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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

26
Nov17

II - As malas e os malas da política brasileira

Talis Andrade

Era costume no Sertão, com a morte de ricos avarentos, a família cavar salas e quartos a procura de botijas de ouro e prata enterradas.

 

No Brasil hoje, a Polícia Federal procura dinheiro nos apartamentos de funcionários do legislativo e do executivo. Nada de procurar nas residências dos cortesãos dos palácios da justiça, porque possuem anistia antecipada para todos os crimes. A máxima condenação para um juiz, um desembargador: o prêmio de uma aposentadoria antecipada. 

 

Achar dinheiro é fácil. Na Operação Tesouro Perdido, a Polícia Federal encontrou malas e mais malas no apartamento de Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) em Salvador. 

 

A reação do presidente Michel Temer foi imediata. Trocou o sofá da sala, isto é, nomeou Fernando Segóvia diretor da Polícia Federal, que questionou:  Mala com R$ 500 mil "talvez" seja insuficiente para provar crime.

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Acontece que são várias malas. 

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 O ministro Geddel é conhecido como um dos carregadores de malas do presidente Temer. 

 

Para Segóvia, o papel de Temer no crime apontado pela Procuradoria Geral da República "é um ponto de interrogação que está no imaginário popular". 

 

Rodrigo Janot que era o chefe da PGR, e também substituído por Temer, não demorou na resposta. Chamou Segóvia de "pau mandado". E questionou:"A pergunta que não quer calar é: ele se inteirou disso ou está falando por ordem de alguém?"

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26
Nov17

As malas e os malas da política brasileira

Talis Andrade

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Evangélico Bolsonaro, batizado nas águas do Rio Jordão, pastor Malafaia e senador pastor Malta

 

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Para o povo, mala é uma pessoa chata, inconveniente, sem graça. O mágico no legislativo, no judiciário, no executivo, sempre aparece com sua mala que faz desaparecer dinheiro. O malabarista, que tem como sinônimos: falsificação, abastardamento, adulteração, contrafacção, deturpação, falsificador, alteração, impostor, imitação, defraudação, usurpação, prestidigitador. O ministro Geddel de Michel Temer colocou a palavra mala no dicionário político. 

 

Tem gente predestinada, que possui o termo registrado no nome. O mais notório Silas Lima Malafaia, cabo eleitoral dos tucanos, que abençou o golpe de Michel Temer. 

 

Em janeiro de 2013, uma reportagem da famosa revista estadunidense Forbes o classificou como o terceiro pastor mais rico do Brasil, com um patrimônio de 150 milhões de dólares.

 

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Regista a Wikipédia: 

 

A mala do pastor e a faia dos royalties da mineração 

 

Em 16 de dezembro de 2016, Malafaia foi alvo de um mandado de condução coercitiva durante a Operação Timóteo, nome que se baseia em um dos livros do Novo Testamento da Bíblia, a primeira epístola a Timóteo. No capítulo 6, versículos 9-10, está escrito: "Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males". A Polícia Federal transcreveu o trecho na representação judicial que deu origem à operação. Malafaia se apresentou na sede do Departamento de Polícia Federal em São Paulo para prestar depoimento. Segundo a PF, o líder religioso é suspeito de emprestar contas bancárias de sua instituição para ajudar a ocultar dinheiro. A suposta organização criminosa agia junto a prefeituras para obter parte dos 65% da chamada Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) repassada aos municípios.

 

Em 17 de fevereiro de 2017, a PF indiciou Silas Lima Malafaia por lavagem de dinheiro e corrupção. De acordo com a PF, o pastor "se locupletou com valores de origem ilícita", conforme relatório de conclusão de inquérito por lava. A investigação detectou que um cheque do escritório de advocacia de Jader Pazinato, no valor de 100 mil reais, foi depositado na conta de Malafaia. Pazinato, segundo a PF, teria recebido recursos ilícitos desviados de prefeituras e repassado propina, sendo que também foi indiciado por corrupção ativa e peculato. O indiciamento significa que a autoridade policial encontrou elementos para caracterizar a ocorrência de crimes. Além de Malafaia, a PF indiciou outros 49 investigados, dentre eles o ex-diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) Marco Antônio Valadares e Alberto Jatene, filho do governador do estado do Pará, Simão Jatene.

