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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

27
Out17

Tramam os candidatos a presidente tirar Lula do páreo

Talis Andrade

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Ilustração Arcadio Esquivel

 

 

Lula fora do páreo, as possibilidades surgem para a reeleição de Temer, para candidaturas à Tiririca de Huck, Doria, Faustão, ou perigosas como Bolsonaro, Edir Macedo, volta de Aécio, de Alckmin, de Marina, que já foram rejeitados nas urnas presidenciais, de candidatos de dupla nacionalidade como Henrique Meireles, como Fraga olheiro de George Soros, de fanfarrões como Ciro empregado de Tasso, de Moro, que não prende ninguém do Paraná. Existem outros nomes do mesmo quilate. Nenhum sem a representatividade e a projeção internacional de um Lula. Que o FHC está velho demais para ser lançado. Seria desenterrar um marechal Pétain em tudo. FHC, tão incrivelmente cínico que se declara político de esquerda. Pobre Brasil sem candidato a presidente.

 

 

 

 

 

 

25
Out17

O abuso sexual de vários gêneros

Talis Andrade

Nenhuma campanha pode decair no fanatismo religioso, no sectarismo político, no falso puritanismo com sua caça às bruxas vitoriana ou nazista.

 

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O pecado não está na nudez, e sim nos olhos de quem vê.

 

Assédio é assédio. Não importa o local.

 

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"Após uma mulher ser abusada dentro de um ônibus e a justiça julgar que não havia nada de errado nisso (2017 sempre nos surpreendendo!), um grupo de mulheres criou uma campanha para avisar ao mundo que não irá mais tolerar a violência motivada pelo sexismo". No Hypeness

 

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Não existe assédio sem vítima.

 

Não é não. Vale para os heteros, os gays, as lésbicas, os trans. 

 

 

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 O Brasil, da mais avançada legislação trabalhista do getulismo, passa a adotar leis escravocratas que vão facilitar o assédio sexual e o assédio moral no emprego. A CLT começou a ser rasgada com a ditadura militar. Um dos primeiros atos institucionais do ditador Castelo Branco, em 1964, foi acabar com a estabilidade no emprego.

 

Hoje vários países africanos pagam melhores salários que o Brasil. 

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 Abuso é abuso. Onde existe abuso de autoridade, sobra abuso sexual. 

 

 

 

 

 

 

 

 

25
Out17

Decenas de mujeres denuncian haber sufrido abusos sexuales en el Parlamento Europeo

Talis Andrade

 

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por Marisa Kohan 


El Parlamento Europeo celebra este miércoles una reunión para debatir medidas de prevención contra los abusos sexuales en la UE, que tiene como finalidad revisar sus políticas y procedimientos para lidiar contra estos abusos. Lo hará en medio del mayor escándalo de acoso sexual conocido hasta la fecha en esa institución.

 

Las primeras noticias sobre estos abusos en el seno del Parlamento Europeo los daba hace unos días el periódico británico el Sunday Times que recogía el testimonio de una docena de mujeres que relataban abusos, tocamientos y hostigamiento por parte de miembros del Parlamento.

 

Desde entonces el número de denuncias, realizadas exclusivamente en medios de comunicación, ha ido en aumento y tiene visos de seguir incrementándose.

 

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 Poder e abuso

 

La revista PolíticoEurope afirma en una publicación este miércoles que unas 30 personas habían denunciado asaltos, abusos y violaciones en el Parlamento Europeo a través de una plataforma confidencial que este medio habilitó en Internet. Si bien PolíticoEurope reconoce que las denuncias no han sido verificadas una a una aún, sí comparte algunos de los casos anónimos.

 

Una de las mujeres, asistente de un miembro del Parlamento, afirma haber sido violada por un miembro del personal parlamentario y que ella y su jefe no sabían a dónde acudir después del incidente. Según el testimonio de esta empleada, “si existen procedimientos formales, no los conozco. Me he sentido completamente perdida", relata la mujer en condición de anonimato. "Incluso después de buscar ayuda fui proactivamente desanimada de presentar una denuncia en la policía", añade.

