pauta da suprema corte para obstruir o julgamento da inconstitucionalidade que representa a prisão antes do trânsito em julgado de sentença condenatória [inciso LVII do Art. 5º da CF].

 

Em dezembro de 2017 Marco Aurélio havia liberado para julgamento 2 ações que questionam a matéria, e solicitou à Carmem Lúcia o agendamento para deliberação em plenário. Em abril deste ano, Marco Aurélio liberou outra ação de idêntico teor, e repetiu o pedido à Carmem Lúcia.

 

Nas 3 ocasiões, Carmem Lúcia rechaçou imperialmente os pleitos. Ela usou o poder do cargo de presidente do stf para preservar a exceção jurídica que levaria – como levou – à consumação da prisão política do ex-presidente Lula por ordens dos justiceiros da Lava Jato.

 

Carmem Lúcia agiu assim porque se a discussão fosse a Plenário naquelas ocasiões, ela seria derrotada, e isso cessaria o arbítrio contra Lula.

 

Edson Fachin, também integrante da tropa de choque do golpe no stf, é outro que se especializou na manipulação de ritos processuais e decisões.

 

Convertido, nos últimos tempos, ao direito penal do inimigo – por motivações desconhecidas, que no futuro haverão de ser reveladas – Fachin não hesita em manipular trâmites judiciais sempre que preciso para impedir o exercício do direito de defesa do Lula.

 

Na sessão de 26/6 da segunda turma do stf, Fachin fez uma manobra anti-regimental e inconstitucional para impedir a análise de recurso que levaria à libertação imediata do Lula.

 

Com a manipulação, Fachin levou o pedido da defesa do ex-presidente para o plenário, onde espera constituir maioria para manter o curso do golpe com Lula em prisão política.

 

Carmem Lúcia e Edson Fachin, pela relevância dos cargos que ocupam no stf – presidência e relatoria da Lava Jato, respectivamente – são 2 peças-chave da engrenagem do golpe e da ditadura jurídico-midiática.

 

Se fossem tempos de normalidade constitucional no Brasil, o stf estaria sob suspeição, alguns dos seus integrantes seriam investigados e os adeptos das práticas da manipulação judicial e da perseguição fascista seriam demitidos, sem direito à aposentadoria vitalícia.

 

No julgamento destes manipuladores de toga seria assegurado, entretanto, o amplo direito de defesa, para que fossem julgados dentro do devido processo legal, e, uma vez condenados por conspiração e atentado à democracia e ao Estado de Direito, somente seriam presos após o trânsito em julgado de sentença condenatória – direitos que subtraem a Lula.

 

Sem o patrocínio direto do stf – em alguns momentos por omissão; em outros, por inação – o golpe que começou com o impeachment fraudulento da Presidente Dilma não teria prosperado.

 

Neste momento, sem a ação direta e escancarada do stf – através de manipulações como as promovidas por Carmem Lúcia e Edson Fachin – o golpe se esgotaria.

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29
Jun18

Moro, um juiz nazi-fascista cacundeiro dos voos CC-5

Talis Andrade

BOLSONARO, UM PEQUENO SOBA

 

Toda medida nazista anunciada por Trump nos Estados Unidos, Jair Bolsonaro aplaude, prometendo aplicar no Brasil.

 

Quem sauda Trump espera mil anos de reich, de heil Hitler.

 

A justiça de Fachin e Moro do lawfare lembra o fascismo de Mussolini, que obrigava esquerdistas, nas ruas, a tomar óleo de rícino. A república de Curitiba, propriedade de uma corriola, tortura testemunhas em troca de informações mentirosas e perjúrios que proporcionem novas acusações contra Lula. Novas punições. Que Moro abriu sete processos contra Lula. Cada processo nove dedos de pena. 7 x 9: cadeia perpétua. A mais recente denúncia: o sequestro de uma inocente mãe e filho de oito anos. 

 

Outros dão falsos testemunhos e são compensados pelo perdão de todos os crimes no passado, no presente e no futuro, mais o lava a jato dos assaltos e butins. 

 

Os criminosos beneficiados com delações mais do que premiadas vivem hoje uma vida de luxo e luxúria. A revista Caras deveria mostrar as principescas moradias dos aforados de Moro, com suas amantes, suas cortes de comes & bebes, seus serviçais e serviços de segurança. 

 

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Sergio Moro exclusivo, circunscrito de um único preso, foi o juiz do maior assalto da História, o roubo de 90 a 150 bilhões do Banco do Estado do Paraná - BanEstado, e ninguém foi encarcerado. Mais de cem condenações. A penalidade máxima: serviços comunitários.

 

Moro condenou o doleiro Alberto Yousseff a varrer ruas, e Yousseff varreu ruas e mais ruas de cédulas de dólar, de cédulas de euro. Botijas de ouro e prata que outro doleiro amigo, Dario Messer, transportou nos aviões CC-5, para ilhas paradisíacas, para os paraísos fiscais.  

 

COM TRUMP, TEMPOS DRAMÁTICOS NOS ESPERAM

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por Leonardo Boff 

 

A humanidade está sob várias ameaças: a nuclear, a escassez de água potável em vastas regiões do mundo, o aquecimento global crescente, as consequências dramáticas da Sobrecarga dos bens e serviços naturais, indispensáveis à vida (the Earth Schoot Day).

