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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

11
Abr18

Justiça nega visita de governadores a Lula e evidencia prisão política

Talis Andrade

FLÁVIO DINO: DECISÃO DE MORO É “CONDENÁVEL, INCORRETA E DESASTRADA”

 

 

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), disse que é preciso garantir a Lula os direitos “que qualquer outro preso tem acesso”. “Não se trata de pedir tratamento diferenciado ao Lula, mas sim de querer tratamento digno. Ele não tomou banho de sol até agora, por exemplo”.

 

Dino destacou ainda a preocupação com a saúde do petista. “Muita gente fala que o ex-presidente pode desenvolver uma depressão, mas me preocupo mais com a saúde física. O Lula é um idoso que teve um câncer grave. É preciso ter muita atenção com isso”, completou.

 

Aprovado em primeiro lugar no mesmo concurso para juiz federal feito por Sérgio Moro, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), criticou o mandado de prisão contra o ex-presidente Lula, expedido por Moro, e lembrou que não houve esgotamento do debate sobre o processo no TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região nem no STF (Supremo Tribunal Federal).

 

"A decisão acirra o conflito no Brasil e gera agudização da polarização política. É uma decisão condenável, incorreta e desastrada", afirmou Dino, em entrevista a jornalistas em Boston, onde realiza uma palestra para alunos brasileiros da Universidade de Harvard.

 

O ex-juiz avalia que a decisão de Moro visa "criar uma espetacularização ou criar um fato consumado que impeça que a maioria do Supremo possa reavaliar a questão da prisão após a 2ª instância".

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"A Constituição diz claramente que a presunção de inocência só é afastada com trânsito em julgado. A instância para rever isso não é o Judiciário. Todos aqueles que discordam podem se submeter ao voto popular, se eleger deputado, propor uma emenda e mudar a Constituição. Qualquer outro caminho é um atalho. Um atalho ilegítimo.

 

Nove governadores e três senadores da República foram impedidos pela Justiça de fazer uma visita ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em seu terceiro dia de cárcere. A atitude foi chancelada pela juíza Carolina Moura Lebbos, da 12 Vara de Execução Penal. No despacho, ela cita orientação do juiz de primeira instância Sérgio Moro, da Vara de Justiça federal de Curitiba, cidade onde se encontra o petista, em sala da Superintendência da Polícia Federal. As autoridades representantes de milhões de brasileiros acusam a Justiça de cometer arbitrariedades no caso.

 

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A íntegra da carta dos governadores:

Estimado Presidente Lula
Querido amigo

Em 09/04/2018

Estivemos aqui e sempre estaremos ao seu lado, firmes na luta. 
Infelizmente a Lei de Execução Penal não foi cumprida adequadamente e não pudemos abraçá-lo pessoalmente.
Mas, por nosso intermédio, milhões de brasileiros e brasileiras estão solidários e sendo a sua voz por um Brasil justo, democrático, soberano e livre.
Lula Livre !!

Forte e fraterno abraço;

Flávio Dino (MA)
Tião Viana (AC)
Paulo Câmara (PE)
Renan Filho (AL)
Waldez Góes (AP)
Camilo Santana (CE)
Ricardo Coutinho (PB)
Rui Costa (BA)
Wellington Dias (PI)

 

O governador Flávio Dino (PCdoB), do Maranhão, foi escolhido porta-voz do movimento dos líderes, já que carrega em seu passado um histórico de atuação dentro do Judiciário, incluindo o cargo de juiz de execuções penais. “Estamos aqui para mostrar nossa indignação sobre um processo cheio de equívocos cometidos contra Lula. Lamentavelmente, vimos mais um gesto de descumprimento da lei. Fomos impedidos de visitar Lula, um direito previsto no artigo 41 da Lei de Execução Penal”, disse Dino.

 

Entre os direitos do preso, descritos em tal artigo, constam “proteção contra qualquer forma de sensacionalismo” e também “visita do cônjuge, da companheira, de parentes e amigos em dias determinados”. Moro argumenta seguir o regime geral de visitas da carceragem da Polícia Federal, “a fim de não inviabilizar o adequado funcionamento da repartição pública”.