 

Segundo o relatório da PF, contratos fraudulentos com prefeituras eram usados para desviar recursos de arrecadação da mineração. Para isso, eram usadas empresas e escritórios de advocacia. "Considerando toda a engrenagem criminosa, com estrutura ordenada que passa por quatro etapas distintas – da captação dos contratos até o branqueamento dos valores – tendo os personagens de cada uma delas funções específicas, concluímos que são fartos os indícios da existência de verdadeira ORCRIM (organização criminosa), responsável pelo desvio de pelo menos R$ 66 milhões", escreveu o delegado. Outra associação religiosa, a Igreja Embaixada do Reino de Deus, também recebeu 1,7 milhão de reais de Pazinato, segundo a PF.

 

Faiar, na gíria dos malandros significa furtar, espalmar, surrupiar, fazer desaparecer. 

 

JBS, outra empresa abençoada por Malafaia


Em depoimento que integra acordo de delação premiada, o advogado Francisco de Assis e Silva, do grupo JBS, confirmou que a empresa fazia pagamentos ao procurador da República Ângelo Goulart Villel, que fazia parte da força-tarefa da Operação Greenfield, que investiga a JBS e subsidiárias em esquema de uso irregular de dinheiro de fundos de pensão. Segundo o advogado Silva, Villela teria sido apresentado a ele e a Joesley Batista, empresário dono do grupo J&F, por intermediação dos advogados Willer Tomaz e Juliano Costa Couto, presidente da OAB no Distrito Federal. No vídeo do depoimento, ocorrido em 10 de maio de 2017, Silva diz que "o relacionamento do grupo com o advogado Willer Tomaz começa no finalzinho do ano passado, quando um amigo do Joesley, preocupado com as operações Greenfield e Sepsis, indica o advogado Juliano Costa Couto, que teria relacionamento próximo com a 10ª Vara Federal", afirma. Segundo o advogado, para ilustrar sua intimidade com o magistrado responsável pelas operações, Willer lhe disse que o juiz teria aceitado se encontrar informalmente com o pastor Silas Malafaia, que desejava estreitar relações com o Judiciário após ter sido alvo de condução coercitiva. Veja os pastos do bezerro de ouro aqui 

 

 

 

25
Nov17

Atentado do Cairo que matou 235 pessoas e o Brasil

Talis Andrade

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Ensina a História: Nada mais explosivo do que misturar política com religião.

 

Na Europa, as sangrentas guerras religiosas cristãs da Reforma e Contra-Reforma, que ainda perduram nos conflitos entre ingleses e irlandeses. 

 

No Brasil há um atiçamento de protestantes com a destruição de imagens de igrejas católicas e outras religiões.

 

Dessa evangelização do ódio, sempre misturado a um falso puritanismo que convive com meio milhão de prostitutas infantis, a eleição em 2016 de prefeitos evangélicos. 

 

A tomada do poder pelo voto começou em 2014, com a eleição das bancadas da Bíblia nas assembléia legislativas estaduais, Câmara dos Deputados e Senado Federal, que solertemente construíram a base do golpe contra Dilma Rousseff, e hoje perpretam as principais maldades contra a felicidade do povo em geral: o fim dos direitos das mulheres e dos trabalhadores com a reforma escravocrata de Temer, o abençoado pelos pastores evangélicos.

 

Tudo faz parte de uma trama. Todas as crises facilitam a pregação do Apocalipse Final e a anunciação do herói que salva o povo eleito.

 

O projeto eleitoral de 2018, vai além das candidaturas de governador ou vice em todos os Estados. Visa a tomada do poder total, com a indicação do bispo Edir Macedo ou o sobrinho bispo Marcelo Crivella, atual prefeito do Rio de Janeiro, para presidente já ou em 2022.

 

Nada mais perigoso que um povo armado com a Bíblia, o Alcorão, o Torá, anunciando o fim do mundo pela Besta do Apocalipse, ou por um país que possui armas de destruição em massa. E a restauração da Idade de Ouro por um Messias, um Profeta ou um Anjo montado nas nuvens. 

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Terroristas atacaram, nesta sexta-feira, dia consagrado à oração no Islã, uma mesquita lotada de fiéis em Bir al Abed, a oeste da cidade de El Arish, epicentro do ramo egípcio do Estado Islâmico no norte do Sinai.

 

Pelo menos 235 pessoas morreram e outras 120 ficaram feridas no atentado contra o templo muçulmano de Al Rawda.

 

Trata-se de uma das ações terroristas mais sangrentas já registradas no país.

 

Há dois anos, um avião russo com 224 ocupantes a bordo caiu no Sinai devido a uma explosão logo após decolar da cidade turística de Sharm el Sheij, às margens do mar Vermelho. Não houve sobreviventes.

