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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

02
Out17

Para a direita mulher nua pode, homem não (terceira parte)

Talis Andrade

 

 

NOTA DE ESCLARECIMENTO


O Museu Arte de Moderna de São Paulo informa que a performance 'La Bête', que está sendo questionada em páginas no Facebook, foi realizada na abertura da Mostra Panorama da Arte Brasileira, em apresentação única.


A sala estava devidamente sinalizada sobre o teor da apresentação, incluindo a nudez artística, seguindo o procedimento regularmente adotado pela instituição de informar os visitantes quanto a temas sensíveis.


O trabalho apresentado na ocasião não tem conteúdo erótico e trata-se de uma leitura interpretativa da obra Bicho, de Lygia Clark, historicamente reconhecida pelas suas proposições artísticas interativas.

 

Lygia.jpg

 Lídia nasceu em Belo Horizonte e faleceu no Rio Janeiro em 1988, aos 67 anos. Dois dos seus quadros foram leiloados por 7,5 milhões em 2013, preços récordes no Brasil  


Importante ressaltar que o material apresentado nas plataformas digitais não apresenta este contexto e não informa que a criança que aparece no vídeo estava acompanhada e supervisionada por sua mãe. As referências à inadequação da situação são resultado de desinformação, deturpação do contexto e do significado da obra.


O MAM reafirma que dedica especial atenção à orientação do público quanto ao teor de suas iniciativas, apontando com clareza eventuais temas sensíveis em exposição.


O Museu lamenta as interpretações açodadas e manifestações de ódio e de intimidação à liberdade de expressão que rapidamente se espalharam pelas redes sociais.


A instituição acredita no diálogo e no debate plural como modo de convivência no ambiente democrático, desde que pautados pela racionalidade e a correta compreensão dos fatos.

 

--

Nota deste CORRESPONDENTE: As "manifestações de ódio" foram provocadas pelo MBL, um movimento nazi-fascista financiado por agências de espionagem internacionais, empresários que exploram as riquezas do Brasil e banqueiros. Conservadores que financiaram o golpe para derrubar Dilma Rousseff.

 

São terroristas liderados pelo ex-militar Bolsonaro e filhos também deputados, prefeito Dória de São Paulo, quadrilhão da Câmara dos Deputados e a Fiesp que financiou o golpe contra Jango em 1964.

 

 

 

02
Out17

Na escola sem partido, evangélicos pedem votos para pastores e cantoras gospel

Talis Andrade

 

 

O rentável Movimento nazi-fascista MBL, partidos da direita, pastores evangélicos da cura gay e cantoras gospel realizam campanhas contra movimentos artísticos em recintos fechados como museus, academias de letras, de artes, teatros, diretórios acadêmicos universitários e diretórios estudantil secundários.

 

São contra o ensino político nas escolas. Pregam escolas sem partidos quando milhares de estabelecimentos de ensino são propriedades de igrejas.

 

Em escolas evangélicas, nas salas de aula, a pregação do voto em pastores.

 

Na rua, para promover golpes, intervenções militares, ou nas novelas da TV Globo que invadem os lares nos horários nobres, usam o sexo, o erotismo como meios de propaganda política.

 

Nas igrejas evangélicas promovem pastores vereadores, prefeitos, deputados estaduais, governadores, deputados federais, senadores. Usam os cultos religiosos para pedir, descarada e despudoradamente, votos para políticos conservadores, elitistas e golpistas.

 

Nas ruas, com cantores gospel pagos com dinheiro público. Cantores gospel que cobram pra lá de cem mil por apresentações, concorrendo com os cantores bregas, promovem comícios super, super faturados para prefeitos e governadores ladrões.

 

O brega é o gospel profano.

 

 

 

 


Os rentáveis escândalos promovidos pelo MBL com sua participação

 

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Novos moralistas: Frota e a turma do “enquanto era contra a Dilma valia tudo”

 

 

 

 

A LÓGICA DOS CLICKS

 

por Luiz Carlos Azenha

 

------

 

As pessoas que não conhecem como funciona o mercado dos clicks às vezes ficam no escuro sobre o comportamento de quem ganha dinheiro na internet.