 

Além de Dino, estão em Curitiba mais seis governadores do Nordeste e dois do Norte: Rui Costa (PT), da Bahia; Paulo Câmara (PSB), de Pernambuco; Wellington Dias (PT), do Piauí; Ricardo Coutinho (PSB), da Paraíba; Camilo Santana (PT), do Ceará; Renan Filho (MDB), de Alagoas; Tião Viana (PT), do Acre; e Waldez Góes (PDT), do Amapá. Além deles, os senadores Roberto Requião (MDB-PR), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Lindbergh Farias (PT-RJ).

 

Para Dino, a ação contra a solidariedade dos governadores fere a lei, assim como toda a base do processo que condenou Lula no caso do tríplex do Guarujá. Mesmo impedidos de fazer a visita, as autoridades deixaram uma carta assinada por todos para o ex-presidente. “Infelizmente, após essa decisão arbitrária, estamos diante de mais graves retiradas de direitos e violações. Estamos consignando à comunidade jurídica da sociedade civil nacional e internacional o fato de que estamos diante de situações onde a Constituição Federal e as leis estão sendo descumpridas”, disse.

Preso político

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Ricardo Coutinho afirma que a prisão de Lula não tem base jurídica. “Existe um político detido, um ex-presidente que tem a maior representatividade política da história do país. Esse presidente é uma espécie de preso político que agora não consegue receber a visita de governadores que traziam aqui o reconhecimento e a representatividade de grande parte desse país que precisa voltar a respirar legalidade.”

 

“Espero que a resistência espalhada por todo o país possa vencer o arbítrio e essa espécie de país que estão querendo construir dentro do Brasil. Temos que alertar a nação de que não se pode tratar a maior liderança do Brasil desta forma. É tempo de resistir (…) Existe um processo muito grave de tentativa de destruição e desmoralização da política em si. Parece surreal que o melhor presidente que o país já teve, a maior liderança já produzida, esteja pagando uma pena em um processo sem provas concretas em que ainda cabem recursos”, concluiu.

 

O baiano Rui Costa reafirmou o posicionamento de Coutinho, ao afirmar que “está escrito na lei que Lula tem o direito de receber a visita de amigos. Descumprindo a lei, a Justiça nega a visita de nove governadores. Isso deixa cada vez mais claro o fato de que Lula é um preso político de meia dúzia de membros da elite que não aceitam a democracia no Brasil. Nosso Lula não cometeu crime e eles não têm prova alguma. Lula livre e um Brasil democrático, um Brasil que respeita a vontade popular”.

 

Já o cearense Camilo Santana disse que todos os nove governadores do Nordeste estão solidários a Lula. “Estamos prestando solidariedade em uma demonstração, primeiro, de tudo que Lula fez pelo Nordeste. Uma região historicamente esquecida e que, a partir de Lula presidente, ele retirou milhões de brasileiros da extrema pobreza. Lula deu dignidade e esperança de um futuro melhor para esse país. Lula representa uma história de luta, não só do Brasil, mas especialmente do Nordeste.”

 

11
Abr18

Moro e o excesso de isolamento como tortura

Talis Andrade

 

 

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O teatral e paranóico esquema de segurança de Moro 

 

Moro quer prender a alma de Lula, quando o preso é ele. Para aonde vai, Moro segue cercado de guardas, de seguranças armados.

 

Não dorme em paz. Dorme com medo. A consciência pesa.

 

Ninguém mais prisioneiro do que Moro. Tudo dele é escondido, secreto, trancado a cadeado, a sete chaves.

 

Pobre coitado preso no maior luxo. Vomita mais poder que qualquer ministro do STF seu superior hierárquico.

 

Moro acha que é Deus, e tem um rei na barriga. Prende e solta quem quer. Dá delações premiadas a mão cheia. Pratica abuso de poder contra os inimigos políticos. Parcial e partidário. Debochado e mesquinho. Fanático religioso e falso puritano. Acredita que tem mais poder que um governador eleito pelo povo. Quando ele, Moro, sempre gozou de nomeações políticas. Tudo que tem veio de gabinetes. Do poder dos burocratas e dos tecnocratas. Da ditadura do judiciário.

