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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

23
Ago17

Igreja afasta padre suspeito de assediar adolescente em Minas Gerais

Talis Andrade

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Caso é investigado pela delegacia da cidade de Boicauva, e decisão pelo afastamento foi tomada pela Arquidiocese de Montes Claros


por Luiz Ribeiro


Um padre de Bocaiuva, no Norte de Minas, foi afastado de suas funções religiosas devido à suspeita de assediar sexualmente um adolescente de 17 anos. Após denúncia feita pela familia, que gravou conversas telefônicas com o sacerdote, o caso está sendo apurado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público Estadual. O suspeito deverá comparecer amanhã à delegacia para prestar depoimento.

 

O padre, de 52 anos, estava em Bocaiuva há quatro meses como vigário da Paróquia do Senhor do Bonfim (padroeiro da cidade). Antes, na manhã desta terça-feira, a assessoria de comunicação da Arquidiocese de Montes Claros informou que, por decisão do arcebispo dom José Alberto Moura, o pároco continuará afastado de suas funções "até que as investigações sejam concluídas e tudo seja esclarecido." O religioso também será alvo de um processo de apuração por parte da Igreja Católica.

 

Conforme informações divulgadas por uma pessoa da família do adolescente, o assédio teria começado quando o padre conheceu o jovem e o convidou a fazer parte de um grupo de oração. Na mesma ocasião, o pároco teria solicitado o número do telefone celular do adolescente, passando a ligar para ele insistentemente, com conversas libidinosas. Na sequência, o adolescente gravou os contatos telefônicos. Em uma das conversas, o padre teria oferecido dinheiro ao menor em troca de sexo, segundo denúncia da familia da vítima.

 

23
Ago17

Os assaltos a caixas eletrônicos praticados por policiais e a chacina de policiais honestos por policiais bandidos

Talis Andrade

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LEMBRA DO MENINO ACUSADO DE MATAR PAIS POLICIAIS? HÁ UMA REVIRAVOLTA NO CASO

 

Alguns casos policiais acabam chamando a atenção da imprensa e também da mídia. Em 2013, por exemplo, uma família foi encontrada morta na Zona Norte de São Paulo. Era a família Pesseghini. 

 

O pai, a mãe, a avó materna e a tia-avó de Marcelo Pesseghini foram encontrados sem vida em sua residência.

 

A principal hipótese apresentada pela polícia, até hoje, é que Marcelo teria matado toda a família e, em seguida, fugido. Ele tinha apenas 13 anos quando o crime ocorreu. No entanto, o caso após 4 anos ganhou uma grande reviravolta.

 

Família de Marcelo Pesseghini diz que garoto não matou pais policiais e afirma: polícia manipulou vídeo de segurança.

 
Como o garoto, horas depois foi achado também morto, mas em outro local, os avós paternos dele tentam provar sua inocência. Eles decidiram levar o caso até a Comissão de Direitos Humanos da OEA, a Organização dos Estados Americanos.

 

A família contratou um perito dos Estados Unidos que constatou que os vídeos divulgados pela Polícia, que concluíram o caso há quatro anos, foram todos manipulados. Agora a família do garoto quer uma reabertura do inquérito e que a justiça seja feita.

 

Pedaços de vídeo que mostrariam prova que Marcelo Pesseghini matou os pais sumiram.


A Polícia Civil afirma que o garoto teria se suicidado após matar toda a família. No entanto, o vídeo utilizado pela polícia, segundo um perito americano, estaria alterado.

 

As imagens mostram o garoto saindo de casa, entrando em um carro e indo embora do local. Alguns frames do vídeo, no entanto, sumiram, o que pode indicar que existiria uma outra pessoa no local, que obrigou o garoto a sair da casa.

 

Policiais da família Pesseghini, tudo indica, foram mortos por outros militares. 
Ao todo, o perito constatou que 42 segundos do vídeo foram retirados. O tempo é suficiente para mostrar que haveria outra pessoa no local.

 

A principal hipótese agora é que alguém queria assassinar toda a família, mas levantar as suspeitas de que teria sido o garoto que cometeu isso. Na região, vizinhos falam que outros militares teriam matado a família Pesseghini.

 

Relembre o caso da morte da família Pesseghini: a chacina que assustou São Paulo. 
Lembrando que os mortos foram a cabo Andréia Bovo Pesseghini, de 36 anos, o pai Luís Marcelo Pesseghini, de 40 anos, a tia-avó Bernardete Oliveira da Silva, de 55 anos e avó materna, Benedita Oliveira Bovo, de 67 anos. O caso teve grande repercussão em todo o país e chocou São Paulo. Fontes: BlastingNews/ VejaAgora

 

Relembre a chacina.