 

Antonio Tajani, presidente del Parlamento Europeo, declaró recientemente "estar conmocionado" por los casos que se estaban conociendo de abusos sexuales, y aseguró en rueda de prensa este lunes que la asamblea tiene mecanismos y procedimientos bien establecidos para atajar este tipo de abusos, que incluye un comité de prevención que "no ha recibido ninguna queja formal relacionado con abusos sexuales".

 

Sin embargo, una de las víctimas describió el ambiente de trabajo en el Parlamento como "una cultura de silencio" en la que los problemas se mantienen deliberadamente dentro de las paredes de la institución y afirma que altos funcionarios del Parlamento y al menos cinco de sus diputados estaban al tanto de su caso.

 

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En declaraciones al diario The Times, una de las víctimas relató cómo un miembro del Parlamento Europeo la sometió a tocamientos y abusos en un ascensor. Otra, relataba cómo un miembro de esa institución la acechaba en reuniones y la acosaba repetidamente. Según sus palabras, el Parlamento es un "auténtico semillero de acosadores" y los miembros "no responden ante nadie".

 

Vera Jourová, la Comisaria europea para temas de género e igualdad, reconocía el pasado miércoles ante una nutrida audiencia en Bruselas haber sido víctima de violencia sexual y animó a las mujeres a sumarse a la campaña #Metoo para denunciar los comportamientos sexuales inapropiados que puedan haber sufrido. 

 

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25
Out17

O roteiro de negligências que matou a turista espanhola na Rocinha

Talis Andrade

 

 

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                                                  María Esperanza Jiménez Ruiz

 

 

Polícia Civil pediu a prisão preventiva do tenente por homicídio doloso, mas juiz negou

 

 

por María Martín

 

 

María Esperanza Jiménez pagou 140 reais pelo passeio que acabou com sua vida. Era uma parte pequena dentro de uma viagem que passou por Bogotá, Buenos Aires e Foz do Iguaçu, e que devia ter terminando no Peru. Mas María Esperanza, de 67 anos, queria conhecer uma favela carioca. No último dia 20, ela, seu irmão e a cunhada desembarcaram no Rio de Janeiro; no domingo pediram para a guia responsável pelas suas atividades turísticas, Rosângela Reñones, uma visita a uma comunidade. Esperanza era a “mais empolgada” com o plano, disse à polícia Carlo Zaninetta, o motorista italiano responsável pelo trajeto. Era pela Rocinha, uma favela conflagrada, mas os espanhóis não sabiam isso. Na segunda-feria, María Esperanza foi morta pelo disparo de um policial militar.

 

Rosângela era a subcontratada de uma empresa locadora de carros com motorista, a Carioca Rio Tour, subcontratada pela Brasil Operadora que, por sua vez, era subcontratada da Exoticca, a agência espanhola que organizou toda a viagem da Espanha. “Nossos clientes reservaram uma viagem combinada Argentina, Brasil e Peru. Todos os serviços do Brasil foram contratados com a empresa local com a qual trabalhamos: Brasil Operadora. Nunca foi oferecido nem da Exoticca nem da Brasil Operadora um passeio às favela. E mais, a Brasil Operadora sempre nos desaconselhou a realizar esse passeio precisamente pelo risco que implica. É por isso que desconhecemos a empresa Carioca Rio Tour e desconhecemos como María Esperanza e seus acompanhantes concretizaram esta atividade”, disse a agência de viagens espanhola a este jornal.

 

No passeio na favela, suspeitas da polícia

 

Depois de recolher o grupo num hotel de Botafogo, o motorista levou os turistas à parte baixa da favela e combinou de aguardá-los enquanto eles passeavam pelas vielas de uma das maiores favelas de América Latina. Durante o tour, e por conta do tiroteio ocorrido uma hora antes, os espanhóis e a guia encontraram muito mais policiais do habitual, o que, paradoxalmente, os confortou, disseram em depoimento. 