 

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Moro sabe tudo sobre tortura psicológica. Cruel e insano. Tem o queixo largo de Mussolini, a barba rala, a mesma megalomania. Uma reencarnação, malassombro. 

 

 

 

 

EDITORIAL BLOG DA CIDADANIA

 

O esquema de isolamento total a que o ex-presidente Lula foi submetido, a cela projetada para isolá-lo de convívio humano, a proibição quase total de visitas, resumidas a uma por semana, tudo isso é um castigo cruel que está sendo considerado ato de vingança de Sergio Moro pelas críticas que o ex-presidente lhe fez pouco antes de ser preso.

 

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cela lula 2.jpgIsso é o que Sergio Moro chama, com ironia, de “cela” especial, espécie de sala de Estado-Maior. Inicialmente, estava projeto um quarto com duas camas. Esse Moro é, realmente, um sádico, uma mistura de delegado Fleury com o coronel Brilhante Ustra.

 

A inventividade dos carcereiros teleguiados à distância por Moro para torturarem os presos da Lava Jato será levada ao paroxismo contra Lula. Há um claro propósito de quebrar o espírito do ex-presidente através de torturas mentais, das quais o isolamento punitivo é apenas a primeira.

 

A crueldade para com o septuagenário, porém, não se deve só à mente doentia do verdugo paranaense. A pressa da prisão de Lula deriva da preocupação eleitoral da Globo e dos interesses que ela representa. O amordaçamento radical do ex-presidente revela o medo irracional que a elite tem das palavras dele.

 

A saga de Lula ganha um capítulo dramático e literalmente hollywoodiano. Nem os autores mais criativos teriam capacidade de engendrar uma trama tão dramática, tão pungente, tão épica e tão revoltante no que diz respeito à imensurável covardia dessa gente. Covardes, querem eliminar Lula da cabeça do seu povo.

 

A estratégia de amordaçar Lula da forma como Sergio Moro está fazendo irá se revelar um tiro no pé. Se 2018 não fosse um ano eleitoral e se o processo de empobrecimento dos brasileiros que o golpe gerou não estivesse caminhando a passos tão largos, talvez houvesse como o povo esquecer Lula. Na situação atual, podem esquecer.

 

A imagem de Lula nos braços do povo e depois caminhando corajosamente até as garras de seus carrascos e torturadores se somará ao sofrimento que o golpe e suas medidas exterminadoras de direitos estão impondo à esmagadora maioria dos brasileiros e culminará com um movimento eleitoral poderoso, que pode fazer os golpistas perderem a cabeça e cogitarem não fazer eleições.

 

Todavia, o adiamento das eleições só irá piorar a situação e pode desencadear um levante popular. A insensatez e a arrogância dos golpistas pode apressar a inevitável chegada de uma “revolução francesa” no Brasil, que virá cedo ou tarde e, no caso, parece que virá mais cedo, já que esses golpistas estão dispostos a não se deterem diante de nada.

11
Abr18

Ditadura de Moro isola Lula em cárcere da República de Curitiba. Governadores e senadores desmoralizados

Talis Andrade

 

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Que democracia é esta que impede um preso político de falar com as mais altas autoridades constituídas?

 

O juiz Sergio Moro vem proibindo que prefeitos de Capital e governadores de Estados e líderes e presidentes de organizações dos direitos humanos visitem o ex-presidente Lula preso incomunicável em um cárcere de segurança máxima.

 

Um governador tem a primazia sobre o presidente da Assembléia Legislativa e sobre o presidente do Tribunal Estadual de Justiça.

 

Um prefeito tem primazia sobre o juiz da comarca do município e sobre o presidente da Câmara Municipal de Vereadores.

 

Moro, ditador do judiciário, impede um preso de falar não só com o governador de um Estado, e sim com todos os governadores de uma Região, o Nordeste, que ele despreza e ofende e humilha.

