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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

01
Ago17

A exibição internacional da mesma foto de propaganda contra a votação da Constituinte da Venezuela por voto direto

Talis Andrade

Os jornais dos Estados Unidos praticamente desconheceram a votação para eleger uma Assembleia Constituinte na Venezuela, que teve o comparecimento de 8.089.320 de pessoas, apesar do boicote violento da oposição direitista e nazista.

 

"É a maior votação que a Revolução Bolivariana conseguiu em toda a história eleitoral em 18 anos", comemorou Maduro diante de centenas de seguidores que celebravam na praça Bolívar, no centro da capital Caracas. 

 

BRASIL DE TEMER SEGUE O GOVERNO DE TRUMP

 

Obediente à política dos Estados Unidos, o governo brasileiro do golpista Michel Temer não reconhece o resultado da votação para a Assembleia Constituinte na Venezuela. 

 

Recorde que na campanha para derrubar Dilma Rousseff, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG), tratou sua ida à Venezuela como uma missão política e diplomática, para fazer “aquilo que o governo brasileiro deveria ter feito há muito tempo”. Esta foi a mensagem divulgada por ele em um vídeo publicado em sua página no Facebook pouco antes da viagem.



Aécio viajou acompanhado dos senadores Aloysio Nunes (PSDB-SP), Cassio Cunha Lima (PSDB-PB), José Agripino (DEM-RN), Ronaldo Caiado (DEM-GO), Ricardo Ferraço (PMDB-ES), José Medeiros (PPS-MT) e Sérgio Petecão (PSD-AC). Aloysio Nunes, atual ministro do Exterior de Temer, chanceler brasileiro, declarou: "Nós condenamos a maneira como foi organizada a eleição, e apelamos que seja destituída a 
Comissão da Verdade da Justiça e do Castigo, que vai aumentar o número de presos políticos, e parlamentares da oposição podem perder a imunidade". Isto é, Aloysio pede anistia para os autores de assassinatos políticos no dia da eleição, para amedrontar e evitar o comparecimento do povo às urnas.

 

 

“Estamos aqui no Legacy da FAB (…) embarcando para a Venezuela numa missão política e talvez também diplomática, fazendo aquilo que o governo brasileiro deveria ter feito há muito tempo, defendendo as liberdades da democracia, libertação dos presos políticos e eleições livres na Venezuela”, proclamou Aécio em uma viagem repudiada pelo povo venezuelano 

 

Eleições livres aconteceram nesta domingo, na Venezuela, pela Constituinte, que elegeu os representantes do povo em geral, e não apenas os três estados da França antes da Revolução: A nobreza (tradicionais famílias), o clero (pastores evangélicos), a miliitar (bancada da bala).

 

Após vitória expressiva do chavismo na votação do último domingo (30), os Estado Unidos responderam com mais sanções: dessa vez, o presidente democraticamente eleito Nicolás Maduro Moros foi colocado na lista de cidadãos venezuelanos sancionados pelo Departamento do Tesouro norte-americano.

 

“Como um resultado das ações de hoje, pessoas dos Estados Unidos estão proibidas de se relacionar com ele”, consta no texto da sanção.

 

Sanções individuais têm sido a nova modalidade de represália empregada pelo governo dos Estados Unidos contra governos que contrariem seus interesses. E isso só tem sido possível porque o país se encontra, desde as sanções aplicadas por Obama em 2015, classificando a Venezuela como uma “ameaça não-usual e extraordinária à segurança nacional” dos Estados Unidos.

 

Para impedir que o povo votasse, o governo norte-americano também ameaçou sancionar qualquer cidadão venezuelano que participasse da Constituinte.

 

Na quarta-feira passada, a quatro dias da eleição para a Constituinte, os Estados Unidos já haviam anunciado sanções a 13 funcionários do alto escalão do governo venezuelano.

 

A imprensa vassala e vendida faz a propaganda contra o voto direto nas urnas 

 

ESPANHA

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 ARGENTINA

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COLÔMBIA

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  BRASIL

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01
Ago17

Constituinte venezuelana tem 41% de participação, maior que as eleições americanas de 2014

Talis Andrade

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Jornal da Venezuela

 

 

O Brasil, hoje comandado por um governo ilegítimo, sem voto e rejeitado por 95% da população, foi um dos países que se negaram a reconhecer os resultados da eleição venezuelana.