 

Com o grupo no carro, o motorista foi pegar a curva do Largo do Boiadeiro, uma região comercial, embora também ponto de venda de drogas, quando três policiais deram a ordem para que ele parasse. O veículo não parou. Entre os agentes estava o soldado Luís Eduardo de Noronha, que disparou para o alto, e o tenente Davi dos Santos Ribeiro, que atingiu duas vezes o veículo matando Esperanza com um tiro no pescoço. O oficial se defendeu dizendo que atirou no chão. Os dois chegaram a ser presos em flagrante nesta segunda.

 

O policial não deveria ter disparado

 

Não há protocolo policial que justifique o procedimento adotado pelos agentes, embora a Polícia Militar do Rio venha enfrentado vários episódios nos quais fica evidente que há abordagens nas quais dispara antes de perguntar. Em outubro de 2015, por exemplo, a PM matou dois rapazes que estavam em uma moto ao confundir um macaco hidráulico com um fuzil.

 

Nesta terça-feira, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva do tenente por homicídio doloso [com intenção de matar] qualificado, mas um juiz negou sua prisão.

 

Ninguém no carro viu o sinal dos agentes. Só souberam que algo não ia bem quando ouviram o primeiro tiro. Depois, um segundo e, depois, um terceiro, que fez tremer o veículo. A van branca que ia na frente acelerou, e o italiano, por instinto, também. Uns 30 metros depois cerca de 15 policiais o detiveram. “Sai do carro, filho da puta, desce, desce!”, gritaram. “Por que não parou?! Estávamos correndo atrás de você gritando para você parar!”. Só quando o irmão de Esperanza foi sair do veículo, percebeu que ela tombou no banco. No hospital Miguel Couto apenas certificaram o óbito. “Foi uma situação realmente surreal, sem sentido nenhum, e estou muito abalado”, escreveu o motorista ao EL PAÍS, após se recusar a falar sobre o caso.

 

A morte de Esperanza, a quarta de um turista estrangeiro numa favela do Rio no último ano, escancarou uma sequência de negligencias. As de uma operadora turística que coloca em risco seus clientes, e as da polícia militar do Rio – a que mais mata e a que mais morre do Brasil – que, apesar de o carro dos espanhóis não apresentar nenhum risco, atirou. Transcrevi trechos. Leia mais 

 

 

25
Out17

Dia Mundial da Criança que o Brasil esconde

Talis Andrade

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Duas crianças caminham numa favela do Rio de Janeiro (Brasil). EFE/Arquivo

 

Malditos os que cevam os pobres com sobejos

Os que se consideram magnânimos

porque distribuem roupas velhas

brinquedos quebrados

que pretendiam jogar no lixo

 

Trecho de um poema meu no livro A Partilha do Corpo. 

 

O Brasil não é um pais nada cordial. Sempre arranja um jeitinho para esconder as mazelas, os crimes sociais, a realidade comum a um país vassalo, entreguista, que paga o pior salário mínimo do mundo, e que as crianças são as principais vítimas do capitalismo selvagem, colonialista.

 

Agência Efe - O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lembrou, por ocasião do Dia Internacional da Criança, 1 de Junho, que a cada dez minutos morre no mundo uma criança vítima de violência.

 

Em 2016, aproximadamente 535 milhões de crianças em todo o mundo - uma em cada quatro - viviam em países afetados por conflitos violentos, desastres naturais ou outras emergências, pelo que a Unicef quis destacar os desafios enfrentados por milhões de crianças antes, durante e após as crises humanitárias.

 

Existem "milhões de crianças que continuam com os seus direitos básicos negados": a diretora da Unicef para o leste e sul da África, Leila Pakkala, explica que, por exemplo, "em situações de conflito, as crianças têm 2,5 vezes mais possibilidades de serem retiradas da escola".