 

Moro sempre abusou do poder. Se um preso não pode ser ouvido por uma autoridade, com mais ninguém pode falar, nem mesmo um parente. Esse isolamento imposto significa e resulta em um suplício.

 

Moro é um juiz cruel, desumano, ignóbil, demoníaco, torturador.

Governadores e senadores impedidos de visitar lula

 Governadores e senadores impedidos de visitar Lula

 

"Eu fiquei surpreso com o fato de não termos conseguido que o presidente Lula tivesse um direito respeitado e assegurado na Lei de Execução Penal que é o direito à visita, está no artigo 41 infelizmente mais uma decisão inexplicável em que se considerou que seria uma espécie de privilégio", afirmou o governador Flávio Dino.

 

Escreve Helena Martins, da Agência Brasil: Nove governadores e três senadores foram na tarde desta terça-feira (10) à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso desde sábado (7), para visitá-lo. Mas a entrada não foi autorizada pela 13ª Vara Federal de Curitiba.

 

Em seu despacho, a juíza federal substituta Carolina Moura Lebbos disse que "não há fundamento para a flexibilização do regime geral de visitas próprio à carceragem da Polícia Federal. Desse modo, deverá ser observado o regramento geral. Portanto, incabível a visitação das pessoas indicadas na petição".

 

“Infelizmente, não conseguimos, pois teve uma decisão judicial que contraria a lei”, disse a presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), senadora Gleisi Hoffmann (PR), que afirmou que foi deixada uma carta para o ex-presidente. Governador do Maranhão e ex-juiz federal, Flávio Dino disse que “entre as regras da carceragem e a Lei de Execução Penal, todos sabemos que a lei tem primazia. E o artigo 41 da lei diz que o preso tem direito a visita do cônjuge, da companheira, de parentes e amigos”.

 

Questionado se o pedido não infringiria as regras da carceragem, ele disse que “não há nenhuma justificativa razoável e nós estamos particularmente incomodados com isso ser tratado como regalia. O que é direito não é regalia”, afirmou Dino.

 

Além de Flávio Dino e Gleisi, compareceram à superintendência os governadores Camilo Santana (Ceará), Renan Filho (Alagoas), Ricardo Coutinho (Paraíba), Rui Costa (Bahia), Tião Viana (Acre), Paulo Câmara (Pernambuco), Valdez Gois (Amapá) e Wellington Dias (Piauí), bem como os senadores Lindberg Farias (PT-RJ) e Roberto Requião (MDB-PR).

 

Mobilizações

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Também na tarde de hoje, a Executiva Nacional do PT divulgou nota oficial em que afirma que continuará as mobilizações em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre as medidas aprovadas, está a manutenção de acampamentos permanentes em Curitiba e Brasília.

 

Além dos acampamentos, o PT indicou a criação de comitês locais e a realização de atos envolvendo artistas e juristas. Segundo o partido, há manifestação em defesa da liberdade de Lula previstas para hoje em Nova York, Madri e Dublin. Apoiadores também têm estimulado o envio de cartas e realização de ligações para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde o ex-presidente está preso.

 

As resoluções foram aprovadas em reunião que ocorreu em Curitiba, para onde o comando político do PT foi transferido de forma simbólica desde ontem (9). No mesmo dia, a Executiva do partido informou em nota que “Lula continua sendo nosso candidato à Presidência da República e sua candidatura será registrada no dia 15 de agosto, conforme a legislação eleitoral”.

 

*Colaborou Danyele Soares, repórter do Radiojornalismo da EBC. Matéria ampliada às 16h43.

 

11
Abr18

CORRUPÇÃO NO PSDB Alckmin sem foro, Aécio quase réu, Azeredo perto da prisão: Justiça mira tucanos

Talis Andrade

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Abril promete ser decisivo para os nomes do PSDB, que enfrentam processos na Justiça.


Será um teste também para o Judiciário, que está sob pressão após prisão de Lula.