 

Os turistas no Cairo e no Vale do Nilo e a comunidade cristã copta foram alvo de ataques terroristas.

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24
Nov17

Brasil, país dos estupros

Talis Andrade

O Brasil volta ao mapa da fome. Cresce o número de moradores de rua.

 

Cerca de meio milhão de crianças dependem da prostituição. Vendem o corpo por um pedaço de pão.  Diante de tanta miséria e dor, a crescente onda de estupros não inquieta as autoridades, mesmo quando termina em morte como aconteceu com a poetisa Thalia Mendes Meireles, 15 anos.

 

Os jornais não publicam notícias de suicídio. Raros casos de estupro viram notícias.

 

De acordo com dados mais recentes, de 2014, um estupro acontece a cada 11 minutos no Brasil — 69,9% das vítimas têm até 19 anos. 

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24
Nov17

Um candidato a governador, um coronel de Minas Gerais na orgia que terminou com duas adolescentes assassinadas e uma baleada

Talis Andrade

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Duas jovens de 17 e 18 anos foram assassinadas a tiros e uma adolescente de 15 anos ficou ferida após ser baleada e se fingir de morta, na madrugada deste sábado (18), em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte. 

 

Reportagem de Rafael D'Oliveira:

 

 

Cinco jovens foram para a festa no sítio junto de um homem conhecido como ‘Wal’. Elas usaram drogas, beberam e tiveram relações com homens que estavam no local. Por volta das 23h, enquanto as meninas tomavam banho, três homens tentaram ter relações com as adolescentes. Elas negaram e depois disso os homens começaram a discutir com as garotas de 16, 18 e 15 anos.

 

As cinco jovens que foram à festa, se juntaram para ir embora, quando os três suspeitos obrigaram três delas a entrar em um Pálio cinza. Dois deles estavam armados. As outras duas garotas, de 18 e 17 anos, deixara o local com o ‘Wal’. A dupla contou à polícia que os rapazes iam dar um susto nas garotas.

 

Os homens seguiram com as jovens no carro por cerca de duas horas, enquanto elas eram agredidas e ameaçadas. Já na MG-060, na altura do bairro Granja Santo Afonso, na região de Vianópolis, a adolescente de 15 foi obrigada a descer do veículo e foi alvejada com um tiro no peito. A bala ficou alojada nas costas, mas a jovem sobreviveu. Ela precisou se fingir de morta para que os homens fossem embora. Só assim, conseguiu pedir ajuda a moradores da região.

 

A sobrevivente contou as militares que ficou imóvel e viu o carro dos homens partir em alta velocidade e, alguns minutos depois, ouviu outros disparos. Ela foi levada para um Hospital de Betim, onde segue internada. Os militares seguiram pela via e encontraram o corpo da jovem de 16 anos com um tiro na cabeça e outro na mão.

 

Enquanto os militares registravam a ocorrência, um homem passou pelo local e disse que cerca de 2 km à frente havia o corpo de uma mulher. Os militares novamente se deslocaram e encontraram a segunda vítima, a adolescente de 18 anos. Ela tinha dois disparos no rosto.

 

Enquanto os policiais militares fechavam a ocorrência, as outras duas jovens que também estavam na festa e eram amigas da vítima foram até uma delegacia. Segundo as adolescentes de 18 e 17 anos, os familiares das garotas mortas as agrediram. Elas contaram que também foram ameaçadas de morte.

 

Segundo as duas, a festa é comum e sempre acontece em sítios da região, com a presença de jovens, bebidas, drogas, orgia e prostituição. Inclusive, uma delas disse ter aceitado a quantia de R$ 300 para fazer um programa com um dos homens na festa.

 

Elas foram ouvidas e o caso segue em investigação na Delegacia de Homicídio de Betim. O depoimento das jovens fez com que a Polícia Civil chegasse a três homens. Além disso, o carro dos suspeitos do homicídio também foi apreendido.

 

Trechos de reportagem de Pedro Ferreira e Rafaela Mansur:

 

A tortura e o assassinato de duas adolescentes que participaram de uma orgia em um sítio no bairro Vianópolis, na última sexta (17), revelaram um esquema muito maior de prostituição envolvendo menores de idade e pessoas influentes. A Polícia Civil apresentou, na última terça (21), um dos detidos pelos homicídios e deu detalhes sobre o esquema.