 

"Em períodos de emergência e crise, a violência sexual afeta desproporcionalmente as crianças, que enfrentam um alto risco de abusos, exploração e tráfico de menores", acrescenta. Leia mais 

 

O Brasil das 500 mil prostitutas infantis, e com milhões de crianças  abandonadas nas favelas, em situações de alto risco, faz do Dia da Criança uma festa separada, comercial, exclusiva da classe média e dos ricos, para motivar a vendagem de brinquedos, a compra de caros presentes.

 

A situação das crianças no campo, filhas de camponeses sem terra, também não comove os partidos políticos, as igrejas, a sociedade televisiva e cibernética.

 

Outro trecho da mesma poesia:

 

Mil vezes malditos

os rapinantes governantes

que exportam alimentos

usurpados do povo

que morre de fome

 

 

 

 

 

 

 

 

25
Out17

Tribunal solta policia suspeito de balear turista espanhola em favela do Rio de Janeiro

Talis Andrade

 

 

Um tribunal brasileiro determinou hoje que o tenente da Polícia Militar apontado como o autor do tiro que matou uma turista espanhola na última segunda-feira na favela da Rocinha, no Rio de janeiro, fosse solto.

 

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Sapo 24 - O tenente Davi dos Santos Ribeiro, de 30 anos, conseguiu a liberdade após uma audiência em que o juiz considerou que o acusado “não é uma ameaça” para as testemunhas e também tem uma “ficha de serviço exemplar”.

 

O agente havia sido preso hoje após prestar depoimento e levado para aguardar a audiência judicial.

 

A turista espanhola María Esperanza Jiménez, de 67 anos, morreu após ser baleada no pescoço enquanto estava num veículo na Rocinha com o irmão e a irmã, um guia brasileiro e o motorista do carro.

 

Inicialmente a polícia local disse que o carro tinha avançado numa barreira sem respeitar a ordem para parar, mas todos os ocupantes do veículo disseram em depoimento que não havia sinal indicando a barreira.

 

O carro em que viajava Maria Esperanza e os outros turistas espanhóis foi atingido por dois tiros.

 

A Polícia Civil apreendeu a arma do tenente e a de um soldado que estava com ele na hora do incidente, para exames periciais.

 

Os turistas espanhóis chegaram à favela depois de contratar um pacote numa agência de turismo, mas asseguraram às autoridades que não foram alertados pela empresa sobre os riscos do passeio.

 

Uma lei promulgada pela ex-Presidente Dilma Rousseff em 2014 proíbe policias de atirarem se um veículo não respeitar um bloqueio, exceto numa situação de “risco de morte ou lesão”, facto que inicialmente indica que os agentes não respeitaram a lei.

 

O Rio de Janeiro vive uma onda de violência, que mobilizou autoridades locais e federais para conter a ação de traficantes nas favelas da cidade.

 

Uma das comunidades que tem sofrido com o recrudescimento da violência na capital carioca é justamente a favela da Rocinha.

 

Face à incapacidade da polícia local para controlar a situação, o Governo federal enviou em agosto 8.500 militares para ajudar a impedir conflitos entre traficantes que disputam o controlo das favelas e do mercado de venda de drogas no Rio de Janeiro. 

 

 

 

24
Out17

Sergio Cabral mentiu quando disse que a família Bretas vende bijuterias?

Talis Andrade

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A associação tem que ser uma associação.


Defende o salário acima do teto.


E tem como escudo o abuso de poder.


Disse Sergio Cabral que todo o Rio de Janeiro sabe que a família do juiz mexe com jóias. 

 

A Ajufe não conta o que aconteceu. Informa O Globo: 

 

Discussão entre Cabral e Bretas. 

 

O interrogatório começou com discussão entre os dois. O ex-governador disse que o Ministério Público Federal (MPF) faz um teatro, que está sendo injustiçado e chegou a dizer que Bretas — por meio da denúncia — busca projeção pessoal. O magistrado rebateu.


"Eu estou sendo injustiçado. O senhor está encontrando em mim uma possibilidade de gerar uma projeção pessoal, e me fazendo um calvário, claramente", reclamou o ex-governador.