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por Gil Alessi

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Um dos maiores símbolos da morosidade da Justiça brasileira poderá ser preso em breve. O ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo (PSDB) está a um recurso de ter a pena confirmada em segunda instância – e consequentemente pode começar a cumprir pena. Ele é um dos maiores nomes do escândalo de corrupção conhecido como o mensalão tucano (ou mineiro) ocorrido em 1998, que envolveu um esquema de financiamento ilegal de campanha para sua reeleição. Além de Azeredo, outras eminências peessedebistas também estão na mira da Justiça. Aécio Neves pode se tornar réu porque a primeira turma do Supremo Tribunal Federal deve decidir na próxima terça-feira se aceita ou não a denúncia onde ele é acusado dos crimes de corrupção e obstrução de Justiça. De quebra, a força-tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo pediu à Procuradoria Geral da República que envie o inquérito sobre o governador licenciado Geraldo Alckmin para a primeira instância - ele perdeu o direito ao foro privilegiado ao deixar o Palácio dos Bandeirantes para disputar a presidência.

 

O caso de Azeredo é considerado emblemático quando se fala de morosidade vista como impunidade na Justiça no país, e chegou a ser citado por ministros do STF durante a discussão, em 2016, sobre prisão após condenação em segunda instância. Azeredo foi condenado por desviar 3,5 milhões de reais de três empresas estatais mineiras para quitar dívidas de campanha. As companhias lesadas são o Grupo Financeiro do Banco do Estado de Minas Gerais, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais e a Companhia Mineradora de Minas Gerais. Parte do valor foi pago via doações eleitorais não declaradas – o famoso caixa 2. O escândalo também ficou conhecido como valerioduto tucano, graças à participação do empresário e publicitário Marcos Valério, responsável por arquitetar o esquema.


A condenação de Azeredo na segunda instância ocorreu em 23 de agosto de 2017 – 20 meses após a sentença na primeira instância. “Deve ser mantida a condenação imposta ao apelante pelos delitos de peculato e lavagem de dinheiro”, afirmou o desembargador Adilson Lamounier. Os magistrados também decidiram reduzir a pena total em nove meses, totalizando 20 anos e um mês de prisão. Agora restam apenas os embargos infringentes para que o tucano possa começar a cumprir pena. Ele ainda poderia entrar com os chamados “embargos dos embargos”, mas estes recursos não têm poder de alterar a sentença e pela jurisprudência atual não impedem que o decreto de prisão seja emitido. É um caso semelhante ao ocorrido com o ex-presidente Lula na semana passada.

 

Caso o Tribunal de Justiça de Minas Gerais aceite os embargos, o processo seria anulado e teria de ser refeito. Neste cenário, a prisão de Azeredo se torna virtualmente impossível. Ele completa 70 anos em setembro deste ano, e pela lei isso significa que o prazo para a prescrição dos crimes irá cair para a metade.

 

A morosidade da Justiça no caso também se deve a algumas manobras feitas pelo tucano. Em fevereiro de 2014 a Procuradoria Geral da República pediu a prisão de Azeredo. Dias depois o então deputado federal renunciou ao mandato. Com isso perdeu direito ao foro privilegiado, mas ganhou tempo: o processo começou a tramitar do zero na primeira instância.

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Aécio e Alckmin na mira da Justiça

 

O caso de Alckmin, pré-candidato tucano ao Planalto, corre no Superior Tribunal de Justiça. Mas agora que entrou em pré-campanha e teve que deixar o cargo, a força-tarefa da Lava Jato em São Paulo entrou com um pedido de declínio de competência para que o processo seja remetido para a Justiça de primeiro grau do Estado. Agora cabe à relatora, Nancy Andrighi, decidir se envia os autos para SP.

 

O caso tem como base depoimentos dos colaboradores da Lava Jato Benedicto Barbosa da Silva Junior, Carlos Armando Guedes Paschoal e Arnaldo Cumplido de Souza e Silva, todos da Odebrecht. De acordo com os delatores, a empreiteira teria feito repasses ilegais para sua campanha em 2010 e 2014. A força-tarefa da operação em São Paulo pediu o envio do processo "com urgência, tendo em vista o andamento avançado de outras apurações correlatas sob nossa responsabilidade".

