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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

11
Jan18

Cem artistas francesas contra o “Cem artistas francesas contra o “puritanismo” sexual em Hollywood” sexual em Hollywood

Talis Andrade


Manifesto assinado por atrizes como Catherine Deneuve defende que série de denúncias de assédio vai na contramão da liberação sexual

 

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 Ilustração Ramses Morales Izquierdo 

 

por Álex Vicente

El País/ Espanha

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Em Hollywood, o movimento Time’s Up, apoiado por mais de 300 atrizes, conseguiu tingir de preto a cerimônia do Globo de Ouro, em protesto contra as agressões sexuais. Na França, um grupo formado por uma centena de artistas e intelectuais tomou nesta terça-feira a direção contrária ao assinar um manifesto criticando o clima de “puritanismo” sexual que o caso Harvey Weinstein teria desencadeado. O texto, publicado no jornal Le Monde, é assinado por conhecidas personalidades da cultura francesa, como a atriz Catherine Deneuve, a escritora Catherine Millet, a cantora Ingrid Caven, a editora Joëlle Losfeld, a cineasta Brigitte Sy, a artista Gloria Friedmann e a ilustradora Stéphanie Blake.

 

“O estupro é um crime. Mas a sedução insistente ou desajeitada não é um crime nem o galanteio uma agressão machista”, afirmam as autoras deste manifesto. “Desde o caso Weinstein houve uma tomada de consciência sobre a violência sexual exercida contra as mulheres, especialmente no âmbito profissional, onde certos homens abusam de seu poder. Isso foi necessário. Mas esta liberação da palavra se transforma no contrário: nos intima a falar como se deve e nos calar no que incomode, e os que se recusam a cumprir tais ordens são vistos como traidores e cúmplices”, argumentam as signatárias, que lamentam que as mulheres tenham sido convertidas em “pobres indefesas sob o controle de demônios falocratas”.

 

Entre as promotoras do manifesto estão personalidades que já haviam expressado opinião oposta a esse movimento, quando não abertamente contrárias a certas lutas do feminismo. Por exemplo, a filósofa Peggy Sastre, autora de um ensaio intitulado A Dominação Masculina Não Existe, ou a escritora Abnousse Shalmani, que em setembro assinou um artigo onde descrevia o feminismo como um novo totalitarismo. “O feminismo se transformou em um stalinismo com todo seu arsenal: acusação, ostracismo, condenação”, disse na revista Marianne. Por sua vez, a jornalista Élisabeth Lévy qualificou como “abjeto” o movimento iniciado com rótulos como #MeToo ou #balancetonporc (“denuncia teu porco”). Em um tom mais moderado, Deneuve também se opôs a este fenômeno no final de outubro. “Não acho que seja a forma mais adequada de mudar as coisas. O que virá depois? Denuncia tua puta? São termos muito exagerados. E, sobretudo, acho que não resolvem o problema”, declarou na época. Também Millet, crítica de arte e autora do relato autobiográfico A Vida Sexual de Catherine M., se opôs repetidamente a um feminismo “exacerbado e agressivo”.

 

As signatárias dizem que as denúncias registradas nas redes sociais se assemelham a “uma campanha de delações e acusações públicas contra indivíduos aos quais não se deixa a possibilidade de responder ou de se defender”. “Esta justiça expeditiva já tem suas vítimas: homens punidos no exercício de seu ofício, obrigados a se demitirem [,,,] por terem tocado um joelho, tentado dar um beijo, falado de coisas íntimas em um jantar profissional ou enviado mensagens com conotações sexuais a uma mulher que não sentia uma atração recíproca”, dizem no texto. Também alertam para o retorno de uma “moral vitoriana” oculta sob “esta febre por enviar os porcos ao matadouro”, que não beneficiaria a emancipação das mulheres, mas que estaria a serviço “dos interesses dos inimigos da liberdade sexual, como os extremistas religiosos”.