 

A estas ameaças se acrescenta uma outra não menos perigosa, aventada já por vários analistas mundiais como os prêmios Nobéis Paul Krugman e Joseph Stiglizt. Recentemente um economista ítalo-argentino, Roberto Savio, co-fundador e director geral da Inter Press Service (IPS), agora emérito, escreveu um artigo que nos deve fazer pensar sob o título:”Trump veio para ficar e mudar o mundo”(ALAI-America Latina en Movimiento de 20 junio de 2018).

 

Aí afirma que Trump não é uma causa da nova desordem mundial. Ele é um sintoma. O sintoma de tempos em que os valores civilizatórios que davam coesão a um povo e às relações internacionais, são simplesmente anulados. O que conta é o voluntarismo narcisista de um poderoso chefe de Estado, Trump, que no lugar destes valores colocou o dinheiro e os negócios pura e simplesmente. São estes os que definitivamente contam. O resto são perfumarias dispensáveis para o domínio do mundo.

 

O “America first” deve ser interpretado como “só a América” conta e seus interesses globais. Em nome deste propósito, já pré-anunciado em sua campanha, Trump rompeu tratados comerciais com velhos aliados europeus, a Aliança do Transpacífico e abriu uma arriscada guerra comercial com seu maior rival a China, impondo sobretaxas de importação de produtos que somam bilhões de dólares, além de cobrar taxas sobre o aço e outros produtos a outros países como o Brasil.

 

É próprio de figuras autoritárias e narcisistas fazerem pouco das legislações. Quando lhes convém passam por cima delas sem dar maiores razões. Para Trump vale mais a invenção de “uma verdade” do que a verdade factual mesma. O “fakenews” é um recurso presente em seus twitters. Segundo Fact Schecker, desde que assumiu a presidência disse cerca de 3.000 mentiras. Verdade e mentira valem na medida que respaldam seus interesses. Curiosamente venceu os principais pleitos e tem a aprovação de 44% da opinião pública e de 82% de aprovação do Partido Republicano.

 

Não tolera críticas e cercou-se se assessores súcubos que lhe dizem para tudo “sim” sob o risco de serem sumariamente demitidos.

 

Caso seja re-eleito, o que não é improvável, o estilo de governo e a negação de toda ética poderão tornar-se irreversíveis. Não esqueçamos que Hitler e Mussolini também foram eleitos e criaram as suas mentiras vendidas como “verdades” para todo um povo. Podemos esta face a um mundo marcado pela xonofobia, pela exclusão de milhares e milhares de imigrantes e refugiados, pela afirmação excessiva dos valores nacionais em desprezo dos demais. O crime maior,foi, qual Herodes moderno, separar filhos pequenos de seus pais, colocados em jaulas,mostrando-se sem qualquer sentido de humanidade e de compaixão. Tal crime clama aos céus.

 

Tais atitudes transformadas em políticas oficiais podem ser fonte de graves conflitos, cujo “crescendo” pode até ameaçar a espécie humana. Cerca de 1300 psicanalistas e psiquiatras norte-americanas denunciaram desvios psicológicos graves na personalidade de Trump.

 

Como será o destino da humanidade, entregue a um narcisista deste jaez, cujo paralelo só se encontra em Nero que se divertia assistindo o incêndio de Roma, com a diferença de que agora não se trata de um incêndio qualquer mas da inteira Casa Comum. Como é imprevisível e a toda hora pode mudar de posição, assistimos, assustados e estarrecidos, quais serão os futuros passos.

 

Que Deus que se anunciou como “o apaixonado amante a vida”(Sabedoria 11,24) nos livre de tragédias que poderão ocorrer, dada a irracionalidade de alguém que anuncia “um só mundo e um só império” (o império norte-americano).

28
Jun18

Segundo herói da Lava Jato denunciado por corrupção de 700 mil de vantagens indevidas. Outros estão na agulha

Talis Andrade

joesley marcello.jpg

 

 

A  Lava Jato se transformou em uma máquina de fazer dinheiro. Advogados estão ganhando milhões com delações mais do que premiadas. O advogado que mais negociou delações foi acusado de cobrar mesada de doleiros. Outro doleiro denunciou o sócio da banca de advocacia de Rosangela Moro de cobrar 5 milhões de dólares para dar um jeitinho em um processo que investiga a corrupção do governo Beto Richa, tucano de estimação da corriola de Curitiba.

 

A Justiça Federal do Distrito Federal aceitou denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal contra o ex-procurador da República Marcello Miller e o empresário Joesley Batista.

 

Miller (vide link) é acusado receber oferta de vantagem indevida de R$ 700 mil para ajudar o J&F (grupo do qual a JBS faz parte) a obter informações para fechar acordo de delação premiada. Segundo a acusação, Joesley Batista e o ex-diretor jurídico da JBS Francisco de Assis e Silva ofereceram promessa de vantagem indevida a Miller e à advogada Esther Flesch "para que o primeiro, ainda que potencialmente, praticasse atos de ofícios em seu favor".

 

A advogada Esther Flesch e o ex-diretor também se tornaram réus.

 

O primeiro bandido herói denunciado foi o japonês da Federal, Newton Ishii, envolvido com contrabando e outros crimes.  Inclusive venda de informações secretas. 

 

Disse o exemplar policial, preso e solto, e perdoado, que togado e polícia possuem anistia antecipada para todos os crimes: A Lava Jato “diminuiu a cultura do país de achar que é melhor levar vantagem em tudo.” Piada do japa bonzinho

 

 

 

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