 

Mesmo que Alckmin seja condenado em primeira instância pela Justiça Federal em São Paulo isso não afeta – do ponto de vista legal – sua candidatura. Isso porque a lei da Ficha Limpa apenas veda a posse de candidatos com sentença em segunda instância. De qualquer forma, uma eventual condenação pode prejudicá-lo nas eleições.

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O terceiro tucano que enfrentará uma situação delicada em abril é Aécio. O processo que pode levá-lo ao banco dos réus no STF na próxima semana tem relação com o suposto pedido de propina de 2 milhões de reais ao empresário Joesley Batista, da JBS, e com o que a PGR considerou uma tentativa de atrapalhar as investigações. O advogado do tucano Alberto Toron disse que ele foi “vítima de uma situação forjada”, e que “não existe crime na conduta do senador”. Caso os ministros aceitem a denúncia contra o parlamentar, ele se torna réu. Os processos contra políticos que tramitam no STF têm se arrastado desde o início da Lava Jato. Mas, depois do episódio Lula, e com a pressão social sobre o Judiciário para que todos os políticos implicados em denúncias de corrupção sejam julgados, independente do partido, os processos envolvendo os tucanos será o grande teste.

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10
Abr18

Colaborador de vereador ouvido em caso Marielle é morto no Rio

Talis Andrade

Carlos Alexandre Pereira Maria foi morto a tiros. Seus assassinos teriam gritado que era preciso "calar a boca dele"

 

O colaborador parlamentar Carlos Alexandre Pereira

 Carlos Alexandre arquivo morto 

 

por Gil Alessi

___________

O assassinato a tiros de Carlos Alexandre Pereira Maria, 37, na noite de domingo, colocou nos holofotes novamente a situação da violência no Rio de Janeiro à sombra da atuação das milícias. O corpo de Alexandre foi encontrado por volta das 22h crivado de balas dentro de um carro abandonado na estrada Curumau, no bairro Taquara, em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio. Trata-se de uma das mais notórias áreas sob o domínio dos grupos paramilitares. Ele era colaborador do vereador carioca Marcello Siciliano (PHS), que foi ouvido na última sexta-feira na condição de testemunha no inquérito que investiga o assassinato da também vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista Anderson Gomes. O parlamentar do PHS já foi citado em um relatório da Polícia Civil sobre a influência das milícias em Jacarepaguá nas eleições de 2014.

 

De acordo com o jornal Extra, testemunhas relataram que antes de disparar contra Alexandre os pistoleiros disseram que era preciso “calar a boca dele”, um indicativo de que o assassinato seria queima de arquivo - ou de assim fazer crer. Uma das linhas de investigação apura a relação do colaborador com grupos milicianos e com o vereador Siciliano. O parlamentar divulgou nota lamentando a morte de Alexandre. "Foi com grande pesar que recebi a notícia de falecimento do nosso colaborador Carlos Alexandre Pereira. Durante o tempo em que esteve conosco ele fez tudo pela sua localidade e estava sempre disponível para ajudar no que fosse necessário. Eu me solidarizo com a dor dos familiares e amigos", disse.

 

O vereador foi um dos oito membros da Câmara do Rio chamados para depor sobre o caso Marielle - todos na condição de testemunhas. A possível relação entre milicianos e os assassinos de Marielle e Gomes foi inicialmente levantada em função do alto grau de profissionalismo dos criminosos, que indicava um treinamento anterior ou na polícia ou no Exército. Além disso, ela trabalhou na CPI das Milícias na condição de assessora do deputado estadual fluminense Marcelo Freixo (PSOL), e era crítica frequente dos abusos cometidos por policiais militares contra moradores das favelas.

 

A suspeita da participação de milicianos na morte de Marielle e seu motorista foi reforçada após reportagem do portal The Intercept afirmar que a polícia havia descoberto o celular do motorista que dirigia o carro de onde partiram os disparos que mataram a psolista. Com esse dado em mãos, as autoridades que investigam o caso conseguiram na Justiça a autorização para a quebra do sigilo de outros aparelhos telefônicos, dentre eles o de alguns vereadores. O Intercept também já havia antecipado que vários milicianos estiveram na Câmara Municipal na semana que antecedeu o assassinato de Marielle e Gomes – alguns deles, inclusive, que já haviam sido citados na CPI das Milícias e já haviam cumprido pena.