 

A PM cabo Andreia Regina Bovo Pesseghini denunciou que foi convidada, pelos seus colegas de farda, para participar de uma quadrilha especializada em assalto a caixas eletrônicos. Resultado: foi executada. E por ser seu marido um sargento, ele também terminou assassinado, com o filho menor, Marcelo, de 14 anos. A chacina não terminou aí. A mãe e a tia de Andreia morreram da mesma maneira. Usaram a arma da policial Andreia. Cinco tiros, cinco balas, cinco mortos. E continuam os rendosos assaltos a caixas eletrônicos. Leia mais. 

22
Ago17

Os casamentos em Brasília, surpreendendo sempre… e uma Igreja emergiu do Lago Paranoá!

Talis Andrade

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As 500 cadeiras da igreja que emergiu no Lago Paranoá especialmente para casar Vanessa e Adriano

 

 

 

por Hildegard Angel

 



E segue a vida em Brasília… Nesta sexta-feira, um tempo magnífico, e uma igreja emergiu em pleno Lago Paranoá, boiando a bordo de uma imensa balsa, atracada no deck da residência do megaempresário Geovanni Meireles, que, com Andréa, casavam a filha, Vanessa, com Adriano Mesquita. Geovanni é o homem dos helicópteros e jatinhos alugados, que decolam e zarpam, pra lá e pra cá, na Capital Federal, além de atuar no setor de mineração.

 

Para um homem que voa alto, os sonhos são elevados. Daí que concretizou todas as fantasias de um casamento espetacular para Vanessa. A balsa-igreja não comportava apenas o altar, com cenografia de inspiração mourisca, como também as cadeiras dos 500 convidados e o palco da orquestra. A solenidade foi às quatro da tarde. À noite, o espaço virou pista de dança e a orquestra eletrizou, chacoalhou Brasília inteira com seu som.

 

E quem era essa ‘Brasília inteira’? O casal senador Fernando Collor e Caroline, cujas filhas gêmeas foram daminhas do casamento; o senador Cyro Nogueira, de quem Geovanni é muito próximo; Raimundo e Gitana Lyra; nosso embaixador no Irã, Azeredo Santos, e Marília. Do Rio de Janeiro, estavam o desembargador Paulo Cesar Espírito Santo, presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, e sua Leise, juíza, Walter Moraes e Maria Célia, Ângela Fragoso Pires. E assim seguiu a procissão de homens de poder e mulheres de longos.

 

Tudo nesse casamento teve inspiração das Arábias. Do bolo, com quase dois metros, cortado com espada, ao inacreditável vestido de mil e uma noites da noiva. Nos salões da residência à beira do Lago, onde foi construído o deck para ancorar a balsa-Igreja, mal sobrava uma nesga de parede, teto ou alisar de porta. Tudo eram flores e flores, em tons de rosa, subindo pelas paredes, como se fossem heras, se esparramando pelos tetos, transformando as salas em grandes caramanchões.

 

Foi um casamento civil no altar, não houve cerimônia religiosa. A religião consistiu numa bênção, que padre Fábio de Mello, um dos padrinhos, conferiu aos noivos, simbolicamente, através de canção interpretada por ele, para delírio dos presentes, que após a cerimônia cercaram o padre pop star pedindo selfies. Fábio e o pai da noiva são grandes amigos.

 

E assim finalizo o relato de mais um casamento grandioso, entre tantos que já descrevi, realizados em Brasília, sem dúvida a cidade que, quando casa suas jovens herdeiras, surpreende sempre, supera expectativas, estabelece novos limites em ousadia e rasgos de generosidade.

 

Já houve uma noiva brasiliense que importou da cidade de Baccarat, na França, 350 candelabros de cristal, e encomendou na fábrica de Limoges, naquele país, 700 pratos de porcelana com seu monograma; outra mandou construir um palácio, especialmente, para depois da festa o demolir; mais uma reuniu no altar as mulheres de sua família e as madrinhas, todas elas vestindo haute couture francesa, Christian Dior. Enfim, o auge do luxo e do refinamento. Coisas que a gente só lê nos livros de estória, e que só mesmo a pena de uma colunista social para descrever…

 

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As flores subiam pelas paredes, como heras, derramavam-se pelos tetos, não deixando quase uma nesga para se enxergar a alvenaria… as mesas de doces eram em degradê