 

Efeitos na cultura

 

O manifesto alerta também para as repercussões que este novo clima poderia ter na produção cultural. “Alguns editores nos pediram [,,,] que façamos nossos personagens masculinos menos ‘sexistas’, que falemos de sexualidade e amor com mais comedimento ou que convertamos ‘os traumas sofridos pelas personagens femininas’ em mais explícitos”, denunciam as signatárias, opondo-se também à recente censura de um nu de Egon Schiele no metrô de Londres, ao pedido de retirada de um quadro de Balthus de uma mostra do Metropolitan de Nova York e às manifestações contra uma retrospectiva dedicada à obra de Roman Polanski em Paris.

 

“O filósofo Ruwen Ogien defendeu a liberdade de ofender como algo indispensável para a criação artística. Da mesma maneira, nós defendemos uma liberdade de importunar, indispensável para a liberdade sexual”, subscrevem as cem signatárias do manifesto. “Como mulheres, não nos reconhecemos nesse feminismo que, para além da denúncia dos abusos de poder, assume o rosto do ódio aos homens e à sexualidade”, concluem. O texto provocou nesta terça-feira mal-estar entre as associações feministas na França, que o atacaram nas redes sociais. “Ultrajante. Na contracorrente da tomada de consciência atual, algumas mulheres defendem a impunidade dos agressores e atacam as feministas”, declarou a associação Osez le féminisme (Ouse o feminismo).

 

Debate

 

Feministas acusam manifesto de Catherine Deneuve de “banalizar a violência sexual”


Ativistas e políticas francesas respondem ao manifesto assinado por artistas e intelectuais. Leia aqui

11
Jan18

A farra e o belo corpo da ministra Cristiane Brasil

Talis Andrade

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Jornal da Cidade - A ‘quase’ ministra Cristiane Brasil levou uma galera para Fernando de Noronha para uma inusitada e animada farra de Réveillon, pouco antes de ser indicada para a pasta do Trabalho.


Segundo o site Metropoles, pelo menos três amigas da deputada estavam no grupo e todas ficaram hospedadas no hotel da Força Aérea Brasileira, às expensas do erário.


O hotel da FAB que abrigou graciosamente Cristiane e amigas é bastante confortável, com seis suítes e uma piscina.


Estima-se que uma hospedagem similar na ilha, nessa época de final de ano, custaria em torno de R$ 30 mil. Fernando de Noronha é um dos destinos mais procurados pelas celebridades e grandes empresários.


Segundo um coronel, entrevistado sob a condição de anonimato, chefes de Estado se hospedam nesses estabelecimentos devido à segurança que eles oferecem.

“Se eu, que sou oficial, tentar me hospedar no hotel da Aeronáutica em Fernando de Noronha, não vou conseguir. Essa autorização é dificílima. É possível uma parlamentar pedir autorização e conseguir… mas, ainda, para as amigas?! É, no mínimo, estranho”, disse.
O desgaste do Réveillon é mais um fato para abalar o já conturbado episódio de posse da filha de Roberto Jefferson, que é, sem dúvida, a cara do pai, mas tem um belo corpo...
 
09
Jan18

Dario Messer o doleiro invísivel da Lava Jato é o maior traficante de moedas do Brasil desde o assalto do BanEstado

Talis Andrade

Vale a leitura dessa denúncia sobre os desmontes do BanEstado, da Petrobras, da Construção Civil.

 

 

Sergio Moro & Dario Messer, o doleiro: o elo “perdido” - e explosivo - ligando Lava Jato e Bane$tado

 

Por Romulus Maya

---

Segundo fonte nossa na comunidade de inteligência europeia, os “operadores” do enterro do escândalo do Banestado – de longe o maior caso de corrupção de todos os tempos: mais de 134 bilhões! De dólares! – teriam recebido 0,8% desse montante para operacionalizar o “desmonte”. Por óbvio, entre os “coveiros” necessariamente se encontravam membros do Judiciário. Os “operadores jurídicos” do “enterro” também teriam, portanto, entrado no rateio desse butim.

Ou seja: 0,8% dos 134 bilhões de dólares.

Nada menos que 1.072 bilhão de dólares!

Vale lembrar que o juiz Sergio Moro, na qualidade de juiz de instrução, presidia as investigações então.

De maneira “inusitada”, o maior doleiro do Brasil, Dario Messer, foi então “poupado”.

Segundo matéria da Folha de São Paulo da época do escândalo do “Mensalão”, Messer teria enviado ilegalmente ao exterior ao menos USD 1 bilhão – somente de 1998 a 2003!