 

Até o momento as investigações da morte de Marielle e Gomes continuam em sigilo. No domingo o coronel Carlos Cinelli, porta-voz do Comando Militar do Leste, disse em que não está descartado o envolvimento de milicianos no crime, e que “o general Braga Netto [interventor militar do Rio] comentou que houve avanços nesta última semana e é possível que haja alguma correlação”.

 

As operações da intervenção no Rio têm sido criticadas por focar apenas em territórios ocupados por traficantes, sem agir nas áreas controladas por milícias. Estima-se que cerca de 160 comunidades no Estado estão nas mãos destes grupos: o maior deles é o chamado de Liga da Justiça, criado no final da década de 1990. No sábado a polícia prendeu 149 pessoas em uma festa em Santa Cruz, zona oeste do Rio, organizada por esta milícia – ao menos quatro pessoas morreram. O chefe da Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, chamou a operação de “o mais duro golpe contra as milícias no Estado”. Soldados do Exército e um bombeiro foram presos na ação. As investigações contra o grupo começaram há mais de um ano.

 

A relação entre milicianos e políticos no Rio é antiga: desde 2007 ao menos cinco parlamentares da Câmara e da Assembleia já foram presos por seu envolvimento com grupos paramilitares. Leia mais in El País

09
Abr18

Voo da Morte. Advogado Diz Que Áudio Com Ameaça A Lula É ‘Atentado’

Talis Andrade

O advogado Cristiano Zanin, que representa o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que é preciso investigar quem são os autores do áudio ameaçando o ex-presidente que foram confirmados como verdadeiros pela Força Aérea Brasileira. O advogado classificou a ameaça como “atentado”.

 

Em um dos áudios que teve a veracidade confirmada, uma pessoa não identifica diz para os pilotos e policiais que transportaram Lula o jogarem pela janela.

“Estive nesse vôo e diante da confirmação da autenticidade do áudio é preciso investigar quem planejou esse atentado”.

 

O ex-presidente foi ameaçado durante o voo que o levava do aeroporto de Congonhas (SP) para Curitiba (PR) na noite de sábado.

 

O comando da Força Aérea emitiu nota na noite deste domingo (8) confirmando a veracidade dos áudios.”Atenção, colegas. Vamos falar só o necessário. Vamos respeitar o nosso trabalho”, afirma um dos controladores de voo.

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Na sequência, outro responde: “eu respeito, mas manda esse lixo janela abaixo”, afirmou um homem não identificado, mas chamado de colega pelos demais.

 

Na sequência, uma mulher repreende o homem: “Pessoal, a frequência é gravada e ela pode usada contra a gente. Então mantenham a frasologia padrão na frequência, por favor “, afirma a mulher.

 

Em nota, a Aeronáutica confirmou a veracidade dos comentários.

 

“Os dois áudios recentes envolvendo comunicação aeronáutica e comentários extremos são verdadeiros e aconteceram na frequência das Torre Congonhas (SP) e na Torre Bacacheri em Curitiba, ambos na noite de sábado (7). 

 

Segundo a Força Aérea, a frequência é aberta e pode ser utilizada por qualquer pessoa que esteja na frequência.

 

A Aeronáutica não menciona a possibilidade de investigação. “Lamentavelmente nas gravações em questão as frequências foram usadas de modo inadequado por alguns usuários que se valeram do anonimato para contrárias às regras”, diz a nota.

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09
Abr18

'Manda esse lixo janela abaixo'; áudio durante voo para Curitiba ameaça Lula

Talis Andrade

Aconteceu com Arraes na ditadura militar 

Os Voos da Morte e a Operação Condor

 

 

Durante a ditadura militar, Miguel Arraes que estava preso em Fernando de Noronha, teve permissão de assistir o casamento da filha mais velha no Recife, hoje ministra do Tribunal de Contas da União.