Cabral resumiu a denúncia como "um roteiro mal feito de corta e cola". Ele respondeu às primeiras perguntas sobre a denúncia de compra de joias com dinheiro de propina citando que o magistrado deve conhecer o assunto já que sua família tem negócios no ramo de bijuterias.


"Não me senti confortável com acusado dizendo que minha família trabalha com bijuteria. Pode ser entendido de alguma forma como ameaça. Não recebo isso com bons olhos", rebateu Bretas.

 

Cabral não comprava nos Bretas

 

No depoimento, Cabral reconheceu que comprava as joias por meio da atuação de terceiros. O peemedebista disse que pagava pelas peças em dinheiro vivo e negou que tratava-se de recursos provenientes de desvios de contratos do governo do Estado. Segundo Cabral, o dinheiro usado para pagar os artigos de luxo era parte de "sobras" de campanhas eleitorais.


Entre as peças já apreendidas pela Justiça estão um brinco de ouro branco de 18 quilates, um brinco de ouro amarelo 18 quilates com brilhante solitário, um brinco de ouro amarelo 18 quilates com rubi e um conjunto formado por uma pulseira, um brinco e um anel de ouro amarelo 18 quilates com diamante.


Somente esses itens somaram mais de R$ 4,52 milhões em compras na H.Stern, segundo revelaram os próprios diretores da empresa. De acordo com a força-tarefa de procuradores das Operações Calicute e Eficiência, o valor total das compras com joias, pedras preciosas e relógios chegou a R$ 11 milhões. Até o momento, a Polícia Federal já conseguiu apreender 55 das 189 joias comprovadamente adquiridas.

Ofensa seria se Cabral fala-se de casas comerciais sem licença de funcionamento, de homens sanduíches, pelas ruas do centro do Rio de Janeiro, com os dizeres: "Compra-se ouro".

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É impossível não reparar nas lojas de "compra de ouro" que, com o agravar da crise, surgem como cogumelos em todo o lado, aqui e no estrangeiro. Sinais incómodos de uma sociedade descartável, onde tudo se compra e tudo se vende. Sinais de uma " Obscenidade " como muito bem lhe chamou Pedro Correia num excelente texto no blog Delito de Opinião. Citado por Jovens do Restelo.

 

 

O que Cabral disse demais? Soltou apenas uma piada.


E fez até um elogio. Comparou os negócios da família Bretas com uma joalharia internacional.

 

A corporativista Ajufe mente. Os advogados de Sergio Cabral não "reconheceram ter sido descabida a menção à família do juiz".

 

O advogado Rodrigo Roca, que defende Cabral, considerou a decisão arbitrária e disse que vai recorrer. "Arbitrária, ilegal e nós vamos levar ao conhecimento do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, para que ele decida e dê a última palavra. Se for necessário, vamos aos tribunais de Brasília", disse Roca, ressaltando que a decisão representa cerceamento à defesa.

 

 

 

 

 

 

24
Out17

O encontro da turista espanhola com a polícia que mata no Rio de Janeiro em guerra

Talis Andrade

No Brasil das 500 mil prostitutas infantis a necessidade de denunciar o turismo sexual.

 

Igualmente predatório e vergonhoso o turismo sádico de quem se delicia com a miseria alheia. Dos que se arriscam a realizar o chamado turismo da miséria, esquecidos que o Rio de Janeiro, ex-Cidade Maravilhosa, virou uma praça de guerra. 

 

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 A polícia mata. Para cada policial morto, o preço do fuzilamento de dez civis. Como acontecia nos países ocupados pelos nazistas na Segunda Grande Guerra.

 

O turismo da miséria é uma criação de João Dória, atual prefeito de São Paulo.

 

Escreve Joaquim de Carvalho:

 

"Quando era presidente da Embratur, João Doria tentou implantar no Brasil uma novidade na indústria do turismo. É verdade que, na sua época, a estatal publicou em revistas estrangeiras anúncios com mulheres em trajes mínimos, na praia, um convite subliminar ao turismo sexual.