Segundo o delegado Rodrigo Rodrigues, as festas eram regadas a bebidas e havia consumo excessivo de drogas. Cada edição das orgias contava com cerca de 15 homens e 15 meninas. Assim que chegavam, elas entravam na piscina apenas com a parte de baixo de biquini e esperavam ser escolhidas pelos clientes, que ficavam bem acomodados em mesas ao redor da água. Os eventos eram sempre feitos entre 16h e 23h30. “Os homens eram casados, e o horário tinha que ser compatível com o trabalho deles”.

 

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As meninas, que tinham entre 14 a 16 anos, eram aliciadas pelo casal Waldisley Quenupe de Souza, o Wal, e a mulher dele, identificada apenas como Andreia. Elas recebiam de R$ 150 a R$ 300 por programa. “Havia grupos permanentes e estáveis de participantes (clientes). As adolescentes tinham a liberdade de escolher os dias que queriam participar”, continua o Rodrigues.


A irmã de Saila, de 16 anos, uma das meninas mortas, conversou com a reportagem e contou que a menina enviou uma mensagem para um irmão pedindo ajuda antes do crime. “Ela não falou quem a ameaçava. Disse que os rapazes tinham colocado armas na cabeça delas e que queriam sexo, mas elas não queriam, e eles iriam matar todas. Só que, como ela tinha o costume de sair e voltar, a gente achou que os caras estavam fazendo gracinha. A gente retornou a ligação e deu desligado”, contou a irmã.
A preocupação aumentou quando ela viu nas redes sociais uma mensagem de uma das meninas que voltou para casa. “Ele postou: ‘socorro, eles vão matar a gente’”.

As festas movidas a bebidas alcoólicas, consumo de drogas e prostituição de menores, realizadas em sítios da região metropolitana e da região Central de Minas, eram “rateadas”. Os gastos com comida e bebida eram divididos entre os participantes, sobretudo políticos e pessoas poderosas, que combinavam o preço do programa com as adolescentes no local. “Eles faziam um rateio do churrasco, da bebida e dos gastos”, afirmou o delegado Rodrigo Rodrigues. “Agradando das meninas, eles conversavam com elas, combinavam o programa e pagavam o que cada adolescente estabelecia”, completou. Segundo as investigações, as menores recebiam de R$ 150 a R$ 300 por programa.


Em Betim, um dos participantes da festa, o comerciante Vicente Teodoro Azevedo, 45, conhecido como Nonô, confirmou em depoimento à Polícia Civil, ao qual a reportagem teve acesso, os rateios. Ele disse que as festas são “comemorações simples em que colegas são convidados para beber junto com mulheres” e que, se as adolescentes estavam no local, é porque “mentiram a idade”.


Nas proximidades do sítio, Nonô foi apontado por moradores como o responsável por levar as meninas para as festas. No entanto, segundo o delegado, Waldisley Quenupe de Souza era quem aliciava as adolescentes e fazia o transporte junto com a mulher dele, Andreia.

 

Entre os presos, na investigação das orgias, o ex-candidato ao governo de Minas Eduardo Ferreira de Souza, que concorreu ao cargo em 2014 pelo PSDC,e um tenente-coronel reformado, que teria pago R$ 300 para manter relações sexuais com uma das vítimas.

 

Eduardo Ferreira disputou o governo de Minas Gerai

 Eduardo Ferreira, candidato a governador pelo PSDC

 

 

 

24
Nov17

A marca de Caim, a maldição dos negros transformada em lei

Talis Andrade

 

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Ilustração Jean Franois Rochez 

 

Segundo a Bíblia, Caim um dos primeiros homem nascido de gravidez normal na terra, resultado das relações sexuais de Adão e Eva. Gênesis 4:1 esclarece: "O homem conheceu a Eva, sua mulher; ela concebeu e, dando à luz a Caim, disse: Adquiri um homem com o auxílio de Jeová."

 

Caim matou Abel por inveja do amor de Jeová. O motivo mais humano o de Jeová ter dado a irmã que Caim amava para Abel. 

 

No Velho Testamento, lemos que após Caim matar seu Irmão foi amaldiçoado pelo Senhor, que colocou sobre ele uma marca (Gên 4:11-15; Moisés 5). O Senhor então diz a Caim que "fugitivo e vagabundo" ele seria.


Há várias especulações sobre qual seria a marca de Caim. Segundo textos mórmons, esta marca estaria relacionada à cor da pele (relatado em Pérola de Grande Valor), e que tenha sido Caim o pai da raça negra africana.