Isso mesmo: Polícia Federal e MPF encontraram movimentação de (ao menos) USD 1 bi! E isso apenas durante 5 dos longos anos da carreira do doleiro, que herdou o “negócio” do pai – esse último já quase centenário.

(e foragido; provavelmente no Uruguai)

Vale lembrar que, assim como no caso “Banestado”, apesar de novamente denunciado, Dario Messer, “estranhamente”, mais uma vez passou ileso – quase incógnito – pelo “Mensalão”.

 

Ironia: no “Mensalão”, mais uma vez, os nomes “Messer” e “Moro” voltam a se cruzar. Ainda que tangencialmente. Isso porque o juiz paranaense participou, como assistente, do julgamento no STF. Diz-se mesmo que teria chegado a redigir votos da Ministra Rosa Weber. Inclusive aquele, escandaloso, que condenou José Dirceu – sem provas – sob a alegação de que “a doutrina [a literatura jurídica] assim permite”.

[nota: apenas segundo esse ghost writer!]


Em 2015, no início da Lava Jato, Messer muda-se para o Paraguai. Nesse país, muito próximo do atual Presidente, goza de “santuário”.

 

 

Leia mais. Divulguei apenas trechos. 

 


Chegamos então a 2017 e a novo escândalo: o FIFAgate. Mais uma vez Messer é “estranhamente” poupado. Para além de menção solta na imprensa esportiva, não houve nenhum destaque para o fato de representantes da gigante Nike terem mencionado o nome de Messer em depoimento ao FBI, nos EUA, em agosto de 2017.

 

Janot: “a Lava Jato era muito maior do que nós”

 

Lembram daquele diálogo entre Rodrigo Janot, então Procurador Geral da República, e o ex-Ministro da Justiça (e Subprocurador) Eugênio Aragão que precedeu o rompimento entre ambos?

 

Quando Aragão “mandou a real” sobre a sua grande decepção com a parcialidade (político-midiática) com que o outro tocava a Lava Jato em Brasília?

 

Reproduzo, aqui, as palavras do próprio Aragão, em carta aberta a Janot:


Da última vez que o abordei sobre esse assunto, em sua casa, o Senhor desqualificou qualquer esforço para salvar a indústria da construção civil, sugerindo-me que não deveria me meter nisso, porque a Lava Jato era “muito maior” do que nós.

 

Este Correspondente já teve oportunidade de denunciar o tráfico de moedas de  Dario Messer

09
Jan18

Por que o Rio Grande do Norte quebrou

Talis Andrade

Augusto Nunes  na Veja golpista: "Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido.


Saiba em 10 segundos por que o Rio Grande do Norte quebrou.


Robinson Faria anunciou há quatro anos o plano que havia planejado para levar o Rio Grande do Norte à falência

 

Em 2014, para oficializar seu apoio ao candidato do PSD ao governo do Rio Grande do Norte, Lula gravou um vídeo em que cobre de elogios o companheiro Robinson Faria (veja a íntegra aqui). O fecho de ouro, reproduzido acima, explica em 10 segundos por que o aliado do ex-presidente conseguiu levar o Estado à falência em apenas quatro anos.

 

Augusto Nunes culpa Lula. O apoio de Lula elegeu Robison Faria governador. Acontece que nas eleições de 2014 Lula não era mais presidente do Brasil, e sim um cidadão como qualquer outro. Foi um apoio eleitoral.

 

A causa da falência do Rio Grande do Norte e de outros Estados a exemplo do Rio de Janeiro, o segundo mais rico do Brasil, está no entreguismo das riquezas do Brasil, no desperdício do dinheiro público e na corrupção generalizada nos três poderes. 

 

Conheça o inexplicável e diferenciado salário de um desembargador potiguar. 

 

TJ-RN salário desembargador.jpg

 

Pense em São Paulo que o Tribunal de Justiça do Estado possui 360 desembargadores.

 

Pelo medo de quem tem o rabo preso, os governadores não denunciam esse avanço no dinheiro público. Dilma reclamou, e foi golpeada.