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O bolo romântico e florido alcançava quase dois metros de altura com seus 10 andares

doces em forma de flores.jpg

Os doces nas mesas “bordavam” flores

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Valsa de luzes

Mais fotos do casamento ostentação 

21
Ago17

Evocação de Natal

Talis Andrade

por Djalma Maranhão

 

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                                          Foto Adelmaro Cavelcanti Cinha Júnior

 

 


Não te esquecerei, Natal!
Os olhos do sol transpondo as dunas,
Iluminando a cidade
Que dormiu embalada
Pelo sussurro das águas do Potengi.

dunas.jpg

 


(…)


Não te esquecerei, Natal!
No lirismo de teus poetas;
O quase bárbaro Itajubá
E o quase gênio Otoniel
E também o alucinado Milton Siqueira.
Jorge Fernandes esbanjando poesia
Na mesa de um bar
Era a imagem viva de um Verlaine.

milton siqueira .jpg

 


(…)


Não te esquecerei, Natal!
A vocação libertária do teu povo,
A pregação caudilhesca de Zé da Penha,
Alguns políticos enganando o povo,
Que um dia ganhará conscientização.


(…)


Anoto para o futuro as lutas de hoje
Dos jovens sacerdotes
Plasmados por Dom Eugênio e Dom Nivaldo,
Para os duros embates sociais
Na fidelidade às Encíclicas de João XXIII,
Herdeiros do sacrifício de Frei Miguelinho.


(…)


Não te esquecerei, Natal!
A velha Simôa,
Mais imoral que uma antologia de Bocage,
Chico Santeiro, O Aleijadinho potiguar,
Esculpindo os seus bonecos de madeira,
Com uma ponta de canivete.

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(…)


Não te esquecerei, Natal!
Encontro os teus pescadores no Ano do Centenário,
Com a mesma audácia dos irmãos Polinésios,
Numa jangada de velas esfarrapadas,
Levando a mensagem do Potengi a Baia Guanabara.


(…)


Água de coco com aguardente,
Era e continua sendo o melhor uísque nacional.
E o menestrel escravo Fabião das Queimadas,
Que libertou a si e a própria mãe,
Ganhando dinheiro, cantando e tocando rabeca.

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 Fabião das Queimadas


(…)


Não te esquecerei, Natal!
A revolução liberal de 1930,
Meu batismo nas lutas sociais.
Fanfarras agitando, agitando,
Muitos discursos, poucos tiros.


(…)


A voz do fogo do seus tribunos,
Ontem, contra o colonialismo,
Hoje frente ao imperialismo.


Não te esquecerei, Natal!

 

---

Poema escrito no Uruguai.

Transcrevi trechos 

 

21
Ago17

A ronda da noite de Djalma Maranhão

Talis Andrade

 

djalma-maranhao.jpg

 

 

 


Estreladas noites Djalma passava
pel’A República dirigindo um jipão
que parecia um trator. O velho jipão
dos tempos da Grande Guerra
subia descia morros
dançava na areia fofa
das ruas que Djalma mandava ladrear.


O jipão seguia ziguezagueando
por desalinhadas ruas
ladeadas de casinhas de presépio.
Casinhas que a lua alumiava.
Ruas que exibiam os mistérios da noite
como uma mulher mostra os encantos
exclusivamente para o amante.
Ruas em que Djalma mandava levantar
postes de iluminação.


Djalma conhecia as quinas
as curvas das ruas estreitas.
Nos becos e botecos
saltava para um trago.
Djalma conhecia os moradores
as cantorias os amores
as aventuras dos pescadores.
Djalma bêbedo da paisagem
– o encantamento das dunas
estendendo o mar
transformado em areia.


Djalma bêbedo de saudade de Natal
contava histórias de quando preso
nas masmorras de Getúlio
parecendo previa carregadas nuvens
fechariam o tempo fechariam as casas.


Djalma levou consigo a saudade
para a escuridão do cárcere.
A evocação no exílio
lhe consumiu o coração.
Djalma voltou para Natal
dentro de um caixão.

 

---

Foto Jornalista Djalma Maranhão, quando prefeito de Natal

Mais poesia de Talis Andrade aqui

 

 

21
Ago17

Afinal, o Rio de Janeiro está ou não está em guerra?

Talis Andrade

 

por María Martín

 

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Pessoas olham para o corpo de um dos homens executados pela polícia do Rio

 

 

O jornal do Rio de Janeiro Extra lançou na terça-feira, 15 de agosto, uma nova editoria que despertou polêmica: GUERRA. A iniciativa, diz o diário fluminense, busca um espaço onde publicar “tudo aquilo que foge ao padrão da normalidade civilizatória, e que só vemos no Rio”. “Um feto baleado na barriga da mãe não é só um caso de polícia. É sintoma de que algo muito grave ocorre na sociedade. A utilização de fuzis num assalto a uma farmácia não pode ser registrada como uma ocorrência banal”, disse o jornal do grupo Globo em seu editorial. “A morte de uma criança dentro da escola ou a execução de um policial são notícias que não cabem mais nas páginas que tratam de crimes do dia a dia”.