 

A crença que o sinal em Caim era uma pele escura - que Deus mudou a cor da pele branca para preta a fim de identificá-lo.

 

Já que Caim também recebeu uma maldição, a crença de que a marca era a pele negra levou muitos a acreditar que as pessoas de pele escura eram amaldiçoadas.

 

Esse ensinamento da "marca de Caim" como justificativa para o comércio africano de escravos e a discriminação contra as pessoas de pele preta/escura.

 

As contradições marcam as histórias contadas nos livros santos das três religiões do deserto. Caim o fundador da primeira cidade. O cristianismo foi, incialmente, uma religião de escravos, e pregado na África, tendo a Igreja Católica embranquecido os primeiros mártires, tanto que só restou de negro Santo Expedito. E cristão o secretário que transcreveu para o Alcorão as revelações de Maomé.

 

Qual seria a cor da pele dos apóstolos ou a de Jesus? Escondem que um negro ajudou Jesus a carregar a cruz na caminhada para a morte.

 

Todas as possibilidades de maldades que possam ser escudadas em malandras e satânicas interpretações de textos religiosos são hoje adotadas no Brasil do atraso e dos golpismos.

 

Usando textos religiosos os deputados explicam a escravocrata reforma trabalhista, o fim de todos os direitos das mulheres e a descriminalização do incesto. 

  

Qual a cor da pele desses deputados?

 

Escreve Eliane Brum:

 

O que a religião tem a ver com isso?

 

Se você olhar para quem são os 18, vai perceber que eles estão ligados a alguma religião. Em geral, no caso da católica, ao movimento da Renovação Carismática; no caso das evangélicas, às pentecostais e neopentecostais. Estão ligados também a comportamentos e declarações que vale a pena dar uma olhada mais de perto.

 

Mas o alerta que me parece importante fazer é que estes odiadores de mulheres – e neste caso eles são 18, mas no Congresso são dezenas – usam a religião para se legitimar. Por isso chamar de “bancada religiosa” ou “bancada evangélica” ou ainda “bancada da Bíblia” pode beneficiar mais a seus interesses escusos do que refletir um real compromisso com valores de fato cristãos.

 

Um equívoco frequente é acreditar que tais deputados representam o pensamento de milhões de fiéis no Brasil. Ele refletem seus próprios interesses e crenças, assim como os de lideranças de suas igrejas ou movimentos dentro de suas igrejas. Não representam o pensamento majoritário dos fiéis, são apenas a parte mais barulhenta do cada vez mais complexo panorama religioso do Brasil.

 

É necessário fazer uma distinção entre o que pensam as lideranças e o que pensam os fiéis, estes que não estão a serviço das barganhas daquele que é possivelmente o Congresso mais corrupto da história recente e que vivem o cotidiano cada vez mais afogado de um trabalhador e de uma trabalhadora no país.

 

Mas, quando os atos oportunistas da “bancada religiosa” ou da “bancada evangélica” ou da “bancada da Bíblia” são denunciados, por mais verdades que essas denúncias contenham, os brasileiros que são religiosos, especialmente evangélicos, e aqueles que pautam suas ações pelos preceitos bíblicos sentem-se de imediato ofendidos. Neste caso, o reflexo é se aliar a tais deputados, na lógica do “nós contra eles”, mesmo que, se vissem de perto os atos de tais personagens, ficassem horrorizados.

 

Essa é outra esperteza política desses representantes que se legitimam com o nome daquilo que seus atos desmentem que praticam. E buscam travestir seus interesses em ganhos privados com a aura de uma “guerra santa” – ou de uma “guerra moral”.

 

É surpreendente que denominações religiosas e fiéis que testemunham tanta sacanagem ser feita em nome de Deus não tenham uma resposta responsável diante dos vendilhões

 

Neste sentido, é surpreendente que denominações religiosas e fiéis que têm testemunhado a religião ser usurpada e tanta sacanagem ser feita em nome de Deus não tenham uma resposta mais forte e mais responsável diante desses vendilhões. É surpreendente esse silêncio especialmente com relação a denominações evangélicas sérias, com atuação consistente, que têm presenciado o nome dos evangélicos ser enxovalhado no Congresso. Até agora as reações são tímidas demais diante do que tem sido feito em seu nome.

 

Quem faz o que os 18 fizeram está claramente bem pouco preocupado com valores cristãos ou com a vida real da população. Mas, ao se ligarem à religião, se revestem de uma aura que os legitima num Brasil de população massivamente religiosa.