 

Todo governador ladrão fica calado. A justiça brasileira é cara para os cofres públicos dos Estados e da União. São palácios e mais palácios com suas respectivas cortes. Palácios da Justiça Estadual, da Justiça Federal, dos Tribunais Militares em tempos de paz, dos Tribunais Eleitorais em anos ímpares sem eleições, Tribunais do Trabalho sem trabalho com o rasga da CLT e a reforma trabalhista de Temer, Tribunal de faz de conta que faz as Contas. Existem até Tribunais de Contas municipais.

 

 Pelo luxo, pela ostentação, a justiça é cara demais para o sofrido povo brasileiro em todos os sentidos. 

 

Os togados recebem salários acima do permitido pela Constituição, mais auxílios e prendas mil.

 

 

07
Jan18

de Natasha Felix

Talis Andrade

natasha-felix.png

 

 

Números

 

1
conheci um homem com mãos pequenas
ele é bom pra mim.

 

2
decidi usar
aquela lingerie trançada que j. me comprou
antes que eu lhe lambesse o períneo
e ele arreganhasse as pernas
feito um caranguejo no jato de água quente

 

3
ontem usei
aquela lingerie trançada que j. me comprou
dessa vez com o homem de mãos pequenas

espero que ele me lamba o períneo
com o mesmo entusiasmo
com que me conta suas histórias de pescador

 

4
em dias ruins eu olho aquela lingerie
penso em colocar fogo nela
mas também penso
se colocar fogo nela
mas não nas mensagens do chat
seria uma atitude
um tanto incongruente.

 

5
não posso colocar fogo
em mensagens de texto
obviamente.

apenas deletá-las também
não ajuda a sustentar a ideia
anarquista da coisa toda

por isso

guardo a lingerie no fundo da gaveta

debaixo das meias

junto com as ligações perdidas

 

6
acredito no horóscopo e em telepatia
com a mesma força dos estribos contra o colchão
vazio

enquanto leio rayuela
faço da maga minha melhor amiga

a cabeça cheia de ácaros.

descolo o esparadrapo da webcam
num frenesi perigoso
ignoro a maior fobia dos anos 10 e
falo alto e danço afetadamente
como se j. me vigiasse
do outro lado.

 

7
hoje o homem com mãos pequenas
elogiou minha bunda flácida
os tons violeta dos tapas

ele dedica algumas noites a mim sem pressa
dedico algumas noites a ele também.

de certa maneira
fazemos como manda a bíblia

ele não me compra flores
nem me promete o próximo encontro
mas me lambe o períneo
e se arranja sobre minhas coxas
como se flutuasse,

o homem com mãos pequenas

ele é bom pra mim.

simulamos ambos a consistência de um carinho
fingimos que não há um abismo
além do sexo

ou apesar dele

creio que nos saímos muito bem
nesse contrato velado
sem muitos constrangimentos.

 

8
não é o pesadelo,
é o que vem depois

 

9
às vezes me esqueço que o homem de mãos pequenas
e j. não são o mesmo homem.

além do fato de que j. tem dedos longos de goleiro,
o homem de mãos pequenas
não grita comigo antes de dormir
nem me tira a voz através da compressão do pescoço
contra a parede cor de jambu.

às vezes quase me esqueço que j. não está mais aqui
e recorro ao colo da maga
afobada.

outras vezes
me esqueço completamente

o homem de mãos pequenas e j.
podem ser algum dia
o mesmo homem.

 

----

ÁLBUM Por que as poetisas são lindas? 

 

07
Jan18

De Mariana Payno

Talis Andrade

 

mariana mayno.png

 

 

NAUFRÁGIO

 

a gente sentia que
o seu lugar era perto do mar
e meu o calor das suas vísceras
doentes

 

deita seus olhos fechados sobre mim
consegue respirar o que restou?
deita fora o que não foi

 

embarca no tempo do náufrago

 

escuridão
passiva
arrancada
do colo das ondas

 

o mar não engole suas costas
mas quase
preferia morrer no mar?

 

a melancolia da água
a solidão das âncoras
o mapa dos polvos
o som surdo das algas
a anatomia das conchas no ouvido

 

minha última voz perdida
nas suas redes frouxas

 

você ouviu?

 

o seu lugar era perto do mar
e o que restou a gente deita fora
onde agora piso
às cegas
a fundo

 

afoga.