 

Mas esta já era uma prática na empresa.

 

O que nunca havia sido sequer cogitado é tornar a seca e a miséria no Nordeste um atrativo turismo para os moradores do Centro-Sul do Brasil.

 

Doria inovou."

 

Assim foi oficialmente criado o turismo da miséria. Que apenas vingou no Rio de Janeiro, sob a proteção das milícias, bandos armados formados por policiais da ativa, aposentados e expulsos, demitidos da função pública por graves crimes cometidos.

 

 

 

 

O voyeurismo indigente dos turistas que fazem safári humano na Rocinha

 

por Kiko Nogueira

 

Um grupo de vinte turistas franceses foi à Rocinha levado por um profissional da empresa Favela Tour, especializada no ramo.

 

 

Por razões óbvias, não puderam entrar. Ficaram na passarela projetada por Oscar Niemeyer tirando fotos e fazendo selfies.

 

Segundo o Globo, uma moradora comentou: “É uma sensação estranha! Parece que somos seres de espécie diferente. Nem com um clima desse que estamos vivendo agora os turistas deixam de visitar a Rocinha”.

 

Esse tipo de “turismo” é comum e rende dinheiro. É um safári humano, que mistura voyeurismo com um grau baixo de idiota e falta de empatia.

 

Na Colômbia, por exemplo, o passeio para as Islas del Rosario, no Caribe, é atravessado por favelas.

 

Os barqueiros param próximos a um píer numa delas, de onde meninos magros e pobres dos barracos saltam.

 

Eles nadam até perto da embarcação e gritam: “Amigo, amigo! Dinheiro, amigo! Money!” O pessoal, rindo, arremessa moedas na água.

 

Quando os garotos não conseguem pegá-las na superfície, eles, bons mergulhadores, um tanto desesperados, vão em busca delas no fundo. Lembram os “peixinhos” do imperador Tibério em Capri.

 

Os turistas, provavelmente, acham que fazem uma boa ação. Ou não acham nada. Se refletissem, veriam que não passa de um show de humilhação.

 

A Rocinha tem jipes que perfazem um roteiro organizado por gente da “comunidade”. Tudo com a autorização do tráfico. A África do Sul tem tours no meio da miséria do Cape Flats e para o Soweto, em Johannesburgo.

 

Existem dezenas de agências especializadas em passeios por “comunidades carentes” do Rio.

 

Ao invés de elefantes e girafas, as pessoas fotografam gente subindo e descendo as vielas, os bares “pitorescos”, ouvem uma batucada, tomam uma cachaça, procuram sexo.

 

Ao voltar para casa, o sujeito tem uma história para contar sobre como sobreviveu num dos lugares mais perigosos do mundo. Ou acha que, sei lá, fez antropologia e conheceu o “Brasil real”.

 

Existe um interesse legítimo em usar o turismo para ajudar. O nome que se deu a isso é “volunturismo”. O viajante se engaja em atividades sociais ou ambientais.

 

O que é bem diferente de assistir de camarote, com uma câmera na mão, num esquema com traficantes, aos miseráveis, atirando-lhes esmolas como se fossem sardinhas para focas, achando que essa é uma contribuição para um mundo mais bacana, ou só mais uma diversão incluída no pacote.

 

 

 

 

 

 

 

24
Out17

Governador Sérgio Cabral preso por um crime menor. Ninguém investiga os precatórios

Talis Andrade

 

 

Cabral é ladrão todo. Mas os justiceiros dele não são lá tão limpos. Leia bem essa notícia aqui. Fica negado ao réu o direito de ser bem informado. Depois Cabral levanta uma parte dos interesses do juiz. Mencionou familiares do magistrado em seu depoimento.