 

Dizer e viver o que se diz são categorias diversas, como se sabe. As eleições de 2018 podem ser um momento importante para, usando uma expressão da Bíblia, separar o joio do trigo. Para quem acha crucial votar em uma pessoa religiosa, não basta saber a religião a que o candidato diz pertencer, é preciso prestar atenção aos seus atos concretos.

 

O que a escravidão tem a ver com isso?

 

 

Com a marca racial da desigualdade brasileira, os direitos só serão ampliados quando existirem mais negros nos espaços de poder, e principalmente mulheres negras. Porque são elas as mais afetadas pela falta de políticas públicas, em especial de saúde, educação e mobilidade, assim como pela acelerada corrosão dos direitos do Brasil atual. São elas que não conseguem “resolver de outro jeito” e portanto precisam do acesso aos equipamentos públicos para garantir seus direitos.

 

Assim, os 18 e seu grupo riem, batem palmas e comemoram não apenas terem aprovado em comissão uma sacanagem com as mulheres no geral, mas uma sacanagem principalmente com as mulheres negras. É também um jeito de continuarem a botar uma mão violenta sobre o corpo delas, uma prática em vigor no Brasil desde a escravidão.

 

Nenhum outro ser humano foi mais afetado pelo controle dos corpos do que as mulheres negras, que por séculos foram reprodutoras de força de trabalho, foram “mães de leite” de sinhozinhos, foram estupradas e torturadas continuamente por senhores e seus filhos e foram exploradas também por mulheres brancas a quem eram colocadas a serviço.

 

Essa situação não mudou de forma significativa com a “abolição” da escravatura de 1888, como se sabe. Mas continuou na instituição da “empregada doméstica” e seu quarto-senzala nos fundos da casa ou apartamento. Até bem pouco tempo atrás era prática corriqueira, e em alguns lugares ainda persiste, que os filhos dos patrões tivessem a iniciação sexual com a jovem empregada da casa, em geral negra. E quando isso resultava numa gravidez, elas simplesmente eram expulsas como “vagabundas”, com a cumplicidade, quando não crueldade explícita, da dona de casa branca.

 

São também essas mulheres, a maioria delas negras, que cuidam dos filhos dos patrões brancos sacrificando o cuidado com seus próprios filhos, crianças e adolescentes que vivem em casas precárias, em lugares sem saneamento básico, e sem acesso a creches e escolas de qualidade. Isso quando não morrem de bala “perdida” da Polícia Militar, como tem acontecido com tantas crianças nas comunidades periféricas do país, em especial no Rio de Janeiro.

 

A escravidão negra, por nunca ter de fato terminado, segue se reproduzindo em formas cada vez mais criativas no Brasil

 

Desde a política falida da chamada “Guerra às Drogas” são também essas mulheres negras que têm seus filhos assassinados. E também são elas que são encarceradas com a justificativa de “tráfico”, seguidamente sem julgamento. A escravidão, por nunca ter de fato terminado, segue se reproduzindo em formas cada vez mais criativas no Brasil.

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Assim, o que os 18 fizeram não se constitui apenas numa tremenda sacanagem com as mulheres, mas é também uma ação racista, porque são as negras que compõem a maioria afetada se o projeto for adiante. Como os velhos senhores, eles continuam querendo controlar os corpos do que consideram propriedade sua para gozar com seu sofrimento e seu jugo.

 

É disso que se trata, mesmo que muitos prefiram não enxergar, para não se arriscar à imagem que os encara do espelho.

 

Leia mais. Conheça os nomes dos 18 

 

 

 

 

24
Nov17

Os 18 do forte retrocesso contra os direitos das mulheres

Talis Andrade

 


Como o Congresso brasileiro se tornou o melhor lugar para homens que odeiam as mulheres, especialmente as negras

 

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Os 18 e seu grupo ficaram eufóricos em 8 de novembro porque eles não tinham feito uma sacanagem só: tinham feito duas.

Estes são os 18 que, com seu voto, permitiram a comemoração: Gilberto Nascimento (PSC), Leonardo Quintão (PMDB), Givaldo Carimbão (PHS), Mauro Pereira (PMDB), Alan Rick (DEM), Sóstenes Cavalcante (DEM), Jorge Tadeu Mudalen (DEM), Marcos Soares (DEM), Pastor Eurico (PHS), Antônio Jácome (PODE), João Campos (PRB), Paulo Freire (PR), Jefferson Campos (PSD), Joaquim Passarinho (PSD), Eros Biondini (PROS), Flavinho (PSB), Evandro Gussi (PV) e Diego Garcia (PHS).