 

 

---

ALBUM Por que as poetisas são lindas?

 

 

 

 

03
Jan18

A mulher de Moro mais agressiva que Bolsonaro

Talis Andrade

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O jornalista Joaquim de Carvalho analisa:  "A mulher do juiz Sergio Moro, Rosângela Moro, decidiu ensinar os brasileiros a votar. 'Vote consciente! Vote no coletivo! Não aceite promessa nem Favor (sic)! Somos gigantes! Teu candidato é réu? Fujaaaaa! Confie nas instituições, as instituições trabalham para um Brasil melhor!', escreveu ela na página do Facebook que criou para idolatrar o marido".

 

O comportamento de Rosângela também me causou espanto. Nunca vi esposa de juiz, de desembargador, de ministro de tribunal debochar de réu que o marido condena. Isso cheira uma segunda condenação de quem não tem autoridade para tanto. No mais, uma demagogia barata de quem ambiciona ser primeira-dama do Brasil, e até criou uma página na internet com o título "é com ele que eu moro". Tudo bem. Lá na República do Paraná. Jamais no Palácio do Planalto.

 

 

ROSÂNGELA MORO AINDA NÃO ACORDOU PARA A REALIDADE: ELA E O MARIDO JÁ ERAM

 

por Joaquim de Carvalho

___

Há tempos, Rosângela anunciou que tiraria a página da rede social, mas parece que tem dificuldade para sair de cena e, neste post, ela avisa, mais uma vez, que está indo embora. “Já estou com saudade! Nosso último Dia (sic)!”, disse. Não sei se, desta vez, cumprirá a promessa, mas parece que o público da página já não se importa tanto.

 

O número de pessoas que fizeram comentários negativos no post supostamente derradeiro é grande. No primeiro comentário, um homem diz algo que não dá para saber se a favor ou contra o magistrado. “Que a verdadeira Democracia sobreviva em 2018, livre dos falsos valores e da hipocrisia”, anotou Edu Rodrigues.

 

Logo abaixo Eduardo Zanete diz as duas palavras que têm corroído a credibilidade de Moro: “Tacla Durán”. Aí começou a avalanche de críticas ao juiz e também à mulher dele: “Falsos e hipócritas”, “Malditos”. Em seguida, três pessoas se posicionaram a favor do juiz, mas logo outros condenaram.

 

“Esta salvando o Brasil dos brasileiros e dando de presente ao tio SAM”, escreveu uma mulher. “Já ouviu falar na delação de Tacla Durán?”, perguntou outro. E seguiram as críticas. São centenas de comentários. Mas basta ler as primeiras dezenas para ver que a maioria dos comentários é negativa para o casal.

 

A reação confirma o que a pesquisa da Ipsos, realizada entre 1o. e 12 de dezembro, constatou: a maioria dos brasileiros considera a atuação do juiz negativa para o País — 53%. Só 40% ainda acham que Sergio Moro está fazendo um bom trabalho.

 

No início do ano, entre 1o. e 12 de fevereiro, mesma Ipsos constatou, com uma amostragem semelhante, que Moro tinha 65% de aprovação e Lula, 31%. Em 11 meses, a aprovação a Lula subiu — 45% — e a de Moro caiu — 40%.

 

Medir a popularidade de um magistrado é, por si só, uma excrescência.

 

“O mais importante para o magistrado é a credibilidade e não a popularidade, que é passageira. Os juízes não devem se orientar pelas manchetes fáceis na primeira página dos jornais, mas pela edificação do Estado de Direito, no qual todos os cidadãos sejam tratados com igualdade na construção de nosso projeto de uma nação justa, solidária e fraterna”, disse o advogado Marcus Vinicius Furtado Coêlho, em 2014, quando era presidente do Conselho Federal da OAB e surgiram nas ruas e nas redes sociais as primeiras manifestações de apoio ao juiz, logo transformado em herói.

 

Foi Moro quem, deliberadamente, provocou essa situação. Ele se colocou na condição de combatente. Em 2004, ele escreveu um artigo para uma publicação jurídica em que fazia considerações sobre a Operação Mãos Limpas, na Itália, e relacionava algumas condições para que uma investigação desse tipo tivesse êxito.

