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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

11
Abr18

Ditadura de Moro isola Lula em cárcere da República de Curitiba. Governadores e senadores desmoralizados

Talis Andrade

 

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Que democracia é esta que impede um preso político de falar com as mais altas autoridades constituídas?

 

O juiz Sergio Moro vem proibindo que prefeitos de Capital e governadores de Estados e líderes e presidentes de organizações dos direitos humanos visitem o ex-presidente Lula preso incomunicável em um cárcere de segurança máxima.

 

Um governador tem a primazia sobre o presidente da Assembléia Legislativa e sobre o presidente do Tribunal Estadual de Justiça.

 

Um prefeito tem primazia sobre o juiz da comarca do município e sobre o presidente da Câmara Municipal de Vereadores.

 

Moro, ditador do judiciário, impede um preso de falar não só com o governador de um Estado, e sim com todos os governadores de uma Região, o Nordeste, que ele despreza e ofende e humilha.

 

Moro sempre abusou do poder. Se um preso não pode ser ouvido por uma autoridade, com mais ninguém pode falar, nem mesmo um parente. Esse isolamento imposto significa e resulta em um suplício.

 

Moro é um juiz cruel, desumano, ignóbil, demoníaco, torturador.

Governadores e senadores impedidos de visitar lula

 Governadores e senadores impedidos de visitar Lula

 

"Eu fiquei surpreso com o fato de não termos conseguido que o presidente Lula tivesse um direito respeitado e assegurado na Lei de Execução Penal que é o direito à visita, está no artigo 41 infelizmente mais uma decisão inexplicável em que se considerou que seria uma espécie de privilégio", afirmou o governador Flávio Dino.

 

Escreve Helena Martins, da Agência Brasil: Nove governadores e três senadores foram na tarde desta terça-feira (10) à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso desde sábado (7), para visitá-lo. Mas a entrada não foi autorizada pela 13ª Vara Federal de Curitiba.

 

Em seu despacho, a juíza federal substituta Carolina Moura Lebbos disse que "não há fundamento para a flexibilização do regime geral de visitas próprio à carceragem da Polícia Federal. Desse modo, deverá ser observado o regramento geral. Portanto, incabível a visitação das pessoas indicadas na petição".

 

“Infelizmente, não conseguimos, pois teve uma decisão judicial que contraria a lei”, disse a presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), senadora Gleisi Hoffmann (PR), que afirmou que foi deixada uma carta para o ex-presidente. Governador do Maranhão e ex-juiz federal, Flávio Dino disse que “entre as regras da carceragem e a Lei de Execução Penal, todos sabemos que a lei tem primazia. E o artigo 41 da lei diz que o preso tem direito a visita do cônjuge, da companheira, de parentes e amigos”.

 

Questionado se o pedido não infringiria as regras da carceragem, ele disse que “não há nenhuma justificativa razoável e nós estamos particularmente incomodados com isso ser tratado como regalia. O que é direito não é regalia”, afirmou Dino.

 

Além de Flávio Dino e Gleisi, compareceram à superintendência os governadores Camilo Santana (Ceará), Renan Filho (Alagoas), Ricardo Coutinho (Paraíba), Rui Costa (Bahia), Tião Viana (Acre), Paulo Câmara (Pernambuco), Valdez Gois (Amapá) e Wellington Dias (Piauí), bem como os senadores Lindberg Farias (PT-RJ) e Roberto Requião (MDB-PR).

 

Mobilizações

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Também na tarde de hoje, a Executiva Nacional do PT divulgou nota oficial em que afirma que continuará as mobilizações em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre as medidas aprovadas, está a manutenção de acampamentos permanentes em Curitiba e Brasília.

 

Além dos acampamentos, o PT indicou a criação de comitês locais e a realização de atos envolvendo artistas e juristas. Segundo o partido, há manifestação em defesa da liberdade de Lula previstas para hoje em Nova York, Madri e Dublin. Apoiadores também têm estimulado o envio de cartas e realização de ligações para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde o ex-presidente está preso.

 

As resoluções foram aprovadas em reunião que ocorreu em Curitiba, para onde o comando político do PT foi transferido de forma simbólica desde ontem (9). No mesmo dia, a Executiva do partido informou em nota que “Lula continua sendo nosso candidato à Presidência da República e sua candidatura será registrada no dia 15 de agosto, conforme a legislação eleitoral”.

 

*Colaborou Danyele Soares, repórter do Radiojornalismo da EBC. Matéria ampliada às 16h43.

 

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