 

Para saber as safadezas que os três poderes promovem contra o Brasil e o povo em geral, temos que ler a imprensa estrangeira. Prisões de ex-governadores são despitamentos, o me engana que eu gosto, que logo todos estarão soltos no gozo de uma vida de luxo e luxúria. De um texto de Eliane Brum, transcrevo as frases destacadas pelo jornal espanhol El País:

 

As mulheres não terão mais o direito de abortar em caso de estupro, risco de morte e feto anencéfalo.

Numa canetada só, os 18 adiaram a ampliação da licença-maternidade em casos de prematuros e ameaçaram conquistas da sociedade do tempo das avós.

Os odiadores de mulheres usam a religião para se legitimar enquanto traem os valores de fato cristãos.

Para achar possível obrigar alguém a ter um filho do estuprador é necessário gozar com o sofrimento das mulheres.

Como, “em nome da vida”, os 18 podem tirar o direito de uma mulher escolher não morrer?

Como uma pessoa humana pode condenar uma mulher a viver uma gestação em que ao final terá um caixão e não um berço?

A armadilha é óbvia: a luta das mulheres deixou de ser pela ampliação de direitos e passou a ser para não perder direitos.

Hipocrisia à brasileira: há um país que pode fazer aborto e outro, muito maior, que morre ao tentar fazê-lo.

No Brasil, os direitos só serão ampliados quando existirem mais mulheres negras ocupando espaços de poder.

A escravidão negra, por nunca ter de fato terminado, segue se reproduzindo em formas cada vez mais criativas no Brasil.

Transcrevi trechos. Leia mais e divulgue

23
Nov17

Para defender Temer, o novo diretor da Polícia Federal parece a mãe de Geddel

Talis Andrade

 

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Geddel Vieira, o carregador de malas de Temer. Narra Afonso Benites que a Polícia Federal levou um dia para contar as milhares de notas de reais e dólares encontradas em bunker onde o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) armazenaria recursos ilícitos, em Salvador, na Bahia. "E a contagem final somou a espantosa quantidade de 51.030.866,40 reais, segundo o balanço definitivo da PF, que precisou de sete máquinas para contar os milhares de notas. Além de reais, nessa quantidade também se contabilizaram dólares, 2,688 milhões (8,387 milhões de reais).


As imagens divulgadas pela assessoria da PF são impressionantes: foram recolhidas ao menos nove malas e sete caixas de papelão lotadas de notas de 100 e 50 reais. A montanha de dinheiro encheu ao menos dois porta-malas de camionetes usadas no cumprimento do mandado judicial".

 

Não sei quem defendeu melhor Geddel se o novo diretor da PF ou a mãe.

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Acrescenta Afonso Benites: "Recém-empossado na direção da Polícia Federal, o delegado Fernando Segovia, teceu duras críticas contra a Procuradoria-Geral da República. Durante sua primeira entrevista coletiva, o novo diretor ressaltou que as investigações contra o presidente Michel Temer (PMDB) baseadas na delação da JBS e que foram conduzidas pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot se precipitaram.

“A gente acredita que, se fosse sobre a égide da Polícia Federal, essa investigação teria de durar mais tempo porque uma única mala talvez não desse toda a materialidade criminosa que a gente necessitaria para resolver se havia ou não crime, quem seriam os partícipes e se haveria ou não corrupção”.

A mala a qual ele se refere foi entregue por executivos da JBS com 500.000 reais em propina para o ex-deputado e ex-assessor de Temer, Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Na visão do diretor as investigações deveriam seguir para comprovar quem era o destinatário desses recursos ilícitos. “É um ponto de interrogação que fica no imaginário popular brasileiro e que poderia ser respondido se a investigação tivesse mais tempo”, afirmou Segovia.

A mala foi o eixo principal da primeira denúncia criminal de Janot contra Temer, pelo crime de corrupção passiva. A acusação foi barrada pelos deputados em votação na Câmara dos Deputados. Para um presidente ser investigado durante o mandato por crime comum é preciso que o Legislativo emita essa autorização. Agora, o presidente só poderá ser investigado após o fim do mandato, em dezembro de 2018".