 

“Os responsáveis pela Operação Mani Pulite ainda fizeram largo uso da imprensa. Com efeito: para o desgosto dos líderes do PSI (Partido Socialista Italiano), que, por certo, nunca pararam de manipular a imprensa, a investigação da ‘mani pulite’ vazava como uma peneira”, escreveu Moro. “O constante fluxo de revelações manteve o interesse do público elevado e os líderes partidários na defensiva”, acrescentou, em outro trecho.

 

Existem diferenças significativas entre o Direito italiano e o brasileiro — lá, o promotor não precisa de autorização do juiz para quebrar sigilo bancário ou fiscal e nem se senta mais ao lado do juiz nas audiências, o que mostra independência entre dois dos três pilares da Justiça — o outro pilar é o advogado.

 

Mas Moro adaptou a legislação brasileira a seu propósito de fazer, a partir de Curitiba, uma versão da Operação Mãos Limpas. O resultado é o que se viu — prisões preventivas prolongadas, conduções coercitivas, condenações sem prova e o uso do processo penal com finalidade política.

 

Moro sempre agiu como promotor ou procurador, não como juiz.

 

As operações de maior repercussão aconteceram nos momentos que antecederam eleições, protestos de massa ou as sessões decisivas do parlamento no processo de afastamento de Dilma Rousseff. O relógio da Lava Jato conduzida por Moro sempre esteve sincronizado com o de grupos com interesse político.

 

Quem vai para a arena política — e o post de Rosângela é mais um passo nessa direção — está sujeito a ser rejeitado pelo público. Moro e a mulher escolheram esse caminho. Só chegaram aonde chegaram por conta do apoio da mídia — e esse apoio esconde interesses não totalmente revelados.

 

Não fosse assim, Moro teria desaparecido de cena muito tempo antes.

 

Esse dia está chegando, da maneira que poderá ser melancólica para eles. O desgaste da Lava Jato é consequência da percepção popular de que o Brasil piorou depois que juiz trocou a toga pela capa de super-homem, mas, diferentemente do história em quadrinhos, ajudou o inimigo na luta contra o povo.

 

Aquela foto simbólica de Moro e Aécio conversando ao pé do ouvido, sorridentes, começa a ser vista como uma imagem equivalente de Clark Kent confabulando com Lex Luthor.

 

Quem resistiria?

 

A mulher de Moro ainda se acha em condições de ensinar o povo a votar porque acredita que seu público nunca descobrirá a verdade — por exemplo, o vínculo que ela e o marido têm com políticos como o empresário Joel Malucelli, suplente do senador Álvaro Dias, ou com o tucano Flávio Arns.

 

Rosângela deveria prestar atenção no que disse Abrahan Lincoln, herói no país que o marido tanto admira:

 

“Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo.”

 

juiz moro o novo gilar mendes.jpg

 

 

02
Jan18

Ministro do Trabalho pastor Ronaldo Nogueira renunciou quando os trabalhadores demitidos superam os novos empregos

Talis Andrade

Se foi o ministro dos trabalhadores sem direitos

 

pastor.jpg

 Pastor Ronaldo Nogueira, ministro do Trabalho 


Desde a entrada em vigor em noviembro da reforma trabalhista do governo de Michel Temer (MDB), que legalizou o emplego irregular e reduziu o custo das indeniçõeses, houve mais trabalhadores demitidos do que novas contratações. 

 

Dois absurdos escondidos: o Ministro do Trabalho Ronaldo Nogueira de Oliveira é um administrador de negócios evangélicos, pastor da Assembléia de Deus em Carazinho, deputado federal pelo PTB - Partido Trabalhista do Brasileiro do Rio Grande do Sul. 

 

Página 12/ Argentina  - El ministro de Trabajo de Brasil renunció ayer al cargo, horas después de que datos oficiales revelaran que los despidos superaron a las contrataciones en noviembre en 12.000 puestos, tras la entrada en vigor de la reforma laboral del gobierno de Michel Temer, que legalizó el empleo intermitente y redujo el costo de la indemnizaciones.

