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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

17
Out17

Trabalho escravo a mais hedionda e criminosa corrupção

Talis Andrade

Para não tocar nos senadores, a Lava Jato não investiga os crimes para que foi criada: os tráficos de drogas e diamantes.

 

Fica no prende e solta doleiros, para encontrar seletivos delatores. Até o dono de um posto de gasolina em Brasília, que foi o primeiro preso, e deu o nome Lava Jato à operação policial, já se encontra livre, e atuando no mesmo negócio, que nada muda no quartel de Abrantes.

 

A Lava Jato, politicamente, abalou a História do Brasil:

 

1. Promoveu o impeachment de Dilma Rousseff.

 

2. Empossou Michel Temer na presidência da República Federativa do Brasil.

 

Falsas campanhas de combate à corrupção tiveram consequências idênticas na derrubada ou eleição e posse de presidentes: 

 

1. A Revolução de Trinta que fez Getúlio Vargas ditador.

 

2. A criação da República do Galeão que suicidou Getúlio Vargas e amaldiçoou o Cadete para todo o sempre. O Cadete adoeceu Café Filho (agosto de 1954), amedrontou Carlos Luz (presidente por três dias, de 8 a 11 de novembro de 1955), sobressaltou Nereu Ramos, que jurou não ficar mais de 51 dias, de 11 de novembro de 1955 a 31 de janeiro de 1956, quando foi empossado Juscelino Kubitschek. Atemorizado por fantasmas golpistas, JK cuidou de sair do Cadete, e construiu o palácio do governo em uma cidade inventada, o Alvorada em Brasília.

 

 

3. A campanha da vassoura que elegeu Jânio.

 

4. A ditadura militar de 64 que exilou o presidente João Goulart.

 

5. A campanha contra os marajás que elegeu Collor.

 

As revoluções, os golpes, os putschs, os arranca-rabos, as campanhas eleitorais contra a corrupção nunca param.  Como farsa, o juiz e investigador Sergio Moro instalou a República do Paraná, com a fixação da prisão anunciada de Luís Lula da Silva.

 

A mania obsessiva de Moro faz a Lava Jato esquecer os mais hediondos crimes da história da humanidade praticados no Brasil da tortura, das prisões políticas, do fanatismo religioso, do salário mínimo do mínimo, das 500 mil prostitutas infantis.

 

Moro investigou empresas e mais empresas, fazendas e mais fazendas, inclusive imensos latifúndios, prendeu doleiros do tráfico de moedas, de drogas, do turismo sexual, e nunca se deparou com um escravo, e nunca se preocupou com as condições de trabalho e moradia do brasileiro assalariado.

 

"A escravatura humana atingiu o seu ponto culminante na nossa época sob a forma do trabalho livremente assalariado", afirmou o filósofo George Bernard Shaw.

 

 

“O Brasil, último país a acabar com a escravidão tem uma perversidade intrínseca na sua herança, que torna a nossa classe dominante enferma de desigualdade, de descaso”, historiou Darcy Ribeiro.

A reforma trabalhista de Michel Temer aumenta o número de escravos. Nada mais corrupto que a escravidão que persiste.

 

A imprensa destaca: a atual farsa da Lava Jato é apenas a máscara nova de um jogo velho que completa cem anos.

 

A escravidão, e não corrupção, define a sociedade brasileira, diz Jessé Souza. 

 

Gritam as manchetes de hoje, e os juizes, os promotores, os delegados, os procuradores da Lava Jato continuam de ouvidos moucos:

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