 

Hoje uma clicada vale dinheiro. Pago, muitas vezes, pelo Google. Ou, indiretamente, pela audiência que você vende aos patrocinadores.

 

Mesmo os jornalões dependem dos clicks. Por isso, eles acabam se rendendo às redes sociais. Uma imensidão de clicks parte do Facebook, onde as pessoas se abrem como jamais se abririam diante de um psicanalista.

 

Eu conheço editores, jornalistas experimentados, que jamais dariam espaço para as falsas polêmicas das redes sociais, como essa em que um ator pornô se apresenta como campeão da moralidade. Porém, esses editores se rendem à lógica da audiência.

 

Sabe esse inferno de propaganda nas páginas da internet? É tudo para chamar clicks. Com a queda das verbas publicitárias e a competição violentíssima pelo seu interesse, quem se rendeu a esta lógica precisa escandalizar.

 

E toma não notícia, manchete distorcida, chamada que não tem nada por trás dela e, principalmente, escândalo.

 

Você, caro leitor, muitas vezes se engaja nestas polêmicas de corpo e alma. É bom que saiba que alguém está ganhando dinheiro com a sua indignação.

 

O capitalismo conseguiu monetizar a sua opinião!

 

Os meninos do MBL podem ser tudo, menos bobos. Eles têm diante de si um mercado gigante, de gente que está chegando agora ao jogo político, nunca teve sua opinião respeitada e quer interferir.

 

O povão não tem internet. 70 milhões de brasileiros desconectados! Mas você tem uma classe média despolitizada, que o lulismo promoveu, que está emergindo com todas as suas limitações culturais e de informação. E tem a classe média tradicionalmente conservadora, essa que agora esconde que promoveu Aécio como encarnação da moral e dos bons costumes.

 

Por isso o MBL atiça essa gente com falsos espasmos de indignação: rende muitos clicks e muitas vendas para a empresa dos estelionatários que devem R$ 20 mi na praça.

 

É uma milícia virtual atrás de bons negócios, em véspera de ano eleitoral!

 

Foi por isso que escrevi:

 

— Vamos proteger essa menina de um “pedófilo”?
— Vamos.
— Joga o vídeo dela na rede!

 

PS: As pessoas relutam em contar isso para você porque ninguém quer entregar o “segredo” do meio, né? (Transcrito do Vio Mundo

 

 

 

02
Out17

Para a direita mulher nua pode, homem não (segunda parte)

Talis Andrade

“Isaías, tira a roupa feia de profeta que usas e passa os próximos três anos andando nu”— foi a ordem do Absoluto. De Deus.


Por três anos Isaías passou a ser um atentado ao pudor e dele faziam pouco caso os conservadores do MBL da época.

 

Isaías era desprezado e odiado por denunciar o comportamento dos ricos e latifundiários, dos que vivem em grandes festas custeadas pelo trabalho dos pobres, dos que exploram o povo negando-lhe a justiça e dos que se fazem grandes e importantes vivendo em grandes banquetes (5:8-24).

 

Ai daqueles que juntam casa com casa e emendam campo a campo, até que não sobre mais espaço e sejam os únicos a habitarem no meio do país. (5:8)

 

Pode-se afirmar que Isaías é o profeta que mais fala sobre a vinda do Messias, descrevendo-o ao mesmo tempo como um "servo sofredor" que morreria pelos pecados da humanidade:

 

"Mas Ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados". (Is 53:5)

 

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Crucifix, in Monasterio de San Lorenzo, El Escorial, por Benvenuto Cellini, 1562 

 

No meu poema O Crucificado, rezo:

 

Agora entendo, Senhor,
a imensa e eterna solidão
de quem está preso
à árvore da desolação.
Agora entendo
o terror dos pregos
fixando os teus pés
de andarilho,
o terror dos pregos
lancinando a carne.
Agora entendo o ultraje
de cobrirem tua nudez
com um manto escarlate,
ornamento e cor
privativos dos césares
nas reuniões solenes.
Agora entendo
a humilhação, a dor
dos espinhos ferindo
tua fronte
que não faz sete dias
quiseram coroar.