 

En un comunicado oficial, enviado, el gobierno informó que Nogueira, quien pertenece al conservador Partido Laborista Brasileño (PTB), argumentó motivos personales al presentar su dimisión. El PTB, aliado del presidente Temer en el gobierno, anunció que el diputado por el estado de Maranhao Pedro Fernandes, un aliado del ex presidente José Sarney, asumirá el cargo en Trabajo, y aseguró a través de su presidente, Jovair Arantes, que Nogueira deja el ministerio para disputar su reelección como diputado en los comicios de octubre.

 

La dimisión se conoció horas después de la difusión de las mediciones del mercado laboral tras el primer mes en vigencia de la reforma que impulsó el gobierno. En noviembre se rompió una racha positiva de creación de empleo de siete meses consecutivos, debido a que 12.292 puestos de trabajo fueron cerrados en Brasil, resultado de la ecuación entre las contrataciones, que fueron 1.111.798 y los despidos, que sumaron 1.124.090, según datos del Ministerio de Trabajo.

 

El número quedó lejos de una visión positiva que esperaban los analistas del mercado financiero, que pronosticaron la creación de 26.600 puestos de trabajo con la reforma laboral, según el diario económico Valor.

 

En la comparación con años anteriores, el saldo negativo de noviembre de 2017 es mejor que el del mismo mes de 2016 y 2015, cuando se perdieron 116.747 y 130.629 trabajos formales, respectivamente, en medio de una profunda recesión económica, indicó el Registro General de Empleados y Desempleados (Caged) del Ministerio de Trabajo.

 

En esos dos años, el Producto Bruto Interno de Brasil se encogió más del siete por ciento, algo que no ocurría desde la década de 1930.

 

Esta base no mide el desempleo, algo que registra el Instituto Brasileño de Geografía y Estadística (IBGE), que indicó en octubre una desocupación del 12,5% de la población económicamente activa.

 

Según el Ministerio de Trabajo, siete de ocho sectores de actividad económica tuvieron eliminación de puestos de trabajo en noviembre, siendo el comercio, apenas, empujado por el furor del Black Friday, el único segmento que tuvo más contrataciones que despidos. La nueva ley laboral permitió, informó el Ministerio de Trabajo, la contratación de 3.067 empleados vía contratos intermitentes (por horas, apenas cuando el empleador requiera) y 231 mediante contratos a tiempo parcial.

 

El resultado fue el peor desde marzo pero para el ministro de Trabajo, Ronaldo Nogueira, “no significa la interrupción del proceso de recuperación del crecimiento económico del país”.

 

En el acumulado del año, fueron generados 299.635 empleos como saldo de la ecuación entre despidos y contrataciones. Pero, en la comparación interanual, había en noviembre de 2016 (38,79 millones) más empleados registrados que el mes pasado (38,62). “Los resultados de la reforma laboral serán recogidos en 2018”, dijo el ministro Nogueira, que citó la perspectiva de economistas y del gobierno de un crecimiento del PBI el año próximo año de entre 3% y 3,5%.La reforma laboral, que quebró la legislación de 1943, fue la gran conquista del oficialismo en la agenda parlamentaria de 2017. La nueva ley entró en vigor el 11 de noviembre y recibió el aliento de la Federación de Industrias del Estado de San Pablo (Fiesp), la entidad cuyo presidente, Paulo Skaf, es dirigente del Movimiento de la Democracia Brasileña (MDB), el partido de Temer.

 

El gobierno se encuentra negociando los apoyos para otra reforma para la cual necesita modificar la Constitución, la previsional, con sesión marcada en la cámara baja para el 19 de febrero. La reforma necesita de 308 votos de los 513 de la Cámara de Diputados y hasta este fin de año el gobierno no llegaba a ese número.

 

El ministro de la Secretaría de Gobierno (Articulación Política), diputado Carlos Marún, dijo que los gobernadores que busquen financiación de los bancos públicos deberán ordenar a los parlamentarios de sus estados a votar la reforma previsional.”El gobierno espera que aquellos gobernadores que tienen recursos liberados actúen con reciprocidad con la ley jubilatoria. Esto es una cuestión de vida o muerte para el país”, dijo Marún. Ante el alboroto de la declaración, el ministro negociador aclaró: “No entiendo que sea chantaje trabajar a favor de algo tan importante como la modernización del sistema previsional”.

 

 

 

 

 

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