 

Cabral está sendo julgado apenas porque comprou jóias para lavar dinheiro. O ex-governador do Rio de Janeiro é acusado de comprar 4,5 milhões de reais na H. Stern para lavar dinheiro da propina. Cabral afirmou que seria "burrice" branquear recursos desta forma porque as peças perdem valor assim que saem das lojas. Cabral comprou jóias para presentear a esposa, amantes e mulheres de amigos poderosos como pagamento de favores.

 

 

Cabral mencionou a família do juiz Bretas:

 

"Vossa excelência tem um relativo conhecimento sobre o assunto porque sua família mexe com bijuterias. Se não me engano, é a maior empresa de bijuterias do Estado", afirmou.

 

Bredas respondeu: "Eu discordo". E determinou a transferência de Sérgio Cabral para um presídio federal de segurança máxima como preso incomunicável. Um ato abusivo, ilegal e vingativo e inóquo. A incomunicabilidade não deve exceder a três dias

 

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Cabral sai de uma prisão estadual no Rio de Janeiro para o exílio em uma federal na lonjura de Campo Grande no Mato Grosso. Até quando no novo endereço?  

 

 

Ninguém quer saber da origem do dinheiro. Todo dinheiro de propina advém de uma vantagem recebida. Uma empreiteira sempre paga uma percentagem do lucro.

 

A fatura é sempre quitada no governo por um secretário. Quanto esse secretário levou? Notadamente o secretário ou ministro da Fazenda. Nunca no Brasil foi preso esse funcionário que tem a chave do cofre. Por quê? Principalmente quando a fatura é um precatório.

 

Um precatório só pode ser pago com a assinatura de um presidente de tribunal de justiça. É um direito exclusivo do cargo. A maioria dos precatórios, com correção monetária mais do que abusiva, é um roubo impune, legal, legal demais.

 

Todo mundo diz que FHC acabou com a correção monetária. Mentira. Continua sendo a moeda de pagamento na justiça e dos juros nos bancos e casas prestamistas do comércio em geral.

 

 

24
Out17

Fartura de candidatos a presidente nos palácios, igrejas, quartéis e palcos

Talis Andrade

Qual animador e apresentador de programa de televisão é o melhor candidato a presidente do Brasil?

 

Depois do lançamento de Luciano Huck por ele mesmo, aparece um tal de Chico Barney, colunista do Uol, para perguntar e responder mais besterol:

 

"Luciano Huck? Que nada! O povo quer Fausto Silva presidente".

 

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Para suceder a bela Marcela de Temer, as belas Luciana Cardoso de Faustão e Angélica de Huck, nas férias recatadas em Veneza. Ô canseira de vida!

 

 

Huck, Faustão, Xuxa, Ratinho, Datena, Ana Maria Braga, Bial, Tiririca, Alexandre Frota, Lobão e outros do mesmo circo são todos uma cousa só. Nenhum é melhor do que o outro. Nenhum. Juntos ou separadamente estiveram ou continuam no mesmo palco. Têm as mesmas promessas, e o mesmo hino de campanha.


Prometem "um novo tempo que começou" com Temer. E juram que "nesses novos dias, mais alegrias serão de todos é só querer". E garantem: "Todos os nossos sonhos serão verdade, a ponte do futuro já começou. Hoje a festa é sua, hoje a festa é nossa, é de quem quiser, quem vier". Que venha o povo bobo da TV Globo.

 

O Dória prefeito de São Paulo também faz parte dessa lista de candidatos profanos. Também não são santos Bolsonaro, da bancada da bala da Câmara dos Deputados,  Ciro Gomes, o patrão dele coronel senador Tasso Jereissati, Henrique Mei reles ministro do salário mínimo do mínimo e da reforma trabalhista escravocrata. 

 

Em oposição aos artistas circenses, temos o católico da TFP,  governador Geraldo Alckmin, e os evangélicos com Edir Macedo, dono da Igreja Universal do Reino de Deus. 

 

A campanha presidencial promete virar uma feira ou pastoril.

 

Ou pode terminar em um filme de terror com Michel Temer candidato, e a escuridão macabra da constante ameaça de uma intervenção militar.

 

 

 

 

 

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