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23
Nov17

A independência do Brasil depende da Amazônia

Talis Andrade

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Pesquisadores descobriram um grande depósito de água sob o manto da Terra. Com cerca de 600 quilômetros de profundidade, seu volume poderia preencher três vezes os oceanos que conhecemos.

O principal autor do estudo, Graham Pearson, membro da Universidade de Alberta, no Canadá, disse que “Uma das razões da Terra ser um planeta dinâmico é a presença de água em seu interior. As mudanças da água dependem da forma como o mundo funciona”.

Depois de discutir a teoria há décadas, os cientistas relatam que finalmente encontraram um grande oceano no manto da Terra, três vezes maior do que os oceanos que conhecemos.

Esta descoberta surpreendente sugere que a água da superfície vem do interior do planeta como parte de um ciclo integrado da água, desbancando a teoria dominante de que a água foi trazida para a Terra por cometas gelados que passaram por aqui há milhões anos.

Essa descoberta só faz aumentar a cobiça pela Amazônia. 

A importante descoberta foi realizada por pesquisadores canadenses, que se basearam em um diamante encontrado numa rocha, em 2008, em uma área conhecida como Juína, no estado do Mato Grosso, Brasil. Leia mais.  Entenda porque os quinta-colunas pretendem vender a Amazônia. Um plano de conquista que inclue a Venezuela.

A Amazônia com suas florestas, que estão sendo fatiadas em imensos latifúndios da lavoura de exportação, é o verde da Bandeira do Brasil.

A Amazônia com os maiores aquíferos do planeta, e rios e mais rios e o Rio Amazonas, o Mar Doce, é o azul da Bandeira do Brasil. O entreguista do Temer já anunciou a venda de aquíferos, uma riqueza que não tem preço. Basta um aquífero para abastecer as populações de todos os países durante mais de um século.

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Rio Negro acima de Manaus

 

O entreguismo começou com a venda da Vale do Rio Doce. Leiloada a preço de banana por Fernando Henrique.

As maiores jazidas de ouro da Venezuela estão na Amazônia. No Brasil a imprensa vendida diz que não existe mais ouro. Nem diamantes.

Na Amazônia, a maior jazida de nióbio, um minério mais precioso que o ouro, e que só existe no Brasil.

A Amazônia é rica em tudo. Até a água do rio Amazonas é levada pelo tráfico.

 

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Rio Amazonas 

 

O governo golpista em todos os sentidos do termo, o governo golpista de Temer também anunciou a venda das hidroelétricas. Quem possuir as hidroelétricas passará a ter o controle dos rios.

Independência ou Morte! o grito nacionalista em defesa da Amazônia já!  

 

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 O verde da Bandeira do Brasil

 

Golpe tem como sinônimos: ardil, truque, artimanha, trama, estratagema, roubo, desfalque, rombo, motinação, sedição, traição. 

 

22
Nov17

Liberados 4,2 bilhões para pagar auxílio moradia de togados

Talis Andrade

 

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É destaque no Painel da Folha desta quarta (22) que o ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux é alvo de um pedido de impeachment porque autorizou a liberação de R$ 4,2 bilhões em recursos públicos para o pagamento de auxílio-moradia a 17 mil juízes e 13 mil membros do Ministério Público, sem ter submetido o caso ao plenário da corte até hoje.

No pedido de impedimento enviado ao Senado, o advogado do Maranhão Pedro Leonel de Carvalho sustentou que Fux comete crime de responsabilidade desde 2014, já que está "sentado" sobre a liminar nesses últimos 3 anos, segundo informação da Agência Brasil.

 

15 de setembro de 2014 é a data na qual o ministro Luiz Fux, do STF, proferiu decisão liminar que assegurou o direito ao auxílio-moradia a todos os juízes Federais em atividade no país. Quase um mês depois, em 7 de outubro do mesmo ano, o CNJ – notificado da decisão – aprovou a regulamentação do auxílio-moradia a todos os magistrados brasileiros. Desde então, os juízes recebem o auxílio de até R$ 4.377,73, sem que o plenário do STF tenha se debruçado sobre a questão.

 

Nathalia Passarinho informou, texto publicado em O Globo (G1): Por decisão liminar (provisória) do ministro Luiz Fux, da Suprema Corte, todos os juízes federais, estaduais, da Justiça do Trabalho e da Justiça Militar passaram a ter a prerrogativa de receber o auxílio-moradia.


O benefício será garantido até para juízes que possuem residência própria e para aqueles que atuam em suas cidades de origem.

 

Além de receber salário acima do teto, os togados possuem vários penduricalhos.

 

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