 

O Brasil vassalo segue a decisão imperialista dos Estados Unidos, que elegem seu presidente por voto indireto.

 

Maduro enfatizou “que a Venezuela tem um poderoso poder eleitoral, militar, político e do povo".

 

“Quiero agradecer a todos os jovens, aposentados, estudantes, trabalhadores, comerciantes, empresários, conselhos comunitários, movimentos sociais, classe média que deram um exemplo”, disse.

 

Manifestou que foi uma campanha eleitoral democrática, exemplar, e que deu excelentes resultados. Assim mesmo denunciou que se há calculado que 2 milhões de pessoas não conseguiram votar, impedidas pelas barricadas levantadas por grupos violentos, e pelo boicote de meios privados de comunicacão, que se negaram a  informar o processo eleitoral, ou divulgaram boatos alarmistas, e endereços errados de locais de votação. “Não vou permitir um Golpe de Estado, nem terrorismo midiático”.

 

“O Governo dos EEUU não nos dá ordens”

 

“Não vou obedecer ordens e sou antiimperialista, tomem as sanCões que lhes dá gana, soo o Presidente independente da Venezuela”, reiterou confrotando as novas e contínuas ameças do governo dos Estados Unidos.

 

“Se me sanciona porque convoco as eleições Constituyente (…); porque denuncio o ataque aos latinoamericanos do governo de Donald Trump, me sinto orgulhoso da sanção e vou seguir defendendo os direitos de todos”, reiterou Maduro.

 

"Esperamos que aqueles membros da comunidade internacional que querem rejeitar os resultados das eleições venezuelanas e aumentar a pressão econômica sobre Caracas mostrem contenção e renunciem a estes planos destrutivos que podem aguçar a polarização da sociedade venezuelana", advertiu um comunicado do Ministério de Relações Exteriores russo, chefiado por Sergei Lavrov.

 

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 Jorrnal da Venezuela

 

Escreve Miguel do Rosário: 

 

A Venezuela já tem uma nova Assembleia Constituinte, chancelada democraticamente por milhões de cidadãos.

 

Acabam de ser divulgados os resultados finais da votação da Constituinte na Venezuela. Compareceram mais de oito milhões de eleitores, o que significa que a nova Assembléia Constituinte foi chancelada por 41% dos eleitores inscritos, numa eleição onde o voto não é obrigatório.

 

Para efeito de comparação, as eleições legislativas dos Estados Unidos de 2014 tiveram participação de 36% do eleitorado, e as de 2010, de 40,9%.

 

Os americanos (e os brasileiros submissos a eles) dirão que uma eleição com 41% vale menos que uma com 36%, e após uma campanha midiática internacional violentíssima para que os venezuelanos não fossem votar?

 

Em 2015, a Mesa de Unidad Democrática (MUD), que reune todos os partidos de oposição ao governo Maduro, e que havia obtido maioria na Câmara, recebeu 7,7 milhões de votos.

 

Nas eleições presidenciais de 2013, Maduro ganhou de seu adversário, Henrique Capriles, com 7,5 milhões de votos.

 

Numa eleição boicotada pela oposição, atacada pela mídia corporativa internacional, repleta de ameaças de ataques terroristas de grupos de extrema-direita, havia expectativa, por parte da oposição, de baixíssima participação, abaixo do mínimo de 25% necessários para validar a eleição.

 

A oposição pediu ao povo para não ir votar. E tentaram impedir a votação. Houve ataques contra várias zonas eleitorais.

 

Os oito milhões de votos representam, portanto, uma vitória imensa para a revolução bolivariana.

 

A presidenta do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena, declarou que foram eleitos 537 membros da Assembleia Nacional Constituinte.

 

“Ganhou a paz, e quando a paz ganha, o vencedor é a Venezuela”, declarou Lucena, ao anunciar os resultados oficiais.

 

Os oito milhões de votos são maiores também que os sete milhões de votos fraudados da consulta realizada pela oposição há algumas semanas, num pleito sem nenhum registro oficial, sem observadores internacionais, sem chancela de nenhum órgão de Estado.

 

 

 

 

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