 

Transcrevi trechos. Leia mais 

 

Escreve padre Otoniel Palácio: Após ter defendido, durante algum tempo, a tese de que Jesus foi crucificado vestido do "subligaculum", não pude deixar de considerar a opinião de todos os antigos escritores da Igreja. Todos falam de "nudus, nudita, gymnos, gymnesthai - nu, nudez, nu, ser desnudado". O grande pregador João Crisóstomo, por exemplo, escreve: " Ele foi conduzido nu à morte - epi to pathos efeto gymnos ", e "eistekeigymnos eis meso ton ochlon ekeinos - ficou nu no meio daquela multidão". Encontrei também um texto de Efrem, o Sírio, (Sermão VI sobre a Semana Santa) em que ele diz que o Sol se escondeu diante da nudez de Jesus. Em outra passagem escreve ele: " A luz dos astros se obscureceu porque fora completamente despido Aquele que veste todas as coisas". Eis aqui, finalmente, uma afirmação ainda mais conclusiva de JOão Crisóstomo. Ele diz que Jesus, antes de subir à cruz, despojou-se do velho homem tão facilmente como de suas vestimentas, e acrescenta: "Agora está ungido como os atletas que vão entrar no estádio" ( Homilia sobre a Epístola aos Colossenses ). Leia mais 

 

 

 

 

01
Out17

Para a direita mulher nua pode, homem não (primeira parte)

Talis Andrade

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 São João Batista por Leonardo da Vinci

 

 

Escrevi poemas sobre


1. O rei David saiu dançando nu pelas ruas de Jerusalém para ser coroado rei.


2. São Francisco, na igreja lotada de piedosos cristãos, tirou as luxuosas vestes de seda e ficou nu.


3. São Batista andava praticamente nu.


4. Quantos brasileiros se despem para as 500 mil prostitutas infantis que vendem o corpo de oito a dez vezes por dia?

 

Poemas espalhados por treze livros que publiquei, e se for fácil encontrá-los transcreverei aqui n'O Correspondente.

 

Poemas que ninguém leu, porque cada livro teve tiragem de 22 exemplares (edições do autor sem dinheiro e que, por orgulho besta, não aceita patrocínio de governos).

 

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 São Francisco, despojamento das vestes, por Giotto 

 

 

O Brasil de abestalhados não discute salário, fome, doenças do Terceiro Mundo, moradias em áreas de risco, o bíblico descanso do domingo, o tempo dos pais para cuidar das crias, a estabilidade no emprego cassada pela ditadura militar de 1964, tortura nunca mais, diretas já, independência ou morte, o entreguismo da Amazônia pelo preconceituoso e racista general Mourão, o golpe de Temer comprado pelo quadrilhão da Câmara dos Deputados e pela Fiesp, a venda de indulgências pelas igrejas evangélicas, o retorno da TFP, a dinheirama do MBL e outros temas censurados pela grande imprensa.  

 

Do Brasil a diversionista pesquisa de quem ganha as eleições em 2018, a improvável pedofilia da nudez em uma exposição do MAM, esquecendo a tradição do incesto que não é crime, a cultura ampla, geral e irrestrita do estupro, motivando suicídios de crianças e adolescentes, prática de um patriarcalismo responsável pela violência contra as mulheres e hediondos assassinatos feminicidas. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

01
Out17

Capitania Hereditária do Rio de Janeiro

Talis Andrade

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                                               Ilustração Vladimir Khakhanov

 

 

 

Rodrigo, o Maia, promete cortar as aposentadorias do pobre povo pobre brasileiro. Coisa que Temer já faz pagando o mínimo do mínimo. 