No voo de volta para o presídio, soldados da Aeronáutica torturaram Arraes, ameaçando que ele seria atirado ao mar.


O Brasil não mudou muito. Neste domingo aconteceu o mesmo com Lula. Um áudio vazado neste domingo (8) mostra diálogo em que uma pessoa não-identificada diz a piloto que levava Lula a Curitiba: “Manda esse lixo janela abaixo”.

 

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Lula chega à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (Foto de HEULER ANDREY/ AFP). Lula saiu de Congonhas, em São Paulo, de bimotor para Curitiba, onde chegou por volta das 22h20. E foi transportado de helicóptero para a superintendência da PF

 

A conversa com o comandante da aeronave PR-AAC, que levou o ex-presidente do aeroporto de Congonhas a Curitiba na noite de sábado (7), teve sua veracidade confirmada pela Força Aérea Brasileira (FAB).

 

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Os presos de Moro sempre viajam para Curitiba em jatinho último modelo. Escreve Gustavo Conde: "Levar um ex-presidente nesse ferro velho para Curitiba beira o delírio. Some-se isso à gravação captada na frequência da aeronave em que se diz para "mandar esse lixo janela abaixo" - fato que tem que ser devidamente apurado - e temos uma situação de emergência. Como o Brasil não tem mais autoridade, resta a denúncia permanente em rede social".

 

Não esquecer nunca. A tortura a Lula faz o Brasil recordar os voos da morte nas ditaduras do Cone Sul. 

 

O escritor Agassiz Almeida informa em seu livro intitulado “A Ditadura dos Generais” que um dos campos de maior movimentação de tortura e mortes foi o de “Automotores Orletti”, situado na esquina das ruas Venâncio Flores e Emílio Lamurca, em Buenos Aires. Ali se realizava um trabalho de conexão entre os exércitos da Argentina, Brasil, Chile e Uruguai.

 

O escritor Agassiz Almeida que, também, denuncia que no Brasil, o local de embarque para lançamento ao mar de presos vindos de vários centros de tortura de São Paulo e Rio era a Base Aérea do Galeão, na época, sob o comando do brigadeiro João Paulo Moreira Burnier.

 

E Agassiz de Almeida afirmou ainda que, enquanto no Brasil, chamados às responsabilidades, os genocidas fugiram pelas portas largas da anistia e todos, acovardados, negaram os delitos cometidos, na Argentina mais de 1200 militares já foram indiciados, uma centena julgados e condenados e quinhentos centros de tortura clandestinos foram reconhecidos. Também cúmplices civis da repressão estão sendo julgados.

 

 

09
Abr18

Caso Marielle: investigado por envolvimento com milícia é assassinado no Rio

Talis Andrade

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Queima de arquivo 

 

Não se faz golpe sem prisões políticas, tortura e morte. 

 

Jornal GGN - O líder comunitário e assessor parlamentar Carlos Alexandre Pereira Maria, 37, foi morto a tiros, na noite de domingo (8), na Taquara, na Zona Oeste do Rio. Segundo informações de O Globo, o corpo foi encontrado dentro de um carro, localizado por policiais militares do 18º BPM (Jacarepaguá); perícia já foi feita no local e testemunha indicou que o assassinato teve como objetivo "calar a boca" de Alexandre.

 

"O crime aconteceu por volta das 20h45m. De acordo com relatos de testemunhas aos PMs do 18º BPM, pouco antes de atirar contra a vítima, também conhecida como Alexandre Cabeça, um dos assassinos gritou: 'Chega para lá que a gente tem que calar a boca dele'. Depois, abriu fogo", divulgou o jornal.

 

Alexandre era colaborador do vereador Marcello Siciliano (PHS), ouvido semana passada no inquérito que apura os assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, que foram mortos na região central do Rio, no último dia 14 de março.

 

Uma das linhas de investigação sobre a morte do colaborador abrange a suposta ligação de Alexandre com milicianos na Zona Oeste. A relação dele com o vereador também será alvo da investigação da DH.

 

 

 

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