 

O controle de território por milícias, grupos de extermínio e traficantes com fuzis é outra das características do Rio, onde há, segundo o jornal Extra, 843 áreas dominadas por bandos armados.

 

Embora a PM, na sua conta do Twitter, tenha aplaudido a iniciativa do jornal de pôr nome ao que não pode ser considerado normal, dentro da corporação alertam sobre o receio de oficializar o termo. “Nenhuma autoridade vai admitir. Parece que é admitir o próprio fracasso”, afirma um nome do alto comando da PM do Rio. A mesma fonte, no entanto, continua: “Eu acho que os números de mortos e feridos são de guerra, as armas são de guerra, as condutas dos criminosos são de uma guerrilha urbana. A gente pode chamar de outra coisa, mas qual seria o termo?”.

 

Familiarizado com a barbárie da guerra civil na Síria, Paulo Sergio Pinheiro, pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da USP, lamenta a naturalização do termo e, ainda mais, “a ocupação militar do Rio”. “O crime organizado não pode ser enfrentado como se fosse uma guerra. Repito a mesma coisa desde 1984”, reclama. Pinheiro, que é presidente da Comissão Independente de Inquérito da ONU sobre a Síria, defende que “o uso de armas não basta para qualificar como guerra o confronto com grupos criminosos” e chama a atenção sobre o que a guerra comporta. “O problema da ocupação militar do Rio é que por não ser um conflito armado não internacional –como uma guerra civil que implica a existência de grupos rebeldes, separatistas ou étnicos contra o Estado– as ações dos soldados (mortes, tortura...) atuando em comunidades urbanas, não podem ser controladas pelo direito humanitário e são fundamentalmente crimes comuns praticados por militares que ficarão impunes. Até a guerra é uma coisa que pode ser feita em contextos legais, o que não vemos que aconteça aqui”. Transcrevi trechos. Leia mais

20
Ago17

Brasil registra mais de dez estupros coletivos por dia

Talis Andrade

BRA_FDSP.jpg

 


A curra representa hoje 15% dos casos de estupro atendidos pelos hospitais

 

 

Veja - Segundo dados do Ministério da Saúde, divulgados hoje (20) pelo jornal Folha de S.Paulo, o número de notificações de estupros coletivos – registrado pelos hospitais que atendem as vítimas –mais do que dobrou desde 2011, passando de 1 570 para 3 526, em 2016.

 

Trata-se da primeira vez em que se capta o crescimento desse crime no Brasil. Isso porque, na polícia esse tipo de violência sexual, praticada por mais de um agressor, usualmente não era contabilizado em separado de outros casos de estupro. Desde 2011, entretanto, tornou-se obrigatória a notificação por parte de serviços de saúde, públicos ou privados, como hospitais. As informações passaram a ser agrupadas pelo ministério.

 

Os estados Acre, Tocantins e Distrito Federal lideram as taxas de estupro coletivo por cem mil habitantes, com 4,41, 4,31 e 4,23, respectivamente. Esse tipo de crime representa hoje 15% dos casos de estupro atendidos pelos hospitais.

 

Porém, acredita-se que os dados do Ministério da Saúde indicariam apenas uma parte dos crimes. A situação seria ainda pior. Normalmente, os ataques são subnotificados e, além disso, nem todas as vítimas procuram hospitais ou a polícia, devido a razões diversas, como vergonha de ter sido alvo. Além disso, consta que 30% das cidades ainda não forneceram informações sobre a situação em suas regiões.

 

 

 

 

 

20
Ago17

de Stella Leonardos

Talis Andrade

EXERCÍCIO SOBRE “O EMPAREDADO”
(PROSA POÉTICA DE CRUZ E SOUSA)

cruz-e-sousa-aos-22.jpg

 


Quem nega que essas pedras emparedam
– tantas e tantas pedras cumuladas –
são cúmulos de céus apedrejados,
asas de astros partidos que se empedram?


Entre as penas do pássaro apresado
e cada pedra posta sobre pedra
repercute teu solo negregado.


Com tal ritmo, metal, sonoridade,
que consegues romper paredes pétreas,
que gravas na prisão a sombra grave
de um pássaro apenado e te libertas.

 

--

In Poetas Cantam Poetas

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