 

Rodrigo devia cortar a aposentadoria do pai o ex-governador César Maia, podre de rico e pobre de nascença.


Devia cortar a aposentadoria do sogro ex-governador Moreira Franco, podre de rico e pobre de nascença.

 

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 A coroa passa de pai para o filho. Um direito de sangue no violento e sangrento Rio de Janeiro. Ilustração de Alfredo Martirena

 


Dos dois, Maia herdou os votos para se eleger legislador, e preside hoje a Câmara dos Deputados. É o atual vice de Temer, e ambiciona a presidência do Brasil sem nenhum merecimento.

 

Dos dois, Maia vai herdar ricas botijas de ouro e prata de origens desconhecidas. Vai herdar como filho e genro. Também a sogra de Maia herdou uma grande fortuna de origem que só o diabo sabe.

 

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                                                           Ilustração de Oleg Dergachov 



Outro vivaldino o filho do ex-governador Sérgio Cabral, tão ladrão quanto Eduardo Cunha.


Outra herdeira, a filha do ex-governador Garotinho.

 

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 Essa mania do carioca vem dos tempos que no Rio de Janeiro reinava a rainha Maria I, "a piedosa", "a louca", sucedida pela ninfomaníaca Dona Carlota Joaquina, esposa do rei D. João VI. Carlota para arranjar um reino para governar com o amante, libertou o Uruguai, história que a vergonha esconde. Mas o carioca nem aí. Passou a nomear os bicheiros rei. E teve encantados reis encobertos chefes de milícias. Ou aventureiros como Eike Batista. Ilustração de Ricardo Bermdez


O Rio de Janeiro uma monarquia que, pela violência das milícias, lembra o mais atrasado país da África, tanto que governado hoje por dois bandidos: Pezão e Dornelles. 

 

Tanto faz ser governado por um Pezão ou pela botina de um ditador.

 

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                                                                Ilustração Yaser Abo Hamed

 

O Rio um estado de analfabetos políticos. Elege o militar Bolsonaro e filhos. Esse nepotismo eleitoral chegou ao extremo do golpista Bolsonaro eleger a primeira ou segunda esposa. Trocou por outra e, como vingança, tirou o mandato eletivo da mulher abandonada por ele.

Garotinho elegeu a esposa Rosinha governadora.


Edir Macedo elegeu o sobrinho Marcelo Crivella, também bispo, senador e prefeito do Rio, para fazer escada para ser presidente do Brasil.

 

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Edir Macedo pretende trocar seu salomânico palácio templo da Igreja Universal, de onde entra e sai de helicóptero, pelo palácio do Planalto ou Jaburu, por onde o pequeno ditador Michel Temer penetra pela garagem. Ilustração de Rafat Alkhateeb  

 

O caixão do defunto Tancredo elegeu o sobrinho Francisco Neves Dornelles para fazer dobradinha zumbi com Pezão. Temos um morto-carregando-o-vivo. Ou o vivo-carregando-o-morto.

 

Para a nobreza do Rio, nos palácios das cortes da Justiça com suas varas para o povo, no luxuoso e majestoso Clube Militar, tanto faz.

 

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Salão nobre do Palácio da Guanabara

 

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Salão nobre do Clube Militar que o general Mourão ambiciona presidir e arquitetar uma intervenção militar para entregar a Amazônia 

 

O que importa para os cotersãos: que os muros do prefeito Eduardo Paes separem  as mil e cem favelas, colocando o negro no seu lugar, amarrado no Mourão. E que tudo continue como dantes no quartel de Abrantes.

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O rei vai nu..jpg

rei nu 2 .png

 

 Nestes pudorosos patrióticos tempos da cura gay dos pastores evangélicos, da volta da fanática TFP católica, do falso puritanismo do MBL do pornô Alexandre Frota, preferível um rei nu que um fardado. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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